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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682On-line version ISSN 1678-9849

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.33 n.3 Uberaba May/June 2000

https://doi.org/10.1590/S0037-86822000000300001 

ARTIGO

Envenenamento por Tityus stigmurus (Scorpiones; Buthidae) no Estado da Bahia, Brasil

Envenomation by Tityus stigmurus (Scorpiones; Buthidae) in Bahia, Brazil

 

Rejâne Maria Lira-da-Silva, Andréa Monteiro de Amorim e Tania Kobler Brazil

 

 

RESUMO: A presente investigação é um estudo descritivo dos aspectos clínicos dos acidentes causados pelo escorpião Tityus stigmurus no Estado da Bahia, Brasil. Foram analisados 237 casos confirmados, tratados pelo Centro de Informações Antiveneno da Bahia (CIAVE), no período de 1982-1995. O envenenamento por T. stigmurus caracterizou-se por manifestações locais: dor (94,4%), dormência (30%), edema (17,8%), eritema (17,8%) e parestesia (15,6%) e gerais: cefaléia (14%), vômitos (4,4%) e sudorese (3,3%). A maioria dos envenenamentos (94%) foi leve e todos evoluíram para cura. A ausência de letalidade, com o restabelecimento dos pacientes, inclusive casos graves, sugere a eficácia do tratamento com o antiveneno específico, apesar do veneno desta espécie não estar presente no pool de produção nacional do soro. Há necessidade de revisão dos critérios regionais nos esquemas atuais de soroterapia. Os dados apontam para a semelhança da gravidade do envenenamento por T. serrulatus, com exceção da ocorrência de óbitos e complicações sistêmicas.
Palavras-chaves:
Tityus stigmurus. Envenenamento. Escorpionismo. Bahia. Brasil.

ABSTRACT:The present investigation is a descriptive study regarding the clinical aspects of accidents caused by the scorpion Tityus stigmurus in Bahia, Brazil. We analyzed 237 confirmed cases treated by the Antivenom Information Centre (CIAVE) from 1982 to 1995. Envenomation by T. stigmurus was mainly characterized by local symptoms: pain (94.4%), dormancy (30.0%), edema (17.8%), erythema (17.8), paresthesia (15.6%) and general manifestations such as headache (4.4%), vomiting (4.4%) and sudoresis (3.3%). Most of the envenomation cases were mild (94%) and all were successfully cured. Although T. stigmurus venom is not in the pool of anti-venom serum (SAE), the absence of lethality and benign nature of the cases suggest the efficiency of SAE. With the exception of deaths and systemic complications, envenoming gravity was similar to those of Tityus serrulatus.
Key-words: Tityus stigmurus. Scorpion sting. Scorpionism. Bahia. Brazil.

 

 

No Brasil, acidentes por escorpiões são considerados de importância médico-sanitária, não só pela incidência mas também pela potencialidade do veneno de algumas espécies em determinar quadros clínicos graves, às vezes fatais, principalmente em crianças7. Todos os escorpiões de interesse médico no Brasil, estão agrupados no gênero Tityus e, dentre eles, as três espécies mais importantes são T. serrulatus, T. bahiensis e T. stigmurus17.

O estudo sobre veneno de escorpiões e respectivo envenenamento em nosso país, começou no início do século por Maurano26 e Vital Brazil5, seguidos de Magalhães e Tupinambá25 e Magalhães24, todos na região Sudeste. Desde então, foram estimados, principalmente para os estados de Minas Gerais e São Paulo, cerca de 6.668 acidentes anuais provocados por Tityus serrulatus e T. bahiensis, incluindo 237 óbitos antes da soroterapia8. O aumento do número de casos conhecidos nos últimos anos, está diretamente relacionado com a implantação de um sistema de notificações pelo Ministério da Saúde desde 1988, estimando-se em 8.000 acidentes/ano, com uma incidência aproximada de 3 casos/100.000 habitantes, 50% deles restritos ao Sudeste do país. A gravidade e o óbito estiveram até hoje associados com maior freqüência ao T. serrulatus, em crianças abaixo de 14 anos17.

