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Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910versão On-line ISSN 1518-8787

Rev. Saúde Pública vol.43 no.2 São Paulo abr. 2009  Epub 06-Mar-2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102009005000009 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Idade como fator prognóstico no câncer de mama em estádio inicial

 

Edad como factor pronóstico en el cáncer de mama en fase inicial

 

 

Bernardo Garicochea; Alessandra Morelle; Ana Elisa Andrighetti; Anna Cancella; Ângelo Bós; Gustavo Werutsky

Serviço de Oncologia Clínica. Hospital São Lucas. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a idade como fator prognóstico no câncer de mama em estádio clínico inicial.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo que analisou as características clínicas e a sobrevida livre de doença de 280 pacientes entre 25 e 81 anos com câncer de mama estágio clínico I e II com acompanhamento em hospital de Porto Alegre (RS), de 1995 a 2000. Dados clínicos, patológicos, tratamento e desfechos foram extraídos dos prontuários das pacientes. As pacientes foram divididas em dois grupos conforme a idade ao diagnóstico (<40 anos e >40 anos). Os dois grupos foram comparados quanto ao estágio clínico, histologia, expressão de receptores hormonais, terapia e radioterapia utilizando o teste qui-quadrado e/ou exato de Fisher e para análise de sobrevida, o teste de long-rank e método de Kaplan-Meier.
RESULTADOS: Do total de 280 mulheres estudadas, 54 (19,3%) tinham até 40 anos de idade. Ambos os grupos de pacientes eram similares em estágio clínico, histologia e expressão de receptores hormonais. A proporção de pacientes com sobrevida livre de doença em seguimento de 56 meses foi significativamente maior nas pacientes acima de 40 anos (84% versus 70%). Proporcionalmente, as pacientes mais jovens receberam mais terapia adjuvante (88,8% versus 77,8%). Houve diferença significativa na probabilidade das mulheres acima de 40 anos de permanecerem livre de doença (84%), sendo mais evidente quando comparadas às pacientes com < 40 anos em estágio clínico I.
CONCLUSÕES: Os achados confirmam que mulheres de até 40 anos com câncer de mama inicial apresentam um pior prognóstico. Entretanto, tal prognóstico parece não estar relacionado a maior número de casos com receptores hormonais negativos. Pacientes jovens que permaneceram livre de doença receberam mais terapia adjuvante, sugerindo efeito positivo da quimioterapia e hormonioterapia.

Descritores: Mulheres. Neoplasias da Mama. Idade de Início. Efeito Idade. Diagnóstico Precoce. Prognóstico. Estudos Retrospectivos.


RESUMEN

OBJETIVO: Analizar la edad como factor pronóstico en el cáncer de mama en fase clínico inicial.
MÉTODOS: Estudio retrospectivo que analizó las características clínicas y la sobrevida libre de enfermedad de 280 pacientes entre 25 y 81 años con cáncer de mama fase clínica I y II con acompañamiento en hospital de Porto Alegre (Sur de Brasil), de 1995 a 2000. Datos clínicos, patológicos, tratamiento y resultados fueron extraídos de los prontuarios de las pacientes. Las pacientes fueron divididas en dos grupos conforme la edad al diagnóstico (<40 anos y >40 anos). Los dos grupos fueron comparados con relación a la fase clínica, histología, expresión de receptores hormonales, terapia y radioterapia utilizando la prueba chi-cuadrado y/o exacto de Fisher y para análisis de sobrevida, la prueba de long-rank y método de Kaplan-Meier.
RESULTADOS: Del total de 280 mujeres estudiadas, 54 (19,3%) tenían hasta 40 años de edad. Ambos grupos de pacientes eran similares en fase clínica, histología y expresión de receptores hormonales. La proporción de pacientes con sobrevida libre de enfermedad en seguimiento de 56 meses fue significativamente mayor en las pacientes mayores de 40 años (84% vs. 70%). Proporcionalmente, las pacientes más jóvenes recibieron más terapia adyuvante (88,8% vs. 77,8%). Hubo diferencia significativa en la probabilidad de las mujeres mayores de 40 años de permanecer libre de enfermedad (84%), siendo más evidente cuando se compararon con las pacientes con < 40 años en fase clínica I.
CONCLUSIONES: Los resultados confirman que mujeres de hasta 40 años con cáncer de mama inicial presentan un peor pronóstico. Sin embargo, tal pronóstico parece no estar relacionado con el mayor número de casos con receptores hormonales negativos. Pacientes jóvenes que permanecieron libres de enfermedad recibieron más terapia adyuvante, sugiriendo efecto positivo de la quimioterapia y hormonaterapia.

