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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versão impressa ISSN 0037-8682versão On-line ISSN 1678-9849

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. v.39 n.6 Uberaba nov./dez. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822006000600005 

ARTIGO ARTICLE

 

Diagnóstico molecular da taxa de infecção natural de flebotomíneos (Psychodidae, Lutzomyia) por Leishmania sp na Amazônia maranhense

 

Molecular diagnosis of the natural infection rate due to Leishmania sp in sandflies (Psychodidae, Lutzomyia) in the Amazon region of Maranhão, Brazil

 

 

Yrla Nívea Oliveira-PereiraI; José Manuel Macário RebêloII; Jorge Luiz Pinto MoraesII; Silma Regina Ferreira PereiraIII

ICurso de Pós-Graduação da Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA
IILaboratório de Entomologia e Vetores do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA
IIIDepartamento de Biologia da Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A taxa de infecção natural de três diferentes espécies de flebotomíneos por Leishmania foi estudada usando a técnica de reação em cadeia da polimerase. Primers específicos para Leishmania foram designados para examinar se os pools de flebotomíneos estavam infectadas. Um total de 1.100 fêmeas separadas em pools de 10 indivíduos foram examinados, consistindo de 50 Lutzomyia whitmani, 43 Lutzomyia triacantha e 17 Lutzomyia choti. De todos os pools analisados, 4 de Lutzomyia whitmani estavam positivos, mas nenhum pool das duas espécies restantes estava infectado. Deste modo, uma taxa de infecção de 0,4% foi verificada neste estudo. Esta taxa de infecção associada a estudos anteriores sugere que Lutzomyia whitmani transmite Leishmania aos mamíferos em Buriticupu, Maranhão.

Palavras-chaves: Biologia molecular. Flebotomíneos. Leishmania. Lutzomyia whitmani.


ABSTRACT

The natural infection rate due to Leishmania was studied in three different sandfly species using the polymerase chain reaction technique. Leishmania specific primers were designed to examine whether sandfly pools were infected. In total 1,100 female sandflies separated into pools of 10 individuals, consisting of 50 pools of Lutzomyia whitmani, 43 of Lutzomyia triacantha and 17 of Lutzomyia choti, were analyzed. Among all the pools examined, four pools of Lutzomyia whitmani were positive, but none of the pools of the other two species were infected. Thus, a total infection rate of 0.4% was established in this study. A similar infection rate was found in previous studies, suggesting that Lutzomyia whitmani transmits Leishmania to mammals in Buriticupu, Maranhão.

Key-words: Molecular biology. Sandflies. Leishmania. Lutzomyia whitmani.


 

 

A leishmaniose tegumentar (LT) é uma das infecções dermatológicas mais importantes, não só pela freqüência, mas principalmente pelas dificuldades terapêuticas, deformidades e seqüelas que pode acarretar, por sua magnitude, transcendência e pouca vulnerabilidade às medidas de controle. No Brasil, a LT tem sido assinalada em praticamente todos os estados e vem crescendo progressivamente nos últimos 20 anos, ocorrendo surtos em todas as regiões do país. O Maranhão é responsável por 13% dos casos relatados no Brasil e 47% dos da região nordeste, sendo que 47,1% dos casos são oriundos da Amazônia maranhense14.

Os vetores responsáveis pela transmissão de LT são os flebotomíneos do gênero Lutzomyia. Estudos têm descrito a especificidade entre o parasito e o vetor responsável pela sua transmissão5 6. A identificação de uma espécie vetora e a determinação da taxa de infecção natural, sobretudo nas regiões endêmicas, é de fundamental importância na entomologia médica.

A infecção de flebotomíneos por Leishmania era mais freqüentemente investigada através da dissecação do inseto e observação direta do parasita. Esse procedimento consome tempo e requer grande habilidade técnica, principalmente devido ao tamanho reduzido dos insetos.

O desenvolvimento de técnicas de biologia molecular, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), possibilitou a identificação de material genético de Leishmania, mesmo em quantidades mínimas como 50fg de DNA do parasita4. Trabalhos utilizando essa metodologia têm sido realizados no diagnóstico de leishmaniose13 20 bem como na identificação de reservatórios animais8, detectando parasitas independentemente da abundância, estágio, local e transmissibilidade15.

Estudos sobre infecção por leishmânia em flebotomíneos, na Amazônia maranhense, ainda não foram realizados. Todavia, os inquéritos entomológicos têm mostrado claramente a presença de espécies de reconhecida importância na transmissão de leishmânias, como Lutzomyia whitmani, L. umbratilis, L. wellcomei, L. migonei e L. complexa18 19, sendo que todas já foram encontradas infectadas por espécies de Leishmania em outras áreas biogeográficas do país1 7.

