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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682On-line version ISSN 1678-9849

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.34 no.2 Uberaba Mar./Apr. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822001000200006 

ARTIGO

Estudo da competência vetorial de Lutzomyia intermedia (Lutz & Neiva, 1912) para Leishmania (Viannia) braziliensis, Vianna, 1911

Study of the vectorial competence of Lutzomyia intermedia (Lutz & Neiva, 1912) to Leishmania (Viannia) braziliensis, Vianna, 1911

 

Antonio Carlos da Silva1 e Almério de Castro Gomes2

 

 

Resumo Estudou-se a competência vetorial de Lutzomyia intermedia (Diptera: Psychodidae) do Vale do Ribeira (SP) para estirpes de Leishmania (Viannia) braziliensis (Kinetoplastida: Trypanosomatidae), mediante pesquisa de infectividade natural; exposições de fêmeas silvestres e colonizadas (F1) às lesões de hamsters experimentalmente infectados e testes de transmissão via picada. A infectividade natural e os testes de transmissão revelaram-se negativos e, nas exposições, foram obtidas positividades de 74% (123+/166 dissecados) e 70% (115+/164 dissecados) para fêmeas silvestres e colonizadas respectivamente, e o desenvolvimento das formas evolutivas compatíveis com o modelo Peripilaria. A suscetibilidade às estirpes testadas associada aos indicadores epidemiológicos concorrem para a suspeita do papel vetorial de Lutzomyia intermedia na região estudada.
Palavras-chaves:
Lutzomyia intermedia. Leishmania (V.) braziliensis. Competência vetorial.

Abstract This paper investigated the vectorial competence of Lutzomyia intermedia (Diptera: Psychodidae) in Vale do Ribeira (SP) to strains of Leishmania (Viannia) braziliensis (Kinetoplastida: Trypanosomatidae), by means of a search for natural infection; exposure of wild and colonized females (F1) to the lesions of experimentally infected hamsters and transmission tests by bite. The natural infection and the transmission tests were negative. In the exposures of Lu. intermedia to infected lesions we found rates of 74% (123+/166 dissected) and 70% (115+/164 dissected) for the wild and colonized females respectively. The development of the parasites was compatible with the development model of Peripilaria. The susceptibility of the tested strains associated with the epidemiological indicators contribute to the vectorial role suspicion of Lutzomyia intermedia in the studied region.
Key-words: Lutzomyia intermedia. Leishmania (V.) braziliensis. Vectorial competence.

 

 

O papel biológico dos flebotomíneos na transmissão das leishmanioses e bartonelose há muito foi estabelecido1 19. Entretanto, estudos de competência vetorial para a Leishmania (Viannia) braziliensis ainda são escassos, considerando sua ampla distribuição geográfica nas Américas23 34.

A região do Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, foi indene durante décadas, até mesmo nos períodos de maiores desflorestamentos15, ainda que ciclos naturais deste parasito transcorresse dentro das florestas17. Contudo, a alteração para área endêmica foi recente e coincide com o aparecimento de Lu. intermedia no ambiente domiciliar situado em zona rural14. A partir desta observação desenvolveram-se estudos para certificar a modalidade de transmissão predominante para L. (V.) braziliensis, tendo como suspeita o envolvimento de Lu. intermedia tanto para humanos quanto para animais domésticos. Esta hipótese também se baseou no encontro natural desse flebotomíneo com Le. braziliensis na região do planalto paulista13.

Neste contexto, os resultados dos estudos envolvendo os determinantes da LTA na região2 12 18, somados àqueles de caráter biológico e ecológico da fauna flebotomínea onde verificou-se coincidência de ocorrência flebotomíneo/casos humanos no ambiente domiciliar18 ou uma densidade longitudinal flutuante diretamente proporcional aos índices de incidência da doença16, corroboraram com a determinação da capacidade vetorial, concordando-se assim com a possibilidade de Lu. intermedia ser responsabilizado pela veiculação daquele parasito. Assim sendo, a maioria das características ecológicas acumuladas apontou para essa incriminação, apesar das dificuldades para encontrar esse flebotomíneo naturalmente infectado.

Face a isso, este estudo teve por objetivo investigar a infectividade natural e suscetibilidade experimental, para aclarar a competência vetorial da população de Lu. intermedia do Vale do Ribeira, ampliando-a às estirpes de Le. braziliensis originárias da região Amazônica e Vale do Ribeira.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A área estudada pertence aos municípios de Miracatu/Pedro de Toledo, situados na região do Vale do Ribeira (SP) a 24º09' de latitude sul e 47º17' de longitude oeste, nos bairros denominados Pedra do Largo (Distrito Santa Rita) e São Lourencinho.

Coleta dos insetos. As capturas dos flebotomíneos foram realizadas durante os anos de 1994 a 1998, em orla e interior de mata, domicílios e periodomicílios, utilizando-se da armadilha de Shannon33 e capturador de Castro5, em horário entre 19 e 24 horas. Estes exemplares eram transportados ao laboratório em gaiolas apropriadas e, posteriormente, selecionados para as colônias de criação30 e grupos experimentais.

