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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682On-line version ISSN 1678-9849

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.40 no.4 Uberaba July/Aug. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822007000400008 

ARTIGO ARTICLE

 

Rotavírus A em crianças de até três anos de idade, hospitalizadas com gastroenterite aguda em Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul

 

Rotavirus A among hospitalized infants, up to three years of age, with acute gastroenteritis in Campo Grande, State of Mato Grosso do Sul

 

 

Márcia Sueli Assis AndreasiI; Sonia Maria Fernandes BatistaI; Inês Aparecida TozettiI; Cláudia Okanobo OzakiI; Mariana Menegusso NogueiraI; Fabíola Souza FiaccadoriII; Ana Maria Tavares BorgesII; Rodrigo Alessandro Togo SantosII; Divina das Dores de Paula CardosoII

IDepartamento de Patologia, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS
IIInstituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Através da eletroforese em gel de poliacrilamida e do ensaio imunenzimático combinado para rotavírus e adenovirus, foram analisadas 380 amostras fecais de crianças com até 3 anos, hospitalizadas com diarréia aguda, entre maio de 2000 e janeiro de 2004, em Campo Grande, MS. Do total de amostras, 88 (23,2%) foram positivas para Rotavirus A. Dentre essas, 81 (92%) tiveram padrão eletroferotípico definido, sendo 77 (87,5%) de padrão longo e quatro (4,5%) de padrão curto. A caracterização genotípica G e P foi feita por RT-Nested-PCR para 85 amostras, sendo 56 (65,9%) genotipáveis para genótipo G. Dentre essas, 49 (87,5%) foram G1, cinco (8,9%) G4, uma (1,8%) G3 e uma (1,8%) G9. Considerando a genotipagem P, 37 (43,5%) foram genotipáveis e todas eram P[8]. A associação G e P mais observada foi G1P[8], 33 (89,2%) amostras; seguida de G4P[8], duas (5,4%) amostras; G3P[8], uma (2,7%) amostra; e G9P[8], uma (2,7%) amostra.

Palavras-chaves: Rotavirus A. Infecção. Criança. Genotipagem.


ABSTRACT

Polyacrylamide gel electrophoresis and combined immunoenzyme assay for rotavirus and adenovirus were used to analyze 380 fecal samples from children up to three years of age who were hospitalized with acute diarrhea in Campo Grande, State of Mato Grosso do Sul, between May 2000 and January 2004. Among all the samples, 88 (23. 2%) were positive for Rotavirus A. Out of these, 81 (92%) had a defined electrophoretic pattern: 77 (87. 5%) with a long pattern and four (4. 5%) with a short pattern. Genotype G and P characterization was done by nested RT-PCR for 85 samples, of which 56 (65. 9%) were genotyped as type G. Among these, 49 (87. 5%) were G1, five (8. 9%) were G4, one (1. 8%) was G3 and one (1. 8%) was G9. The genotype was found to be type P in 37 samples (43. 5%) and all of these were P[8]. The G and P association most observed was G1P[8], with 33 samples (89. 2%), followed by G4P[8], two samples (5. 4%); G3P[8], one sample (2. 7%); and G9P[8], one sample (2. 7%).

Key-words: Rotavirus A. Infection. Children. Genotyping.


 

 

Os Rotavírus A são considerados, em escala universal, importantes agentes etiológicos de diarréia aguda em bebês e crianças menores de 3 anos de idade e uma das causas mais comuns de hospitalização de crianças na faixa etária de zero a quatro anos27.

As partículas virais completas apresentam 75nm de diâmetro, morfologia esférica, simetria icosaédria, sem envelope lipídico. O capsídio viral é organizado em três camadas concêntricas de proteínas que envolvem o genoma, composto de 11 segmentos de RNA de dupla fita (dsRNA)20.

De acordo com variações nos segmentos genômicos codificantes das proteínas VP7 e VP4, formadoras do capsídeo externo, os Rotavírus A apresentam diferentes genótipos G (15) e P (20), respectivamente, com predomínio, em escala universal, do genótipo G1P[8]. No Brasil, os genótipos mais comumente observados são G1P[8], G3P[8], G4P[8], G2P[4], embora outras combinações tenham sido detectadas como G1P[6], G2P[6], G9P[8], o que evidencia uma multiplicidade de amostras circulantes4 8 10 15 17 21 24 34.

