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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versión impresa ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. v.34 n.5 Uberaba sep./oct. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822001000500002 

ARTIGO

Pesquisa de bactérias do gênero Vibrio em feridas cutâneas de pescadores do município de Raposa-MA

Identification of Vibrio spp bacteria on skin lesions of fisherman in the county of Raposa-MA

 

Sther Marie de Aguiar Rodrigues1, Eloísa da Graça do Rosário Gonçalves1, Débora Medeiros Mello2, Eurípedes Gomes de Oliveira1 e Ernesto Hofer2

 

 

Resumo O estudo foi realizado com o objetivo de isolar e identificar bactérias do gênero Vibrio em feridas cutâneas apresentando processo infeccioso, em pescadores do município de Raposa-MA. O material clínico foi obtido com o emprego de "swab" e mantido em meio de transporte de Cary-Blair. Para o processamento laboratorial foram utilizadas técnicas clássicas de enriquecimento em água peptonada alcalina, isolamento em meio seletivo-indicador (TCBS) e identificação bioquímica das espécies. Participaram do estudo 50 pescadores, com idade variando de 12 a 65 anos, tendo sido reconhecidos 21 indivíduos portadores de Vibrio. Houve predomínio da espécie V. alginolyticus (66,6%), seguido de V. parahaemolyticus (42,8%) e de V. cholerae não O1 (9,5%). As lesões predominaram nos membros inferiores, apresentando hiperemia, edema, secreção, dor. Associados aos vibrios foram isoladas espécies de bacilos gram negativos dos gêneros Serratia, Proteus, Escherichia, Citrobacter, Enterobacter, assim como outras bactérias não-fermentadoras (30,9%) e bactérias gram positivas do gênero Staphylococcus.
Palavras-chaves: Pescadores. Feridas cutâneas. Vibrio.

Abstract The study was undertaken aiming at identifying bacteria from the county of Raposa in the state of Maranhão. The clinical sample was collected by using a swab and held in a Cary-Blair transport medium. Enrichment in alkaline peptone water, isolation in TCBS selective indicator medium and biochemical coding of species were used for laboratory processing. Fifty fisherman with age varying from 12-65 years took part on the study. Vibrio bacteria isolated in 21 subjects had been identified. There was a predominance of V. alginolyticus (66.6%) followed by V. parahaemolyticus (42.8%), and V. cholerae non-O1 (9.5%). Lesions predominated on lower limbs, presenting hyperhemia, swelling, secretion, and pain. Some species of gram-negative bacteria of the Serratia, Proteus, Escherichia, Citrobacter, Enterobacter associated to the vibrios were isolated, as well as other non-fermenting bacteria (30.9) and gram-positive bacteria of the genos Staphylococcus.
Key-words: Fishermen. Cutaneous lesions. Vibrio.

 

 

Os membros da família Vibrionaceae são habitantes naturais de ambientes marinhos e estuários e muitos podem causar infecções em humanos que comumente apresentam quadros clínicos como diarréia, septicemia, otites, infecções de pele e tecidos moles. As infecções são, geralmente, adquiridas por consumo de alimento e água contaminada ou mais raramente, por contaminação direta de feridas cutâneas ocorrida durante o contato com a água do mar ou estuarinas20.

Infecções cutâneas causadas por vibrios instalam-se após exposição a ambientes aquático e as lesões começam com feridas pequenas, às vezes já preexistentes, ou através de lacerações causadas por acidentes no local de trabalho9. Esses processos foram reproduzidos em modelo experimental usando ratos, nos quais feridas foram produzidas e contaminadas artificialmente com água do mar5 8 11. Na experiência destes autores, a virulência das cepas isoladas a partir das amostras ambientais foi comparável àquelas obtidas de fontes clínicas.

Há descrições de casos de lesões sépticas superficiais, cujos pacientes foram expostos ao ambiente marinho ou outras superfícies aquáticas, e dos quais foram isoladas várias espécies de Vibrio, constituindo mais um indício do possível papel patogênico desta bactéria9 15.

Muitas destas lesões cutâneas apresentam infecções mistas, podendo-se esperar que organismos ubíquos (Enterobacteriaceae) e comensais associados à pele (Staphylococcus e Streptococcus) estejam presentes em qualquer ferimento, não importando o local de contaminação7.

