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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versión impresa ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. v.34 n.4 Uberaba jul./ago. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822001000400003 

ARTIGO

Flebotomíneos do Estado de Tocantins, Brasil (Diptera: Psychodidae)

Phlebotomine sand flies in the State of Tocantins, Brazil (Diptera: Psychodidae)

 

José Dilermando Andrade Filho1, Marcela Bortolini Valente1, 3, Welton A. de Andrade2, Reginaldo Peçanha Brazil1 e Alda Lima Falcão1

 

 

Resumo Nos anos de 1997 e 1998 realizaram-se capturas esporádicas de flebotomíneos nos municípios de Paraíso de Tocantins, Monte do Carmo, Porto Nacional e Monte Santo, todos localizados no estado de Tocantins, região norte do Brasil, com o intuito de conhecer a fauna flebotomínica da região. No município de Monte Santo utilizou-se isca humana e nos demais armadilhas luminosas CDC. Os ecótopos utilizados foram: peridomicílio, intradomicílio, mata e pomar. Foram capturados 2.677 flebotomíneos, pertencentes a 32 espécies. As mais freqüentes foram Lutzomyia whitmani, Lutzomyia longipalpis, Lutzomyia carmelinoi, Lutzomyia evandroi, Lutzomyia longipennis e Lutzomyia antunesi. As capturas na mata apresentaram maior diversidade de espécies, enquanto no peridomicílio houve maior número de exemplares capturados. Foram capturadas neste estado várias espécies vetoras em outras regiões do Brasil.
Palavras-chaves: Diptera. Phlebotominae.
Lutzomyia. Tocantins.

Abstract Between 1997-1998, the authors carried out sporadic collection of sand flies in the municipalities of Paraíso de Tocantins, Monte do Carmo, Porto Nacional and Monte Santo all in the Tocantins State of northern Brazil. Human bait was used in Monte Santo and a battery operated light trap in other municipalities. The ecotypes chosen for the traps were in the peridomiciles, inside the houses, in the forest and the orchard. We identified 2,677 sand flies, belonging to 32 species. The most abundant species of sand flies were Lutzomyia whitmani, Lutzomyia longipalpis, Lutzomyia carmelinoi, Lutzomyia evandroi, Lutzomyia longipennis and Lutzomyia antunesi. Collections from the forest showed greater diversity of species, while the largest number of sand flies were caught around the houses. Several species known or suspected to be vectors of Leishmania in other regions of Brazil were captured.
Key-words: Diptera. Phlebotominae.
Lutzomyia. Tocantins.

 

 

O conhecimento da fauna de flebotomíneos mostrou-se de grande importância devido à capacidade desses insetos de transmitir patógenos como Leishmania, Bartonella bacilliformis e algumas arboviroses. O hábito hematófago restringe-se às fêmeas, e o horário de maior atividade se dá ao crepúsculo vespertino, estendendo-se durante a noite.

Na região neotropical os flebotomíneos encontram-se distribuídos em todos os países, sendo que algumas espécies possuem ampla distribuição geográfica, abrangendo vários países sul-americanos. No Brasil, diversos trabalhos vêm sendo realizados sobre distribuição geográfica, sazonalidade, ecologia e epidemiologia destes insetos4 8 11 21, mas, em algumas regiões do país, pouco se conhece sobre a fauna dos flebotomíneos.

O estado de Tocantins, criado pela constituição de 1988, apresenta uma área de 278.420,7km2, e uma população de 920.116 habitantes, distribuídos por 123 municípios agrupados em oito microrregiões. Neste estado, têm sido relatados casos esporádicos de leishmaniose tegumentar e visceral.

