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Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.44 no.6 São Paulo dez. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102010000600019 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Distúrbios psíquicos menores e condições de trabalho em motoristas de caminhão

 

Disturbios síquicos menores y condiciones laborales en conductores de camión

 

 

Melissa Araújo UlhôaI; Elaine Cristina MarquezeI; Lúcia Castro LemosI; Luna Gonçalves da SilvaI; Amanda Aparecida SilvaI; Patrícia NehmeI; Frida Marina FischerII; Claudia Roberta de Castro MorenoII

IPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
IIDepartamento de Saúde Ambiental. FSP-USP. São Paulo, SP, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Estimar a prevalência de distúrbios psíquicos menores e identificar estressores associados entre motoristas de caminhão.
MÉTODOS: Estudo transversal conduzido com 460 motoristas de caminhão de uma transportadora de cargas das regiões Sul e Sudeste do Brasil, em 2007. Os trabalhadores preencheram questionário com dados sociodemográficos, estilos de vida e condições de trabalho. As variáveis independentes foram condições de trabalho, incluindo estressores ocupacionais, satisfação e demanda-controle no trabalho. O desfecho avaliado foi a ocorrência de distúrbios psíquicos menores. Foram realizadas análises de regressão logística univariada e múltipla.
RESULTADOS: A prevalência de distúrbios psíquicos menores foi de 6,1%. Os estressores mais citados foram congestionamentos, controle de rastreamento e jornada extensa de trabalho. A alta demanda no trabalho, o baixo apoio social e a jornada extensa diária referidos pelos motoristas estiveram associados aos distúrbios psíquicos menores.
CONCLUSÕES: O trabalho em jornadas extensas foi associado à ocorrência de distúrbios psíquicos menores, tanto na análise das condições gerais de trabalho quanto como fator referido como estressor pelos motoristas. A regulamentação da jornada de trabalho com limitação de horas de trabalho diário é, portanto, uma medida necessária para a redução da chance de desenvolvimento de distúrbios psíquicos menores em motoristas.

Descritores: Transportes. Transtornos Mentais. Condições de Trabalho. Saúde do Trabalhador.


RESUMEN

OBJETIVO: Estimar la prevalencia de disturbios síquicos menores e identificar estresores asociados entre conductores de camión.
MÉTODOS: Estudio transversal conducido con 460 conductores de camión de una transportadora de cargas de las regiones Sur y Sureste de Brasil, en 2007. Los trabajadores llenaron cuestionarios con datos sociodemográficos, estilos de vida y condiciones de trabajo. Las variables independientes fueron condiciones de trabajo, incluyendo estresores ocupacionales, satisfacción y demanda-control en el trabajo. El resultado evaluado fue la ocurrencia de disturbios síquicos menores. Se realizaron análisis de regresión logística univariada y múltiple.
RESULTADOS: La prevalencia de disturbios síquicos menores fue de 6,1%. Los estresores más citados fueron congestionamientos, control de rastreo y jornada extensa de trabajo. La alta demanda en el trabajo, el bajo apoyo social y la jornada extensa diaria referidos por los conductores estuvieron asociados a disturbios síquicos menores.
CONCLUSIONES: El trabajo en jornadas extensas fue asociado a la ocurrencia de disturbios síquicos menores, tanto en el análisis de las condiciones generales de trabajo como el factor referido como estresor por los conductores. La regulación de la jornada de trabajo con limitación de horas de trabajo diario es, por lo tanto, una medida necesaria para la reducción de la probabilidad de desarrollo de disturbios síquicos menores en conductores.

Descriptores: Transportes. Trastornos Mentales. Condiciones de Trabajo. Salud Laboral.


 

 

INTRODUÇÃO

As interações estabelecidas entre trabalhadores e as condições de trabalho podem comprometer sua saúde. Essas interações compreendem a autonomia do trabalhador em relação à tarefa, o grau de satisfação para realização das atividades laborais, perspectivas e segurança no trabalho, bem como as relações humanas estabelecidas. Além desses aspectos, a rigidez da divisão,9 a própria divisão e o conteúdo das tarefas são fatores que contribuem para o sofrimento mental do trabalhador.13

Adicionalmente, as condições de trabalho que envolvem demanda elevada, baixo controle e falta de apoio social podem causar efeitos danosos à saúde física e mental de trabalhadores, como doenças cardiovasculares,15 distúrbios metabólicos4 e distúrbios psíquicos.13

Entende-se por distúrbios psíquicos menores (DPM) sintomas como depressão, ansiedade, fadiga, irritabilidade, insônia e déficit de memória e de concentração.8 Alguns estudos mostram associação entre os DPM e fatores psicossociais do trabalho, como alta demanda e baixo controle no trabalho de enfermeiras e auxiliares de enfermagem1 e de professores.21 Entretanto, não há na literatura dados sobre DPM e condições do trabalho específicos dos motoristas de caminhão.

