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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.45 no.4 São Paulo Aug. 2011 Epub May 20, 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102011005000030 

Problemas de saúde mental e tabagismo em adolescentes do sul do Brasil

 

Problemas de salud mental y tabaquismo en adolescentes del sur de Brasil

 

 

Ana M B Menezes; Samuel C Dumith; Jeovany Martínez-Mesa; Alexandre Emidio Ribeiro Silva; Andreia Morales Cascaes; Giovanna Gatica Domínguez; Fabiana Vargas Ferreira; Giovanny Araújo França; Josiane Dias Damé; Kátia Márcia António Ngale; Cora L Araújo; Luciana Anselmi

Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, RS, Brasil

Correspondência | Correspondence

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a associação entre problemas de saúde mental e uso de tabaco em adolescentes.
MÉTODOS: Foram analisados 4.325 adolescentes de 15 anos da coorte de nascimentos de 1993 da cidade de Pelotas, RS. Tabagismo foi definido como fumar um ou mais cigarros nos últimos 30 dias. Saúde mental foi avaliada de acordo com o escore total do questionário Strengths and Difficulties Questionnaire e escore maior ou igual a 20 pontos foi considerado como positivo. Os dados foram analisados por regressão de Poisson, com ajuste robusto para variância.
RESULTADOS: A prevalência de tabagismo foi 6,0% e cerca de 30% dos adolescentes apresentaram algum tipo de problema de saúde mental. Na análise bruta, a razão de prevalências para tabagismo foi de 3,3 (IC95% 2,5; 4,2). Após ajuste (para sexo, idade, cor da pele, renda familiar, escolaridade da mãe, grupo de amigos fumantes, trabalho no último ano, repetência escolar, atividade física de lazer e uso experimental de bebida alcoólica), diminuiu para 1,7 (IC95% 1,2; 2,3) entre aqueles com problemas de saúde mental.
CONCLUSÕES: Problemas de saúde mental na adolescência podem ter relação com o consumo de tabaco.

Descritores: Comportamento do Adolescente. Tabagismo. Saúde Mental. Fatores Socioeconômicos.


RESUMEN

OBJETIVO: Analizar la asociación entre problemas de salud mental y uso de cigarro en adolescentes.
MÉTODOS: Se analizaron 4.325 adolescentes de 15 años de la cohorte de nacimientos de 1993 de la ciudad de Pelotas, Sur de Brasil. Tabaquismo fue definido como fumar uno o más cigarros en los últimos 30 días. Salud mental fue evaluada de acuerdo con el escore total del cuestionario Strengths and Difficulties Questionnaire y escore mayor o igual a 20 puntos fue considerado como positivo. Los datos fueron analizados por regresión de Poisson, con ajuste robusto para varianza.
RESULTADOS: La prevalencia de tabaquismo fue 6,0% y cerca de 30% de los adolescentes presentaron algún tipo de problema de salud mental. En el análisis bruto, la tasa de prevalencias de problema de tabaquismo de 3,3 (IC95% 2,5;4,2). Posterior al ajuste para sexo, edad, color de la piel, renta familiar, escolaridad de la madre, grupo de amigos fumadores, trabajo en el último año, repitencia escolar, actividad física de ocio y uso experimental de bebida alcohólica, disminuyó a 1,7 (IC95% 1,2;2,3) entre aquellos con problemas de salud mental.
CONCLUSIONES: Problemas de salud mental en la adolescencia pueden tener relación con el consumo de tabaco.

Descriptores: Conducta del Adolescente. Tabaquismo. Salud Mental. Factores Socioeconómicos.


 

 

INTRODUÇÃO

O tabagismo é considerado um problema de saúde pública e está relacionado com 50 diferentes doenças incapacitantes. É responsável por 200 mil mortes por ano em média no Brasil e ultrapassa o somatório das mortes por alcoolismo, aids, acidentes de trânsito, homicídios e suicídios.ª

