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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682On-line version ISSN 1678-9849

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.41 no.4 Uberaba July/Aug. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822008000400008 

ARTIGO ARTICLE

 

Preferência alimentar de Lutzomyia longipalpis (Lutz & Neiva, 1912) em área de transmissão de leishmaniose visceral em Mato Grosso

 

Feeding preference of Lutzomyia longipalpis (Lutz & Neiva, 1912) in transmission area of visceral leishmaniasis in Mato Grosso

 

 

Nanci Akemi MissawaI,II; Elias Seixas LorosaIII; Edelberto Santos DiasII

ILaboratório de Entomologia, Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso, Cuiabá, MT
IILaboratório de Leishmanioses, Centro de Pesquisas René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz, Belo Horizonte, MG
IIIDepartamento de Entomologia, Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O estudo dos hábitos alimentares e do conteúdo intestinal dos flebotomíneos permite a identificação dos hospedeiros, indicando os potenciais reservatórios das leishmanias. Este trabalho objetivou determinar a preferência alimentar de Lutzomyia longipalpis e sua relação com a transmissão da leishmaniose visceral. As capturas mensais foram realizadas em área de transmissão de leishmaniose visceral, município de Várzea Grande, Estado de Mato Grosso, no período de janeiro de 2004 a junho de 2006, utilizando-se armadilhas de luz CDC. Foram capturadas 2.376 fêmeas de Lutzomyia longipalpis, das quais 104 (4,4%) estavam ingurgitadas, sendo 32 (30,8%) capturadas no intradomicílio e 72 (69,2%) no peridomicílio. Após reação de precipitina, observou-se que as fêmeas de Lutzomyia longipalpis alimentaram-se preferencialmente em aves (30,8%) e roedores (21,2%), mas também foram encontradas fêmeas alimentadas de sangue de humanos, gambás, bois, cavalos e cães, demonstrando o caráter oportunista da espécie.

Palavras-chaves: Lutzomyia longipalpis. Leishmaniose visceral. Preferência alimentar. Teste de precipitina.


ABSTRACT

Studies on the feeding habits and intestinal content of sandflies make it possible to identify hosts, thereby indicating potential reservoirs for Leishmania. The present study had the aim of determining the feeding preferences of Lutzomyia longipalpis and its relationship with the transmission of visceral leishmaniasis. Specimens were caught every month in a transmission area of visceral leishmaniasis, in the municipality of Várzea Grande, State of Mato Grosso, from January 2004 to June 2006, using CDC light traps. 2,376 females of Lutzomyia longipalpis were caught, of which 104 (4.4%) were engorged. Among these, 32 (30.8%) were caught inside homes and 72 (69.2%) in areas surrounding homes. From the precipitin reaction, it was observed that Lutzomyia longipalpis females fed preferentially on birds (30.8%) and rodents (21.2%), but they were also found to have fed on blood from humans, opossums, oxen, horses and dogs, thus demonstrating the opportunist nature of this species.

Key-words: Lutzomyia longipalpis. Visceral leishmaniasis. Host preference. Precipitin test.


 

 

A leishmaniose visceral (LV) possui distribuição mundial, sendo encontrada nas Américas, África, sul da Europa, Ásia e Oriente Médio13. Nas Américas, a LV ocorre desde o México até a Argentina, sendo que o Brasil contribui com 90% dos casos do continente12 24 27. Nesse continente, as leishmanioses têm algumas características epidemiológicas comuns, ocorrendo em pessoas residentes em áreas rurais ou que tiveram contato com habitats silvestres. As mudanças no comportamento humano, as alterações do ambiente, ou ambas, podem ter um maior impacto na prevalência e no padrão de transmissão da LV11.

No Brasil, a doença atinge as populações rurais de todos os estados, inclusive Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul16, sendo que o primeiro caso humano foi registrado em 1913 em Mato Grosso3. Apesar da conhecida subestimação de casos, o Brasil registrou um aumento na incidência da doença nos últimos 20 anos7. A leishmaniose visceral constitui um problema crescente de saúde pública no país e encontra-se em franca expansão geográfica. Levantamento feito no período de 1994 a 2002 mostrou que a doença está distribuída em 19 estados e em 1.551 municípios. Atualmente, têm sido registrados aproximadamente 3.000 casos/ano no país, com letalidade média de 8% a 10%10.

As alterações ambientais ocasionadas pelo homem e, como conseqüência, a dispersão de animais silvestres que serviam como fonte de alimentação aos insetos, causam a adaptação de muitas espécies a diferentes ambientes9. A proximidade do homem a zonas de floresta e a criação de animais domésticos atraem um grande número de espécies de flebotomíneos ao peridomicílio. Uma vez atraídos, eles se estabelecem nessas áreas e representam um perigo constante como vetores de Leishmania, podendo manter o ciclo de transmissão entre animais domésticos e humanos5 17 26.

A infecção do vetor Lutzomyia longipalpis ocorre pela ingestão, durante o repasto sanguíneo, das formas amastigostas de Leishmania (Leishmania) infantum chagasi presentes na derme do hospedeiro infectado, as quais passarão a evoluir no trato digestivo anterior do inseto para formas promastigotas21. Ao exercer o repasto sanguíneo sobre um hospedeiro não infectado, o flebotomíneo inocula as formas promastigotas infectantes presentes em seu trato digestivo anterior23, diferenciando-se em amastigotas que se disseminam pelos tecidos dos vertebrados30.