Os motoristas de caminhão estão com freqüência sujeitos a longas jornadas de trabalho, e a horários irregulares e noturnos devido à urgência nas entregas de mercadorias.11 A necessidade de dirigir por muitas horas compromete o sono, causa sonolência no trabalho e aumenta o risco de acidentes.19 Esses trabalhadores estão expostos a estressores de ordem ambiental, como as condições das estradas e tráfego intenso, e a estressores de natureza organizacional, como o tipo de turno e o vínculo de trabalho.

Essas condições de trabalho levam à adoção de estilos de vida inadequados, com o consumo de álcool e fumo, além do sedentarismo.18 Apesar de relevante, esse tema tem sido pouco abordado em pesquisas com tais profissionais. Nesse contexto, o objetivo do presente estudo foi estimar a prevalência dos DPM e identificar estressores a eles associados entre motoristas de caminhão.

 

MÉTODOS

Estudo transversal realizado de março a julho de 2007, em que todos os 470 motoristas de caminhão de uma empresa de transporte de carga foram convidados a participar. Essa empresa possui filial nas regiões Sul e Sudeste do Brasil: Campinas (n = 130 motoristas), Rio de Janeiro (n = 103), São Paulo (n = 92), Belo Horizonte (n = 89), Vitória (n = 24), Americana (n = 24) e Curitiba (n = 8). Foram excluídos do estudo dez motoristas do sexo feminino. Fizeram parte do estudo 460 homens, com média de idade de 39,8 anos (DP = 9,8).

O preenchimento inadequado do questionário em algumas questões resultou em perdas. Por esse motivo, os resultados apresentaram variações no tamanho da amostra.

Os trabalhadores preencheram questionários com dados sociodemográficos, condições de trabalho e informações sobre consumo de bebidas alcoólicas e de fumo. As dúvidas em relação ao preenchimento eram esclarecidas por uma equipe de campo, que permaneceu à disposição dos motoristas durante a pesquisa.

Foi calculado o índice de massa corporal (IMC) a partir da massa corporal e estatura referidas. Posteriormente, o IMC foi classificado a partir dos valores de referência estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde.

As seguintes variáveis foram pesquisadas: turno (trabalhar no período diurno, noturno e em ambos), vínculo (contratado e terceirizado), área de trabalho (área de transferência, com a função de transferir mercadorias para outras cidades; e área de coleta e entrega de mercadorias, com percursos curtos), tempo de trabalho como motorista profissional (acima e abaixo da mediana - nove anos), jornada diária de trabalho (< 10 horas ou > 10 horas), ter sofrido acidentes de trabalho no último ano e exercício de mais de um emprego. Essas variáveis foram escolhidas para caracterizar as condições de trabalho dos motoristas de caminhão, a partir de resultados de estudos prévios.12

Os motoristas referiram fatores causadores de estresse em seu trabalho, como congestionamento, jornada extensa, conflitos com chefia e colegas, trabalhar à noite, impossibilidade de escolher trajeto e horário de trabalho, dentre outros, que constituíram um grupo de variáveis analisado separadamente.

Para identificar os DPM utilizou-se o Self-Report Questionnaire (SRQ-20) por ser um instrumento de rastreamento adequado,6 desenvolvido por Harding et al8 (1980) e validado para o português por Mari & Williams16 (1986). O escore com sete ou mais respostas positivas identifica presença de DPM.

A satisfação no trabalho foi investigada pelo Indicador de Estresse Ocupacional (Occupational Stress Indicator - OSI), versão traduzida para o português por Swan et al24 (1993). Alta e baixa satisfação foram classificadas em função da mediana (87 pontos no presente estudo).

Demanda, controle e apoio social no trabalho foram investigados pela Escala de Estresse no Trabalho (Job Stress Scale), adaptada e validada para o português por Alves et al (2004).2 Essa escala é amplamente utilizada pela literatura científica nacional1,5 e internacional.13,25 Utilizou-se valor acima da mediana para categorizar alto controle, alta demanda e alto apoio social no trabalho (respectivamente 18, 16 e 20 pontos).