É fundamental para o entendimento da cadeia de transmissão e controle da LT, a determinação das espécies de flebotomíneos vetores e o monitoramento da taxa de infecção de populações, sobretudo, em ambientes antrópicos. Assim, este trabalho tem por finalidade investigar a taxa de infecção natural das três espécies de flebotomíneos mais frequentes no ambiente peridoméstico do município de Buriticupu, MA.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Área de estudo. Os flebotomíneos utilizados neste estudo foram obtidos no povoado da Sexta Vicinal, localizado no município de Buriticupu, na Amazônia maranhense, entre 4º27'22" e 4º30'00" LS e 46º35'27" e 46º54'03" LW. Uma descrição detalhada dos aspectos fisiográficos da região encontra-se em Rebêlo e cols18 19.

Método de coleta dos flebotomíneos. As capturas de flebotomíneos foram realizadas das 18 às 6 horas, uma vez por mês, no período de novembro de 2003 a março de 2004. Foram instaladas seis armadilhas luminosas tipo CDC, no ambiente peridoméstico, de duas residências com casos confirmados de LT, a uma altura de 1,5m.

Todos os insetos capturados foram mortos em câmara refrigerada. Depois, fez-se a triagem, separando-se os flebotomíneos dos outros insetos e as fêmeas dos machos. As fêmeas foram submetidas à dissecação das espermatecas para identificação das espécies.

Seleção das espécies. Foram selecionadas para este estudo as três espécies de flebotomíneos que se mostraram mais abundantes no ambiente peridoméstico do povoado da Sexta Vicinal: Lutzomyia choti, L. triacantha e L. whitmani, de acordo com o inquérito entomológico realizado de julho/2002 a agosto/2003 nesse povoado.

As fêmeas foram separadas em pools de 10 exemplares em tubos de plásticos e congeladas, para posterior extração de DNA do protozoário e condução da PCR.

Extração de DNA. Foi feita utilizando-se o protocolo descrito por Mukhopadhyay e cols12 com algumas modificações: aquecimento por 10 minutos a 95ºC com 20ml de tampão STE (NaCl 0,1M, Tris-HCl 10mM pH 8,0 e EDTA 1mM), depois os insetos foram macerados e foi acrescentado STE até completar o volume de 50ml. Centrifugou-se a 12.000rpm por 2 minutos e transferiu-se o sobrenadante contendo o DNA para um tubo novo.

Reação em cadeia da polimerase. A amplificação para o gênero Leishmania foi feita usando-se os primers 5'GGG (G/T)AGGGGCGTTCT(G/C)CGAA3' e 5'(G/C)(G/C)(G/C) (A/T)CTAT(A/T)TTAC CAACCCC3'9. O volume total da reação foi de 20ml, sendo composto por 4ml de DNA genômico, Tampão para PCR 1X (Invitrogen); 1mM de cada primer; 1,5mM MgCl2; 200mM de cada dNTPs e 1U de Taq DNA polimerase.

A reação iniciou com uma desnaturação a 94ºC por 5 minutos, seguida de 30 ciclos de 94ºC por 30 segundos, 55ºC por 30 segundos e 72ºC por 45 segundos, tendo uma extensão final de 72ºC por 10 minutos.

Os produtos da PCR foram separados em gel de agarose a 2%, e as bandas foram visualizadas sob luz UV após coloração com brometo de etídeo. Como controle positivo foi utilizado DNA de Leishmania braziliensis e como o controle negativo, DNA de machos de flebotomíneos capturados nas coletas. A contaminação por DNA exógeno foi evitada através de cuidadoso manuseio de pipetas e reagentes. As amostras positivas foram confirmadas pela repetição da reação. A amplificação produziu fragmentos de 120pb para o gênero Leishmania.

A taxa de infecção mínima foi calculada considerando-se todas as amostras com 10 indivíduos e apenas um flebotomíneo positivo para Leishmania por amostra. A taxa de infecção mínima para espécie foi obtida considerando-se todos os pools da espécie com 10 flebotomíneos e apenas um infectado por amostra.

 

RESULTADOS

Neste estudo, foram analisadas 1.100 fêmeas de flebotomíneos distribuídas nas espécies L. whitmani (500 espécimes), L. triacantha (430) e L. choti (170), por serem as espécies mais abundantes na área. As fêmeas foram separadas em pools de 10 exemplares, sendo 50 pools de L. whitmani (45,5%), 43 de L. triacantha (39,1%) e 17 de L. choti (15,4%).

Quatro pools de L. whitmani apresentaram produtos de amplificação de 120pb para o gênero Leishmania (Figura 1), enquanto as amostras de L. triacantha e L. choti mostraram-se negativas. A taxa de infecção mínima para a espécie L. whitmani foi de 0,8% e para o total de indivíduos das três espécies foi de 0,4%.

Todas as amostras tiveram suas reações de PCR e eletroforese repetidas para confirmação do resultado. Procedeu-se também ao teste de inibição para assegurar possíveis falhas na técnica. Esse teste foi realizado em 20 amostras cuja PCR foi negativa, sendo 7 de L. whitmani, 8 de L. triacantha e 5 de L. choti, e consistia em repetir a reação nas mesmas condições, exceto pela adição de 1ml de DNA de Leishmania. Após esta última reação, todas as amostras testadas positivaram, mostrando que não ocorreu amplificação inicialmente devido à ausência de DNA de Leishmania.