Leishmania (V.) braziliensis. Foram utilizadas as estirpes MHOM/BR/75/M2903 da região Amazônica e MCAN/BR/82/VR7312 do Vale do Ribeira.

Grupos experimentais. Grupo A. Pesquisa de infecção natural: 5.291 fêmeas ingurgitadas, ou com ovos, foram dissecadas segundo técnica de Johnson e colaboradores22 para reconhecimento da espécie mediante aspecto morfológico da espermateca10 e pesquisa de flagelados no tubo digestivo.

Grupo B. Teste de suscetibilidade com Lu. intermedia silvestres: a uma amostra de 100 exemplares fêmeas foram servidos, uma única vez, hamsters experimentalmente infectados com Le. braziliensis, à temperatura de 25ºC e umidade relativa de 85%. Após 7 dias do ingurgitamento foram dissecadas à semelhança do grupo A.

Grupo C. Teste de suscetibilidade com Lu. intermedia colonizadas: a uma amostra de 100 exemplares fêmeas de 1ª geração21 com 2 a 3 dias de idade, em jejum, foram servidos hamsters experimentalmente infectados por Le. braziliensis. Após 7 dias, 50% dos exemplares ingurgitados foram dissecados para a pesquisa de promastigotas nos tubos digestivos e o restante destinou-se a testes de transmissão via picada em hamsters sãos. Os exemplares que realizassem um novo ingurgitamento eram dissecados para a confirmação da presença de flagelados no tubo digestivo e o monitoramento dos hamsters realizado durante um período de 4 meses7. Após isto, eram sacrificados e a pesquisa dos parasitos realizada no baço e fígado mediante esfregaços corados por Giemsa e cultivo em NNN com antibiótico36.

 

RESULTADOS

Nas capturas realizadas houve uma acentuada predominância da espécie Lu. intermedia (95,3%) sobre as demais capturadas, com maior número de exemplares obtidos em orla de mata (Tabela 1).

 

 

Apesar do alto percentual de Lu. intermedia dissecado (97,1%) no período estudado, não foram detectadas formas flageladas em qualquer das espécies analisadas (Tabela 2).

 

 

Quanto aos teste de exposições, aplicando-se a estatística Z para comparação de proporções27, verificamos que Lu. intermedia silvestres foram suscetíveis em iguais proporções em relação às estirpes M2903 e VR7312 de Le. braziliensis (p> 0,05) (Tabela 3).

 

 

Da mesma forma, com relação às fêmeas colonizadas de idade cronológica conhecida, os índices de positividade frente às duas estirpes do parasito também foram similares, demonstrando suscetibilidade dos exemplares em iguais proporções (p> 0,05) (Tabela 4).

 

 

Nos experimentos de transmissão via picada, 39 fêmeas foram expostas a uma segunda alimentação em hamsters sãos. Dos 3 exemplares que se realimentaram, 2 revelaram-se infectados com a estirpe M2903. No experimento com a estirpe VR7312, 43 fêmeas foram expostas com o mesmo propósito, sendo que de 2 exemplares que se realimentaram, 1 estava infectado. Entretanto, em ambos os experimentos não foram detectados hamsters positivos no período de isolamento aplicado (Tabela 5).

 

 

DISCUSSÃO

Parece não haver dúvidas sobre a capacidade vetorial de Lu. intermedia para transmitir Le. braziliensis ao homem. A esta condição, soma-se a competência vetorial que pode ser avaliada mediante o encontro de seus exemplares portando infecções naturais pelos agentes parasitários11 e/ou infecções em laboratório. No primeiro caso não tem sido fácil obter índices de infectividade natural, pois, em sua maioria, os flebotomíneos apresentam-se um baixo percentual de infectividade dificultando, sobremaneira, uma análise epidemiológica mais abrangente23. Lu. intermedia não foge à regra, pois, tais índices tem sido baixos, apresentando-se como 0,6% (1/160)13, 0,1% (1/527)29 e 0,2% (4/1819)4.

No Vale do Ribeira, algumas espécies foram examinadas incluindo Lu. intermedia (Tabela 1). Ao longo de muitos anos, apesar de dissecadas milhares de fêmeas, em nenhuma delas foram detectadas formas flageladas em seus tratos digestivos (Tabela 2). Isto pode confirmar a tendência natural para reduzida taxa de infecção de Lu. intermedia, a despeito do registro simultâneo de elevadas densidades e de surtos da doença. No caso dessa região, a complexidade do ciclo de transmissão de Leishmania em que o homem esteja envolvido apenas é nítido para o ambiente extraflorestal em detrimento ao florestal preservado pobre em densidade de Lu. intermedia15.