Devido ao pouco conhecimento sobre os flebotomíneos do Estado de Tocantins, procurou-se fazer um estudo da fauna destes dípteros existentes na região.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O Estado de Tocantins situa-se na região norte e ocupa uma zona de transição entre o Planalto Central brasileiro, de clima mais seco e vegetação dominada pelo cerrado, e a Planície Amazônica, úmida na maior parte do ano e coberta por floresta equatorial. O relevo é em grande parte formado por planaltos sedimentares, de altitude média no centro-sul, e com chapadões mais altos na parte oriental. Nesta região está a planície da bacia do rio Araguaia, periodicamente inundada. Na região central, numa faixa que se estende na direção sul-norte, está a planície da bacia do Tocantins. Entre os dois grandes sistemas hidrográficos, encontram-se as chapadas e chapadões.

Área de estudo: (Figura 1) O município de Monte do Carmo tem uma população de 5.429 habitantes, uma área de 3.359,7km2 e altitude máxima de 295 metros. Sua latitude é de 10o 45'48'' S e longitude de 48o 06'32'' W. A vegetação predominante é o cerrado, sendo bem conservadas as matas ciliares. A principal atividade profissional é a agropecuária e o turismo. Entre 1996 a maio de 2000 foram registrados para este município 7 casos de leishmaniose visceral e 40 casos de leishmaniose tegumentar.

 

 

Monte Santo apresenta uma população de 1.064 habitantes e área de 1.082,7 km2. A agropecuária e a mineração são as principais fontes de renda do município. O cerrado predomina e apenas um caso de leishmaniose tegumentar foi registrado entre 1996 e maio de 2000. Não há referência para as coordenadas geográficas deste município.

A vegetação de cerrado predomina em Paraíso do Tocantins, município que tem uma população de 35.884 habitantes dentro de uma área de 1.331km2 e altitude máxima de 387m. Sua latitude é de 10o 10' 34'' S e a longitude é de 48o 52' 00'' W. A agropecuária e pequenas indústrias predominam como as principais atividades do município. A leishmaniose visceral acometeu 72 pessoas enquanto a leishmaniose tegumentar registrou 74 casos entre 1996 e maio de 2000, para ambas.

Porto Nacional representa um dos principais municípios do estado de Tocantins. Sua população é de 43.035 habitantes e a área do município é de 4.464,1 km2. A altitude máxima é de 212 metros e está situado geograficamente entre os paralelos 10o 42'29'' de latitude Sul e 48o 25'02'' de longitude Oeste. A agropecuária e pequenas industrias são as principais atividades profissionais. Registrou-se neste município, entre 1996 e maio de 2000, 71 casos de leishmaniose visceral e 74 casos de leishmaniose tegumentar

Captura dos flebotomíneos: Os flebotomíneos foram obtidos através de capturas realizadas no mês de dezembro de 1997, em 19 regiões de quatro municípios do Estado de Tocantins: Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Monte do Carmo e Monte Santo. No município de Porto Nacional realizaram-se sete capturas, sendo cinco na cidade (quatro em galinheiros, uma em um galpão que serve de abrigo para animais domésticos), uma na mata (fazenda Mercés) e outra em um bananal localizado no povoado de Pinheirinho. Em Monte do Carmo, foram selecionados cinco locais de captura dentro da fazenda Córrego da Cruz, sendo três na mata, um em galinheiro e o último em um curral. No terceiro município, Paraíso do Tocantins, as capturas foram feitas em cinco galinheiros localizados dentro da cidade. Nestes municípios utilizou-se armadilha luminosa do tipo CDC22, que foram expostas entre 16:00 e 17:00 horas e recolhidas no crepúsculo matutino. Em Monte Santo, foram feitas duas capturas com isca humana na mata, às margens de um córrego, na fazenda Matona.

Em setembro de 1998, realizou-se mais 19 capturas em Porto Nacional, duas em galinheiros na cidade, e o restante nas fazendas Mutum (duas em pomar e uma em galinheiro), Jacozinho (uma na mata, uma no intradomicílio e outra em um curral), São Pedro (duas na mata, duas em galinheiro e uma no intradomicílio), Mato Escuro (uma em galinheiro e outra na mata), Mata Grande (uma em galinheiro, uma em pomar e outra em um curral) e Francisquinha (uma no galinheiro). Na fazenda Córrego da Cruz, município de Monte do Carmo, efetuou-se mais cinco capturas, sendo duas em galinheiro, duas em mata e uma em um pomar.

