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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.41 no.3 Uberaba May/June 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822008000300006 

ARTIGO ARTICLE

 

Criadouros de Biomphalaria, temporários e permanentes, em Jaboatão dos Guararapes, PE

 

Temporary and permanent breeding sites for Biomphalaria in Jaboatão dos Guararapes, PE

 

 

Marco Antônio Andrade de SouzaI; Verônica Santos BarbosaI; Tereza Neuma Guedes WanderleiII; Constança Simões BarbosaI

IParasitologia, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, PE
IISecretaria do Estado de Saúde de Pernambuco, Recife, PE

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Realizou-se um inquérito malacológico em criadouros, permanentes e temporários, no bairro de Piedade, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, entre novembro de 2006 e novembro de 2007 com o objetivo de conhecer a fauna malacológica dessa localidade, bem como o potencial de transmissão da esquistossomose mansoni. Além de Biomphalaria glabrata (Say, 1818), foram coletados moluscos Drepanotrema cimex (Moricand, 1837), Pomacea sp e Melanoides tuberculatus (Muller, 1774). Do total de Biomphalaria glabrata coletado, 1.490 exemplares encontraram-se vivos, sendo que 74 (5%) estavam positivos para Schistosoma mansoni. O maior número de moluscos capturados e todos aqueles positivos para Schistosoma mansoni foram coletados na estação anual das chuvas. Foi observada também a presença de outras larvas de trematódeos infectando os moluscos Biomphalaria glabrata. Pertencentes às famílias Strigeidae e Diplostomatidae, apresentam, a primeira vista, morfologia que pode levar a confusão com as cercárias do Schistosoma mansoni, tornando-se indispensável seu conhecimento para o diagnóstico diferencial do agente causador da esquistossomose.

Palavras-chaves: Esquistossomose mansoni. Moluscos. Jaboatão dos Guararapes. Pernambuco.


ABSTRACT

A malacological survey of permanent and temporary breeding sites was conducted in the Piedade neighborhood of Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, between November 2006 and November 2007, with the aim of determining the malacological fauna at this locality, along with the potential for Schistosomiasis mansoni transmission. In addition to Biomphalaria glabrata (Say, 1818), the molluscs Drepanotrema cimex (Moricand, 1837), Pomacea sp and Melanoides tuberculatus (Muller, 1774) were collected. Among the specimens of Biomphalaria glabrata that were collected, 1,490 were found alive, and 74 (5%) were positive for Schistosoma mansoni. The largest numbers of molluscs collected, and all of the specimens that were positive for Schistosoma mansoni, were collected during the annual rainy season. The presence of larvae of other trematodes infecting the Biomphalaria glabrata molluscs was also observed. These trematodes were from the families Strigeidae and Diplostomatidae and, at first sight, they presented morphology that could lead to confusion with Schistosoma mansoni cercariae. Thus, knowledge of these trematodes becomes essential for the differential diagnosis of the etiological agent for schistosomiasis.

Key-words: Schistosomiasis mansoni. Molluscs. Jaboatão dos Guararapes. Pernambuco.


 

 

A humanidade convive com a esquistossomose desde a antiguidade, fato este comprovado por estudos que verificaram a presença de ovos de Schistosoma em múmias egípcias de 3.500a.C8. Apesar de no Brasil a esquistossomose ter se estabelecido durante o período colonial, através do tráfico de escravos africanos parasitados15 20, seu primeiro relato só foi descrito entre os anos de 1907 e 1908, por Pirajá da Silva, no Estado da Bahia, que supriu as incertezas taxonômicas quanto ao parasita, surgindo a partir de então as investigações sobre a distribuição geográfica e dados parasitológicos da doença2. Todavia, sua importância só foi evidenciada na década de 50 com a realização, por Pellon & Teixeira, do grande inquérito coproscópico nacional de prevalência, inicialmente no nordeste do país e posteriormente em áreas supostamente não endêmicas do sul e sudeste. Desde então, houve um crescimento exponencial nas pesquisas sobre o Schistosoma mansoni e a doença por ele provocada2 8 17.

