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Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo

On-line version ISSN 1678-9946

Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo vol.38 no.4 São Paulo July/Aug. 1996

http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46651996000400016 

RESUMO DE TESES SUMMARY OF THESIS*

 

 

SANDOVAL. Marina Penteado - Distribuição de antígenos em biópsias de pele e mucosa na paracoccidioiriomicose humana. São Paulo. 1996. (Tese de Doutoramento - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). 104p.

Com o objetivo de determinar a distribuição de antígenos do Paracoccidioides brasiliensis nas formas em levedura e miceliais, foram realizadas técnicas de imunofluorescência e imunoeletromicroscopia. Foram empregados dois anti-soros: anti exoantígenos do P. brasiliensis e anti Gp 43. Como resultado, foram detectados depósitos antigênicos no citoplasma e ao longo da parede celular do fungo. A localização dos antígenos fúngicos sugere que a síntese proteica ocorre no citoplasma da célula fúngica, sendo posteriormente excretado através da parede celular. A reatividade dos dois anti-soros foi avaliada pela técnica de imuno-"blotting" com os antígenos somáticos e metabólicos de ambas as formas do fungo. O anti-exoantígenos reconheceu várias bandas em ambas as formas do fungo. A anti-Gp 43 reagiu fortemente com a banda de 43-kDa e fracamente com algumas outras frações. A distribuição do(s) antígeno(s) do P. brasiliensis foi também estudada em lesões de pele e mucosa do paciente com paracoccidioidomicose. Nesta etapa, utilizou-se as técnicas de dupla marcação e imunoeletromicroscopia com os mesmos anti-soros acima descritos. Na técnica de dupla marcação, ulilizou-se o anticorpo monoclonal anti-S 100 para detectar as células de Langerhans. Esta técnica mostrou que ambos os anti-soros fúngicos marcaram as células em levedura no centro de granulomas e transmigrando pela epiderme. O anti-soro anti-exoantígenos demonstrou depósitos antigênicos entre as células epiteliais, e permeando granulomas. Os antígenos fúngicos acumularam-se também nos macrófagos, mas não nas células de Langerhans. A técnica de imunoeletromicroscopia, por sua vez, detectou antígenos do P. brasiliensis no citoplasma de macrófagos e nas células fúngicas do tecido hospedeiro. A distribuição dos antígenos sugere que estes sejam transportados pela membrana plasmática e, posteriormente, excretados pela parede celular. Depósitos antigênicos foram também detectados na interface parasita-hospedeiro.

 

 

* Esta tese encontra-se na Biblioteca do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo.

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