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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.41 no.3 Uberaba May/June 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822008000300007 

ARTIGO ARTICLE

 

Prevalência de triatomíneos (Hemíptera: Reduviidae: Triatominae) infectados por Trypanosoma cruzi: sazonalidade e distribuição na região Ciénega do Estado de Jalisco, México

 

Prevalence of triatomines (Hemíptera: Reduviidae: Triatominae) infected by Trypanosoma cruzi: seasonality and distribution in the Ciénega region of the State of Jalisco, Mexico

 

 

César Gómez-HernándezI; Karine Rezende-OliveiraII; Agustín Cortés ZárateIII; Esperanza Cortés ZárateIII; Francisco Trujillo-ContrerasIV; Luis Eduardo RamirezI

ILaboratório de Parasitologia, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, MG
IILaboratório de Imunologia, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, MG
IIISecretaria de Salud Jalisco (SSJ), Región Sanitaria IV, Jalisco México
IVCentro Universitario de los Altos (UdeG), Universidad de Guadalajara, Jalisco, México

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

As características físico-geográficas da região Ciénega, Jalisco, México a tornam propícia para transmissão do Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. Este trabalho caracteriza a prevalência de triatomíneos infectados pelo parasita, sua sazonalidade e distribuição nesta região. Foram analisados 328 triatomíneos no período de janeiro de 2005 a junho de 2007 procedentes de 13 municípios da região, sendo abril, maio e junho os meses de maior captura. Dos triatomíneos analisados, 57,3% foram positivos para Trypanosoma cruzi, correspondendo 15,4% para a área urbana e 84,6% para a área rural. A espécie mais freqüente foi Triatoma longipennis e a mais parasitada foi Triatoma barberi com índice de infecção de 83,3% quando comparada a Triatoma longipennis (67,5%) (p<0,05). A infecção natural dos vetores capturados pode indicar alta exposição das pessoas ao Trypanosoma cruzi. O achado recente do Triatoma dimidiata positivo nesta região, sugere a adaptação de novas espécies às condições ecológicas destas populações.

Palavras-chaves: Trypanosoma cruzi. Triatomíneos. Doença de Chagas.


ABSTRACT

The physical and geographical characteristics of the Ciénega region, Jalisco, Mexico make it suitable for transmission of Trypanosoma cruzi, the causative agent for Chagas disease. This study characterizes the prevalence of triatomines infected by this parasite, their seasonality and their distribution in this region. A total of 328 triatomines were evaluated between January 2005 and June 2007, from 13 municipalities in the region. April, May and June were the months with the highest capture levels. Among the triatomines examined, 57.3% were positive for Trypanosoma cruzi, corresponding to 15.4% in urban areas and 84.6% in rural areas. The species with greatest prevalence was Triatoma longipennis and the species with the highest parasitism rate was Triatoma barberi, with an infection rate of 83.3%, whereas the rate for Triatoma longipennis was 67.5% (p<0.05). This natural infection in the captured vectors may indicate that individuals in this region have high exposure to Trypanosoma cruzi. The recent findings of positive Triatoma dimidiata in this region suggest that new species are becoming adapted to the ecological conditions of these populations.

Key-words: Trypanosoma cruzi. Triatomines. Chagas disease.


 

 

A doença de Chagas, também conhecida como tripanossomíase americana é considerada um problema de saúde pública em 17 países latino-americanos. Cerca de 10 a 12 milhões de pessoas estão infectadas com o Trypanosoma cruzi, sendo esta uma das principais doenças transmitidas por insetos triatomíneos, na América Latina e endêmica em vários estados do México7 24.

No México, existem 33 espécies de triatomíneos10 dos quais 18 têm sido encontradas infectadas naturalmente por Trypanosoma cruzi22 26. No Estado de Jalisco, tem-se conhecimento destes insetos em decorrência de estudos realizados por Magallón-Gastélum e col16 e Martinez-Ibarra e col17 mostrando sua distribuição estadual e sua relação com a infecção natural, considerando os complexos Phylosoma e Proctata os mais importantes no processo de transmissão do Trypanosoma cruzi16 17. A distribuição destes complexos está relacionada com índices de dispersão, infestação e infecção por Trypanosoma cruzi junto a fatores ecológicos e, sobretudo, aos hábitos domiciliares do inseto e à presença da doença de Chagas1 2 16 26. Têm-se descrito em alguns municípios deste estado índices elevados de infestação que variam de 26,1% a 58,3%, colonização de triatomíneos no peridomicílio de 58,3% a 85,7% e infecção por Trypanosoma cruzi de 41,2% a 60,2%, os quais aumentam durante a temporada seca16.