Estima-se que a esquistossomose afete entre 2.500.000 e 8.000.000 de indivíduos da população brasileira, sendo que no estado de Pernambuco 15,2% da população apresentam-se infectados5 6 7 12 17. De fato é endêmica nas Zonas da Mata e Agreste, estando distribuída em 72 dos 185 municípios do estado, cujas prevalências em algumas dessas localidades são superiores a 50%10 11. Contudo, desde o início dos anos 90, observa-se em Pernambuco o estabelecimento da esquistossomose em áreas litorâneas, quando foram registrados os primeiros casos de infecção pelo Schistosoma mansoni em veranistas e moradores da Praia de Itamaracá13, posteriormente em Porto de Galinhas4 e mais recentemente em Carne de Vaca, onde 17,2% dos indivíduos analisados encontraram-se parasitados (CS Barbosa: dados não publicados). Em todos esses casos de infecção pelo Schistosoma mansoni, ocorridos em áreas litorâneas, os indivíduos infectados eram predominantemente de classes média e alta, apresentaram infecção aguda da doença e o molusco transmissor foi Biomphalaria glabrata. De certa forma, observa-se uma mudança no perfil epidemiológico da esquistossomose, que em áreas rurais incide principalmente na classe social de baixa renda, apresenta-se predominantemente na forma crônica e tem como vetor Biomphalaria straminea3 4. Vale ressaltar a importância da Biomphalaria glabrata como transmissora, tanto por sua amplitude de distribuição, quanto pela eficiência na transmissão e da Biomphalaria straminea, encontrada em quase todas as bacias hidrográficas do Brasil, muito bem adaptada às variações climáticas22.

Desde 1999, ações do Programa de Controle da Esquistossomose (PCE) são realizadas no município de Jaboatão dos Guararapes. Porém, somente a partir de 2005 iniciou-se a alimentação dos bancos de dados do SIS/PCE. Neste ano, foram descritos relatos sobre a esquistossomose no Conjunto Habitacional Dom Hélder Câmara, no bairro de Piedade, verificando-se a presença de indivíduos parasitados por Schistosoma mansoni (TNG Wanderley: comunicação pessoal, 2006). Além disso, o encontro de Biomphalaria glabrata extremamente tolerante à variabilidade de concentrações salinas25, em coleções hídricas distantes apenas 500m da Praia de Piedade, motivou a realização deste trabalho, bem como de estudos epidemiológicos que permitam a observação dos indivíduos mais expostos ao Schistosoma mansoni nesses locais, facilitando assim a aplicação de tratamento adequado aos parasitados e posteriores medidas de controle da doença e dos moluscos transmissores.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Características da área de estudo. Com uma população de 581.556 habitantes14, o município de Jaboatão dos Guararapes encontra-se na Região Metropolitana do Recife. Limita-se ao norte com Recife e São Lourenço da Mata, ao oeste com Moreno, ao Sul com Cabo de Santo Agostinho e ao leste com Oceano Atlântico. Apresenta clima tropical quente e úmido, com temperatura média anual de 25,5ºC, atingindo média máxima de 26,6ºC nos meses de janeiro e fevereiro e média mínima de 23,9ºC em agosto. Dentre os corpos lagunares do município, está a Lagoa Olho D' Água (anteriormente denominada Lagoa do Náutico), formada pelo afogamento dos rios que deságuam no litoral durante a última fase de avanço do mar (transgressão marinha) do período Holoceno. Bastante assoreada, esta lagoa sofre influência das oscilações das marés e das enchentes do Rio Jaboatão, além da poluição motivada por esgoto e lixo provenientes dos assentamentos localizados em seu entorno1, como o do conjunto habitacional Dom Hélder Câmara, que surgiu da necessidade de se abrigar moradores carentes do bairro de Piedade. No período de chuvas o acesso é dificultado pelos buracos formados nas vias e pela lama que invade as calçadas. Além isso, durante todo ano observa-se uma grande quantidade de galerias entupidas, que jorram o esgoto para a rua e para as coleções hídricas da região.

Dois criadouros temporários e um permanente, próximos à Lagoa Olho d' Água, distribuídos em uma área de aproximadamente 10.000m2, nas intermediações de um campo de futebol coletivo, foram analisados nesse estudo. Ambos os criadouros temporários apresentaram área de 340m2, aproximadamente e lâmina d' água cuja profundidade na cheia atinge 0,5m, ao passo que o criador permanente apresenta área de 1.200m2, aproximadamente e lâmina d'água de 1,5m de profundidade durante o período das chuvas. Em todos os criadouros, foram observadas grandes quantidades de dejetos humanos provenientes das moradias das imediações.

