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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versão impressa ISSN 0037-8682versão On-line ISSN 1678-9849

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. v.37 n.5 Uberaba set./out. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822004000500012 

COMUNICAÇÃO COMMUNICATION

 

Parasitas intestinais em centros de educação infantil municipal de Lages, SC, Brasil

 

Intestinal parasites in nursey schools of Lages, southern Brazil

 

 

Rosiléia Marinho de QuadrosI; Sandra MarquesII; Andréia Aparecida Ribeiro ArrudaI; Patrícia Simone Wolff Rosa DelfesI; Íris Aparecida Azevedo MedeirosI

IDepartamento de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade do Planalto Catarinense
IIDepartamento de Veterinária da Escola Agrotécnica Federal de Concórdia, Concórdia, SC

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Infecção por enteroparasitas foi avaliada em 200 crianças em idade escolar, residentes em Lages. A prevalência geral entre helmintos e protozoários foi de 70,5% com 61,4% no sexo masculino e 74,5% no feminino. Os parasitos mais prevalentes foram Ascaris lumbricoides (35%), Giardia lamblia (14%) e Trichuris trichiura (13%).

Palavras-chaves: Enteroparasitas. Prevalência. Escolares. Inquérito coproscópico.


ABSTRACT

Two hundred chinldren from nursery schools in Lages, southern Brazil, were associated as to parasitic ibfections. The overall prevalence of helminths and protozoa was 70.5%, affecting 61.4% of male and 74.5% of female children. The most prevalent parasites were Ascaris lumbricoides (35%), Giardia lambia (14%) e Trichuris trichiura (13%).

Key-words: Intestinal parasites. Prevalence. Nursery school. Stool test.


 

 

As enfermidades parasitárias são apontadas como indicadores de desenvolvimento socioeconômico de um país, e um freqüente problema de saúde pública, afetando principalmente indivíduos jovens, desencadeando além de problemas gastrintestinais, baixo rendimento corporal e conseqüente atraso no desenvolvimento escolar5. Embora não sejam medidos esforços por parte dos órgãos de saúde mundial para controlar estas enfermidades, não tem ocorrido uma redução nestes índices, considerando principalmente as famílias de baixa renda, cuja condição de vida precária, má higiene e nutrição, contribuem ainda para a propagação das enfermidades parasitárias1.

O presente estudo teve por objetivo conhecer a prevalência e a intensidade de infecção por parasitos intestinais de 200 crianças com idade entre 2 e 6 anos de idade, que freqüentam 6 centros de educação infantil municipal situados na periferia de Lages, Santa Catarina. As amostras fecais foram coletadas entre agosto e outubro de 2002, os exames foram realizados no Laboratório de Parasitologia da Universidade do Planalto Catarinense e examinadas pelas técnicas de Faust e col e de sedimentação espontânea4. A significância estatística foi determinada pelo Teste Exato de Fisher para um nível de 0,05.

Estimou-se a prevalência e a intensidade de infecção por sexo dos indivíduos. Os resultados mostraram que 70,5% das crianças tiveram pelo menos uma infecção parasitária. Para os helmintos, as taxas foram de 41,5% no sexo masculino e 55,3% no feminino. A infecção por helmintos foi de 35% para Ascaris lumbricoides, 13% para Trichuris trichiura e 0,5% para Hymenolepis nana. Houve associação entre o sexo feminino e a presença de helmintos (P=0,070 e OD=0,5490) e a maior incidência de Trichuris trichiura (P=0,0198 e OD=0,3447). A prevalência de pelo menos um protozoário por amostra foi de 43,5%, com 25,5% no sexo masculino e 18% no feminino, sem diferença significativa entre os sexos. Os protozoários identificados foram Giardia lamblia, Entamoeba coli, Entamoeba hystolitica, Blastocystis hominis e Endolimax nana, com prevalências de 14%, 4,5%, 2,5%, 0,5% e 0,5%, respectivamente (Tabela 1). No geral, os meninos apresentaram prevalência de 61,4% (71) e as meninas de 74,5% (70) de parasitas gastrintestinais. As taxas de infecção por Ascaris lumbricoides, Giardia lamblia e Trichuris trichiura são relatados por diversos autores em diversas regiões do Brasil, principalmente entre indivíduos jovens 2 3 6.

 

 

AGRADECIMENTO

À acadêmica Eliana Fátima Varela de Liz.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Colley DG. Parasitic diseases: opportunities and challenges in the 21st century. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 95 (supl 1): 79-87, 2000.        [ Links ]

2. Giraldi N, Vidotto O, Navargo, Teodorico I, Garcia JL. Enteroparasites prevalence among day care and elementaury school children of municipal schools, Rolândia, PR, Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 34: 385-387, 2001.        [ Links ]

3. Guimarães S, Sagayar MI. Occurren of Giardia lamblia in children of municipal day-care centers from Botucatu, SP. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 34: 1-6, 2001.        [ Links ]

4. Henry JB. Diagnósticos clínicos e tratamentos por métodos laboratoriais. 18th edition. Mande, São Paulo, 1995.        [ Links ]

5. Moraes RG, Goulart EG, Leite IC. Parasitologia e micologia humana. 4th edition. Cultura Médica, Rio de Janeiro, 2000.        [ Links ]

6. Muniz-Junqueira MI, Queiroz EFO. Relação entre desnutrição energético – protéica, vitamina A e parasitoses em crianças vivendo em Brasília. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 35:133-142, 2002.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Profa. Rosiléia Marinho de Quadros
Rua Castelo Branco 190
88509-900 Lages, SC
e-mail: rosileia@uniplac.net

Recebido para publicação em 27/5/2004
Aceito em 9/7/2004

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