Estudo realizado em 124 municípios do estado de Jalisco, entre 1987-1994 demonstrou uma soroprevalência da doença de Chagas na população geral de 18% em 124 municípios5. Recentemente, Yerenas e cols25, no ano de 2006, encontraram no município de La Barca, Jalisco, uma soroprevalência de 21,6% na população rural25.

Devido ás elevadas taxas de prevalência de anticorpos na população de diferentes áreas do estado de Jalisco, aos elevados índices de infestação, colonização e infecção dos triatomíneos pelo Trypanosoma cruzi, nosso grupo de pesquisa realizou um estudo transversal, descritivo e observacional na região Ciénega, considerada montanhosa, localizada neste mesmo estado com objetivo de avaliar a prevalência de triatomíneos infectados pelo Trypanosoma cruzi, sua sazonalidade e distribuição nesta região.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A região Ciénega apresenta uma superfície total de 4.892km2 equivalente a 6,1% da superfície do Estado de Jalisco. A altitude da região é de 1.564m ao nível do mar (manm), com alturas mínimas de 1.520 manm nos municípios de Poncitlán e La Barca e máximas de 1.780 manm no município de Degollado. A temperatura média regional é de 20,2ºC, com mínimas de 19,5ºC em Tuxcueca e Jocotopec e máximas de 21,1ºC em Atotonilco e Ayotlán, sendo seu clima semiquente a semi-seco. Esta região tem 463.039 habitantes, abrangendo um dos índices mais altos da população total do Estado de Jalisco20, representando uma densidade populacional de 94,65 habitantes/km2 (Figura 1).

 

 

Foi realizada uma busca de triatomíneos peri e intradomiciliar durante o período de janeiro de 2005 a junho de 2007 em 13 municípios da região: Atotonilco, Ayotlán, Chapala, Degollado, Jamay, Jocotepec, La Barca, Ocotlán, Poncitlán, Tizapán, Tototlán, Tuxcueca, Zapotlán del Rey (Tabela 1).

 

 

A coleta foi manual com auxílio de pinças e lâmpadas, não sendo utilizadas armadilhas. O tempo de captura foi de aproximadamente uma hora/homem/casa15. Os triatomíneos coletados foram colocados em recipientes de plástico rotulados com endereço e data da captura e enviados para identificação e diagnóstico de Trypanosoma cruzi ao laboratório de Secretaria de Salúd Jalisco. A identificação dos triatomíneos foi realizada utilizando os critérios da classificação de Triatoma do México de Lent & Wigodzinski14. A freqüência de captura nos municípios foi uma vez a cada 30 dias, e os endereços foram selecionados utilizando a tabela de números aleatórios. Ao todo, foram analisados 340 (10%) domicílios.

A procura do Trypanosoma cruzi nas fezes dos triatomíneos foi realizada pelo exame á fresco pela compressão do abdômen e pelo esfregaço corado pelo Giemsa para identificação morfológica dos parasitas16.

O cálculo dos índices entomológicos de distribuição geográfica foi realizado de acordo com a definição da Organização Mundial de Saúde (WHO)24 onde se considera o índice de infecção natural (número de triatomíneos infectados x 100/número de triatomíneos capturados) e índice de infestação (número de unidades domiciliares com presença de triatomíneos x 100/número de unidades domiciliares pesquisadas).

A análise estatística foi realizada utilizando o método de qui-quadrado de Fisher para comparação entre a prevalência das diferentes espécies de triatomíneos capturados (p<0,05). Os dados foram analisados com o auxílio dos programas Statistica, 6.0 e Statview for Windows.

 

RESULTADOS

Foram coletados no período de 2005-2007 um total de 328 exemplares em 13 municípios da região Cienega: Atotonilco (23), Ayotlán (16), Chapala (10), Degollado (12), Jamay (16), Jocotepec (34), La Barca (83), Ocotlán (18), Poncitlán (46), Tizapán (10), Tototlán (2), Tuxcueca (32), Zapotlán del Rey (26) (Tabela 1).