Coleta de moluscos. Após escolha dos locais, os moluscos foram coletados utilizando-se de redes de mão (puçá), confeccionadas com nylon (50cm de largura, 40cm de altura, 30cm de abertura e 1mm2 de malha), adaptadas a um cabo de madeira ou aço (150cm de comprimento). As coletas foram realizadas trimestralmente (1 dia de coleta), durante 1 ano, entre novembro de 2006 e novembro de 2007. Foi aplicado um esforço amostral individual de 30 minutos, por varredura, em cerca de 10m de extensão, em cada um dos hábitats selecionados26. Todo o material coletado foi acondicionado em sacos plásticos, etiquetado e transportado para o Laboratório de Esquistossomose do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, em Recife.

Exame de planorbídeos. No laboratório, após triagem manual, os moluscos foram contados, observados macroscopicamente e, a seguir, colocados individualmente em pequenos recipientes de vidro snap-cap, contendo 5ml de água isenta de cloro e deixados durante a noite para exame antes e após fotoestimulação artificial direta (lâmpada de 60W). No dia seguinte, após 2 horas de exposição à luz, o material foi examinado para verificação de emergência de cercárias de Schistosoma mansoni e de outros trematódeos. Os exames foram realizados semanalmente. Após 90 dias, aqueles moluscos que permaneceram negativos foram esmagados entre placas de vidro para a pesquisa de possíveis esporocistos e/ou metacercárias9.

De cada lote de planorbídeos coletados, retiraram-se cerca de 10% dos exemplares que foram sacrificados em água a 70°C. As partes moles foram fixadas em líquido de Railliet-Henry e dissecadas sob microscópio estereomicroscópio24. Para a identificação das espécies, foram considerados os parâmetros conquiliológicos e morfológicos, segundo diversas fontes bibliográficas18 21 23.

Inquérito coproscópico. Amostras de fezes de 446 moradores do Conjunto Habitacional Dom Hélder Câmara foram coletadas e examinadas pelo método quantitativo de Kato Katz16 (2 lâminas) no laboratório de análises clínicas, da regional de saúde, do município de Jaboatão dos Guararapes, durante o ano de 2006.

 

RESULTADOS

Coleta de moluscos. Foram coletados 1.635 moluscos Biomphalaria glabrata em três estações de coleta (2 criadouros temporários e 1 permanente), previamente estabelecidas, próximas à Lagoa Olho D'Água, nas cercanias de um campo de futebol coletivo (Figuras 1 a 3). Do total coletado, 1.490 exemplares encontraram-se vivos, sendo que 74 (5%) estavam positivos para Schistosoma mansoni. Foi observada também a presença de outras larvas de trematódeos de cauda bifurcada, pertencentes às famílias Strigeidae e Diplostomatidae, infectando os moluscos Biomphalaria glabrata. Do total de moluscos vivos coletados, 50 (3,4 %) exemplares estavam infectados por esses helmintos.

 

 

 

 

 

 

O número de moluscos coletados foi significativamente menor na 1ª, 2ªe 5ª fases de coleta, realizadas em novembro de 2006, fevereiro e novembro de 2007 (Tabela 1), períodos do ano considerados de seca. Além do molusco transmissor da esquistossomose, foram coletados ainda 179 exemplares de Drepanotrema cimex, 9 Pomacea sp e 12 Melanoides tuberculatus, encontrados apenas durante os meses de maio e agosto de 2007 (Tabela 2).

 

 

 

 

Coproscopia. O exame parasitológico de fezes foi realizado em 446 indivíduos, durante o ano de 2006, e detectou a presença de ovos de Schistosoma mansoni em 94 deles, representando um índice de infecção de 21,1%, considerado o maior do município. Para quantificar a intensidade de infecção, os indivíduos foram classificados em três categorias: apresentando entre 1 e 4 ovos por grama de fezes (OPG), entre 5 e 16 OPG e 17 ou mais OPG, considerados de baixa, média e alta parasitemias, respectivamente. Foram verificados 43 indivíduos apresentando entre um e quatro OPG, 36 apresentando entre 5 e 16 OPG e outros 15 apresentando 17 ou mais ovos por grama de fezes. Vale ressaltar que apesar das ações do programa de controle da esquistossomose terem sido implantadas em Jaboatão dos Guararapes em 1999 e a alimentação do banco de dados do SIS/PCE realizada a partir de 2005, neste mesmo ano e em 2007, não foi trabalhada a comunidade de Dom Hélder.