No Brasil, a gastroenterite aguda por Rotavírus A tem sido estimada, considerando os casos de hospitalização, em 12 a 42%8 29 33.

A importância epidemiológica da gastroenterite por Rotavírus A em todo o mundo, com a implantação do processo vacinal, impõe a necessidade de caracterização das amostras virais circulantes em cada região geográfica. Com a finalidade de conhecer a epidemiologia regional e de contribuir para a implementação das medidas de controle e prevenção da gastroenterite por Rotavírus A no Estado de Mato Grosso do Sul, a proposta deste trabalho foi a de determinar a prevalência de Rotavirus A, bem como os genotipos G e P circulantes desse vírus em crianças hospitalizadas com quadro de gastroenterite aguda, na cidade de Campo Grande, MS.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O material de estudo constituiu-se de 380 amostras de fezes in natura com aproximadamente 10ml, coletadas de igual número de crianças, 226 do sexo masculino e 154 do feminino, com até três anos de idade e internadas no Setor de Pediatria da Santa Casa de Misericórdia com quadro de gastroenterite aguda, durante o período de maio de 2000 a janeiro de 2004. A coleta das amostras foi realizada após autorização dos pais ou responsável e do preenchimento de uma ficha epidemiológica.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (protocolo N0 205) e financiado pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia-CNPq (Processo no. 520729/99-4).

A detecção de Rotavírus A foi realizada utilizando duas metodologias: eletroforese em gel de poliacrilamida (EGPA)29 com a classificação dos eletroferotipos25 e ensaio imunoenzimático combinado para rotavírus e adenovírus (EIERA)28.

A caracterização genotípica foi feita para genótipos G e P por RT-Nested-PCR. Para o procedimento, o dsRNA viral foi extraído seguindo a descrição da literatura3. A primeira e a segunda reação de amplificação para G e P foram feitas seguindo protocolos e iniciadores previamente descritos15 16.

A análise estatística dos resultados foi feita através do programa Epi Info 6 versão 6. 04: Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Atlanta, GA), utilizando os testes qui-quadrado (c2) e exato de Fisher, com grau de confiança de 95%.

 

RESULTADOS

Foi observado que 88 (23,2%) crianças apresentavam positividade para Rotavirus A, sendo 52 (59,%) do sexo masculino e 36 (41%) do sexo feminino (p = 0,934).

A análise da positividade em relação a faixa etária e estação climática mostrou percentual maior de positividade em crianças na faixa etária de 7 a 12 meses e também maior pico de ocorrência viral nos meses de abril a agosto (p = 0,009) (Tabela 1). Em Campo Grande, o período do estudo (abril–agosto) correspondeu à estação de seca, com temperatura média de 21,7ºC, índice pluviométrico de 60,3mm3 e umidade relativa do ar atmosférico de 63,2%. Setembro–março correspondeu à estação chuvosa, com temperatura média de 24,8ºC, índice pluviométrico de 165,9mm3 e umidade relativa do ar atmosférico de 72,4% (dados fornecidos pelo Setor de Metereologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA).

 

 

Das 82 amostras positivas pela EGPA, 81 (98,7%) tiveram o padrão eletroferotípico definido, sendo 77 (95,1% ) de padrão longo e 4 (4,9% ) de padrão curto.

Considerando a genotipagem, das 85 amostras analisadas, 56 (65,8%) foram genotipáveis e, dentre essas, 49 (87,5%) foram classificadas como G1, cinco (8,9%) como G4, uma (1,8%) como G3 e uma (1,8%) como G9. A genotipagem P mostrou que todas as 37 amostras genotipáveis eram P[8]. A associação G e P mais comum, com 33 (89,2%) amostras, foi G1P[8], seguida de duas amostras G4P[8], uma G3P[8] e outra G9 P[8].

A análise da circulação dos genótipos em relação ao ano de detecção mostrou que G1 ocorreu em todos os anos com exceção de 2001, ano em que foram detectadas as cinco amostras G4. Os genótipos G3 e G9 ocorreram no ano de 2003.

 

DISCUSSÃO

Estimativas oriundas de múltiplas investigações realizadas no âmbito hospitalar e ambulatorial em vários países revelam percentuais de positividade para rotavírus que variam de 12 a 50%1 8 9 10 13 16 22 26 34.

