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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versión impresa ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. v.34 n.4 Uberaba jul./ago. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822001000400007 

ARTIGO

Ocorrência da infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) e delta (VHD) em sete grupos indígenas do Estado do Amazonas

The occurrence of hepatitis B and delta virus infection within seven Amerindian ethnic groups in the Brazilian western Amazon

 

Wornei Silva Miranda Braga1, Leila Melo Brasil1, Rita Auxiliadora Botelho de Souza1, Márcia da Costa Castilho1 e José Carlos da Fonseca1.

 

 

Resumo A infecção pelo VHB e VHD são importantes problemas de saúde na Amazônia. Este estudo avalia a prevalência da infecção por esses agentes em sete grupos indígenas do Estado do Amazonas. A taxa de infecção passada pelo VHB encontrada foi de 54,5% e a de portadores do AgHBs de 9,7%. Observa-se variação importante destes marcadores entre as aldeias, inclusive da mesma etnia. Não evidenciamos marcador de infecção aguda, os quatro AgHBe reativos eram todos Apurinã, da mesma aldeia, e três da mesma família. O VHD foi encontrado em 13,4% dos AgHBs reativos. O padrão de infecção pelo VHB e VHD encontrado possui as seguintes características: endemicidade elevada, baixo potencial de infectividade, transmissão marcada em idade precoce, provável transmissão familiar, e pouca importância da transmissão vertical. Entretanto, também sugere que esses vírus não tenham sido ainda introduzidos efetivamente em algumas das etnias estudadas.
Palavras-chaves: Hepatite B. Hepatite delta. Indígenas. Amazônia.

Abstract HBV and HDV infections are a major health problem in the Amazon. This study evaluates the prevalence of these viruses within Indians groups, measuring the frequency of serological markers. The prevalence of past infection was 54.5% and HBsAg was found in 9.7%. An important variation of those markers was detected between villages, inclusively within the same ethnic group. None showed evidence of an acute infection. All HBeAg reactive were Apurinã, living in the same village and three of them from the same family. The prevalence of anti-HDT was 13.4% in HBsAg positive individuals. The authors observed high prevalence of HBV and HDV infection with the following pattern: low degree of infectivity, marked transmission in early ages, intra-familial dissemination, and lack of importance of vertical transmission. However, the results suggest that these viruses were not yet introduced effectively in some of the studied groups.
Key-words: Hepatitis B. Hepatitis delta. Prevalence. Amerindians.

 

 

Os vírus das hepatites B (VHB) e delta (VHD) são considerados, mundialmente, importantes agentes de formas graves de doença aguda ou crônica do fígado20. A infecção pelo VHB pode ser apontada como uma das viroses mais importantes do gênero humano. Estima-se que cerca de 300 milhões de pessoas sejam portadores do VHB, e que de um a dois milhões de mortes a cada ano, no planeta, estariam relacionadas diretamente a este agente24.

Entre a população indígena, estudos soroepidemiológicos, relatam altas taxas de prevalência de infecção e doença na Amazônia venezuelana18 23, colombiana10, peruana11 21 e brasileira2 6 12 16 22.

No entanto, os aspectos epidemiológicos da infecção pelo VHB e VHD na Amazônia, não estão ainda bem definidos, principalmente em relação às condições que favoreçam o caráter peculiar de elevada endemicidade e aos prováveis mecanismos de transmissão desses agentes na região3 13.

Em comunidades indígenas devem ainda ser considerados aspectos históricos e antropológicos, que envolvem a formação de cada povo e de práticas culturais como forma de manutenção das viroses nas comunidades, bem como as formas de representação social do processo saúde-doença.

Neste contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar a prevalência da infecção pelo VHB e VHD em comunidades indígenas das calhas dos rios Purús e Juruá conhecidas como de elevada prevalência de infecção pelo VHB e VHD e do rio Madeira tida como de baixa ocorrência.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Estudo descritivo, com base em uma população definida, compreendendo sete grupos indígenas habitantes dos vales dos rios Juruá, Purús e Madeira, no Estado do Amazonas, de quem se determinou a freqüência de marcadores sorológicos do VHB e VHD. Foram avaliadas sete grupos indígenas, na calha do rio Madeira os Mura-Pirahã, no rio Purús os Apurinã, Jamamadi, Paumari e Deni e no vale do rio Juruá os Kulina e Kanamari (Figura 1).

