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Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo

On-line version ISSN 1678-9946

Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo vol.37 no.1 São Paulo Jan./Feb. 1995

http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46651995000100013 

EPIDEMIOLOGY

 

Clinical-epidemiologic study of schistosomiasis mansoni in Ponte do Pasmado, a village in the municipality of Itinga, State of Minas Gerais, Brazil, 1992

 

Estudo clínico epidemiológico da esquistossomose mansoni no povoado de Ponte do Pasmado, município de Itinga, Minas Gerais (Brasil), 1992

 

 

Rogéria Nobre RodriguesI; Cláudia MurtaI; Marcos Aurélio Cota Teixeira JúniorI; Geraldo Cunha CuryII; Manoel Otávio da Costa RochaIII

IStudents of the Medical Course, UFMG, Belo Horizonte, Brazil
IIDepartment of Preventive and Social Medicine, Faculty of Medicine, UFMG, Belo Horizonte, Brazil
IIIDepartment of Internal Medicine, Faculty of Medicine, UFMG, Belo Horizonte, Brazil

Correspondence to

 

 


SUMMARY

A clinical-epidemiologic study of schistosomiasis mansoni was conducted in the population of Ponte do Pasmado, a village in the municipality of Itinga, state of Minas Gerais, Brazil. Faecal Parasitology by the Kato-Katz method and clinical examination were performed in 93.8% and 82.8% of the local population, respectively. A socioeconomic survey was also made and the signs and symptoms presented by the patients were recorded, as well as their contacts with natural waters. The rate of Schistosoma mansoni infection was 50.3%; the peak of infection occurred during the second decade of life; there was a predominance of low egg counts in faeces (85.89% of positive patients eliminated less than 500 eggs per gram of faeces); the splenomegaly rate was 1.23%. When the risk factors for S. mansoni infection were studied, significant risks were detected in activities such as fetching water, washing dishes, bathing, and crossing streams.

Keywords: Schistosomiasis mansoni; Epidemiology.


RESUMO

Foi realizado estudo clínico-epidemiológico da esquistossomose mansoni na população do povoado da Ponte do Pasmado, município de Itinga, Minas Gerais (Brasil). Foram feitos exame parasitológico de fezes pelo método de Kato-Katz e exame clínico em, respectivamente, 93,8% e 82,8% da população local. Foi realizado levantamento sócio-econômico e pesquisados os sinais e sintomas apresentados pelos pacientes, assim como seus contatos com águas naturais. O índice de infecção pelo Schistosoma mansoni foi de 50,3%; o pico da infecção ocorreu na segunda década de vida; predominaram as baixas contagens de ovos nas fezes (85,89% dos pacientes positivos eliminaram menos de 500 ovos por grama de fezes); o índice de esplenomegalia foi de 1,23%. Foram estudados os fatores de risco para a infecção por S. mansoni; riscos significativos foram encontrados para buscar água e lavar vasilhas, tomar banho e atravessar córregos.


 

 

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Correspondence to:
Prof. Manoel Otávio C. Rocha
Faculty of Medicine, Department of Internal Medicine, Federal University of Minas Gerais
Av. Alfredo Balena, 190
30130-100, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Recebido para publicação em 24/05/1994
Aceito para publicação em 25/08/1994

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