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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.36 no.4 Uberaba July/Aug. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822003000400007 

ARTIGO

 

Inquérito sorológico da infecção pelo Echinococcus sp no município de Sena Madureira, AC

 

A serological survey of the infection by Echinococcus sp. in the municipal ity of Sena Madureira, AC

 

 

Ricardo PastoreI; Lúcia H. VitaliII; Vanize de Oliveira MacedoI; Aluízio PrataIII

INúcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília, Brasília, DF
IILaboratório de sorologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP
IIIDisciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, Uberaba, MG

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Foi realizado no município de Sena Madureira, Acre, um inquérito soroepidemiológico para avaliar o contato de indivíduos com o Echinococcus sp. Escolheu-se duas populações distintas, uma residente na área urbana e a outra na área rural do município, distribuída em comunidades ribeirinhas da região. Foram avaliados no total 1.064 indivíduos, dos quais 851 pertencentes à área urbana e 213 à área rural. O estudo foi dividido em duas partes: inquérito sorológico, no qual foram coletadas e enviadas amostras de sangue ao Laboratório de Sorologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, onde foram realizados os testes imunológicos pela técnica de contraimunoeletroforese; inquérito epidemiológico para avaliação individual, além de as condições de moradia e hábitos dos indivíduos. A prevalência sorológica na área rural foi 6%, enquanto na urbana fomos 3,5%. A prevalência geral foi 4%. Quando analisada a possibilidade da existência de outros hospedeiros intermediários no ciclo do Echinococcus vogeli, foram encontrados resultados que sugerem ser o porco doméstico o mais provável.

Palavras-chaves: Hidatidose policística. Hidatidose. Echinococcus vogeli. Amazônia brasileira.


ABSTRACT

A serological inquiry was performed in the municipality of Sena Madureira, Acre State, Brazil, to evaluate the individual contact with Echinococcus sp. The participants were recruited from two distinct populations: residents in the urban and rural areas, the latter distributed among riverside communities of the region. A total of 1,064 individuals were evaluated: 851 from the urban zone and 213 from the rural area. The study was divided into two phases: a serological screening, in which the blood samples were collected and then sent to the Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (Serology Laboratory), Ribeirão Preto, SP, Brazil, for the serological test by counterimmunoelectrophoresis technique; and secondly an epidemiological inquiry for evaluating the individuals and their dwelling conditions and customs. Comparing the results of serological tests, the prevalence in the rural area was 6% against 3.5% in the urban area. The overall prevalence was 4%. The possibility of the existence of another intermediate host in the life cycle of Echinococcus vogeli was analyzed and the findings indicated the domestic pig as being the most probable.

Keywords: Polycystic hydatid disease. Hydatidosis. Echinococcus vogeli. Brazilian Amazonian Region.


 

 

Durante grande parte do século passado, o Echinococcus granulosus foi considerado o único agente da hidatidose na América do Sul, embora muitos casos atípicos tivessem sido descritos1 6 10 19 24. Em 1972, Rausch e Bernstein, descreveram uma nova espécie, o Echinococcus vogeli, que juntamente com o Echinococcus oligarthrus são considerados agentes da hidatidose policística (HP)28 29 31.

A definição da paca (Cuniculus paca) como hospedeiro intermediário do ciclo biológico do E. vogeli foi dada por D'Alessandro e cols8 9 que baseou-se na observação de animais silvestres da Amazônia Colombiana de 1962 a 1979. Esta conclusão é sustentada pela observação epidemiológica do contato entre doentes de hidatidose policística com cães domésticos alimentados a partir das vísceras desses animais13 23.

Em publicação de 1997, D'Alessandro agrupou os casos de hidatidose policística até então conhecidos, fazendo uma metanálise referente ao período de 1979 a 1997. Foram relatados 72 casos em 11 diferentes países da América Latina. O Brasil foi o país que apresentou o maior número com 24 casos relatados. Em adendo a esta publicação D'Alessandro cita o relato de 14 casos no estado do Pará que ainda não haviam sido publicados. Estes novos relatos elevam o número de casos brasileiros para 38, que somados aos recém publicados 2 32 perfazem 40.