 

 

O número de indivíduos avaliados ficou condicionado ao número de aldeias visitadas. Nas aldeias pequenas todos foram examinados e nas maiores se procedia a seleção de 50% da população, presente, por amostragem aleatória simples, sorteados do censo familiar de cada aldeia. Como instrumento de investigação, foi utilizado um questionário individual, que incluía dados pessoais e informações sobre fatores de risco de infecção como: presença de tatuagens ou escarificações, uso de medicamentos por via parenteral, tratamento dentário nos últimos seis meses, lesões de pele, hospitalizações, idade em que casou pela primeira vez, número de casamentos e história pessoal ou na família de passado de hepatite ou icterícia.

De cada indivíduo incluído na amostra era colhido 5ml de sangue para a obtenção do soro. As amostras eram congeladas a -20oC até serem enviadas a Manaus, para realização dos testes de marcadores sorológicos do VHB (AgHBs, AgHBe, anti-HBc total, anti-HBCIgM e, anti-HBeAg) e VHD (anti-HD total) nos indivíduos que apresentaram reatividade para qualquer marcador do VHB, pelo método de ELISA, VHB (Hepanostika, Organon-TeknikaR), VHD (ETI-AB-DELTAK-2, DiasorinR).

As informações foram registradas em um banco de dados, e análises estatísticas conduzidas utilizando-se o Epi-Info 6.0. A análise dos dados foi iniciada com descrição estatística simples. A presença de exposição a fatores de risco, foi dicotomizada em presente e ausente, para determinar se existia associação entre a exposição ao fator e a do marcador examinado, estimando-se o Risco Relativo para tabelas 2x2. O efeito da exposição ao fator de risco de interesse, por níveis crescentes de exposição é avaliado por qui-quadrado de tendência, ajustado para variáveis potencialmente de confusão.

 

RESULTADOS

O estudo inclui 688 indivíduos, 334 (48,5%) do sexo feminino e 354 (51,5%) do sexo masculino, com uma idade média de 22 anos (1 - 81).

A taxa de portadores crônicos do AgHBs encontrada foi de 9,7%, variando de 0% entre os Kanamari, Deni, Jamamadi e Mura-Pirahã a 20,6% entre os Paumari (Tabela 1). Observa-se também variação na distribuição deste marcador entre as aldeias, inclusive no mesmo grupo (p<0,001) (Tabela 2). Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa em relação à presença do AgHBs entre sexo ou faixa etária, apesar da prevalência deste marcador apresentar um padrão em que se observam dois grupos de maior ocorrência, os indivíduos com menos de 10 anos com uma taxa de 11,3%, representando 33% do total deste grupo, e os entre 30 a 40 anos com uma taxa de 15,2% (Tabela 3, Figura 2). Nenhum dos indivíduos AgHBs apresentou reatividade para o anti-HBcIgM; 4 (6%) foram reativos para o AgHBe, todos tinham menos de 10 anos, com idade média de 4,7 anos (3 - 7), eram Apurinã, moradores da aldeia Nova Vista, e três da mesma família. Em relação as mães dos indivíduos AgHBe reativos, todas apresentaram padrão sorológico de infecção passada resolvida (AgHBs não reativo e anti-HBc total reativo).

 

 

 

 

A taxa de prevalência de infecção passada, indivíduos anti-HBc total reativo, encontrada foi de 54,5%, variando entre os grupos e aldeias visitadas, de 19,7% entre os Jamamadi a 78,6% entre os Kanamari (Tabela 4). Não foi encontrado variação da prevalência deste marcador entre sexo, porém em relação à idade apresenta um gradiente crescente, chegando a níveis bastante elevados, cerca de 100% em indivíduos acima dos 80 anos ( qui quadrado para tendência igual a 61,5555, p<0,001) (Tabela 3, Figura 2).