A especificidade flebotomíneo/Leishmania parece representar um relevante pré-requisito na identificação da espécie vetora. Entretanto, a suposta condição de especiação de Leishmania se relacionada a flebotomíneos neotropicais, sugere-se uma maior flexibilidade em sua especificidade, suportando o desenvolvimento de estirpes do subgênero Leishmania e/ou Viannia 37. Assim, para Lu. intermedia, vários testes de suscetibilidade mediante repasto sangüíneo de fêmeas em animais infectados já foram executados resultando em positividade de 25% (11/43) para Le. (L.) chagasi6; de 100% (23/23) para isolado de leishmaniose nodular difusa8; de 58% com Le. (V.) braziliensis isolada no município do Rio de Janeiro28 e de 65% e 25% com estirpes colombiana de Le. (V.) guyanensis e Le. (V.) panamensis31, respectivamente.

As exposições de Lu. intermedia às estirpes de Le. braziliensis oriundas do Amazonas e Vale do Ribeira, demonstraram percentuais significativos de positividade tanto para fêmeas silvestres, portanto com idade desconhecida, quanto para fêmeas de laboratório com idade entre 2 e 3 dias (Tabelas 3 e 4), sugerindo então ser discutível se a especificidade representou alguma barreira à infecção de Lu. intermedia. Aliás, Coelho e colaboradores8 quando obtiveram seus resultados acreditaram não ser aquela característica importante na relação flebotomíneo/Leishmania.

De qualquer forma, a localização das formas infectantes no tubo digestivo do flebotomíneo corrobora como indicador de especificidade, devido facilitar a passagem do parasito ao hospedeiro vertebrado. Assim, para que associações no subgênero Viannia sejam consideradas específicas sugere-se que deva ocorrer a migração das promastigotas às partes bucais do inseto, além de maciça infecção do proventrículo subsequente a colonização do piloro e íleo31. Neste estudo, observamos que em 49,5% (118 exemplares) dissecados infectados, e em 2 realimentados, as localizações no tubo digestivo (piloro, íleo, cárdia e proventrículo) das formas evolutivas das duas estirpes de Leishmania testadas foram compatíveis ao modelo de desenvolvimento Peripilaria25.

A transmissão do parasito via picada da fêmea flebotomínea é considerada como prova conclusiva de característica vetorial24 e, entretanto, testes de transmissão com parasitos do "complexo braziliensis" são relatados em pequeno número quando comparados àqueles do subgênero Leishmania23 34. Assim, associações como Lu. gomezi/Le. braziliensis29, Lu. longipalpis/Le. braziliensis9 e Lu. wellcomei/Le. braziliensis32 foram realizados, com sucesso, entretanto, apenas nesse último experimento. Neste contexto, a artificialidade do laboratório, a reutilização de uma mesma fonte sangüínea para os ingurgitamentos, a ausência de algum elemento químico ou físico que estimulasse o repasto sangüíneo e uma biologia especial do grupo Viannia, são fatores sugeridos como possíveis dificultadores para o sucesso desses experimentos e, inclusive, em nossa associação Lu. intermedia/Le. braziliensis (Tabela 5). Aliado a isto, menciona-se ainda, as dificuldades para se conseguir a passagem do parasito para hamsters via picada uma vez que a maioria das fêmeas infectadas recusa-se a um segundo ou terceiro repasto sangüíneo, não obstante existirem relatos bem sucedidos a partir de exemplares que não realimentaram ou só o fizeram parcialmente3 26 35. A análise destes resultados portanto, leva à consideração de que os testes de transmissão foram inconclusivos quanto a definição da competência vetorial de Lu. intermedia, à semelhança, entretanto, de outros experimentos com diferentes combinações de flebotomíneo/Leishmania que também tiveram resultados negativos, mesmo quando foram utilizados insetos intensamente parasitados, inclusive com formas evolutivas na faringe e/ou probóscida3 9.Conclui-se ainda que embora não tenha sido possível atender a todos os requisitos de incriminação vetorial propostos por Killick-Kendrick e Ward24, a comprovação da suscetibilidade de Lu. intermedia frente às estirpes de Le. braziliensis e suas localizações no trato digestivo, somada aos indicadores epidemiológicos estudados concorrem para a suspeita de papel epidemiológico desse flebotomíneo, pelo menos, na região do Vale do Ribeira.

 

AGRADECIMENTOS

À Profª. Drª. Eunice Aparecida Bianchi Galati pela valiosa contribuição nos ensinamentos para identificação dos flebotomíneos.

 

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1. Departamento de Análises Clínicas da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, Alfenas, MG; 2. Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
Apoio financeiro: Trabalho realizado com auxílio financeiro de CAPES e CNPq
Endereço para correspondência: Dr. Antonio Carlos da Silva. Depto. de Análises Clínicas/EFOA. R. Gabriel Monteiro da Silva 714, 37130-000 Alfenas, MG, Brasil.
Tel: 55 35 3299-1221; Fax: 55 35 3299-1063
e-mail: carlcsilva@int.efoa.br
Recebido para publicação em 16/7/1999.

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