O interesse em realizar o presente estudo deu-se porque nossa região caracteriza-se por grande riqueza de recursos hídricos, permitindo intensa atividade pesqueira tanto nos estuários, quanto em alto mar. Em estudo da flora bacteriana presente em amostras de água recolhidas na Baía de São Marcos que vem sendo desenvolvido no Laboratório de Microbiologia (UFMA), bactérias do gênero Vibrio têm sido isoladas com freqüência4, justificando o desenvolvimento de trabalhos que possam contribuir para o conhecimento do papel destes agentes em processos infecciosos humanos, em nosso meio. Tem como objetivo, isolar e identificar bactérias do gênero Vibrio em lesões cutâneas detectadas em pescadores; isolar e identificar outras espécies bacterianas associadas aos vibrios; avaliar o aspecto clínico das feridas; estudar a sensibilidade das bactérias isoladas a antibióticos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Características da área de estudo. O município da Raposa possui uma área geográfica de 63,9km2. Localiza-se, aproximadamente, a trinta e sete quilômetros da cidade de São Luís, limitando-se ao norte com o Oceano Atlântico e a leste, a oeste e ao sul com o município de Paço do Lumiar. Conta com uma população de 16.057 habitantes13.

A Praia da Raposa abriga uma pequena comunidade que tem sua subsistência baseada na pesca e no artesanato, onde pontificam todas as suas atividades direcionadas para a vida marinha.

Obtenção das amostras. Foram estudados 50 indivíduos que tinham como atividade principal a pesca e que apresentavam lesões cutâneas produzidas e contaminadas no exercício desta função. Todos os participantes foram selecionados na colônia de pescadores da Praia da Raposa, no período de setembro de 1998 a julho de 1999, após o esclarecimento dos objetivos da pesquisa. Todos concordaram com o exame e coleta do material.

Os dados referentes à identificação dos participantes, bem como ao aspecto clínico das lesões foram anotados em uma ficha de investigação.

O material analisado foi recolhido da superfície das lesões, utilizando-se swab, e mantido em meio de transporte de Cary-Blair à temperatura ambiente, até o processamento laboratorial, que se iniciava em torno de uma hora após a coleta.

Isolamento e identificação de vibrios. Foram empregados os procedimentos clássicos de isolamento e identificação descritos na literatura6 10 14 18 19.

Para os demais bacilos gram negativos, fermentadores ou não, as técnicas de isolamento e identificação obedeceram as orientações de Costa & Hofer3 e Ballows et al1. Para os cocos gram positivos (Staphylococcus) recorreu-se ao esquema apresentado por Ballows et al1 3.

A identificação fenotípica das bactérias gram negativas, fermentadoras ou não, foi complementada através do Sistema Crystal (BBL/Becton-Dickinson, USA).

Para o teste de suscetibilidade aos antimicrobianos recorreu-se ao método de difusão dos discos impregnados, seguindo as recomendações técnicas de Kirby-Bauer e NCCLS (1993)2 12. No controle de qualidade dos discos (CECON) foram utilizadas as amostras de Escherichia coli ATCC 25922 e Staphylococcus aureus ATCC 25923.

 

RESULTADOS

Dos 50 pescadores, foram isolados e identificados 21 indivíduos portadores de Vibrio, com predominância de V. alginolyticus, seguido de V. parahaemolyticus e de V. cholerae não O1, conforme demonstrado na Tabela 1. Em 5 indivíduos, houve associação entre estas espécies, sendo: V. parahaemolyticus e V. alginolyticus em quatro indivíduos e V. alginolyticus e V. cholerae não O1, em um indivíduo.

 

 

Bactérias gram negativas, da família Enterobacteriaceae, foram isoladas em 35 amostras, representando 70% do total estudado (Tabela 2). Em seis, havia mais de uma espécie. as associações foram de P. mirabilis e P. vulgaris; S. liquefaciens e C. freundii; S. marcescens e E. cloacae; gram negativos não fermentadores com S. rubidaea ou com S. marcescens.

 

 

Além disso, em 24 indivíduos detectou-se também bactérias gram positivas, representadas por Staphylococcus epidermidis (13/54,1%) e Staphylococcus aureus (11/45,8%).

Ressalta-se que nas 21 amostras em que foi identificado o gênero Vibrio, havia também a presença de outros grupos bacterianos.

As lesões foram em membros inferiores. O quadro clínico caracterizou-se por hiperemia, edema e secreção na maioria de natureza purulenta. Nenhum indivíduo apresentou repercussões sistêmicas e necrose (Tabela 3). Testes estatísticos do qui quadrado e de Fisher foram empregados para determinar o grau de significância no aspecto clínico das feridas dos indivíduos em que foram isolados Vibrio, considerando-se significativa, a probabilidade de erro £ 0,05. Os dados clínicos não apresentaram diferença estatisticamente significativa.

 

 

A Tabela 4 demonstra a suscetibilidade do V. alginolyticus, V. parahaemolyticus e V. cholerae não O1 à penicilina, aminoglicosídeo, sulfa, polimixina, cloranfenicol, nitrofurano, quinolonas e tetraciclina.