Os flebotomíneos capturados foram fixados em álcool 70o e trazidos ao laboratório onde foram preparados e montados entre lâmina e lamínula em líquido de Berlese e Bálsamo do Canadá. A identificação foi feita de acordo com Young & Duncan26, sendo que para a identificação das espécies do grupo oswaldoi foi utilizado o trabalho de Dias et al10. Após a montagem e a identificação os insetos foram numerados e incorporados à coleção de flebotomíneos do Centro de Pesquisas René Rachou/Fiocruz, sob os números 71.533 a 72.266 e 72.824 a 74.767.

Os ecótopos utilizados para comparação foram o peridomicílio, que compreendia abrigos de animais domésticos e árvores isoladas ao redor da casa, intradomicílio, mata e pomar.

Para comparar os dados das capturas realizadas nos cinco municípios e entre os ecótopos, foram calculadas a média aritmética simples, dividindo-se o número de exemplares de uma espécie pelo número de capturas no município ou no ecótopo.

 

RESULTADOS

Em 43 capturas, foram obtidos 2.677 flebotomíneos, pertencentes a 32 espécies; duas destas espécies pertencem ao gênero Brumptomyia França & Parrot e as demais ao gênero Lutzomyia França (Tabela 1). As espécies deste último gênero estavam divididas entre nove subgêneros e cinco grupos. Uma espécie, Lutzomyia sp 01 foi considerada espécie isolada. As espécies capturadas foram: Lutzomyia (Nyssomyia) whitmani (Antunes & Coutinho) (53%) Lutzomyia (Lutzomyia) longipalpis (Lutz & Neiva) (25,2%), Lutzomyia carmelinoi Ryan Fraiha Lainson & Shaw (6,9%), Lutzomyia evandroi (Costa Lima & Antunes) (3,4%), Lutzomyia longipennis (Barretto) (1,8%), Lutzomyia (Nyssomyia) antunesi (Coutinho) (1,6%), Lutzomyia sp. 01 (1,1%), Lutzomyia (Sciopemyia) sordellii (Shannon & Del Ponte) (1,1%), Lutzomyia sallesi (Galvão & Coutinho) (0,9%), Lutzomyia (Evandromyia) bourrouli (Barretto & Coutinho) (0,8%), Lutzomyia peresi (Mangabeira) (0,7%), Lutzomyia termitophila Martins Falcão & Silva (0,5%), Lutzomyia aragaoi (Costa Lima) (0,3%), Lutzomyia hermanlenti Martins Silva & Falcão (0,3%), Lutzomyia goiana Martins Falcão & Silva (0,3%), Lutzomyia lenti (Mangabeira) (0,3%), Lutzomyia (Nyssomyia) flaviscutellata (Mangabeira) (0,2%), Lutzomyia (Micropygomyia) micropyga (Mangabeira) (0,2%), Lutzomyia saulensis (Floch & Abonnenc) (0,2%), Lutzomyia (Psathyromyia) sp. (0,2%) Lutzomyia (Psathyromyia) shannoni (Dyar) (0,1%), Lutzomyia bacula Martins Falcão & Silva (0,1%), Lutzomyia (Pintomyia) christenseni Young & Duncan (0,1%), Lutzomyia oswaldoi (Mangabeira) (0,1%), Lutzomyia (Psathyromyia) abonnenci (Floch & Chassignet) (< 0,1%), Lutzomyia (Psathyromyia) campbelli (Damasceno Causey & Arouck) (< 0,1%), Lutzomyia (Psychodopygus) claustrei Abonnenc Léger & Fauran (< 0,1%), Lutzomyia rorotaensis (Floch & Abonnenc) (< 0,1%), Lutzomyia (Viannamyia) tuberculata (Mangabeira) (< 0,1%), Lutzomyia walkeri (Newstead) (< 0,1%), Brumptomyia avellari (Costa Lima) (0,1%), Brumptomyia brumpti (Larrousse) (0,1%).