 

DISCUSSÃO

O início das chuvas de verão na região metropolitana de Recife significa transtornos e prejuízos aos moradores que vivem nas proximidades da Lagoa Olho D' Água. São dezenas de bairros afetados pelas enchentes constantes, tanto em regiões mais nobres, próximas a orla, como nas comunidades mais carentes. O conjunto habitacional Dom Hélder Câmara, localizado em Piedade é só um exemplo do transtorno que poucos minutos de chuva podem provocar naquela região. As ruas viram verdadeiros rios de água suja, alagam residências e estabelecimentos comerciais, dificultando o deslocamento dos moradores.

Além dos problemas inerentes às chuvas torrenciais, tais como o grande número de buracos nas vias públicas, congestionamentos, proliferação de doenças como hepatite e leptospirose há o acúmulo de água nos criadouros temporários, que durante boa parte do ano permanecem secos, acarretando em uma explosão demográfica dos moluscos estivados. Em particular, Biomphalaria glabrata, única espécie vetora da esquistossomose mansoni na localidade estudada, o que reforça sua importância epidemiológica como transmissora da doença no litoral pernambucano4.

Apesar de terem sido encontrados em todas as coletas realizadas durante o período de estudos, verificou-se que o maior número de exemplares de Biomphalaria glabrata capturados foi na estação das chuvas, assim como todos os moluscos positivos para Schistosoma mansoni.

Vale ressaltar que o clima tropical do país, especialmente em Pernambuco, associado à enorme variedade de hábitats aquáticos, as altas temperaturas e a luminosidade intensa contribuem para propagação de vetores da esquistossomose e a manutenção da doença, principalmente pela falta de educação sanitária e de saneamento público. Estes são fatores fundamentais para o estabelecimento de focos de transmissão, proporcionando a contaminação dos locais de criadouros de moluscos suscetíveis por fezes contendo ovos viáveis de Schistosoma mansoni19. Em especial, nas proximidades das estações de coletas previamente estabelecidas, uma grande quantidade de lixo residencial e industrial e de dejetos humanos foi observada. Não obstante, esses locais, por estarem próximos a um campo de futebol coletivo, são amplamente utilizados pela comunidade em suas atividades de lazer, o que reflete nos índices de infecção humana, cujas cargas parasitárias foram bastante significativas e de moluscos transmissores observados. Além disso, a partir da constatação de que populações de Biomphalaria glabrata resistem a valores ambientais físico-químicos bem acima dos referenciados na literatura25, apresentando extrema tolerância à variabilidade de concentrações salinas nas águas e nos sedimentos e pela proximidade dos locais de coleta às praias de Jaboatão dos Guararapes, é salutar recomendar aos órgãos de vigilância em saúde ambiental o monitoramento e maior atenção às coleções hídricas salobras, especialmente em regiões endêmicas para a esquistossomose. Não bastasse isso, o encontro de outros tipos de larvas de trematódeos infectando os moluscos do gênero Biomphalaria e que apresentam morfologia que em um primeiro momento de observação podem levar a confusão com as cercárias do Schistosoma mansoni, reforça a necessidade do aprimoramento dos conhecimentos para o diagnóstico diferencial do agente causador da esquistossomose.

 

AGRADECIMENTOS

Aos técnicos da Fundação Nacional de Saúde, Sebastião Alves dos Santos e do Laboratório do Serviço de Referência em Esquistossomose do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Valdeci Francisco de Oliveira, pelo apoio incondicional durante as realizações dos trabalhos de campo.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Dr. Marco Antônio Andrade de Souza
Deptº de Parasitologia/CPqAM/FIOCRUZ
Av. Moraes Rego s/n, Caixa Postal 7472
Cidade Universitária, 50670-420 Recife, PE
Tel: 55 81 2101-2661
e-mail: maandrades@cpqam.fiocruz.br

Recebido para publicação em: 26/03/2008
Aceito em: 11/06/2008
Apoio financeiro: CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.