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Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo

On-line version ISSN 1678-9946

Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo vol.32 no.3 São Paulo May/June 1990

http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46651990000300007 

ENSAIOS TERAPÊUTICOS

 

Avaliação da atividade terapêutica do albendazol sobre infecções experimental e humana pela Hymenolepis nana

 

Evaluation of therapeutic activity of albendazole against experimental and human infection by Hymenolepis nana

 

 

Vicente Amato NetoI; Antonio Augusto Baillot MoreiraII; Graça Maria Pinto FerreiraII; Sérgio Antonio Barbosa do NascimentoII; Luís MatsubaraII; Rubens CamposII; Pedro Luiz Silva PintoII

IChefe do Laboratório
IIMembro do Laboratório

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Com o intuito de demarcar convenientemente o espectro de atividade do albendazol, no que diz respeito às helmintíases intestinais, foram efetuadas observações referentes à himenolepíase causada por Hymenolepis nana. Nesse contexto, duas ordens de investigações tiveram lugar: a) tratamento de camundongos, renovado depois de transcorridos dez dias, por meio de doses únicas de 25 mg/kg ou 50 mg/kg, sendo que 25 mg/kg de praziquantel e animais que não receberam os antiparasitários, serviram como controles; b) tratamento de crianças e adultos mediante uso de 400 mg cotidianamente, em três oportunidades consecutivas, com repetição após intervalo com duração de dez dias.
O estudo concernente aos animais revelou ineficácia do albendazol, pois sistematicamente houve verificação da persistência de vermes vivos no intestino. Por seu turno, só 10% dos indivíduos medicados puderam ser considerados curados. Portanto, pelo menos de acordo com a maneira como procedemos, o albendazol não se afigurou capaz de debelar satisfatoriamente a himenolepíase.

Unitermos: Hymenolepis nana; Infecções experimental e humana; Tratamento; Albendazol.


SUMMARY

With the objective of knowing adequately the spectrum of activity of albendazole against intestinal helminthiases, we made observations regarding hymenolepiasis caused by Hymenolepis nana. Two series of investigations were carried out: a) treatment of mice with single doses of either 25 or 50 mg/kg, repeated after ten days, using as controls animals treated with 25 mg/kg of praziquantel or not treated with any antiparasitic drugs; b) treatment of adults and children with 400 mg daily for three consecutive days, repeated after ten days.
The observations in animals have shown a lack of efficacy of albendazole, since persistence of live worms in the intestine was verified systematically. On the other hand, only 10% of the treated patients could be considered cured. Therefore, according to the procedures here described, this antiparasitic agent could not satisfactorily treat hymenolepiasis.


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Endereço para correspondência:
Prof. Vicente Amato Neto
Laboratório de Investigação Médica-Parasitologia
Av. Dr. Arnaldo, 455
CEP 01246 — São Paulo, SP, Brasil

Recebido para publicação em 14/9/1989.

 

 

Trabalho do Laboratório de Investigação Médica-Parasitologia, do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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