O tratamento dos dados incluiu a descrição do perfil da população estudada em medidas de tendência central e de dispersão. O alfa de Cronbach dos questionários apresentou os seguintes valores: 0,71 (DPM); 0,70 (demanda); 0,52 (controle); 0,76 (apoio social) e 0,90 (OSI).

Foram estimados os odds ratios simples e ajustados, com intervalos de 95% de confiança (IC95%). Com base nos resultados da regressão logística univariada, as variáveis com p < 0,20 entraram no modelo de regressão múltipla em ordem decrescente de significância estatística (stepwise forward technique).

Optou-se pela não realização de análise múltipla seguindo níveis hierárquicos, pois o efeito de cada variável sobre o desfecho DPM em motoristas de caminhão não é conhecido. Além disso, o número de casos encontrados foi pequeno, o que limitou o número de variáveis em cada modelo de regressão logística múltipla.

As variáveis de estudo foram divididas em dois grupos: variáveis sobre as condições gerais de trabalho e variáveis referentes aos fatores referidos pelos motoristas como agentes estressores e fatores psicossociais no trabalho.

O estudo foi aprovado pelo comitê de ética da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e realizado após o consentimento livre e esclarecido dos participantes (Protocolo nº 1537, 2006).

 

RESULTADOS

A maioria dos motoristas era casada (80%), com ensino fundamental incompleto (60,3%), não-fumante (82,8%), consumia bebidas alcoólicas socialmente (65,5%) e estava acima do peso (62,4% com IMC > 25 kg/m2). Nenhum motorista referiu uso de medicamentos psicotrópicos.

A prevalência dos DPM na população estudada foi de 6,1%. Sofrer acidente (50,7%) e ser assaltado (64,4%) foram os aspectos mais citados relativos ao medo no trabalho. Os fatores auto-referidos que mais provocam estresse, tensão ou fadiga durante o trabalho foram: congestionamento ou trânsito intenso (52,4%), controle rígido do sistema de rastreamento no veículo (36,5%) e jornada extensa do trabalho (28,7%). Mais de 70% dos motoristas trabalhavam dez horas ou mais diariamente (Tabela 1).

 

 

Mais da metade (51,1%) dos motoristas relatou baixa satisfação no trabalho. Os aspectos de maior insatisfação foram: salário em relação à experiência e à responsabilidade (52,5%), seguido pela forma com que os conflitos são resolvidos (46,7%), comunicação e forma do fluxo de informação na empresa (46,4%), e grau de participação em decisões importantes (46,4%). Os aspectos de maior satisfação foram o relacionamento com outras pessoas na empresa (90,1%), conteúdo do trabalho realizado (88,2%) e o grau em que o trabalhador julga estar desenvolvendo suas habilidades (84,6%).

Aproximadamente um terço dos participantes foi classificado como submetido a condição de alta demanda (33%), 54,9% como tendo baixo controle e 60,8% com baixo apoio social no trabalho.

Na análise univariada dos fatores relacionados às condições gerais de trabalho, apenas o turno de trabalho e possuir outro emprego não foram associados aos DPM (Tabela 2).

 

 

No modelo de regressão múltipla, os fatores "trabalhar na área de transferência", ou seja, dirigir por longas distâncias, e "tempo de motorista por mais de nove anos" permaneceram associados aos DPM (Tabela 3).

 

 

A Tabela 4 apresenta os fatores associados à DPM, dentre os quais destacam-se a baixa satisfação, a alta demanda, o baixo apoio social no trabalho, assim como a jornada de trabalho. No modelo múltiplo, a alta demanda psicológica, o baixo apoio social e a jornada extensa de trabalho permaneceram associados aos DPM (Tabela 5).

 

 

 

 

DISCUSSÃO

A prevalência de 6,1% de DPM na população estudada foi menor do que a observada em outras categorias profissionais avaliadas com o mesmo instrumento, como a de professores de escola pública (55,9%)21 e a de profissionais da enfermagem (33,3%)1 e de motoristas de transporte de cargas (33,0%).3 Segundo Gonçalves et al (2008),6 o instrumento aqui utilizado para o rastreamento e a identificação de DPM (SQR-20) apresenta alta sensibilidade e especificidade e é tão eficaz quanto entrevistas de profissionais.