 

DISCUSSÃO

A taxa de infecção natural dos flebotomíneos, utilizando PCR, encontrada neste estudo, foi semelhante à observada por Miranda cols11 em uma área endêmica de LT na Bahia. Esta taxa é suficiente para a manutenção da endemicidade da infecção. Vexenat e cols22 relatam que a investigação da infecção em flebotomíneos capturados de forma não direcionada, mostra uma taxa ainda mais baixa ou mesmo nula.

Quanto aos métodos de diagnósticos empregados, a PCR mostrou-se mais específica e sensível do que a dissecação dos flebotomíneos2 e outros métodos convencionais de diagnóstico em pacientes13 20. Isto ocorre porque esta técnica permite a detecção de 0,6 parasita por tubo de reação4.

Dentre as três espécies selecionadas para este estudo, levando-se em consideração a densidade das mesmas na localidade de Sexta Vicinal, somente L. whitmani é reconhecidamente vetora de LT no Brasil, enquanto para as outras duas não existe nenhum relato sobre exemplares naturalmente infectados. Assim, este estudo mostra a capacidade da população de L. whitmani de Buriticupu de se infectar com Leishmania, indicando o seu provável papel como vetor de LT neste município.

Convém ressaltar que a LT constitui um grande problema de saúde no município de Buriticupu pois, desde a década de 70, quando era uma área de colonização agropastoril, tem-se registrado surtos epidêmicos da doença. O primeiro, com 300 casos, foi registrado por Silva cols21, coincidindo com o período em que havia recebido um grande contingente populacional do interior do próprio estado e de outros estados do nordeste.

A partir de 1997, com sua emancipação, Buriticupu registrou os mais altos coeficientes de detecção anual de LT do Maranhão: 688,21 (1997), 442,44 (1998), 331,81 (1999), 883,18 (2000), 678,65 (2001) e 721,67 (2002). No ano de 2003, foram 242 casos novos, e de janeiro até maio de 2004 já eram 123 casos.

A determinação das leishmânias, por meio de análise isoenzimática, de pacientes de Buriticupu, revelou a presença de espécies do complexo braziliensis, sendo Leishmania shawi a espécie mais freqüente3.

Em todas as localidades do município de Buriticupu onde os flebotomíneos foram estudados, L. whitmani sempre aparece como sendo uma das espécies mais freqüentes, tanto no ambiente silvestre quanto no doméstico, daí a suspeita deste flebotomíneo ser o vetor principal da LT nessa região do Estado18 19.

É conhecido o papel de L. whitmani como vetor de Leishmania do complexo braziliensis, mas estudos de DNA mitocondrial de diferentes populações deste flebotomíneo mostraram que, no Brasil, existem três linhagens diferentes desta espécie. A linhagem amazônica, à qual pertence a população de Buriticupu, transmite Le. shawi e tem como reservatórios, primatas, quirópteros, desdentados e carnívoros5; diferindo, portanto, das outras linhagens que transmitem Le. braziliensis17.

Por outro lado, a população de L. whitmani da Amazônia paraense não mostra uma forte tendência antropofílica, tampouco sinantrópica16, e segundo Lainson cols7, os efeitos da destruição da floresta primária sobre esta população seriam drásticos, de tal maneira que o ciclo natural de Le. shawi e L. whitmani seria interrompido.

Em contraposição a isto, em Buriticupu, observa-se a existência de um duplo perfil epidemiológico, onde os altos coeficientes de infecção de LT humana são mantidos por casos oriundos de focos antigos, e por surtos epidêmicos associados ao desflorestamento da mata, decorrentes de fatores como o acelerado processo de expansão das fronteiras agrícolas, construção de estradas, e outras atividades humanas que contribuem sobremaneira para o aumento no número de casos10. Ambos os perfis, são concordantes com o padrão de distribuição de L. whitmani na área18 19, levando-nos a acreditar tratar-se de um vetor eclético que pode transmitir a infecção tanto no domicílio humano quanto na floresta.

De qualquer modo, os resultados aqui obtidos mostram que a infecção circula nos flebotomíneos que se encontram no ambiente peridoméstico. Com as ferramentas moleculares hoje disponíveis, estudos sobre a natureza espécie-específica da leishmânia podem ser conduzidos no sentido de caracterizar, no futuro próximo, a espécie de leishmânia transmitida por L. whitmani nessa região. Além disso, é necessária a continuação deste estudo para que se determine a presença ou não de infecção em outras espécies de flebotomíneos. Outros estudos precisam ser realizados em outras áreas do estado para que se observe se existe relação entre a taxa de infecção e o número de casos de doença.

 

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Endereço para correspondência:
Profa. Silma Regina Ferreira Pereira
Deptº de Biologia/UFMA
Av. dos Portugueses s/n, Campus do Bacanga
65080-040 São Luís, MA.
Tel: 55 98 2109 8543
e-mail: smartins@ufma.br

Recebido para publicação em 30/12/2004
Aceito em 8/11/2006
Trabalho financiado pelo CNPq.

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