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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910On-line version ISSN 1518-8787

Rev. Saúde Pública vol.42 no.3 São Paulo June 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102008000300005 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Estudo comparativo de condutas de saúde entre universitários no início e no final do curso

 

 

Carolina da FrancaI; Viviane ColaresII

IPrograma de Pós-Graduação da Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP). Universidade de Pernambuco (UPE). Camaragibe, PE, Brasil
IIFOP/UPE. Camaragibe, PE, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar as diferenças nas condutas de saúde de estudantes da área de saúde de universidades públicas no início e no final do curso.
MÉTODOS: Estudo realizado com amostra estratificada por curso e por universidade, de 735 estudantes de ciências da saúde de universidades públicas do estado de Pernambuco, em 2006. Os dados foram coletados com a aplicação do questionário National College Health Risk Behavior Survey, validado previamente para utilização com estudantes universitários. Para análise de associação foi utilizado o teste qui-quadrado ou exato de Fisher. Os resultados foram considerados significantes para p<0,05.
RESULTADOS: A maioria dos estudantes era do gênero feminino (69,5%). Um menor percentual de estudantes ao final da graduação informou morar com os pais ou responsáveis. As condutas de violência, relacionadas ao peso e à atividade física não apresentaram diferenças significativas, assim como a maioria das condutas de segurança no trânsito e de alimentação. O consumo de álcool (68,8% vs 83,3%), tabaco (40,7% vs 52,5%) e inalantes (10,2% vs 21,9%) e a prática de relação sexual (62,5% vs 85,0%) foram mais freqüentes entre estudantes do final do curso, com diferenças estatisticamente significativas.
CONCLUSÕES: Em geral, as condutas de saúde não diferiram significativamente entre os estudantes do início e os do final do curso de graduação na área de saúde.

Descritores: Estudantes de Ciências da Saúde. Estilo de Vida. Conduta de Saúde. Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde. Questionários.


 

 

INTRODUÇÃO

As condutas de saúde estabelecidas durante o período da adolescência e juventude podem ter impacto significante na ocorrência de doenças futuras.12 Jovens tendem a adotar condutas de saúde pouco saudáveis. Entre 1990 e 2000 observaram-se mudanças nas condutas de saúde de jovens universitários europeus para um estilo de vida menos saudável.11

Vários estudos em todo o mundo têm abordado diferentes condutas de saúde, como: segurança no trânsito, violência, tabagismo, uso de álcool e drogas ilícitas, comportamento sexual, alimentação, controle do peso e prática de atividade física.1,2,4,9,11

O álcool é a droga mais consumida entre os jovens e importante fator de risco para a adoção de outras condutas de risco para a saúde. Entre estudantes americanos foi encontrada relação do consumo de álcool até a embriaguez com o consumo de cigarro, maconha, cocaína e outras drogas.7 Douglas et al4 observaram que os universitários americanos estavam envolvidos em muitos riscos para saúde, confirmando a importância do monitoramento de tais comportamentos, entre eles: consumo de maconha (14,0%), consumo de cocaína (14,4%) e alto percentual de atividade sexual (86,1%).

Ainda nos Estados Unidos, observou-se relação entre comportamentos de risco entre universitários (acidente de trânsito, consumo de bebida alcoólica e violência) e pensamento suicida.3 Segundo esse estudo, os estudantes que informaram idéia suicida foram mais propensos a carregar armas e se envolver em brigas físicas, dirigir após ter consumido álcool, assim como andar com um motorista que consumiu bebida alcoólica, e raramente ou nunca usar cinto de segurança.

A respeito do tabagismo entre jovens, observou-se que a média de idade para o início do fumo foi na adolescência entre 16 e 17 anos nos Estados Unidos.10 Everett et al5 relatam que quando universitários americanos tentaram parar de fumar, apenas um entre quatro obtiveram sucesso.