 

 

DISCUSSÃO

Das espécies da família Vibrionaceae isoladas de lesões cutâneas de pescadores da Praia da Raposa, Vibrio alginolyticus foi o representante com maior freqüência (66,6%), dentre as 50 amostras estudadas, seguido de Vibrio parahaemolyticus (42,8%) e de Vibrio cholerae não O1 (9,5%).

Alguns aspectos na presente investigação merecem ser referidos: o primeiro, a ocorrência apenas de V. parahaemolyticus Kanagawa negativos, permitindo relacionar a origem da bactéria ao contato dos ferimentos com água do mar; outro ponto de referência situa-se na ausência de V. vulnificus16 nos espécimes clínicos pesquisados, assim como de V. damsela ou atualmente reconhecido como Photobacterium damsela17.

Janda et al7 demonstraram em um estudo que Vibrio parahaemolyticus, Vibrio vulnificus, e Vibrio alginolyticus foram responsáveis por 86% das feridas com infecções, embora todas as outras espécies (exceto Vibrio cholerae O1) também fossem isoladas. Duas espécies estavam particularmente associadas com feridas: 71% de Vibrio alginolyticus e 100% de isolados do Vibrio damsela foram destas infecções. Feridas podem conter mais de uma espécie de Vibrio, uma consideração importante na determinação da terapia antimicrobiana. Em seus estudos, 8 (4,7%) de 168 feridas com infecções produziram infecções mistas por Vibrio, uma das quais teve Vibrio alginolyticus, Vibrio damsela, Vibrio parahaemolyticus e Vibrio cholerae não O1 presente simultaneamente.

No presente trabalho, foram isoladas e identificadas espécies de bactérias gram negativas e gram positivas associadas aos vibrios como demonstrado na Tabela 2.

Estes resultados estão de acordo com Janda et al7 ao afirmarem que muitas das infecções são mistas e, conseqüentemente, precisam ser pesquisados microorganismos, tanto aeróbios como anaeróbios facultativos e estritos. E que finalmente, dever-se-ia esperar organismos ubíquos como os membros da família Enterobacteriaceae e comensais associados à pele (estafilococos e estreptococos) estarem presentes em qualquer ferimento, não importando o local de contaminação.

Quanto ao aspecto clínico das lesões estudadas e nas quais foram dos vibrios, 8 apresentaram hiperemia; 12 edema; 21 das lesões tinham secreção; 10 pescadores sentiam dor; nenhum apresentou sinais de necrose ou repercussões sistêmicas.

Estes dados são comparáveis com aqueles encontrados por Mulder et al11, o qual fez um relato de caso em que o paciente com infecção por Vibrio apresentou o quadro clínico de dor, inflamação, vermelhidão e inchaço.

Em relação ao estudo da sensibilidade das espécies bacterianas isoladas, chama a atenção o fato do V. alginolyticus ser sensível em grande proporção a todos os antibióticos testados, exceto às penicilinas às quais 92,8% das amostras mostraram-se resistentes.

Resultados estes também encontrados por Janda et al7, ao afirmarem que a maioria das cepas de Vibrio é suscetível ao cloranfenicol, tetraciclinas e aminoglicosídeos. Da mesma forma, o resultado do estudo de 1009 vibrios clinicamente significantes recebidos pelo CDC e testados pelo método de difusão do antibiótico em disco tem sido relatado por Farmer et al apud Janda et al7 onde a maioria das cepas era suscetíveis à tetraciclina, cloranfenicol, gentamicina e ácido nalidíxico, enquanto a suscetibilidade à sulfonamida era variável e o V. parahaemolyticus, V. alginolyticus e V. furnissii foram resistentes à ampicilina, carbenicilina e cefalotina.

Ressalta-se que os dados clínicos descritos praticamente não divergem entre os indivíduos de cuja infecção foram isolados vibrios e aqueles em que não houve crescimento deste gênero, o que não permite assegurar a participação efetiva de algum dos agentes, individualmente, como responsável pelo quadro. Estudos complementares que avaliem os fatores de virulência dos vibrios estão em andamento, visando auxiliar na compreensão do verdadeiro papel desempenhado por eles em processos patogênicos desta natureza.

 

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1. Departamento de Patologia da Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA. 2. Laboratório de Referência Nacional de Cólera do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ.
Apoio financeiro: CNPq
Endereço para correspondência: Drª Eloísa da Graça do Rosário Gonçalves. Rua Um, nº 728, Bairro São Francisco, 65076-320 São Luis, MA, Brasil.
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Recebido para publicação em 30/01/2001.