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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versão impressa ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. v.41 n.2 Uberaba mar./abr. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822008000200008 

ARTIGO ARTICLE

 

A distribuição dos eosinófilos nas diferentes fases de evolução do granuloma hepático em camundongos infectados pelo Schistosoma mansoni

 

Distribution of eosinophils at different stages of hepatic granuloma evolution in mice infected with Schistosoma mansoni

 

 

Romero Antunes Barreto LinsI; Carmelita Bezerra de Lima CavalcantiI; Jorge Luiz Silva Araújo-FilhoI; Mário Ribeiro de Melo-JúniorI, II; Maria Elizabeth Cavalcante ChavesI, III

ILaboratório de Imunopatologia Keizo Asami, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE
IIAssociação Caruaruense de Ensino Superior, Caruaru, PE
IIIDepartamento de Bioquímica, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

No presente estudo, avaliou-se a distribuição dos eosinófilos nas diferentes fases da formação do granuloma hepático de camundongos infectados pelo Schistosoma mansoni. A partir dos resultados obtidos sugerimos uma nova classificação para a evolução do granuloma hepático em camundongos montada a partir de fases descritas por outros autores. Em cada fase há um padrão diferente de distribuição dos eosinófilos. Na fase necrótico-exudativa os eosinófilos encontram-se concentrados na periferia e no centro do granuloma e na área de necrose eles são escassos; na "produtiva" os eosinófilos estão ainda distribuídos de maneira difusa por todo o granuloma; na de cura por fibrose se concentram na periferia e no centro do granuloma. Os eosinófilos estavam em contato direto com os ovos em todos os estágios de evolução dos granulomas. Conclui-se então que a dinâmica dos eosinófilos possui papel importante na formação da reação granulomatosa do hospedeiro e resolução do processo inflamatório causado pelo ovo do parasita, além de acrescentar novos dados na classificação dos granulomas hepáticos.

Palavras-chaves: Esquistossomose. Granuloma. Anticorpo antiperoxidase eosinofílica. Anticorpo antiproteína catiônica eosinofílica.


ABSTRACT

In the present study, the distribution of eosinophils at different stages of the formation of hepatic granuloma in mice infected with Schistosoma mansoni was evaluated. From the results obtained, we suggest a new classification for the evolution of hepatic granuloma in mice, constructed from the phases described by other authors. In each phase, there is a different pattern of eosinophil distribution. In the exudative-necrotic phase, the eosinophils are concentrated in the periphery and center of the granuloma, and are scarce in the necrotic area; in the productive phase, the eosinophils are dispersed throughout the granuloma; and in the cure due to fibrosis phase, the eosinophils are concentrated in the periphery and center of the granuloma. Eosinophils were found in direct contact with the eggs at all stages of evolution of the granuloma. It was concluded that the dynamics of eosinophils have an important role in forming the granulomatous reaction of the host and in resolving the inflammatory process caused by the parasite egg, as well as adding new data regarding hepatic granuloma classification.

Key-words: Schistosomiasis. Granuloma. Anti-eosinophil peroxidase antibody. Anti-eosinophil cationic protein antibody.


 

 

A esquistossomose é uma helmintose que acomete cerca de 200 milhões de pessoas em 73 países3 18. No Brasil, a área de transmissão contínua ocorre numa faixa extensa desde o Rio Grande do Norte até Minas Gerais e em diversos focos isolados espalhados pelo Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul9.

O sítio anatômico predileto dos vermes adultos de Schistosoma mansoni é a vasculatura mesentérica. Os ovos são evacuados no trato intestinal junto com as fezes, podendo ficar presos principalmente na parede do intestino ou no fígado, por onde chegam através da circulação porta. Caracterizando-se, portanto, como uma doença hepato-intestinal6.

Tal doença é resultante da reação inflamatória granulomatosa aos ovos do parasita localizados nos tecidos e apresenta efeito acumulativo de lesões principalmente no fígado. Os ovos excretam um antígeno solúvel responsável pelo desencadeamento de um complexo fisiopatológico reacional que promoverá a formação do granuloma. Diariamente, cada casal de Schistosoma mansoni pode levar, à formação de cerca de 200 granulomas: ovo + reação granulomatosa que o envolve. Estes podem apresentar-se em pontos isolados ou difusos no intestino grosso e fígado16.