A iniciação do tabagismo ocorre em média entre os 12 e 13 anos, início da adolescência, período de inúmeras transformações fisiológicas, comportamentais e psicossociais.ª Essas transformações podem tornar o adolescente mais suscetível à adoção de comportamentos que fragilizem sua saúde, como sedentarismo, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e de drogas.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE),b realizada em 2009 com escolares do nono ano do ensino fundamental (de 13 a 14 anos), nas 26 capitais estaduais e no Distrito Federal, mostrou que 24,2% dos escolares haviam experimentado cigarro alguma vez na vida, e o uso atual de cigarros (medido pelo consumo nos últimos 30 dias, independentemente da freqüência e intensidade) foi de 6,3%. A prevalência de tabagismo nesse estudo é condizente com os achados de pesquisas com adolescentes de Pelotas, RS, considerando as diferentes idades avaliadas. Membros da coorte de nascidos vivos em 1993, visitados aos 11 anos de idade, relataram prevalência de uso experimental de fumo de 3,7%.19

Estudos de coorte mostram que a psicopatologia precede o desenvolvimento do tabagismo em adolescentes.3,5,21 Os transtornos de conduta,3 de déficit de atenção/hiperatividade10 e o comportamento delinqüente são os problemas mais freqüentemente associados ao tabagismo.7

No entanto, a associação entre problemas mentais e o uso de fumo permanece inconclusiva na literatura, devido aos poucos estudos, a maioria de base escolar, de diferentes faixas etárias e com distintos critérios para a definição de problemas mentais. Considerando a escassa literatura sobre o tema, o presente estudo objetivou analisar a associação entre problemas mentais e uso de tabaco em adolescentes.

 

MÉTODOS

Análise transversal aninhada ao estudo de coorte de nascimentos de Pelotas, RS, de 1993. O município de Pelotas, no Sul do Brasil, apresenta população estimada de 345.181 habitantes.b

A coorte de 1993 recrutou os nascidos vivos da área urbana da cidade (N = 5.249). Os participantes e familiares foram acompanhados em diferentes momentos. Mais detalhes podem ser consultados em artigo publicado.23 As informações utilizadas no presente estudo foram coletadas no acompanhamento de 2008 (N = 4.325), quando os participantes estavam com 15 anos.

As variáveis foram selecionadas de questionários padronizados com perguntas fechadas aplicados às mães e aos adolescentes. A estes, além do questionário individual, foi aplicado também um confidencial. Um questionário reduzido foi reaplicado em 10% dos entrevistados em nova visita domiciliar e em 20% via telefone para avaliar a reprodutibilidade do questionário, satisfação das famílias e a identificação de possíveis falhas do entrevistador.

O desfecho foi definido como fumar um ou mais cigarros nos últimos 30 dias.17 O questionário Strengths and Difficulties Questionnaire (SQD),12 que mensura as características emocionais e comportamentais do adolescente, foi aplicado às mães para identificação de problemas de saúde mental dos adolescentes. O instrumento de rastreamento validado para uso em crianças e adolescentes brasileiros9 contém 25 questões e engloba cinco subescalas (comportamento pró-social, hiperatividade/déficit de atenção, problemas emocionais, de conduta e de relacionamento). As opções de respostas são: falso, mais ou menos verdadeiro ou verdadeiro, e cada item recebe uma pontuação específica. A soma de cada subescala e a total possibilitam a classificação do indivíduo em três categorias: comportamento normal (0-15 pontos), limítrofe (16-19 pontos) e comportamento desviante (20-40 pontos). Em quase todas as subescalas (exceto comportamento pró-social), quanto maior a pontuação, maior é o número de sintomas.12 Para construir o escore total do SDQ são somadas quatro subescalas: déficit de atenção/hiperatividade, problemas emocionais, de conduta e de relacionamento.

As variáveis utilizadas para controle de confusão incluíram fatores demográficos, socioeconômicos e comportamentais. As variáveis foram assim operacionalizadas: sexo (feminino; masculino), cor da pele (branca; não branca), idade do adolescente (contínua), escolaridade da mãe (em anos de estudo: 0 a 4; 5 a 8; 9 a 11; 12 ou mais), renda familiar (salários mínimos em quintis). As respostas de outras variáveis foram dicotomizadas em sim/não (grupo de amigos fumantes, uso experimental de bebida alcoólica, grupo de amigos que bebem, episódios de repetência escolar, trabalho no último ano e prática de atividade física no lazer na última semana).

Foi realizada análise descritiva da amostra e posterior análise bivariada com o teste de qui-quadrado de Pearson. Modelo de regressão de Poisson bruta e com ajuste robusto da variância foi proposto. Definiu-se nível de 95% de significância para as associações. As variáveis com p < 0,20 na análise bivariada foram consideradas possíveis confundidoras e incluídas na análise multivariável. A amostra do estudo teve poder de 80% para detectar razão de prevalência (RP) mínima de 1,2.