 

 

O município de Porto Nacional apresentou a maior diversidade de espécies (26), enquanto Monte do Carmo mostrou o maior rendimento. Os piores resultados foram em Monte Santo, onde o número de flebotomíneos amostrados foi pequeno.

O peridomicílio foi o ecótopo onde se obteve maior rendimento de exemplares capturados, 64 flebotomíneos por coleta e a mata apresentou maior biodiversidade destes insetos, sendo capturadas 28 das 32 espécies neste ecótopo. (Tabela 2).

L. whitmani, L. carmelinoi e L. evandroi predominaram no município de Monte do Carmo, enquanto L. longipalpis, L. longipennis, Lutzomyia sp. 01, L. sallesi e L. bourrouli foram mais capturadas em Porto Nacional, sendo que esta última só foi capturada neste município. L. antunesi teve freqüência semelhante nos quatro municípios, assim como L. sordellii, sendo que esta não foi capturada em Monte Santo.

L. whitmani, L. longipalpis, L. carmelinoi e L. evandroi apareceram com maior incidência no peridomicílio, enquanto L. longipennis, L. sordellii e L. sallesi foram capturadas em maior quantidade na mata. L. antunesi e L. bourrouli tiveram freqüência semelhante no peridomicílio e na mata. Lutzomyia sp. 01 foi capturada tanto no peridomicílio quanto no pomar. No intradomicílio predominaram as espécies L. whitmani e L. longipalpis.

 

DISCUSSÃO

A presença de 32 espécies encontradas nos municípios trabalhados demonstra a grande diversidade da fauna da região. O estado de Tocantins, por estar situado geograficamente na região centro-norte do país, apresenta algumas áreas de transição, tanto vegetacional quanto climática, entre o cerrado e a Floresta Amazônica e, com novas investigações deverá apresentar um número maior de espécies.

A maior diversidade de espécies ocorreu na mata, entretanto, o maior número de exemplares capturados ocorreu no peridomicílio, o que mostra o grau de adaptação que os flebotomíneos vêm sofrendo com as crescentes alterações antrópicas, sendo que aquelas espécies que só ocorreram na mata foram capturas em uma freqüência muito baixa.

As capturas com isca humana apresentam maior número de exemplares quando associadas à armadilha de Shannon20 com isca luminosa. Esse fato explica o baixo índice de flebotomíneos capturados em Monte Santo, onde utilizou-se apenas isca humana. Dos 16 exemplares capturados, L. antunesi predominou. Este flebotomíneo mostrou-se altamente antropofílico, já tendo sido encontrado exemplares naturalmente infectados com flagelados no Brasil19. As demais espécies foram pouco freqüentes e com exceção de L. longipalpis não há registro de antropofilia para as outras, mas a coleta de algumas delas, como L. longipennis, pode ser acidental.

L. whitmani foi a espécie mais freqüente neste estudo e a mais encontrada no peridomicílio com cerca de 55 flebotomíneos por captura. Essa espécie apresenta ampla distribuição geográfica, representando grande adaptação aos diferentes nichos ecológicos e acarretando mudanças comportamentais nas diversas populações. L. whitmani habita em áreas de floresta primária na região do Amazonas, regiões de florestas remanescentes e peridomicílio no nordeste e sudeste16. Vários autores já a capturaram em maior número no peridomicílio, especialmente no sudeste do Brasil3 14, porém, em trabalho realizado no Maranhão, região nordeste, L. whitmani foi capturada com a mesma freqüência, tanto no peridomicílio quanto na mata17 . Na região sudoeste do estado de São Paulo ela foi mais encontrada no ambiente florestal9. Esta espécie revela-se bastante antropofílica na região nordeste e sudeste5 7, sendo umas das principais vetoras, ou suspeita de transmitir, o agente etiológico leishmaniose tegumentar em várias regiões do Brasil15 23. Destaca-se que neste trabalho foram capturados dez exemplares no intradomicílio nas duas coletas realizadas, o que pode ser uma tendência a domiciliação dessa espécie.