Dentre as células que compõem o granuloma, por volta de 50% são eosinófilos21. Estes secretam a proteína eosinofílica básica principal (major basic protein - MBP), a proteína eosinofílica catiônica (ECP – eosinophil cationic protein), a peroxidase eosinofílica (EPO – eosinophil peroxidase) e a neurotoxina derivada de eosinófílo (EDN – eosinophil-derived neurotoxin)2. Demonstrou-se que a ECP causa, in vitro, a fragmentação e a ruptura do esquistossômulo do Schistosoma mansoni1 3. E juntamente com H2O2 a EPO mata o esquistossômulo8. Enquanto a MBP é tóxica a células de mamíferos5 21 e larvas de helmintos11 e provavelmente causa danos aos ovos de Schistosoma mansoni em humanos4.

Neste estudo, procuramos localizar as proteínas eosinofílicas ECP e EPO nas diferentes fases da formação do granuloma a fim de investigar a participação dos eosinófilos e de seus produtos de degranulação na destruição do ovo do Schistosoma mansoni7.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Animais e infecção experimental. Vinte e quatro camundongos swiss machos (2 meses de idade) foram obtidos do biotério do LIKA/UFPE e infectados através da imersão da cauda por 2 horas em solução aquosa contendo suspensão com 50 cercárias da cepa SLM (São Lourenço da Mata) de Schistosoma mansoni previamente contadas com auxílio de lupa estereoscópica (Olympus SZ60).

Durante todo o experimento os camundongos foram alimentados com dieta comercial. Após 30 dias da infecção, grupos de dois animais foram sacrificados de 5 em 5 dias até 85 dias da infecção. O protocolo experimental foi aprovado pelo Comitê de ética em experimentação animal da Universidade Federal de Pernambuco.

Estudo imunohistoquímico. Após o sacrifício dos animais, os fígados foram retirados e fixados em formalina tamponada pH 7,2 a 10% num período máximo de 5 dias até o estudo histoquímico para não ocasionar perda de reatividade ao anticorpo22. Os fragmentos selecionados foram emblocados em parafina, em seguida os cortes de tecido (4 µm) foram montados em lâmina histológica.

Para os estudos histoquímicos os corantes utilizados foram: hematoxilina-eosina (HE) para avaliação histológica geral e identificação dos granulomas e tricrômico de Masson para visualização das fibras colágenas. Na avaliação imunohistoquímica foram utilizados os anticorpos policlonais anti-EPO e anti-ECP (National Institutes of Health, Bethesda-USA). A reatividade dos anticorpos foi avaliada através da exposição dos tecidos a anticorpos secundários ligados à enzima fosfatase, que produz uma coloração avermelhada (Sigma, USA).

O controle negativo da reação foi realizado seguindo-se o mesmo protocolo da imunohistoquímica suprimindo-se o anticorpo primário da reação.

Análise dos dados. Os padrões de distribuição dos eosinófilos foram avaliados a partir da intensidade da marcação e quantidade de células reativas, obtendo-se uma escala semiquantitativa da porcentagem média de células marcadas por campo em maior aumento (200x) no microscópio óptico.

A partir disso, os padrões de distribuição foram estabelecidos da seguinte forma: fraco = 15-20%; moderado = 25-55% e intenso = 60-95%, segundo o protocolo estabelecido por Özer e cols17. Para análise da distribuição de eosinófilos, apenas foram consideradas as amostras que evidenciaram padrão de marcação intenso.

 

RESULTADOS

Ao analisar detalhadamente os cortes histológicos perante a evolução do granuloma hepático e revisar a literatura, adotamos neste trabalho uma classificação composta de duas fases pré-granulomatosas sugeridas por Lenzi e cols13 e três fases granulomatosas. São elas: fase pré-granulomatosa de reação inicial (Figura 1A e 1B), pré-granulomatosa exudativa (Figura 1C), necrótico-exudativa (Figura 1D), produtiva (Figura 1E) e de cura por fibrose (Figura 2F).