Os dados foram analisados no programa estatístico Stata 11.0 (StatCorp, College Station, TX, USA).

Termo de consentimento informado foi assinado pelas mães e/ou responsáveis pelos adolescentes. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (ofício nº 158/07).

 

RESULTADOS

Foram localizados 4.349 adolescentes de 15 anos e 4.325 foram avaliados, equivalendo a 85,7% da amostra original do estudo (N = 5.249).

Pouco mais da metade (51%) era do sexo feminino, 64% de cor da pele branca e cerca de um quarto das mães possuía escolaridade inferior a quatro anos de estudo. Entre os adolescentes, 46% e 61% possuíam amigos que fumavam e bebiam, respectivamente. A repetência escolar foi informada por 62% dos pesquisados e 78% responderam não ter trabalhado no último ano (Tabela 1). Outros dados não apresentados em tabelas relatam média de idade de 14,7 anos (desvio-padrão dp: 0,31 anos) e mediana de renda familiar de R$ 1.000,00 (P25: R$ 591,00 - P75: R$ 1.660,00).

 

 

A prevalência de tabagismo foi de 6,0%. Quase um terço dos adolescentes apresentava algum tipo de problema relacionado à saúde mental (desviantes), de acordo com o escore total do SDQ. Dentre as subescalas do SDQ, as maiores prevalências de problemas de saúde mental foram encontradas nos domínios emocional (38,0%), de conduta (26,7%) e de relacionamento (25,8%) (Tabela 2).

 

 

A prevalência do tabagismo dentre a categoria dos desviantes foi de 10,9% contra 3,3% na categoria de referência (p < 0,001) (Figura).

 

 

Na análise bruta, o tabagismo foi 2,5 (IC95% 1,8;3,5) e 3,3 (IC95% 2,5;4,2) vezes mais prevalente em adolescentes que apresentavam escore limítrofe e desviante do SDQ, respectivamente, quando comparado com os adolescentes com escores de SDQ normal (p < 0,001). Após o ajuste para as possíveis variáveis de confusão, manteve-se associação significativa entre tabagismo e o escore geral do SDQ (p < 0,001). A razão de prevalências foi reduzida para 1,8 (IC95% 1,2;2,6) e 1,7 (IC95% 1,2;2,3) em adolescentes categorizados como limítrofes e desviantes, respectivamente (Tabela 3).

 

 

DISCUSSÃO

No presente estudo foi encontrada associação entre problemas de saúde mental e tabagismo, e os indivíduos classificados como desviantes pelo SDQ apresentaram prevalência maior de tabagismo quando comparados aos indivíduos classificados como normais. Escolhemos o escore total do SDQ por ser uma medida global de psicopatologia, com foco em adolescentes que apresentam pelo menos um problema de saúde mental, sem especificar o tipo.

Limitações metodológicas podem ter afetado os achados. Sabe-se que aplicar o SDQ a vários informantes pode aumentar a especificidade do instrumento.13 No presente estudo, o SDQ foi aplicado apenas às mães dos adolescentes, o que poderia subestimar a prevalência de problemas emocionais, como depressão e ansiedade, e superestimar os problemas de conduta e de atenção/hiperatividade. Outra limitação é a ausência de informação sobre o tabagismo dos pais nesse acompanhamento da coorte, que poderia ser considerado fator de confusão segundo a literatura.17 No entanto, em análise separada ajustando para tabagismo materno, a associação entre problemas mentais e tabagismo permaneceu significativa (dados não apresentados).

Ainda, pode ter havido causalidade reversa, considerando que o desfecho (tabagismo) e a exposição principal (problemas de saúde mental) foram coletados no mesmo momento, impossibilitando estabelecer o sentido da associação. No entanto, em duas subanálises (uma ajustando a variável saúde mental aos 11 anos e outra avaliando o efeito de apresentar problema de saúde mental aos 11 anos), os resultados comprovam a hipótese deste estudo (dados não apresentados), i.e., adolescentes que apresentavam problemas de saúde mental no início da adolescência tiveram maior probabilidade de serem fumantes aos 15 anos.