Dados de outros estudos sobre a prevalência de DPM em motoristas de caminhão estimada pelo SQR-20 não foram encontrados na literatura. Utilizando distintos instrumentos para investigar depressão, Hilton et al10 (2009) relatam prevalência de 5,6% de depressão leve e 4,4% de depressão moderada entre motoristas na Austrália, enquanto no estudo de Silva-Júnior et al22 (2009) a prevalência foi de 13,6% entre motoristas do Nordeste do Brasil.

O número de motoristas afastados do trabalho na época da pesquisa não foi disponibilizado aos pesquisadores pela empresa estudada. É provável que a baixa prevalência encontrada possa decorrer do denominado "efeito do trabalhador sadio". Em outras palavras, o estudo teria sido realizado apenas com trabalhadores saudáveis em relação ao desfecho estudado, pois aqueles com diagnóstico clínico de distúrbios psíquicos estariam afastados.1 Além disso, é possível que uma população exclusivamente do sexo masculino tenha menor prevalência de transtornos mentais, uma vez que mulheres apresentam prevalência de ansiedade e depressão duas a três vezes maiores que homens.14

Apesar da baixa prevalência de DPM entre os motoristas de caminhão estudados em comparação a outros grupos de trabalhadores,1,3,21 os fatores relativos ao trabalho associados a esses distúrbios podem ser considerados problemas relevantes para os motoristas de caminhão. A jornada extensa de trabalho referida pelos motoristas como fonte de estresse também foi associada aos DPM. Uma das causas das jornadas extensas pode ser o congestionamento, que gera atrasos das entregas e coletas de mercadorias e, conseqüentemente, pode aumentar o nível de estresse do motorista. Talvez, por esse motivo, o congestionamento tenha sido o fator mais citado pelos motoristas como causa de estresse, além de estar associado a esses distúrbios.

Os motoristas que trabalham na área de transferência dirigem por distâncias longas e freqüentemente precisam permanecer em uma cidade diferente da de sua residência. A privação social e familiar decorrente dessas viagens pode causar prejuízos à saúde mental13 e a exposição ao estresse agudo e crônico aumenta o nível de cortisol, o que também é observado em indivíduos deprimidos.20 Motoristas que dirigem por muitas horas apresentam níveis elevados de cortisol.23 Em relação ao vínculo de trabalho, observou-se que a terceirização foi um fator protetor associado aos distúrbios psíquicos. Esse mesmo efeito protetor foi observado por Silva-Júnior et al (2009)22 e sugere que a maior autonomia no trabalho de motoristas terceirizados possa contribuir para a diminuição da ocorrência de distúrbios psíquicos. Outra explicação para esse resultado é a possibilidade de que as condições de contratação possam ser piores que as de terceirização. Estudo com motoristas de duas filiais de uma mesma empresa revelou maior chance de desenvolver apnéia do sono entre motoristas contratados.12 O impacto negativo da contratação na saúde dos motoristas é um indicativo de que apenas o contrato de trabalho não é, necessariamente, melhor que a terceirização.

No presente estudo não encontramos associação entre controle no trabalho e DPM, contrariamente ao observado em outras categorias profissionais, como de executivos25 e funcionários públicos.7 A relação entre controle no trabalho e autonomia levaria à suposição de que esse fator estaria associado a DPM, atuando também como fator de proteção ao estresse. Os resultados obtidos no presente estudo, portanto, evidenciam a necessidade de se pesquisarem mais profundamente a autonomia e o controle no exercício de trabalho terceirizado.

A satisfação do trabalhador em relação ao serviço depende de sua própria percepção sobre as condições de trabalho.17 Uma vez investigados os principais geradores de insatisfação, devem-se propor melhorias para modificar as condições do ambiente de trabalho.

Em razão da associação entre jornadas extensas e a ocorrência de DPM, a regulamentação da jornada de trabalho é uma medida necessária para a redução da chance de desenvolvimento de DPM nessa população.

 

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Correspondência | Correspondence:
Claudia Roberta de Castro Moreno
Av. Dr. Arnaldo, 715 sala 314 - Cerqueira Cesar
01246-904 São Paulo, SP, Brasil
E-mail: crmoreno@usp.br

Recebido: 26/9/2009
Aprovado: 15/4/2010
Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Conhecimento Científico e Tecnológico (CNPq - Processo nº 401165/07-8).

 

 

Os autores declaram não haver conflito de interesses.

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