A porcentagem de exemplares coletados em 2005 foi de 38,4%, em 2006 de 45,1% e em 2007 de 16,4%, sendo La Barca, Poncitlán, Jocotepec e Tuxcueca os que apresentaram o maior índice de captura 59,4% (195/328). A prevalência de triatomíneos foi: Triatoma longipennis 182/328 (55,4%) que apresentou um índice de infestação de 18,7% na área intradomiciliar urbana, 26,9% na área intradomiciliar rural e 53,8% na região peridomiciliar rural. Triatoma barberi 50/328 (15,2%), com índice de infestação de 3,3% na área intradomiciliar urbana, 3,9% na área intradomiciliar rural e 19,2% na região peridomiciliar rural e foram capturadas 98 (29,8%) ninfas sp, sendo 6% encontradas na área intradomiciliar urbana, 6,6% na área intradomiciliar rural e 41,2% na região peridomiciliar rural (Tabela 2). Os maiores índices de captura de triatomíneos foram observados nos meses de abril, maio e junho, correspondendo ao período de fim do inverno, época da seca e período anterior às chuvas (Figura 2 e Tabela 3).

 

 

 

 

Dos 328 triatomíneos capturados, 188 (57,3%) apresentaram infecção natural por Trypanosoma cruzi, sendo encontrados positivos na região rural 102/147 (53,4%) Triatoma longipennis, 35/43 (81,3%) Triatoma barberi e 22/87 (25,2%) ninfas; na região urbana 22/35 (62,8%) Triatoma longipennis, 6/7 (85,7%) Triatoma barberi e 2/11 (18,1%) ninfas sp. Foi capturado apenas um exemplar de Triatoma dimidiata no município de La Barca, o qual se encontrava positivo para Trypanosoma cruzi (Figura 3).

 

 

DISCUSSÃO

O sucesso do controle vetorial na América do Sul diminuiu o número de pessoas infetadas de 16-18 milhões (1991) para 10-12 milhões (1999). A transmissão da doença foi controlada em alguns países como Uruguai, Chile e em alguns estados brasileiros e quatro províncias argentinas18 23. No entanto, em países da América Central e México cerca de 2,3 milhões de pessoas se encontram infetadas, com uma incidência anual de 70 mil indivíduos24.

O México não possui um programa efetivo em relação aos aspectos de diagnóstico, vigilância, prevenção e controle da doença, havendo poucos trabalhos publicados sobre o mesmo6 7.

A realização de diversos estudos na região oeste do Estado de Jalisco, México, tem mostrado que a invasão de triatomíneos de hábitos peridomiciliar na área domiciliar, ocorre na época de seca, antecedendo ao período chuvoso. Este fator representa um elevado risco de transmissão de Trypanosoma cruzi, o que pode acarretar um aumento da infecção nas populações urbanas e rurais que estão dentro da área de distribuição2 15 16 17.

Em nosso trabalho observamos que á época de maiores índices de captura ocorriam no período anterior as chuvas. Estudos têm demonstrado que a temperatura é o principal fator para o desenvolvimento acelerado do ciclo biológico dos triatomíneos. Temperaturas baixas influenciam o processo de embriogênese e o desenvolvimento das mudas, retardando o seu ciclo evolutivo. Já as temperaturas elevadas ocasionam desidratação e elevada mortalidade, diminuindo a densidade dos mesmos. As mudanças climáticas obrigam os triatomíneos (silvestres e peridomésticos) a procurarem um novo abrigo, tornando a área domiciliar favorável para sua reprodução e aumentando, portanto, o risco de transmissão do parasita4.

Ao invadir os domicílios, os triatomíneos entram em contato com lugares propícios para sobrevivência e reprodução. As casas são geralmente construídas com barro, lâminas (asbesto, zinco, entre outras) e pau-a-pique, tornando o ambiente favorável para o encontro destes vetores4 24. Estes fatores justificam o alto (84,1%) índice de captura nos domicílios rurais, sendo que destes, 84,5% foram positivos para Trypanosoma cruzi (Figura 3). Estes dados podem justificar os achados de Yerenas e cols que detectaram uma soroprevalência de 21,6% na população rural do município de La Barca, Jalisco25.