No Nordeste, com exceção feita a registros esporádicos das Secretarias Estaduais de Saúde, o problema do escorpionismo ainda é pouco conhecido e Tityus stigmurus é sempre referido como o principal agente etiológico na região4 13 16 17 22. Apenas em 1983, o primeiro caso com experiência clínica e terapêutica foi reportado para Recife (Pernambuco), onde foram registrados acidentes com crianças picadas por T. stigmurus, incluindo um óbito13 14. Os primeiros registros na Bahia datam de 1980 e indicam o escorpionismo como responsável por 81,9% dos acidentes aracnídicos na região20. Mais recentemente (1990-1995) Lira-da-Silva et al22 reportaram uma freqüência de 89,2% de acidentes escorpiônicos, dos quais o T. stigmurus foi responsável por 51,2% dos casos.

Este trabalho trata de um estudo descritivo dos aspectos clínicos de 237 acidentes causados por T. stigmurus no estado da Bahia (Brasil), de janeiro de 1982 a dezembro de 1995, com o objetivo de contribuir para o entendimento desses acidentes e do seu respectivo envenenamento.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Este estudo foi baseado nos registros de 237 pacientes comprovadamente picados por T. stigmurus, notificados e atendidos pelo Centro de Informações Antiveneno da Bahia (CIAVE). Todos os acidentes ocorreram nos limites do estado da Bahia (Brasil) no período de janeiro de 1982 a dezembro de 1995.

Os dados obtidos das fichas de atendimento foram: data de atendimento pelo CIAVE, município de ocorrência, bairro de ocorrência na cidade de Salvador, idade do paciente e soroterapia usada. Dados com informações sobre o quadro clínico, gravidade, tratamento e evolução clínica foram obtidos de 100 prontuários médicos do Hospital Central Roberto Santos (HCRS), durante o atendimento de emergência onde os pacientes foram assistidos pela equipe médica do CIAVE.

Foi calculada a incidência dos acidentes para a cidade de Salvador, no período de 1991 a 1995. Todos os animais foram identificados no Laboratório de Animais Peçonhentos (LAP) do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia.

 

RESULTADOS

No período de 1982 a 1995, os acidentes por T. stigmurus ocorreram principalmente no município de Salvador (89,4%) que apresentou incidência de 1,6 casos/100.000 habitantes de 1991 a 1995. Os casos foram registrados em 35 bairros da cidade, dos quais Nordeste de Amaralina (35,5%) foi a localidade mais freqüente (Tabela 1). Houve uma distribuição mensal irregular dos casos, com ligeiro aumento nos meses de junho a setembro (44,8%) (Tabela 2).

 

 

 

 

Os acidentes por T. stigmurus caracterizaram-se principalmente por distúrbios locais e menos freqüentemente por distúrbios gerais, digestivos, neurológicos, cardiovasculares e respiratórios. Os distúrbios locais mais freqüentes foram: dor (94,4%), dormência (30%), eritema (17,8%), edema (17,8%) e parestesia (15,6%). Dentre os distúrbios gerais e digestivos, destacou-se a ocorrência de cefaléia (4,4%) e vômito (4,4%), respectivamente (Tabela 3).

 

 

Os 100 prontuários médicos dos pacientes picados demonstraram que 94% dos acidentes foram leves, 4% moderados e 2% graves. A gravidade esteve diretamente relacionada com a idade, já que todos os acidentes graves ocorreram com crianças abaixo de oito anos (Tabela 4). Todos os pacientes evoluíram para a cura.

 

 

Foram utilizadas em média 5,7 ± 2,6 ampolas/caso, sendo que 92,5% dos pacientes não fizeram uso do soro, 1,1% usou de 2 a 4 ampolas e 6,4% usou de 5 a 10 ampolas. Relacionando-se o número de ampolas com a gravidade, observou-se a utilização de 7,5 ± 3,5 nos casos leves, 4,0 ± 1,7 nos casos moderados e 6,5 ± 2,1 nos casos graves.

