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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versão impressa ISSN 0037-8682versão On-line ISSN 1678-9849

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. v.37 n.1 Uberaba jan./fev. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822004000100015 

RELATO DE CASO CASE REPORT

 

Dirofilaríase pulmonar humana no Estado do Rio de Janeiro, Brasil: relato de um caso

 

Human pulmonary dirofilariasis at Rio de Janeiro, Brazil: a case report

 

 

Rosângela Rodrigues-SilvaI; Rodrigo Jorge de Alcantara GuerraI; Fernanda Barbosa de AlmeidaI; José Roberto Machado-SilvaII; Daurita Darci de PaivaIII

ILaboratório de Helmintos Parasitos de Vertebrados do Departamento de Helmintologia do Instituto Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ
IIDisciplina de Parasitologia
IIIDisciplina de Anatomia Patológica do Departamento de Patologia e Laboratórios da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Relata-se caso de dirofilaríase pulmonar humana em paciente com 45 anos de idade, proveniente do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. A radiografia torácica evidenciou nódulo pulmonar solitário localizado no lóbulo inferior esquerdo, mimetizando neoplasia. Dirofilaríase pulmonar humana deveria ser investigada em nódulos pulmonares não malignos e de etiologia não conclusiva.

Palavras-chaves: Dirofilaríase pulmonar humana. Dirofilaria immitis. Nódulo pulmonar solitário. Brasil.


ABSTRACT

We report a case of human pulmonary dirofilariasis in a female patient 45-years-old, derived from Rio de Janeiro, Brazil. The chest radiologic finding consisted of single pulmonary nodule located on the left lower lobe that simulated lung tumor. Human pulmonary dirofilariasis might be investigated in nodules that are not malignants and require conclusive diagnosis.

Key-words: Human pulmonary dirofilariasis. Dirofilaria immitis. Solitary pulmonary nodule. Brazil.


 

 

Dirofilaríase pulmonar humana (DPH) é uma doença zoonótica, cuja apresentação mais comum é um nódulo pulmonar solitário que mimetiza câncer de pulmão9. As microfilárias do agente etiológico Dirofilaria immitis transmitidas por mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles e Aedes, morrem no coração e são conduzidas para o tecido pulmonar, através da artéria pulmonar, onde geram quadros de embolia pulmonar5 34.

No tecido pulmonar, as larvas induzem a formação de nódulos não calcificados, normalmente não produzindo ameaça à saúde do homem por apresentarem uma evolução benigna. Devido à semelhança radiológica entre o nódulo e o tumor pulmonar primário ou metastático, o diagnóstico laboratorial requer a aplicação de recursos invasivos como a toracotomia ou a biópsia pulmonar6 7 15 27 31 34. Como muitas vezes os nódulos pulmonares não são malignos e não apresentam um diagnóstico conclusivo28 39, é possível que casos de DPH estejam sendo subdiagnosticados.

A freqüência e a distribuição da dirofilaríase pulmonar humana e canina em uma área geográfica são influenciadas pelo tamanho da população canina, pela prevalência da infecção nestes animais, pela densidade dos mosquitos vetores e pelo nível de exposição do homem à picada dos mosquitos infectados11. Ainda que a infecção canina tenha ampla distribuição geográfica, ocorre com maior freqüência em áreas litorâneas21 22. Embora haja uma alta ocorrência de infecção canina no Brasil, a sua distribuição não está completamente conhecida5 34, com possibilidade que não seja restrita às áreas litorâneas. Através de um inquérito soro-epidemiológico realizado em cães na cidade de Cuiabá (MT), constatou-se que 9,6% eram positivos18.

Embora no Brasil, a DPH seja pouco relatada (Tabela 1), o maior número de relatos concentra-se na região sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro)6 25 33 34. Recentemente, entretanto foram relatados oito casos humanos em Santa Catarina7 9.

 

 

RELATO DO CASO

Paciente do sexo feminino, 45 anos, doméstica, natural e moradora do Rio de Janeiro foi atendida no Hospital Universitário Pedro Ernesto com constantes dores torácicas. A radiografia de tórax evidenciou um nódulo pulmonar solitário localizado no lóbulo inferior esquerdo. Foi realizada uma toracotomia exploratória que apresentou o seguinte laudo: 1) macroscopia: fragmento irregular de pulmão medindo 4 x 3,5cm, parcialmente recoberto por pleura lisa e brilhante; aos cortes, área nodular com limites imprecisos de coloração parda acinzentada, com áreas esbranquiçadas e de consistência algo friável; 2) microscopia (congelação): processo inflamatório crônico, com ausência de neoplasia.

O fragmento de pulmão foi então fixado em formalina tamponada de Carson's pH 7,48 e incluído em parafina. Os cortes (5mm) foram corados com hematoxilina e eosina (HE), Giemsa-Lennert23 e tricrômico de Masson.