Descriptores: Mujeres. Neoplasias de la Mama. Edad de Inicio. Efecto Edad. Diagnóstico Precoz. Pronóstico. Estudios Retrospectivos


 

 

INTRODUÇÃO

O câncer de mama em pacientes abaixo dos 40 anos é incomum, constituindo aproximadamente 7% de todos os casos diagnosticados.15 Conforme vários estudos epidemiológicos nos últimos 20 anos,3,5,6,13 esse grupo de pacientes tem chamado especial interesse por estar associado com um pior prognóstico quando comparado com casos diagnosticados acima dos 40 anos. A maioria desses dados refere-se à Europa e Estados Unidos. A incidência, sobrevida e mortalidade do câncer de mama podem variar de acordo com diferentes áreas geográficas.16 Estudo recente na população indiana mostrou altas taxas de sobrevida em pacientes jovens,16 mas sem estratificação na análise sobre o estágio clínico e as características das pacientes. Da mesma forma, estudo em Singapura4 observou que pacientes com câncer de mama abaixo dos 35 anos tiveram um prognóstico melhor que pacientes acima desta idade. Estudo na população dinamarquesa13 mostrou apenas diferença prognóstica em pacientes jovens com câncer de mama em estágio inicial.

A definição da idade como fator prognóstico relevante é fundamental em câncer de mama localizado, pois trata-se de uma patologia potencialmente curável, indicando a necessidade de um tratamento mais agressivo, caso essa população apresente alta taxa de recorrência e baixa sobrevida. Em países em desenvolvimento, a definição de que essas pacientes compõem um grupo de alto risco pode estimular o desenvolvimento de políticas específicas e mais efetivas na abordagem dessa população. O objetivo do presente estudo foi analisar a idade como fator prognóstico do câncer de mama em estádio clínico inicial.

 

MÉTODOS

Estudo retrospectivo e descritivo com dados secundários que analisou pacientes diagnosticadas com câncer de mama em estádio inicial, tratadas em hospital universitário localizado no município de Porto Alegre (RS), entre 1995 e 2000. Foram selecionados 280 casos de câncer de mama em estádio clínico I e II de acordo com os critérios do "American Joint Committe on Cancer".7

As informações epidemiológicas sobre dados clínicos e patológicos do tumor, regime de tratamento e desfechos como a recidiva do tumor e sobrevida em meses foram extraídas dos prontuários das pacientes. Foram incluídas pacientes com histologia do tumor primário classificado como carcinoma ductal invasor, lobular invasor e outros tipos. A extensão do componente intraductal não foi categorizado. As pacientes realizaram mastectomia ou cirurgia conservadora, todas com dissecção axilar, radioterapia adjuvante e foram acompanhadas após a cirurgia em consultas ambulatoriais a cada três meses nos dois primeiros anos e a cada seis meses do terceiro ao quinto ano. Foram formados dois grupos etários de pacientes, sendo um com idade até 40 anos completos e o outro acima desta idade. Foram analisadas e comparadas entre os dois grupos: informações sobre o tumor, tratamento, estágio clínico, tipo histológico e grau, presença de receptores de estrogênio e progesterona, uso prévio de quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia. A análise da superexpressão do receptor epidérmico humano 2 (HER2) não foi realizada.