 

 

A prevalência do anti-HD total foi de 4,4% entre os reativos para qualquer marcador do VHB e de 13,4% entre os indivíduos AgHBs reativos, variando de 0% entre os Jamamadi e Deni e 7,7% entre os Kulina (Tabela 5). Não encontramos diferença na distribuição da prevalência do anti-HD total entre sexo, idade, grupo ou aldeia. Entretanto, os indivíduos entre quinze e quarenta anos representam cerca de 67% dos indivíduos anti-HD total reativos.

 

 

Dentre os prováveis fatores de risco avaliados, encontramos associação estatisticamente significativa entre a presença de infecção presente ou passada pelo VHB, história de hepatite na família e passado de icterícia (Tabela 6).

 

 

DISCUSSÃO

A população estudada é composta por poucos indivíduos, menores de um e acima dos 70 anos de idade, sugerindo elevadas taxas de mortalidade infantil, e baixa expectativa de vida ao nascer.

A taxa de portadores do AgHBs encontrada (9,7%) confirma o caráter endêmico da infecção pelo VHB na população estudada. No entanto, apresenta uma distribuição heterogênea entre os grupos visitados, inclusive variando entre aldeias de um mesmo grupo. Outros estudos realizados entre populações nativas da Amazônia, mostram taxas de soropositividade do AgHBs entre 0% e 31%1 3 7 13 17; apontando também diferenças marcantes nesta distribuição entre localidades muito próximas, com identidade cultural, social e econômicas muito parecidas, fato ainda não bem compreendido2 13 18 23. É proposto que fatores como, densidade populacional; aspectos genéticos; sociais; econômicos; culturais e históricos, além de outros ainda não revelados, tenham grande influência na determinação desta heterogeneidade5 21.

Não foi observado diferença estatisticamente significativa na distribuição da taxa de prevalência do AgHBs em relação ao sexo ou idade, apesar de terem sido identificados dois grupos de idade de maior prevalência, os menores de dez anos com uma prevalência de 11,3%, correspondendo a cerca de 33% dos AgHBs reativos, e o grupo de trinta a quarenta anos com uma taxa de 15,2%, sugerindo que nestes dois grupos a magnitude da transmissão do VHB seja mais importante. Outros estudos com diversas populações da Amazônia, descrevem padrão semelhante de transmissão em idades precoces, implicado como fator importante na determinação da ocorrência de elevadas taxas de portadores de hepatopatias crônicas na região4 7 11 14 15.

Nenhum indivíduo AgHBs reativo mostrou evidências sorológicas de infecção aguda. O AgHBe foi encontrado em 6% dos AgHBs reativos, tinham em média 4,7 anos, todos Apurinã, moradores da aldeia Nova Vista e, três deles de uma mesma família. A presença do AgHBe é amplamente utilizada como indicador de potencial de transmissão. Nossos resultados confirmam a diferença marcante inter-grupo, indicam ainda, baixo potencial de infectividade, transmissão marcada em idades precoces, curso subclínico da doença, transmissão familiar, e pouca importância da transmissão vertical do VHB nestas populações, características também descritas por diversos autores, em outros estudos com populações indígenas e não indígenas de várias regiões da Amazônia4 7 9 11 13 18.

A distribuição da prevalência do anti-HBc total revela padrão de intensa circulação do vírus, com exceção dos Jamamadi e Mura-Pirahã, no entanto, o padrão heterogêneo não é tão marcante como o observado com a distribuição do AgHBs. Entre os Mura-Pirahã e os Jamamadi as baixas taxas de prevalência do AgHBs e anti-HBc caracterizam padrão de ausência de circulação e não de padrão heterogêneo de disseminação do VHB, sugerindo que o VHB talvez não circule entre esses grupos étnicos efetivamente.

A associação entre história de hepatite na família, passado de icterícia e infecção passada ou presente pelo VHB, demonstra a importância do VHB como agente etiológico de doença ictérica nessas comunidades.

A prevalência do anti-HD total revela caráter de elevada endemicidade, observado em todas as faixas etárias. Porém, os indivíduos na faixa de quinze a quarenta anos representam 67% do total dos anti-HD total reativos, sugerindo que a transmissão sexual seja um dos mecanismos mais importantes de disseminação do VHD na população estudada.