 

DISCUSSÃO

Tityus stigmurus é o principal agente etiológico do escorpionismo no Estado da Bahia13 16 17 21 22. Das nove espécies responsáveis por acidentes nesta região (Tityus stigmurus, T. serrulatus, T. brazilae, Bothriurus asper, T. neglectus, T. mattogrossensis, Rhopalurus rochae, R. acromelas e Isometrus maculatus), T. stigmurus foi o mais prevalente (50,1%) no período de 1982 a 19954 22.

O estudo dos casos de acidentes comprovados por esta espécie de escorpião, na mesma região e período, revelou que Salvador foi o município que apresentou maior (89,4%) freqüência, provavelmente devido a sua maior população residente (2.075.273 habitantes), densidade demográfica (7.223,33hab/km2)31 e proximidade dos centros de atendimento (hospitais, postos de saúde, etc), facilitando a notificação pelo CIAVE. A incidência de acidentes por T. stigmurus de 1,6/100.000 habitantes, pode ser considerada alta quando comparada com a incidência de 3/100.000 habitantes registrada para o Brasil, incluindo todas as espécies de escorpiões de importância médica17.

Em Salvador, os bairros mais atingidos (Nordeste de Amaralina — 35,5%, Amaralina — 9,1% e Engenho Velho da Federação - 7,6%) apresentam características fisionômicas e sócio-econômicas semelhantes tais como alta densidade demográfica, crescimento desordenado, falta de saneamento básico, acúmulo de lixo e de material de construção, propiciando refúgio e alimentação farta (baratas), fatores determinantes para a proliferação dos escorpiões.

A ocorrência dos acidentes durante todo ano pode ser atribuída às condições morfo-climáticas da região, caracterizada por estações climáticas pouco definidas e temperatura média compensada anual de 19 a 25oC31, diferente do reportado para a região Sudeste do Brasil, onde os acidentes são mais freqüentes nos meses de setembro a novembro16. O aumento dos casos nos meses de junho a setembro (44,8%), coincidiu com o período de maior pluviosidade na região.

Os estudos sobre as propriedades químicas dos venenos escorpiônicos têm sido realizados com maior freqüência com as peçonhas de T. serrulatus e T. bahiensis. A peçonha escorpiônica é uma mistura complexa composta de grande número de proteínas básicas de baixo peso molecular, associadas a pequenas quantidades de aminoácidos e sais, não apresentando atividade hemolítica, proteolítica e fosfolipásica e não consumindo fibrinogênio10 11 18. A nível molecular, os efeitos farmacológicos induzidos pelo veneno são decorrentes de ações complexas em sítios específicos de canais de sódio, com subsequente despolarização das terminações nervosas pós-ganglionares dos sistemas simpático e parassimpático, havendo liberação maciça de neurotransmissores, principalmente adrenalina, noradrenalina e acetilcolina11 18.

A dor local é uma constante no escorpionismo humano, ocorre imediatamente após a picada e normalmente acompanha o aparecimento de parestesias, podendo ser de intensidade variável, de discreta até insuportável11. Este e outros sintomas locais (dormência, eritema e parestesia) caracterizaram o envenenamento por T. stigmurus, sendo o quadro clínico local semelhante ao reportado para outras espécies de Tityus (T. serrulatus e T. bahiensis), o que sugere um possível mecanismo comum de ação do veneno19 relacionado ao alto grau de similaridade entre os peptídeos, componentes tóxicos e expressão dos seus genes2 3.

Os sinais e sintomas sistêmicos incluíram distúrbios gerais, digestivos, neurológicos, cardiovasculares e respiratórios em menor freqüência, decorrentes dos efeitos muscarínicos e adrenérgicos desencadeados pela peçonha, que demonstraram o aparecimento de manifestações em quase todos os sistemas orgânicos, dependendo da predominância dos efeitos simpáticos ou parassimpáticos. Destaca-se a ocorrência de cefaléias, sudorese e tremores. Além desses, o vômito (4,4% dos acidentes), importante manifestação gastrintestinal, está intimamente relacionado com a gravidade do envenenamento podendo levar a um quadro de desidratação2 6 14 16 18 20.