O indicador de colonização por espécie não foi calculado porque algumas casas estavam infestadas com mais de uma espécie de triatomíneo e as ninfas são muito similares, não existindo chaves de classificação para diferenciá-las a nível espécie. Este mesmo fato ocorreu no trabalho realizado por Magallón-Gastélum e cols15, no ano de 2006. Em nosso estudo observou-se um comportamento contrário na positividade das ninfas sp quando comparado com as formas adultas (Triatoma longipennis e Triatoma barberi), sugerindo uma menor suscetibilidade ao parasito nos estádios jovens.

Os índices de infestação por triatomíneos em áreas intradomiciliar e peridomiciliar descritos neste trabalho são similares aos índices encontrados por outros estudos realizados em outras regiões do Estado de Jalisco2 22. Os indicadores de infestação (a maioria no ambiente peridomiciliar) podem ser justificados, provavelmente, pelo comportamento ornitofílico das espécies encontradas em nosso estudo, como mencionado por outros trabalhos15 16.

Triatoma dimidiata é o segundo vetor de maior importância na doença de Chagas nos países andinos (Colômbia, Equador e Venezuela), nos países da América Central (Nicarágua, Guatemala, Honduras, Costa Rica e Belize) e no México. Esta espécie se caracteriza pela sua capacidade de reinfestação das casas após tratamento com inseticidas. Os estudos de mobilidade indicam que tanto as ninfas como os adultos apresentam capacidade de deslocamento, influenciando diretamente nas estratégias de controle8 11 19 22. No México, o Triatoma dimidiata pode ser encontrado na península de Yucatán (Yucatán, Quintana Rôo), istmo de Tehuantepec, e ao longo do litoral do Golfo do México (Veracruz, Tabasco Campeche,) e do Oceano Pacífico (Chiapas, Oaxaca, Guerrero). Dumonteill & Gourbière9 demonstraram que, no estado de Yucatán, o Triatoma dimidiata era mais abundante nos domicílios nos meses de abril a junho (correspondentes á época de calor), apresentando maiores índices de infecção por Trypanosoma cruzi e sugerindo um maior risco de transmissão neste período9. Este triatomíneo é considerado um dos melhores transmissores do Trypanosoma cruzi apesar da baixa densidade populacional6 7 8 11 12 16 23, e de ser considerada como uma das espécies de maior adaptabilidade aos diferentes habitats12 16 26. Não se tem registros de Triatoma dimidiata em regiões montanhosas do centro do país. Em nosso trabalho foi encontrado apenas um exemplar de Triatoma dimidiata, o qual era positivo para Trypanosoma cruzi. Este é o primeiro registro desta espécie positivo na região Ciénega, sugerindo que este vetor esteja se adaptando a novos ecótopos, tornando-se um candidato para transmissão do parasita.

Martinez-Ibarra e cols17 consideram o Triatoma longipennis como principal transmissor do Trypanosoma cruzi por ser encontrado em grandes quantidades e apresentar índices de infecção natural mais alto quando comparado a outras espécies16. Nosso estudo demonstra que esta espécie foi a mais abundante, porém, o Triatoma barberi apresentou maior índice de infecção natural.

Em resumo, nosso trabalho mostra que na região Ciénega, Estado de Jalisco, o índice de triatomíneos positivos para Trypanosoma cruzi é elevado (57,3%) quando comparado com outras regiões do mesmo estado, sendo a maior freqüência nos meses de abril, maio e junho correspondendo à época da seca. Demonstramos que as duas espécies mais importantes são Triatoma longipennis e Triatoma barberi sendo a primeira mais abundante e a segunda caracterizada por apresentar maior índice de positividade. Além disso, registrou-se o primeiro achado de Triatoma dimidiata positivo nesta região. Os altos índices de infecção dos vetores capturados sugerem uma elevada exposição das pessoas ao Trypanosoma cruzi.

 

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Endereço para correspondência:
Dr. Luis Eduardo Ramirez
Laboratório de Parasitologia/UFTM
Av. Getúlio Guaritá s/n, Bairro Abadia
38025-440 Uberaba, MG
Tel: 55 34 3318-5258
e-mail: parasito_fmtm@mednet.com.br

Recebido para publicação em: 21/11/2007
Aceito em: 09/05/2008