Os indivíduos que apresentaram a HP têm características epidemiológicas comuns, são na sua maioria provenientes de áreas silvestres, relatando contato com cães domésticos alimentados com carne de paca ou cutia21 24. Em muitas localidades do Brasil, principalmente na Amazônia, a prática da caça de subsistência é comum, chegando a ser uma das principais fontes protéicas da dieta diária.

As manifestações clínicas da hidatidose policística demoram a surgir e durante o curso natural da infecção a evolução dos cistos é variável. Estas manifestações dependem do órgão afetado. O fígado é o mais comumente envolvido. As alterações abdominais mais comuns são, a dor e a ocorrência de massa palpável no epigástrio e hipocôndrio direito, resultante em sua maioria da hepatomegalia ou esplenomegalia (mais rara). Outras ocorrências comuns são o emagrecimento e a febre.

Vários métodos têm contribuído de forma decisiva para o estabelecimento precoce do diagnóstico. Desde os métodos de imagem (ultrassonografia (US)25 26 e tomografia computadorizada (TC)16 até os métodos imunoenzimáticos. As técnicas mais empregadas são: contraimunoeletroforese, aglutinação com látex, (Enzyme-linked immunosorbent assay) ELISA e mais recentemente o Immunoblot14 15 17 18. A contraimunoeletroforese (CIE) é uma técnica de imunodiagnóstico considerada de alta especificidade e relativa sensibilidade no diagnóstico das hidatidoses.

Não se pode precisar o tempo de evolução da doença e nem mesmo relacionar quantos daqueles infectados pelo Echinococcus vogeli ou oligarthrus evoluem como enfermos. As investigações populacionais podem trazer à luz estas informações.

Neste estudo o município escolhido foi o de Sena Madureira (Acre), onde descreveu-se a presença de cistos de Echinococcus vogeli em fígado de paca23. O Acre é o estado brasileiro onde foram relatados oito dos 25 casos de HP.

 

POPULAÇÃO E MÉTODOS

A área de estudo escolhida foi o município de Sena Madureira no Acre onde vive uma população de 29.412 pessoas, 16.148 (54,9%) na área urbana, (Censo 2000, IBGE). É banhado pelo rio Iaco, que tem como seus principais afluentes os rios Caeté e Macauã).

Foram estudadas duas populações. A primeira constituída por uma amostra sistemática de moradores de um mesmo bairro (área urbana), e a segunda (área rural) constituída por uma amostragem em conglomerados de sete comunidades ribeirinhas banhadas pelos rios da região. A abordagem dos indivíduos foi realizada através de entrevista e coleta de amostra de sangue para reação sorológica por contraimunoeletroforese.

Elaborou-se uma ficha para coleta de informações individuais (identificação, antecedentes pessoais e hábitos) e um questionário, onde foram aplicadas questões sobre as condições de moradia, presença de animais domésticos e hábitos familiares.

Para o inquérito sorológico foi padronizada a coleta de 10ml de sangue, em veia periférica, através de aparelho de vacutainer®, com técnica asséptica. O soro obtido pela centrifugação foi colocado em tubos tipo eppendorfs® de 2ml e armazenado a -20oC até o envio ao laboratório de sorologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

A escolha da contraimunoeletroforese (CIE) para detecção de anticorpos anti-equinococos foi baseada na disponibilidade do método e na experiência da equipe com casos de hidatidose policística. Para estabelecer critérios de comparação, coletou-se e testou-se uma amostra de sangue de 46 indivíduos moradores da região de Ribeirão Preto, com resultados sorológicos negativos para triagem padrão em Banco de Sangue (HTLV, HIV, hepatite B e C, doença de Chagas e sífilis). Obteve-se 2 indivíduos com reação sorológica positiva e títulos 1/2. Passou-se a considerar os indivíduos com sorologia positiva e títulos de 1/2 ou abaixo como negativos.