 


 

 

 

A morfologia da fase pré-granulomatosa varia bastante, dependendo da localização do ovo. As células inflamatórias são poucas e desorganizadas, traduzindo o mesmo comportamento aos eosinófilos (Figura 2A). Na fase pré-granulomatosa exudativa, o maior número de células compõe um padrão de distribuição difuso dos eosinófilos (Figura 2B). Na fase necrótico-exudativa os eosinófilos passam a se dispor em grande densidade na periferia e no centro do granuloma, sendo escassos na área de necrose (Figura 3B).

 

 

Para identificar neste trabalho os padrões de localização dos eosinófilos nas distintas fases de evolução do granuloma foi usada a técnica de imunohistoquímica. Duas proteínas foram os alvos dos anticorpos, a peroxidase eosinofílica (EPO) e a proteína catiônica eosinofílica (ECP), ambas armazenadas em grânulos no interior dos eosinófilos. Marcando-se estas proteínas, marca-se conseqüentemente o eosinófilo.

Esta hipótese foi comprovada, pois os padrões de marcação foram bastante semelhantes para os dois anticorpos: anti-EPO e anti-ECP (Figura 3A).

A invasão da área de necrose pelas células inflamatórias ao final da fase necrótico-exudativa e início da fase produtiva confere um padrão difuso de distribuição dos eosinófilos em torno do granuloma (Figura 4A) e no interior dos ovos (Figura 4B).

 

 

DISCUSSÃO

Em nosso estudo, foi evidenciado que nas fases pré-granulomatosas há o recrutamento de células inflamatórias de maneira desorganizada. Porém, aparentemente menos agressivo do que nas fases granulomatosas, os sinusóides ainda são vistos íntegros e as células fagocíticas, mononucleares e eosinófilos estão amplamente distribuídos nos tecidos.

Segundo a literatura, o principal papel da reação granulomatosa na esquistossomose é proteger os tecidos do hospedeiro, isolando as toxinas em potencial secretadas pelo ovo. Após a deposição dos ovos nos tecidos, eles são rapidamente cercados por infiltrados de células inflamatórias, resultando no granuloma. Esse é um processo dinâmico em que o tamanho e a composição celular das lesões variam com o tempo e é coordenado pela influência de uma rede de mediadores inflamatórios3 23.

Eosinofilia, quer localizada ou periférica, junto com altas concentrações de IgE no soro, ocorre com freqüência nas infecções por helmintos19. Neste estudo, os eosinófilos formam o maior componente do granuloma hepático do ovo. Algumas das funções designadas para os eosinófilos incluem citotoxidade dependente de anticorpo contra o estágio de esquistossômulo21 e a destruição de miracídios e ovos3.

Antes mesmo do aparecimento de ovos nos vasos hepáticos já existem pequenas reações inflamatórias focais que são inexistentes em cortes do mesmo tecido de camundongos não infectados. Estas reações são geralmente próximas a vasos e coincidem com o tempo em que o esquistossômulo se transforma em verme adulto, podendo ser respostas a antígenos solúveis liberados por estes, fato confirmado pelo estudo de Moore15. Elas chegam a aumentar cinco vezes o seu tamanho inicial em somente cinco dias de evolução, indicando que há persistência do estímulo.

O início da deposição dos ovos pelos vermes adultos de Schistosoma mansoni ocorre por volta do 40º dia após a infecção e estes focos inflamatórios são vistos no 30º e 35º dias. Após o 45º dia da infecção fica difícil distinguir se as reações inflamatórias próximas aos vasos são as mesmas descritas acima ou se são granulomas onde a incidência do corte não foi sobre o ovo.

A partir da avaliação das proteínas eosinofílicas, ficou claro que à medida que o granuloma evolui o nível citoplasmático aumenta significativamente. Segundo Lee & Lee12, os eosinófilos apresentam uma função importante na eliminação de detritos teciduais e as suas proteínas catiônicas ligam-se em praticamente tudo, eles migram para o centro do granuloma quando ocorre a morte espontânea dos miracídios, com liberação de muitos detritos celulares. A própria peroxidase eosinofílica participa na degradação oxidativa de macromoléculas liberadas pela morte celular14 20.