A espécie Lutzomyia longipalpis representa a principal vetora do agente da leishmaniose visceral na região neotropical. Apresenta ampla distribuição geográfica e ocorre com freqüência no peridomicílio1 e em áreas de grutas calcárias4. Na região estudada, mostrou-se mais numerosa no peridomicílio, seguido pelo intradomicílio e poucos exemplares nos outros ecótopos. Os machos de L. longipalpis capturados nesse estudo apresentam-se com apenas uma mancha no 4o tergito abdominal. Há indícios de que essa espécie represente um complexo de uma ou mais espécies25.

O ecótopo preferido de L. carmelinoi foi o peridomicílio, seguido pelo pomar e pela mata, tendo prevalecido no município de Monte do Carmo. É próxima morfologicamente da L. lenti, sendo comum o encontro dessa última em galinheiros6 12. Este é o primeiro registro de simpatria para as duas espécies. Trabalho sobre hibridização envolvendo ambas espécies já foi realizado e apesar de ocorrer a cópula e a emersão de adultos em F1, não ocorreu sobrevida de F22.

Além das espécies vetoras já citadas, foram capturadas também L. flaviscutellata vetora de Leishmania amazonensis18 24 e L. shannoni encontrada por vários autores naturalmente infectada com flagelados26.

Lutzomyia sp 01 é provavelmente uma espécie nova, próxima a Lutzomyia acanthopharynx Martins Falcão & Silva tendo sido coletados um total de 10 machos e 20 fêmeas (10 exemplares no peridomicílio e 20 no pomar) estando o material reservado para posterior descrição. Já as fêmeas de L. (Psathyromyia) sp são semelhantes a L. shannoni e L. abonnenci, porém apresentam os dutos individuais das espermatecas mais longos que nessas espécies e também estriados. Esse material encontra-se separado para estudo e novas capturas serão realizadas na área para se encontrar os machos dessa espécie e verificar sua verdadeira identidade taxonômica.

Lustosa et al13 trabalharam em três cidades do Estado de Tocantins, tendo capturado L. whitmani em São Sebastião do Tocantins e em Itacajá, sendo que neste último município coletaram também Lutzomyia gomezi (Nitzulescu). Além dessas duas espécies, mais 15 já foram citadas para este estado. Neste artigo, relata-se pela primeira vez a presença de L. longipalpis, L. carmelinoi, L. longipennis, L. sallesi, L. bourrouli, L. aragaoi, L. flaviscutellata, L. micropyga, L. saulensis, L. bacula, L. oswaldoi, L. campbelli, L. claustrei, L. rorotaensis, L. tuberculata e L. walkeri, além do gênero Brumptomyia que não havia sido ainda registrado para o estado de Tocantins, representado pelas espécies B. avellari e B. brumpti. Desta forma, a fauna flebotomínica deste estado fica composta, até o momento, por 35 espécies já descritas.

 

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1. Laboratório de Leishmanioses do Centro de Pesquisas René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz, Belo Horizonte, MG. 2. Distrito Sanitário de Porto Nacional, Fundação Nacional de Saúde, Porto Nacional, TO. 3. Bolsista do PIBIC.
Endereço para correspondência: Dr. José Dilermando Andrade Filho. Centro de Pesquisas René Rachou/FIOCRUZ. Av. Augusto de Lima 1715, Barro Preto, 30190-002 Belo Horizonte, MG, Brasil.
Tel. 55 31 3295 -3566, Fax 55 31 3295-3115.
e-mail: jandrade@cpqrr.fiocruz.br
Recebido para publicação em 07/02/2000