 

RESULTADOS

Avaliou-se 1.064 indivíduos sendo 851 (80%) procedente da área urbana do município e 213 da rural (Tabela 1). A positividade sorológica foi de 4%, sendo 3,5% na urbana e 6% na rural (Tabela 2). Entre os 41 soropositivos, 32 (78,5%) o foram com título de 1/4, 8 (19,5%) com 1/8 e 1 (2,4%) a 1/16 (Tabela 3).

 

 

 

 

 

 

No município de Sena Madureira, é grande o número de indivíduos que utilizam a carne de caça como alimento (cidade 89% e área rural 99,1%) (Tabela 4).

 

 

Um número elevado de indivíduos, 67,5% (área urbana) e 68,7% (área rural) que utilizam a carne de animais silvestres como alimento, refere já ter consumido, pelo menos uma vez, a carne de paca.

Dos indivíduos que costumam ingerir carne de caça 24,3% (cidade) e 54,6% (rural) referem ter observado cistos hialinos em víscera de paca. Quando questionados sobre a existência destes cistos em vísceras de outros animais, o porco foi citado por 61 (45,5%) indivíduos na cidade e 28 (29,2%) na área rural (Tabela 5).

 

 

DISCUSSÃO

Por não existirem outros estudos populacionais sobre hidatidose policística, houve dificuldade em se estabelecer a validade externa dos achados. Deve-se ressaltar que as relações obtidas são discutidas utilizando como parâmetro as metanálises de relatos de casos (doentes)5.

Neste estudo a distribuição da população reagente, quanto ao sexo foi concordante com a apresentada na literatura, ou seja 1:1. Quanto à idade, diferente da literatura não parece haver nenhum grupo preponderante entre os reagentes.

A prevalência na área rural (6%) para reação sorológica foi similar à prevalência urbana (3,5%) considerando-se os intervalos de confiança adotados. A prevalência geral é de 4%, somatória das duas áreas, e avaliados 1.064 indivíduos. Esta semelhança provavelmente se deve ao estreito contato geográfico e cultural entre os dois grupos populacionais.

Nenhum estudo que focaliza a utilização da técnica de contraimunoeletroforese (CIE) na hidatidose estabeleceu títulos de anticorpos para definir a doença3. Nem os inúmeros relatos de casos, mesmo quando utilizaram a confirmação sorológica, se debruçaram sobre a correlação clínica do valor dos títulos de anticorpos10 11 24 27.

Apesar de sua alta especificidade a técnica CIE admite a ocorrência de algumas reações cruzadas. Os parasitas principalmente os da família Taenidae e do gênero Schistosoma sp são responsáveis com maior freqüência por este fenômeno.

O ensaio de Arienti e cols, em 19973, concluiu que as técnicas de ELISA e CIE, isoladas ou mesmo combinadas, têm um alto valor no diagnóstico das hidatidoses.

D'Alessandro e cols, em 19799, e Meneghelli e Martinelli, em 199120 observaram alguns hábitos comuns no grupo de doentes, raros na população geral. A prática da caça de subsistência e o uso de seu produto como parte da dieta protéica diária foram dois deles, verificados amplamente na população de Sena Madureira.

Em entrevista realizada neste inquérito sobre hábitos locais, verificou-se a observação de cistos hialinos tanto nas vísceras das pacas abatidas como em outros animais. Destaca-se a observação destes cistos em vísceras de porcos doméstico na área urbana 45,5% e 29,2% na rural. Não se encontrou relato sobre a possibilidade de participação deste animal no ciclo da hidatidose policística, necessitando melhor elucidação.

Seria importante a realização de um inquérito ultra-sonográfico nesta população, pois cada vez mais, tem-se visto este método em estudos populacionais sobre hidatidose, com a vantagem de não ser invasivo, ter resultados instantâneos e apresentar custos razoavelmente discretos4 12 33 34 .

 

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Endereço para correspondência
Dr Ricardo Pastore
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Tel: 55 61 2735008; Fax: 55 61 2732811
e-mail: tropical@unb.br

Recebido para publicação em 8/2/2003
Aceito em 21/5/2003