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Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo

versão On-line ISSN 1678-9946

Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo v.36 n.2 São Paulo mar./abr. 1994

http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46651994000200002 

MICROBIOLOGIA

 

Isolamento de Haemophiliis aegyptius associado à Febre Purpúrica Brasileira, de cloropídeos (Diptera) dos gêneros Hippelates e Liohippelates

 

Isolation of Haemophilus aegyptius associated to Brazilian purpuric fever from Hippelates and Liohippelates flies (Diptera: Chloropidae)

 

 

M. L. C. TondellaI; C. H. PaganelliII; I. M. BortolottoIII; O. A. TakanoIV; K. IrinoI; M. C. C. BrandileoneI; B. Mezzacapa NetoI; V. S. D. VieiraI; B. A. PerkinsV

ISeção de Bacteriologia do Instituto Adolfo Lutz, São Paulo, SP, Brasil
IISeção de Parasitologia, Instituto Adolfo Lutz, São Paulo, SP, Brasil
IIIDivisão de Epidemiologia, Secretaria da Saúde, Cuiabá, MT, Brasil
IVFundação Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, MT, Brasil
VCenters for Disease Control, Atlanta, GA, USA

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O reconhecimento da Febre Purpúrica Brasileira (FPB), em 1984, originou uma série de estudos que revelaram uma correlação desta doença com conjuntivites causadas por Haemophiliis aegyptius. A associação do aumento de conjuntivites em crianças e a maior densidade populacional de cloropídeos do gênero Hippelates já havia sido verificada desde o século passado. Este fenômeno está relacionado ao tropismo que estes insetos apresentam pelos olhos, secreções e feridas de onde se alimentam. Embora haja evidências do papel destes cloropídeos na transmissão mecânica de conjuntivites bacterianas, o isolamento de Haemophilus aegyptius a partir dos mesmos, no seu habitat natural, ainda não havia sido verificado. No presente trabalho obtivemos o isolamento de cepas invasivas de Haemophilus aegyptius, associadas à FPB, de duas coleções de cloropídeos, classificados como Liohippelates peruanus e uma espécie nova, Hippelates neoproboscideus, coletados ao redor dos olhos de crianças com conjuntivite.

Unitermos: Haemophilus aegyptius; Haemophilus influenzae biogroup aegyptius; Febre Purpúrica Brasileira; Conjuntivite; Chloropidae; Hippelates; Liohippelates; Eye gnats.


SUMMARY

The recognition of the Brazilian purpuric fever (BPF) in 1984 led to a number of studies which showed a relation between this disease and conjunctivitis caused by Haemophilus aegyptius. The increase in cases of conjunctivitis in children associated with higher population density of eye gnats (Chloropidae: Hippelates) has been reported since last century. This phenomenon is related to the attraction that those flies show for the eyes, secretions and wounds, from where they feed on. Although there are evidences on the role of these flies in the mechanical transmission of seasonal bacterial conjunctivitis, the isolation of Haemophilus aegyptius from them in their natural habitat had not been demonstrated yet. In this study Haemophilus aegyptius associated to BPF was isolated from two pools of chloropids collected around the eyes of children with conjuntivitis which were identified as Liohippelates peruanus (Becker) and a new species Hippelates neoproboscideus.


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

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AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Dr. Carmo Elias Andrade Melles, Instituto Adolfo Lutz, Dr. Eliseu Alves Waldman, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, Dra. Graziela Almeida da Silva, Centro de Vigilância Epidemiológica "Alexandre Vranjak", Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e Dra Claire Broome, Centers for Disease Control, Atlanta, GA, pelas sugestões na realização deste trabalho.

Agradecemos, igualmente, a BYK Procienx Química Farmacêutica LTDA, SP, pelo fornecimento da bacitracina.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Endereço para correspondência:
Maria Lúcia Cecconi Tondella
Instituto Adolfo Lutz, Seção de Bacteriologia
Av. Dr. Arnaldo, 355
CEP 01246-902, São Paulo, SP, Brasil

Recebido para publicação 28/07/1993.
Aceito para publicação em 04/11/1993.

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