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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versión impresa ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. v.38 n.3 Uberaba mayo/jun. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822005000300019 

IMAGENS EM DIP

 

Mielorradiculopatia na esquistossomose mansônica aguda

 

 

José Roberto Lambertucci; Sílvio Roberto Sousa-Pereira; Luciana Cristina dos Santos Silva

Serviço de Doenças Infecciosas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

Endereço para Correspondência

 

 

O paciente, de 22 anos, chegou ao hospital com queixas de febre, diarréia, dor lombar irradiando para os membros inferiores, parestesia e fraqueza de início havia dois dias. Quarenta dias antes do início da doença, ele e outros sete colegas banharam-se em um riacho, cerca de 100km ao norte de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Três dos sete companheiros que participaram do passeio também desenvolveram febre e diarréia e foram admitidos em outros hospitais. Em todos, ovos de S. mansoni foram identificados nas fezes. A doença neurológica progrediu rapidamente e ele desenvolveu paraparesia (era incapaz de andar sem ajuda) e retenção urinária. O hemograma revelou leucocitose com eosinofilia (924 células/mm3). O liquor mostrou celularidade aumentada (62 células/mm3), com 8% de eosinófilos (5 células). A ressonância magnética da medula espinhal documentou alargamento moderado do cone medular na seqüência ponderada T1, com aumento de sinal após a injeção intravenosa de gadolinium (Figura A, corte sagital – seta). A figura B (seta), em projeção axial, após a administração intravenosa de contraste, revela intensa impregnação granular do contraste na medula espinhal, em região torácica baixa. O paciente foi tratado com praziquantel por via oral (50mg/kg de peso em dose única) e recebeu terapia de pulso com metilprednisolona (1g/dia) por cinco dias, seguido de prednisona oral (1mg/kg de peso) por seis meses. Houve rápida melhora clínica e dois meses depois ele apresentava recuperação completa, sem limitações. Nessa ocasião, o paciente ainda queixava-se de discreta parestesia em perna direita.

 

 

 

 

REFERENCES

1. Nobre V, Silva LC, Ribas JG, Rayes A, Serufo JC, Lana-Peixoto MA, Marinho RF, Lambertucci JR. Schistosomal myeloradiculopathy due to Schistosoma mansoni: report on 23 cases. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 96 (Suppl): 137-141, 2001.

2. Silva LC, Maciel PE, Ribas JG, Pereira SR, Serufo JC, Andrade LM, Antunes CM, Lambertucci JR. Schistosomal myeloradiculopathy. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 37: 261-272, 2004.

3. Silva LCS, Maciel PE, Ribas JGR, Sousa-Pereira SR, Antunes, CM, Lambertucci JR. Treatment of schistosomal myeloradiculopathy with praziquantel and corticosteroids and evaluation by magnetic resonance imaging: a longitudinal study. Clinical Infectious Diseases 39: 1618-1624, 2004.

 

 

Endereço para Correspondência
Prof. José Roberto Lambertucci
Faculdade de Medicina/UFMG
Av. Alfredo Balena 190
30130-100 Belo Horizonte, MG, Brazil
e-mail: lamber@uai.com.br

Recebido para publicação em 1/4/2005
Aceito em 6/4/2005