Também foi constatado que o número das outras células inflamatórias aumenta significativamente entre a fase pré-granulomatosa exudativa e a necrótico-exudativa. Esta atinge maiores proporções na etapa aguda da doença (45º dia ao 55º dia após a infecção), enquanto na crônica (após o 55º dia da infecção) aparece em menor número. Este fato ocorre, provavelmente, pela rápida oclusão dos vasos, conseqüência da microtrombose causada pela exsudação inflamatória.

Os hepatócios adjacentes ao vaso ocluido não têm, portanto, tempo suficiente para adaptar seu metabolismo à baixa oferta de nutrientes e iniciam o processo de necrose. Já na etapa crônica da esquistossomose muitos vasos já foram ocluídos, diminuindo mais lentamente a oferta de nutrientes ao órgão como um todo. As células se tornam, então, mais tolerantes à deficiência nutricional por um granuloma incidente. Motivo pelo qual acreditamos que alguns granulomas que iniciam a sua formação na etapa aguda da doença não atravessam a fase necrótico-exudativa. A fase produtiva viria, neste caso, após a pré-granulomatosa exudativa e teria proporções menores.

A fase produtiva corresponde, como o nome já sugere, ao início da produção de fibras e ocorre após a absorção e fagocitose dos restos celulares decorrentes da necrose dos hepatócitos. As células vão ocupando rapidamente o local da necrose, podendo o tamanho do granuloma diminuir por pressão do tecido vizinho ou manter-se constante12.

O número de células total e aparente ainda é grande e elas começam a se organizar juntamente com os feixes de fibras colágenas num padrão circular em torno do ovo que se completará na fase de cura por fibrose18.

A fase de cura por fibrose é caracterizada por uma espessa camada de fibras colágenas circular, isolando completamente o ovo. É comum nesta fase encontrar células inflamatórias, principalmente eosinófilos, dentro da casca do ovo18.

A formação da faixa de fibrose envolvendo o ovo na fase de cura por fibrose mantém os eosinófilos dispostos na periferia e no centro do granuloma, de maneira semelhante a da fase necrótico-exudativa.

Nenhuma das classificações publicadas na literatura e revisadas neste estudo se encaixou perfeitamente com os dados obtidos. Portanto, sugerimos uma modificação na classificação para a evolução do granuloma hepático de camundongos infectados por Schistosoma mansoni, montada a partir de fases descritas por outros pesquisadores3 13: Fase pré-granulomatosa de reação inicial (PRI); fase pré-granulomatosa exudativa (PE); fase necrótico-exudativa (NE); fase produtiva (P); fase de cura por fibrose (CF), acrescidos então, dos dados referentes à dinâmica de distribuição dos eosinófilos.

Em cada fase da evolução do granuloma hepático de camundongos, infectados por Schistosoma mansoni, foi encontrado um padrão diferente de distribuição dos eosinófilos. Na fase pré-granulomatosa de reação inicial os eosinófilos encontram-se desorganizados ao redor do ovo e em pequeno número; a fase pré-granulomatosa exudativa, difusos por todo o granuloma e em maior número. Na fase necrótico-exudativa os eosinófilos encontram-se concentrados na periferia e no centro do granuloma, e na área de necrose eles são escassos. Na fase produtiva, apesar de ocorrer o início da formação de fibras, os eosinófilos estão ainda distribuídos de maneira difusa por todo o granuloma; na fase de cura por fibrose concentram-se na periferia e no centro do granuloma, estando em menor número do que na fase necrótico-exudativa e fase produtiva, porém também vistos no interior do ovo.

A partir destes dados, pode-se concluir que a dinâmica dos eosinófilos possui papel importante na formação da reação granulomatosa do hospedeiro e resolução do processo inflamatório causado pelo ovo do parasita e esse conhecimento pode acrescentar novos dados na classificação dos granulomas hepáticos.

 

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Endereço para correspondência:
Prof. Mário Ribeiro de Melo-Júnior
Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA)/UFPE
Av. Morais Rêgo s/n, Campus Universitário
50670-910 Recife PE
Telefax: 55 81 3271-8484/3271-8485
e-mail: mariormj@gmail.com

Recebido para publicação em: 04/092007
Aceito em: 07/03/2008