Para comparação do estádio clínico, histopatologia e tratamento entre os dois grupos, foi utilizado o teste qui-quadrado ou, quando indicado, o teste exato de Fisher. A sobrevida livre de doença foi definida como o tempo em meses desde a cirurgia diagnóstico até a recorrência local ou à distância, novo câncer de mama ou morte por qualquer causa. Pacientes que permaneceram livres de doença durante o período de acompanhamento foram julgadas como não tendo sinais de doença. As curvas de sobrevida foram construídas de acordo com os dois grupos de idade e estádio clínico usando o método de Kaplan-Meier desde o diagnóstico. Para comparar os valores de sobrevida foi utilizado o teste de long-rank. A análise estatística foi realizada utilizando-se o software EpiInfo, versão 3.3. A probabilidade de erro alfa <0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

O projeto do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

 

RESULTADOS

No total, 280 pacientes com idade entre 25 e 81 anos e média de 51,8 anos ao diagnóstico foram analisadas. Os grupos etários de paciente foram comparados, sendo 54 pacientes com 40 anos completos ou menos (19,3%) e 226 (80,7%) acima desta idade. A Tabela 1 mostra as características clínicas de ambos os grupos, que foram similares em estádio clínico, histologia e a presença de receptores hormonais. Os dois grupos de pacientes diferenciaram-se de forma significativa quanto à instituição de tratamento após a cirurgia, considerando-se, proporcionalmente, o grupo jovem recebeu mais terapia adjuvante. Entre as pacientes que não receberam terapia medicamentosa adjuvante, hormonioterapia e quimioterapia, 8% eram pacientes jovens e 20% pacientes com mais de 40 anos.

 

 

Durante um seguimento médio de 56 meses a proporção de pacientes que permaneceram livre de doença foi significativamente maior no grupo das pacientes acima de 40 anos (84%) quando comparada com as mais jovens (70%). Um total de 52 pacientes (18,6%) apresentaram recidiva da doença, sendo 15 (28,8%) local, 30 (57,6%) sistêmica e quatro (7,7%) ambos. Devido ao pequeno número de óbitos 28 (10%) neste período, apenas os eventos de recidiva foram analisados entre os grupos. A Tabela 2 mostra a distribuição clínica dos dois grupos de pacientes que permaneceram livre de doença e aquelas que recidivaram. Na análise das pacientes que recidivaram e que permaneceram livre de doença, não houve associação entre os grupos de idade e estádio clinico, histologia, receptor hormonal e radioterapia. A terapia medicamentosa (quimioterapia e/ou hormonioterapia) foi significativamente associada à sobrevida livre de doença em pacientes jovens. A distribuição de terapias nas pacientes que recidivaram apresentou um teste qui-quadrado não significativo devido ao pequeno número de pacientes que receberam terapia em ambos os grupos.

 

 

As curvas de sobrevida livre de doença em cada grupo estão representadas na Figura 1. A curva obtida em pacientes acima de 40 anos indica uma alta probabilidade de permanecer livre de doença em qualquer tempo. Diferenças significativas na probabilidade de permanecer livre de doença também foram observadas conforme o estádio clínico ao diagnóstico (Figura 2). Em estágio clínico IIA e IIB, houve uma tendência das pacientes acima de 40 anos permanecerem livres de doença em comparação com as mais jovens. Apenas no estágio clínico I houve diferença significativa na sobrevida livre de doença entre os dois grupos de idade.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

No presente estudo, mulheres de até 40 anos com câncer de mama inicial apresentam um pior prognóstico. A diferença foi especialmente observada no estádio clínico I, no qual a sobrevida livre de doença foi significativamente menor no grupo mais jovem, apesar do pequeno número de eventos. No estágio clínico II, também houve uma tendência para um menor tempo livre de recidiva neste grupo.

As razões para pacientes jovens terem um pior prognostico são incertas. Estudos12,14 mostraram que tumores em pacientes jovens comumente apresentam fatores de mau prognóstico, tais como alto grau de anaplasia, estatus do receptor hormonal negativo, hiperexpressão de HER2 e alta taxa de linfonodos positivos. Alguns estudos2 têm sugerido que o mau prognóstico deve ser atribuído ao diagnóstico tardio neste grupo de pacientes. A detecção de tumores iniciais em pacientes abaixo de 40 anos submetidas ao rastreamento com mamografia pode ser dificultado devido à alta densidade mamária.11 As diferenças em relação à menor sobrevida e maior risco de recorrência parecem ser mais importantes em pacientes de baixo risco.