A importância da infecção pelo VHB e VHD na Amazônia é um fato descrito na literatura mundial há mais de quarenta anos, sendo associada à ocorrência de surtos epidêmicos de doença icterohemorrágica e elevada prevalência de hepatopatias crônicas e hepatocarcinoma3 4 10 14 17 18 23. As origens deste padrão peculiar, ainda são obscuras. Tem sido postulado que a Amazônia apresente condições ambientais, sociais, culturais e, aspectos genéticos da população que favoreçam a circulação desses agentes8 11 15 19 21 23.

O caráter de endemicidade elevada, e o padrão heterogêneo marcante encontrado entre os grupos indígenas estudados, se assemelha ao descrito para a população não indígena da região1 7 13 21. A prevalência da infecção pelo VHB e VHD entre populações indígenas da região, talvez possa nos ajudar a contar a história desses agentes na Amazônia. Gostaríamos então de comentar algumas particularidades observadas durante as visitas às aldeias, que talvez nos auxilie na avaliação dos resultados.

Muitas das comunidades visitadas onde foi detectada a presença marcante do VHB e VHD, estavam em processo de recriação de sua identidade, promovida pela recente demarcação de terras indígenas patrocinada pelo governo federal, após terem vivido anos no beiradão (comunidades muito pequenas às margens dos rios da Amazônia) e na periferia das sedes municipais, sem identidade e sem a posse da terra.

Em relação aos grupos onde encontramos poucas evidências da presença desses vírus, os Mura-Pirahã vivem na calha do rio Madeira, região conhecidamente de baixa endemicidade de infecção pelo VHB e VHD,13 o que explicaria as baixas taxas encontradas. Os Jamamadi, grupos isolados que mantêm praticamente íntegros seus costumes, foram recentemente contatados, entre cinco a dez anos. Vivem em região de elevada endemicidade do VHB e VHD, próximo de aldeias Paumaris com taxas de prevalência do AgHBs por nós encontradas de 25%.

Os Kulina são culturalmente próximos dos Deni, inclusive falam uma língua muito parecida. Entretanto vivem geograficamente distantes e apresentaram padrões de infecção pelo VHB e VHD muito distintos. Os Deni foram contatados há cerca de dez anos e os Kulina há pouco mais de um século.

Nossos resultados indicam que nos grupos visitados de pouco tempo de contato, o VHB e VHD não circulem efetivamente, divergindo de alguns autores que descrevem o mesmo padrão heterogêneo de elevada endemicidade, no entanto, sugerem a disseminação desses agentes de populações autóctones da Amazônia, para aqueles que migram para a região11 21.

Acreditamos que além dos aspectos ecológicos, que venham facilitar a circulação desses vírus na região, a formação histórica dos grupos populacionais na Amazônia deve também ser considerada na avaliação das condições determinantes, e que populações indígenas devam ser incluídas como prioridade no programa de vacinação contra hepatite B principalmente em áreas hiperendêmicas.

 

AGRADECIMENTOS

Às comunidades indígenas visitadas, que nos permitiram, com muita atenção e carinho, realizar este trabalho. Ao pessoal do Programa de Saúde Indígena da FUNASA que nos proporcionou toda infra-estrutura básica para o desenvolvimento da pesquisa em especial à Luíza Garnelo, Sâmia Samad, Raimunda Silva, Rosilene Martins de Souza, Maria do Socorro Brilhante, e à Maria Dulce Botelho Cossate da Secretaria Estadual de Saúde, pela participação junto aos Mura-Pirahã. Aos membros de organizações não governamentais, pelo apoio ao trabalho no município de Eirunepé junto às comunidades Kulina e Kanamari. À Força Aérea Brasileira, pelos deslocamentos de Manaus até as sedes dos municípios base, e de helicóptero até as aldeias. À Diretoria de Ensino e Pesquisa da FMT-/IMT-AM, pelo empenho em buscar recursos para a compra dos Kits, para terminar os testes sorológicos.

 

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1. Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, Manaus, AM, Brasil.
Endereço para correspondência: Dr. Wornei Braga. Fundação de Medicina Tropical do Amazonas. Av. Pedro Teixeira 25, D. Pedro I, Manaus 69040-000, Am.
Fax: 55 92 238 - 3762
e-mail : imtam@prodamnet.com.br/ wornei@hotmail.com
Recebido para publicação em 11/7/2000.