O resultado histopatológico revelou áreas de infarto e abscesso, com reação gigantocitária, centrado por helminto compatível com Dirofilaria immitis, infiltrado inflamatório mono e polimorfonuclear, com acentuado predomínio de eosinófilos (Figuras 1A, B e C).

 



 

DISCUSSÃO

Animais de estimação oferecem significantes benefícios aos indivíduos e à comunidade. Entretanto, deve-se ter o conhecimento do potencial de transmissão dos agentes parasitários destes animais para o homem32. Dirofilaria immitis é um nematódeo que, na fase adulta, habita o ventrículo direito de cães e gatos, enquanto as microfilárias são transmitidas para os mamíferos durante o hematofagismo. Eventualmente, o homem pode ser picado por um inseto infectado. Neste caso, por ser o homem um hospedeiro inadequado para o parasito, as microfilárias morrem no coração e são conduzidas para o tecido pulmonar através da artéria pulmonar5 33.

A dirofilaríase pulmonar humana é um problema complexo de importância em saúde pública e medicina preventiva, envolvendo principalmente seu diagnóstico diferencial com um tumor pulmonar primário ou metastático. Com freqüência, o encontro destes nódulos pulmonares decorre da realização de exame radiológico de tórax e posterior necessidade de elucidação etiológica2 38. O diagnóstico requer a aplicação de recursos invasivos como a toracotomia ou a biópsia pulmonar31 34. Distintos estudos mostram que a maioria dos casos de DPH é de pacientes assintomáticos detectados em exames radiológicos de rotina ou direcionados à outras lesões pulmonares6 9 31. Nos indivíduos com sintomatologia, destaca-se: a dor torácica, tosse, hemoptise, dor na garganta, sibilo, calafrio, febre, dispnéia dependente de esforço, fadiga, síncope e emagrecimento2 4 10 11 13 14 16 19.

Quanto ao presente caso, alguns pontos podem ser destacados: tanto a faixa etária quanto o sexo diferem de outros autores que citam maior ocorrência de DPH no sexo masculino e acima dos 50 anos de idade6 9 31. Uma possível explicação para estas observações associa a imunidade de crianças e adolescentes com a baixa ocorrência nestas faixas, diferenças hormonais entre os sexos e um maior número de radiografias de tórax realizadas por pacientes do sexo masculino6 31.

A dor torácica como queixa principal é assinalada tanto em pacientes diagnosticados nos Estados Unidos31 quanto em diferentes cidades (São Paulo e Florianópolis) do Brasil6 9. Ainda que a questão de ocorrência de diferentes cepas em D. immitis não seja descrito, a sintomatologia em humanos parece não ser influenciada por este aspecto. Entre os 24 casos de DPH analisados em São Paulo, os nódulos solitários estavam situados mais no lobo superior direito (33,5%) e quando no esquerdo, era no lobo inferior (21%)6. Nossos dados concordam com estas observações. Não foi possível obter dados quanto ao contato da paciente com animais domésticos e tabagismo.

Ainda que a dirofilaríase tenha sido descrita no Brasil por Magalhães em 188726 até agora só foram descritos e confirmados 50 casos (exceto o presente). É sabido que nem todos os nódulos pulmonares solitários são diagnosticados como neoplasias, portanto, a hipótese de dirofilaríase pulmonar deve ser considerada. Entretanto, a ausência de um diagnóstico parasitológico (o parasito não completa o ciclo no homem), de uma efetiva sorologia (só é positiva quando o nódulo ainda está em formação) e a necessidade de confirmação por exame anatomopatológico, sugerem que esta zoonose seja subdiagnosticada em nosso meio.

A reação em cadeia da polimerase (PCR), que permite a amplificação de regiões do genoma a partir de mínimas quantidades de DNA, mesmo degradado, é uma metodologia de escolha para a utilização de tecido fixado em formalina e incluído em blocos de parafina12 17 29 37. Recentemente, desenvolvemos um diagnóstico molecular para DPH baseado na seqüência do espaçador ribossomal ITS 2, o que torna possível estudos retrospectivos desta patologia20. Estes tecidos emblocados estão disponíveis em Serviços de Patologia, o que permite ainda estudos retrospectivos, constituindo uma vasta fonte de pesquisa29 30.

O aumento da população canina, as condições favoráveis para a proliferação de mosquitos e o seu hematofagismo favorecem o aparecimento de novos casos de dirofilaríase humana. Por estas razões, clínicos, radiologistas e patologistas devem estar atentos aos nódulos pulmonares solitários sem características de neoplasia, considerando-se a DPH como diagnóstico diferencial de nódulos pulmonares6 34 36.

 

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Endereço para correspondência
Dra. Rosângela Rodrigues e Silva
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Recebido para publicação em 25/03/2003
Aceito em: 5/12/2003

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