Na Turquia, os comportamentos de risco em universitários da capital Ancara, na maioria das vezes, estavam relacionados ao baixo nível socioeconômico; exceto o uso do álcool, relacionado aos grupos mais favorecidos.9

Entre os estudos sobre comportamentos de risco no Brasil, Fiates & Salles6 observaram maior susceptibilidade a distúrbios alimentares entre alunas, especialmente do curso de nutrição, apesar dos conhecimentos adquiridos na graduação. No Paraná, os comportamentos de risco no trânsito foram mais freqüentes entre estudantes de medicina (N=309), que informaram dirigir após ingerir álcool (35,8%), se envolver em acidentes de trânsito (62,7%) e não usar cinto de segurança no banco traseiro (90%).1 No Amazonas, entre universitários de saúde, quase um terço (30,7%) haviam consumido tabaco; coerentemente, a maioria (69,6%) informou que o tabaco "faz muito mal à saúde".8

Diante desses estudos que revelam as condutas pouco saudáveis dos jovens estudantes, faz-se necessário estimular os universitários da área de saúde a adotarem práticas saudáveis. Eles se tornarão orientadores e conselheiros de pacientes nas estratégias de prevenção de doenças.

Entretanto, poucos estudos têm priorizado a investigação das condutas de saúde entre futuros profissionais de saúde. O presente estudo teve por objetivo analisar as diferenças nas condutas de saúde de estudantes da área de saúde de universidades públicas no início e no final do curso.

 

MÉTODOS

A população-alvo foi composta de universitários da área de saúde de 13 cursos de duas universidades públicas do estado de Pernambuco, regularmente matriculados no início e final do curso. O cálculo amostral foi estratificado por curso e por universidade, totalizando uma amostra de 439 indivíduos (229 do início e 210 do final do curso). Para determinação do tamanho da amostra em cada período analisado foram considerados: o objetivo de determinação dos percentuais (prevalências) dos fatores de risco, prevalências obtidas na amostra da pesquisa mais próximas de 50%, margem de erro de 5%, confiabilidade de que a margem de erro não seja ultrapassada, número de alunos em cada período nas duas universidades. A amostra final foi constituída de 735 alunos, 352 do início e 383 do final do curso.

Foram considerados estudantes de início do curso aqueles matriculados no primeiro semestre e os de final do curso, matriculados no último semestre com disciplinas teóricas. Esse critério foi adotado para que todos os alunos pudessem responder ao questionário em sala de aula.

A coleta de dados foi realizada em sala de aula, na disciplina que apresentou o maior número de alunos matriculados, aplicando-se um questionário individual, anônimo e auto-aplicável. O período da coleta de dados foi entre abril e agosto de 2006.

O instrumento de coleta de dados foi o questionário National College Health Risk Behavior Survey (NCHRBS) sobre condutas de saúde desenvolvido pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC),13 dos Estados Unidos. Este questionário aborda informações sociodemográficas e os seguintes temas relacionados à saúde: segurança no trânsito, comportamentos relacionados à violência, consumo de drogas lícitas (álcool e tabaco) e ilícitas, comportamento sexual, hábitos alimentares, percepção do peso e prática de atividade física.

Para análise dos dados foram utilizadas técnicas de estatística descritiva e inferencial. Inicialmente foi realizada uma análise exploratória univariada para observar a distribuição de freqüências das variáveis estudadas. Para a análise de associação entre variáveis foi utilizado o teste qui-quadrado ou o teste exato de Fisher. Os resultados foram considerados estatisticamente significantes para um valor de p<0,05.

Os dados foram digitados em planilha eletrônica e os cálculos estatísticos foram feitos utilizando-se o SPSS versão 13.0.

O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade de Pernambuco (protocolo nº 087/04). Todos participantes assinaram termo de consentimento informado, sendo garantido o anonimato e sigilo.