No presente estudo, observou-se índice de positividade de 23,2% para Rotavirus A e, em estudos realizados anteriormente na região Centro-Oeste do Brasil, os índices de detecção variaram de 11,8% a 37,2% em Goiânia8 10, sendo observado índice de 26% em Brasília4. Dessa forma, os resultados deste estudo são concordantes com os da região Centro-Oeste do Brasil, bem como com os de outras partes do mundo.

Quando se considera a positividade para Rotavírus A em relação a gênero, observa-se que estes dados estão de acordo com o resultado obtido por outros autores, que também não observaram diferença significativa para os gêneros31 35. Por outro lado, alguns trabalhos mostraram maior índice de positividade para o gênero masculino8 12.

Em nosso estudo foi observado que a infecção por Rotavirus A ocorreu em todas as faixas etárias, incluindo crianças com menos de seis meses de idade, embora com ocorrência maior nas crianças situadas na faixa etária de 7 a 12 meses. A infecção por Rotavirus A na faixa etária de 0 a 6 meses tem sido considerada de ocorrência assintomática23, o que contrasta com o observado no presente estudo. Outros estudos, incluindo os realizados em Goiânia5 6 8, mostram importante índice de infecção sintomática nessa faixa etária, o que pode refletir as condições sócio-econômico-sanitárias da população. Por outro lado, um índice menor de infecção foi observado nas crianças maiores de 24 meses de idade, o que reforça o conceito de que, após os dois anos de vida, o número de casos de infecção por rotavírus tende a diminuir, talvez devido ao fato de que grande parte das crianças nessa faixa etária já tenham tido contato com o agente, o que lhes confere imunidade19 37.

Neste estudo, foi observado que 95% das amostras eram padrão longo. Esse resultado está de acordo com outros da literatura, em que se observa uma nítida preponderância do padrão longo em relação ao curto9 23. Também, foi observada uma extensa variabilidade de eletroferotipos, com a conotação ainda de que eram bastante particulares em relação ao ano de ocorrência. Esse fato reforça a opinião de que o padrão de bandeamento dos 11 diferentes segmentos de dsRNA de Rotavirus A fornecem importante informação inicial em termos de variação de amostras em determinado tempo e localidade11 22.

Neste estudo, observou-se o predomínio do genótipo G1, seguido do G4, G3 e G9. Os genótipos G1-G4 são considerados usuais4 7 14, embora outros tipos G como o G5, G8, G9, G10, G11 e G12 tenham também sido detectados17 34 36. Esses dados apontam para a possibilidade de mudanças na prevalência de diferentes genótipos por região. A análise em relação ao ano de detecção mostrou que, neste estudo, o genótipo G1 ocorreu em todos os anos com exceção de 2001, quando foram detectados todos os G4. Os genótipos G3 e G9 ocorreram em 2003. As investigações indicam, via de regra, que um determinado genótipo predomina durante um ou dois anos, emergindo, a partir de então, uma nova variedade antigênica dominante18 20 33, o que também implica cuidado relativo a estratégias vacinais2 32. Por outro lado, considerando a genotipagem P, todas as amostras genotipáveis foram P[8] e, como resultado, a associação G e P predominante foi G1P[8], o que corrobora estudos de diferentes partes do mundo8 17 33 36.

Como um todo, a prevalência de Rotavirus A observada em nosso estudo vem corroborar os dados de outras regiões do mundo, incluindo o Brasil e a região Centro-Oeste. Assim sendo, esses dados podem servir de subsídio no sentido de reforçar as informações concernentes à problemática sócio-econômica decorrente da enfermidade por esses vírus, como o aumento na demanda dos serviços de saúde e a necessidade de hospitalização, o que, inclusive, expõe a criança a outros patógenos, acarreta custos e perda de dias de trabalho dos pais ou responsáveis. O estudo aponta, ainda, para a necessidade de contínua monitoração desses vírus dentro da possibilidade da emergência de novas amostras que podem não estar inclusas nas vacinas em uso.

 

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Endereço para correspondência:
Dra Márcia S. A. Andreasi
Deptº de Patologia/UFMS
Cidade Universitária s/n
79070-900 Campo Grande, MS
Tel: 55 67 3345-7387
e-mail: msaa@nin.ufms.br

Recebido em: 21/03/2007
Aceito em: 21/06/2007

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