No Brasil, os acidentes por escorpiões de maneira geral são leves e de baixa letalidade (0,28% a 1%)17 28 e T. serrulatus é sempre referido como o mais perigoso. Estudos epidemiológicos realizados em São Paulo, envolvendo T. serrulatus e T. bahiensis, alguns com uma alta (1883 casos) casuística, apontam para a benignidade desses acidentes, onde mais de 90% dos casos foram considerados leves1 30, mesmo com 63% destes atribuídos ao T. serrulatus30. É o que também se observa para T. stigmurus, tanto nos nossos dados, quanto nos de Lira-da-Silva20, que demonstraram gravidade em apenas 2% e 4% dos casos, respectivamente.

Os venenos de T. stigmurus, T. serrulatus e T. bahiensis apresentam similaridade quanto aos seus componentes tóxicos, família de peptídeos e organização, processamento e expressão gênica, além de alto grau de reatividade cruzada entre os antisoros específicos2 3. Segundo Nishikawa et al27 estas espécies estão entre os escorpiões mais tóxicos do Brasil, sendo o veneno de T. stigmurus o que apresenta maior toxicidade (DL50 = 0,773mg/kg), seguido de T. bahiensis (DL50 = 1,062mg/kg) e T. serrulatus (DL50 = 1,160mg/kg). A ausência de óbitos e complicações (edema pulmonar agudo e choque) na nossa casuística, pode estar relacionada com o pequeno tamanho da amostra, se comparado com a casuística já estudada de acidentes por T. serrulatus e não apenas com a toxicidade do veneno, considerando que são espécies filogenéticamente próximas e do mesmo grupo taxonômico.

A gravidade depende de fatores, como a espécie e o tamanho do escorpião, a quantidade de veneno inoculado24, a massa corporal do acidentado e a sensibilidade do paciente ao veneno. Influem na evolução o diagnóstico precoce, o tempo entre a picada e a administração do soro e a manutenção dos dados vitais12 17. No entanto, a idade do paciente tem sido demonstrada como o principal fator prognóstico da gravidade e óbitos (crianças abaixo de 14 anos), confirmado pela nossa casuística, onde todos os casos graves envolveram crianças com menos de sete anos1 6 11 12 15 17 23.

A utilização de maior número de ampolas nos casos leves (7,5 ± 3,5) do que nos casos moderados (4,0 ± 1,7) e graves (6,5 ± 2,1) apontam para a necessidade de revisão dos critérios regionais de avaliação e diagnóstico do caso e indicação de soroterapia, já que não é preconizada a utilização de soro para os casos leves e somente para moderados (2 a 3 ampolas) e graves (4 a 6 ampolas)17. Segundo Cardoso9, os esquemas atuais de soroterapia necessitam revisão crítica, havendo indícios que em alguns tipos de envenenamento estão sendo utilizados esquemas superdimensionados de doses.

Nosso trabalho aponta para a semelhança da gravidade do envenenamento por T. serrulatus e T. stigmurus, com exceção da ocorrência de óbitos e complicações (edema agudo de pulmão, colapso cardíaco e choque), ausentes em nossa casuística.

A ausência de letalidade, com o restabelecimento dos pacientes, inclusive casos graves, sugere a eficiência do soro anti-escorpiônico frente ao veneno de T. stigmurus, apesar deste não estar presente no pool da produção nacional deste imunobiológico. Estes dados clínicos corroboram os estudos de soroneutralização que demonstraram que o antiveneno, fabricado com uma mistura de venenos de T. serrulatus e T. bahiensis, é eficiente para neutralizar o veneno de T. stigmurus.

Há necessidade de revisão dos critérios regionais dos esquemas atuais de soroterapia anti-escorpiônica devido ao superdimensionamento da sua utilização.

 

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Laboratório de Animais Peçonhentos do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil.
Endereço para correspondência: Profª Rejâne Maria Lira da Silva. Deptº de Zoologia/Instituto de Biologia/UFBA, Campus Universitário de Ondina, 40170-210 Salvador, BA, Brazil.
Tel: 55 71 247-3810/247-3744; fax: 55 71 245-6909.
e-mail: rejane@ufba.br
Recebido para publicação em 14/6/99.

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