 

RESULTADOS

Do total de 1.083 estudantes elegíveis, participaram 735, sendo 480 de uma universidade e 255 da outra. A distribuição por gênero mostrou que aproximadamente dois terços (69,5%) dos participantes eram do gênero feminino. A maioria (76,7%) informou morar com os pais ou responsáveis, apresentando uma redução de 7,5% (p<0,001) entre os estudantes do final do curso.

As condutas relacionadas à violência não apresentaram diferenças significativa entre o início e o final do curso. A maioria das condutas de segurança no trânsito não apresentou diferenças significativas entre os dois grupos, com exceção para o uso do cinto no banco da frente do carro que foi mais freqüente entre estudantes do final do curso. No entanto, o consumo de bebida alcoólica por motoristas apresentou significativamente um maior percentual entre estudantes do final do curso (Tabela 1).

A Tabela 2 mostra que tanto o consumo de tabaco como de álcool apresentaram percentuais elevados entre os estudantes, especialmente entre aqueles do final do curso. Observou-se diferença significativa com relação ao uso na vida do tabaco, maior entre os universitários concluintes. O número de estudantes que consumiam maconha ao final do curso foi mais que o dobro de estudantes do primeiro semestre, constatando-se diferença significativa; o consumo de outras drogas ilícitas também foi mais elevado entre os estudantes do último semestre.

Em relação ao comportamento sexual, a maior parte das condutas mostrou diferenças significativas entre os grupos de estudantes (Tabela 3).

A maioria das condutas relacionadas à alimentação não apresentaram diferenças significativas entre os dois grupos, apenas o consumo de salgadinhos foi significativamente menor entre estudantes do final do curso (Tabela 4). Nesta Tabela observa-se ainda que a atividade física apresentou uma diferença significativa entre os dois grupos, sendo mais freqüente entre os estudantes do último semestre.

 

DISCUSSÃO

De maneira geral, as condutas de saúde entre os estudantes do início e do final da graduação não apresentaram diferenças significativas. Porém, observaram-se maiores percentuais de hábitos nocivos, como tabagismo e consumo de bebida alcoólica entre os estudantes do final do curso.

Esperava-se que as condutas saudáveis, favoráveis à promoção de saúde, fossem mais prevalentes ao final de um curso na área de saúde. No entanto, alguns hábitos nocivos à saúde apresentaram maiores percentuais entre os estudantes concluintes. Faz-se necessário o desenvolvimento de outros estudos, que investiguem os fatores relacionados e que considerem, além da informação, a motivação dos comportamentos relacionados à saúde.

Os resultados encontrados estão de acordo com aqueles encontrados por Steptoe et al,11 que não observaram mudanças direcionadas para um estilo de vida mais saudável nos comportamentos de saúde de universitários europeus entre 1990 e 2000.

As condutas relacionadas à violência apresentaram percentuais baixos e sem diferenças significativas entre os dois grupos. Tentativa de suicídio foi informada por um pequeno percentual de estudantes em ambos os grupos (1,1%) no presente estudo, em concordância com o resultado encontrado por Barrios et al,3 (1,7%), entre estudantes americanos.

Com relação à segurança no trânsito, o uso de cinto no banco da frente do carro foi significativamente mais freqüente entre estudantes do final do curso. No entanto, no banco traseiro do carro o uso do cinto apresentou freqüências muito baixas, sem diferença significativa entre os dois grupos. É provável que o hábito de uso do cinto de segurança esteja mais relacionado a medidas punitivas, como multas de trânsito, do que a medidas educativas, com a conscientização da necessidade de preservação da integridade física do indivíduo.

Por outro lado, mesmo com a proibição por lei de dirigir após consumir bebida alcoólica, o percentual desta conduta foi maior entre os estudantes ao final do curso, semelhante ao resultado encontrado por Andrade et al1 entre estudantes paranaenses de medicina do gênero masculino. Essa conduta de risco entre universitários brasileiros apresenta um percentual que apóia o alto percentual de acidentes fatais encontrado pelo Departamento Nacional de Trânsito,* tanto no Brasil (26,5%) como em Pernambuco (27,8%) entre a população da faixa etária estudada. Faz-se necessário atuar sobre esses jovens condutores a fim de protegê-los e a população geral usuária das vias públicas.