Em estudos feitos nos anos 1980 na Universidade da Pensilvânia e na Fox Chase Cancer Center,10 pacientes jovens que se submeteram à cirurgia conservadora e radioterapia para câncer de mama em estádio clínico I e II tiveram recidiva precoce em relação às pacientes mais idosas. Entretanto, pelo limitado período de seguimento, não houve diferença estatisticamente significativa na avaliação de sobrevida livre de doença e sobrevida global. Um estudo6 com seguimento mais longo revelou que as pacientes jovens quando comparadas com as mais idosas apresentaram pior prognóstico naqueles casos de linfonodos negativos, havendo uma tendência para diferença estatística naquelas com linfonodos positivos. Em análise retrospectiva9 de 252 pacientes brasileiras, a idade não foi um fator prognóstico na análise de sobrevida, independentemente do estádio clínico. No presente estudo, o pior prognóstico observado em pacientes jovens não foi correlacionado com a expressão de receptores hormonais do tumor, uma variável que tem sido claramente associada com alto risco para recorrência do câncer de mama, independentemente da idade e das características clínicas das pacientes. Pelo menos um estudo1 mostrou que pacientes jovens, mesmo tendo receptores hormonais positivos, apresentavam um prognóstico adverso quando comparado com as mais idosas. Levanta-se a questão se estas pacientes estariam recebendo um tratamento subótimo, conforme sugerido por estudo de coorte retrospectiva8 da Dinamarca no qual o efeito negativo da idade no prognóstico foi quase exclusivamente visto em doença de baixo risco entre os que não receberam terapia adjuvante citotóxica. Em nosso estudo, pacientes jovens que permaneceram livres de recorrência receberam mais terapia adjuvante do que as pacientes mais idosas. A possibilidade de que as pacientes jovens constituem um grupo de alto risco faz com que a terapia adjuvante seja considerada na maior parte dos casos e, portanto, a administração de quimioterapia para as pacientes mais jovens resulta em menor taxa de recidiva.

O fato de as pacientes jovens terem sido identificadas em estudos prévios como indivíduos com menor probabilidade de responder à terapia hormonal indica que o câncer de mama em pacientes abaixo de 40 anos de idade deve seguir um via distinta na carcinogênese.5,10 Uma vez que síndromes hereditárias ocorrem com maior freqüência em jovens, é concebível que muitas dessas pacientes poderiam ser portadoras de mutações genéticas associadas ao BRCA1 e BRCA2. A alta freqüência de receptores hormonais negativos que caracteriza portadoras de mutação em BRCA1 e BRCA2 pode ser uma evidência que a deficiência de reparo celular, via BRCA-dependente pode ser crucial em indivíduos jovens com câncer de mama. A história familiar não foi acessada no presente estudo, uma vez que a obtenção desta é muito difícil em áreas urbanas em países como o Brasil, onde a migração rural da população é muito freqüente, consequentemente, dados sobre a história médica de antepassados não pode ser obtida de forma confiável.

De acordo com nossos resultados, o câncer de mama em pacientes jovens apresenta pior prognóstico, especialmente naquelas com estágio clínico I. No entanto, contrariamente a alguns estudos5,10,14 , isso não se relacionou à alta freqüência de receptores hormonais negativos. As pacientes jovens que apresentaram maior sobrevida livre de doença receberam mais tratamento adjuvante do que aquelas que recidivaram, sugerindo um efeito positivo da quimioterapia e hormonioterapia nessa população.

 

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Correspondência | Correspondence:
Bernardo Garicochea
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690/708
90610-000 Porto Alegre, RS, Brasil
E-mail: bgarico@terra.com.br

Recebido: 2/1/2008
Revisado: 31/7/2008
Aprovado: 5/9/2008

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