A prevalência de tabagismo detectada neste estudo (6,0%) foi similar à encontrada no estudo PeNSE,b mas é menor do que a relatada em outro estudo com adolescentes de Pelotas (16,6%).16 Pesquisa conduzida com adolescentes entre 13 e 15 anos em Florianópolis, SC, Porto Alegre, RS, e Curitiba, PR, encontrou prevalências de tabagismo de 10,7%, 17,7% e 12,6%, respectivamente.15 A menor prevalência encontrada no presente estudo pode ser resultado da menor faixa etária dos indivíduos estudados, mas também de um possível sub-relato do consumo de cigarros. A prevalência de tabagismo pode estar subestimada no presente estudo, pois, apesar da confidencialidade do questionário, adolescentes nem sempre relatam a verdade quanto ao uso de cigarros. Em estudo com escolares de 13 a 14 anos de Pelotas, avaliou-se a prevalência de tabagismo por questionário e pela medida de cotinina na urina, e foi detectado importante sub-relato comparado ao padrão-ouro.18

O SDQ tem sido utilizado em estudos para rastreamento de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes brasileiros.4 Trata-se de um instrumento validado no Brasil,8 de fácil aplicação, versão curta e de baixo custo. No entanto, por ser um instrumento de rastreamento e não de diagnóstico, a presença de problemas de saúde mental não implica a existência de alguma doença a ser tratada.14 Não foram encontrados estudos avaliando a associação entre tabagismo e problemas de saúde mental, identificados pelo SDQ.

A prevalência de indivíduos classificados como desviantes foi de 26,8% e como limítrofes, de 13,1%, conforme o escore total do SDQ. Tais prevalências podem ser consideradas altas, porém foram similares às encontradas em estudos epidemiológicos que utilizaram o SDQ versão dos pais em crianças e adolescentes brasileiros9 e mais baixa do que a encontrada na coorte de nascimentos de São Luís, MA.20

Estudos realizados nos Estados Unidos e no Reino Unido mostraram associação entre tabagismo e distúrbios psiquiátricos específicos como ansiedade, depressão, problemas de conduta e hiperatividade/déficit de atenção.1,2,5 Esses estudos utilizaram diversos instrumentos ou questionários com base em critérios clínicos para o diagnóstico desses problemas psiquiátricos em adolescentes.

Apesar de existirem estudos que confirmem a associação entre problemas de saúde mental e tabagismo, não há consenso sobre o sentido dessa associação. Estudos mostram que problemas de saúde mental determinam o tabagismo;1,6 outro, relação inversa.11 Estudos de coorte mostraram que a psicopatologia é importante preditor do tabagismo em adolescentes.3,5,21

O mecanismo exato da co-morbidade entre tabagismo e transtornos psiquiátricos não é conhecido, mas poderia ser explicado pela combinação de um ou mais dos seguintes fatores: oportunidade, automedicação, vulnerabilidade (familiar/genética ou ambiental) e alterações neurobiológicas comuns aos transtornos psiquiátricos e ao tabagismo.22 A nicotina pode agir para alívio de sintomas, como melhora da atenção, em indivíduos com déficit de atenção e hiperatividade.1

Nosso estudo mostrou que a psicopatologia pode ser considerada um marcador para o uso do tabaco em adolescentes. A prevenção ao tabagismo pode se beneficiar da identificação e do tratamento dos adolescentes que apresentarem possíveis problemas de saúde mental. Estudos prospectivos são importantes para elucidar o surgimento de problemas de saúde mental em idades mais precoces. Isso pode confirmar a direção da associação entre tais problemas e uso de cigarros, e contribuir para o planejamento de intervenções contra o tabagismo.

 

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Correspondência | Correspondence:
Ana M. B. Menezes
Universidade Federal de Pelotas
Rua Marechal Deodoro, 1160
3° piso
Centro
96020-220 Pelotas, RS, Brasil
E-mail: anamene@terra.com.br

Recebido: 14/8/2010
Aprovado: 8/12/2010

 

 

Artigo baseado nos dados do estudo "Coorte de nascimentos de 1993 de Pelotas", realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, da Universidade Federal de Pelotas. A visita aos 15 anos foi financiada pela Wellcome Trust Initiative (processo 072403/Z/03/Z).
Os autores declaram não haver conflitos de interesses.
a Instituto Nacional do Câncer - INCA. Tabagismo: um grave problema de saúde pública. Rio de Janeiro; 2007.
b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2009. Rio de Janeiro; 2009.