Observou-se uma diferença de 11,8% do uso na vida do tabaco entre os estudantes do início e do final do curso, sugerindo a necessidade de intervenção preventiva no início do curso. O percentual dos que já consumiram na vida o tabaco atingiu mais da metade dos estudantes do final do curso, semelhante ao resultado (54,7%) encontrado por Von Ah et al12 entre universitários americanos.

O uso freqüente do tabaco também apresentou tendência maior entre os universitários no final dos cursos (11%) do que entre os estudantes do primeiro semestre (7,1%). Esse resultado é preocupante, pois segundo Pierce & Gilpin,10 o início desse vício entre jovens tem expectativa de duração de 16 anos para o gênero masculino e 20 anos para o gênero feminino. Esses autores sugerem que a prevenção seja feita contra a experimentação já que, depois de instalado, o vício apresenta expectativa de longa duração.

A tentativa de parar de fumar apresentou resultados muito próximos entre os grupos, 40% entre os estudantes do primeiro semestre e 42,3% entre os estudantes do final do curso, apesar do percentual de fumantes regulares ter sido significativamente maior entre os estudantes do final do curso. Enquanto muitos estudantes experimentavam o tabaco, correndo alto risco de se tornarem fumantes, poucos conseguiram abandonar o vício,5 reforçando a sugestão de Pierce & Gilpin10 em prevenir a primeira experiência com o tabaco.

O álcool teve o consumo informado por alto percentual de estudantes, semelhante ao encontrado por Lucas et al8 entre universitários amazonenses. Provavelmente, isso se deve ao álcool ser uma droga lícita e incentivada nas relações sociais. Assim como as outras drogas, o álcool leva a estado de consciência alterado e deixa o indivíduo susceptível a comportamentos de risco, como uso de maconha, cocaína e outras drogas ilícitas.7

Com relação às drogas ilícitas, mais estudantes, em especial aqueles do final do curso, informaram consumir inalantes e maconha.

As condutas relacionadas à prática sexual mostraram diferenças significativas entre os dois grupos. Enquanto o relato de atividade sexual foi mais freqüente, o de uso do preservativo foi menor entre estudantes do final do curso. Esse resultado pode ser decorrente de um possível aumento de relacionamentos estáveis entre jovens ao final da graduação. Entretanto, isso não isenta os resultados de preocupação, já que os jovens se tornaram mais expostos as doenças sexualmente transmissíveis.

As atitudes relacionadas ao peso mostraram que houve maior interesse entre os estudantes do final do curso em manter ou perder peso e a atitude mais relatada pelos jovens visando este resultado foi o exercício físico. É possível que o ambiente universitário e os conhecimentos em saúde tenham estimulado os estudantes a se exercitarem, embora esse resultado também possa estar mais relacionado à tendência da sociedade em geral de freqüentar academias de ginástica do que com a intenção de ser mais saudável.

Em conclusão, de maneira geral as condutas de saúde não apresentaram diferenças significativas entre estudantes do início e do final do curso, apesar dos conhecimentos adquiridos durante a graduação.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Viviane Colares
Av. Gal. Newton Cavalcanti, 1.650
54753-220 Camaragibe, PE, Brasil
E-mail: vcolares@elogica.com.br

Recebido: 8/1/2007
Revisado: 10/11/2007
Aprovado: 3/1/2008
C Franca foi apoiada pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco/Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Proc. N. IBPG-0123-4.02/06; bolsa de mestrado).

 

 

Artigo baseado na dissertação de mestrado de C Franca apresentada à Universidade de Pernambuco (UPE), em 2006.
* Ministério das Cidades. Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN. Anuário estatístico de acidentes de trânsito – 2002 [acesso em 7 jul 2006]. Disponível em: http://www.denatran.gov.br/acidentes.htm

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