Esses insetos alimentam-se de uma grande variedade de hospedeiros vertebrados, entre eles o homem18. O estudo do comportamento alimentar e do conteúdo intestinal dos flebotomíneos permite a identificação dos hospedeiros, indicando os potenciais reservatórios das leishmanias.

O presente estudo teve como objetivo determinar a preferência alimentar de Lutzomyia longipalpis e sua relação com a transmissão da LV no município de Várzea Grande, Estado de Mato Grosso.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O município de Várzea Grande (Figura 1) é a cidade industrial do Estado de Mato Grosso com população de 214.842 habitantes, extensão territorial de 949,53km2 e altitude de 185m, localiza-se entre as coordenadas 15º32'30" latitude sul e 56º17'18" longitude oeste. Geograficamente, localiza-se na mesorregião centro-sul do Estado, microrregião Cuiabá e possui clima tropical quente e subúmido e precipitações de 1.750mm, com maior intensidade nos meses de janeiro, fevereiro e março. A temperatura média anual é de 24ºC, sendo a máxima de 42ºC, e a mínima de 0ºC. Entre as principais atividades econômicas destacam-se a indústria de transformação e comércio forte. A agricultura é de subsistência e a pecuária é pelo sistema de cria, recria e corte8.

 

 

As coletas foram realizadas em área de transmissão de LV, localizada no município de Várzea Grande, MT, no período entre janeiro de 2004 e junho de 2006, com armadilhas de luz CDC25. As armadilhas foram instaladas, mensalmente, durante quatro noites consecutivas, em 10 residências, sendo duas por residência, uma no peridomicílio (quintal e/ou abrigos de animais) e a outra no intradomicílio (quarto/dormitório).

Os insetos capturados foram sacrificados com acetato de etila e as fêmeas ingurgitadas foram congeladas a -7ºC para paralisação do processo digestivo. Posteriormente, foram dissecadas para triagem e confirmação da espécie Lutzomyia longipalpis. No teste de precipitina, realizado no Departamento de Entomologia do Instituto Oswaldo Cruz/FIOCRUZ, o conteúdo do tubo digestivo de cada fêmea foi triturado em solução salina a 0,85% e o macerado foi resfriado, durante 12 horas, à temperatura de 4 a 8ºC. Depois de centrifugado por 5 minutos a 1.500rpm, o sobrenadante foi confrontado com anti-soros de boi, cão, cavalo, porco, roedor, ave e homem, segundo metodologia específica14.

 

RESULTADOS

Foram capturadas 2.376 fêmeas de Lutzomyia longipalpis no período da pesquisa, das quais 104 foram encontradas ingurgitadas, representando 4,4%. Das 104 fêmeas de Lutzomyia longipalpis ingurgitadas, 32 (30,8%) foram capturadas no intradomicílio e 72 (69,2%) no peridomicílio.

A Tabela 1 apresenta a reação do conteúdo intestinal das fêmeas ao teste de precipitina, onde podemos observar a alimentação exclusiva em determinado hospedeiro ou mista em diferentes hospedeiros.

 

 

As fêmeas de Lutzomyia longipalpis alimentaram-se preferencialmente em aves (30,8%) e roedores (21,2%), mas também foram encontradas fêmeas alimentadas de sangue de humanos, gambás, bois, cavalos e cães (Figura 2).

 

 

DISCUSSÃO

A busca por fontes de alimentação é uma resposta comportamental que afeta a reprodução e a densidade populacional das espécies de flebotomíneos. Assim, dependendo do seu grau de adaptação às condições ambientais modificadas pelo homem, algumas espécies podem ser mais facilmente encontradas em ambientes peridomiciliares4.

Em Várzea Grande, observou-se a preferência alimentar de Lutzomyia longipalpis por aves, sendo que essa atração também foi observada no estado do Rio de Janeiro2 e em Porteirinha/MG4. Na Serra da Bodoquena/MS, 72% de Lutzomyia longipalpis capturados foram reagentes para aves mediante técnica imunoenzimática do Elisa15, embora a associação entre a infecção de Leishmania (Leishmania) chagasi e a presença de galinhas ou galinheiros no estado de Minas Gerais não tenha sido observada19.

O considerável número (13,5%) de fêmeas de Lutzomyia longipalpis alimentadas com sangue humano, seja exclusivamente ou combinado com sangue de outros animais (ave e cão), evidencia o caráter antropofílico da espécie. O caráter oportunista, podendo sugar ampla variedade de vertebrados, foi também relatado em Porteirinha/MG4, onde foi observada a preferência de fêmeas de Lutzomyia longipalpis por aves e cavalos, mas também se alimentando de sangue de roedores, cães, bois e do homem. O caráter eclético foi observado também no município de Raposa/MA22.

Em pesquisa de preferência alimentar, com oferta de diferentes animais para o repasto sanguíneo, observou-se que o cavalo atraiu mais insetos que os outros animais ofertados, pois 95% de todos os flebotomíneos capturados neste animal eram Lutzomyia longipalpis28.

A atração de Lutzomyia longipalpis por cães foi destacada na Costa Rica29, o que não foi observado nesta pesquisa e em outros trabalhos20. Apesar da baixa porcentagem (4,8%) de fêmeas que se alimentou em cães, a presença de gambás no peridomicílio, atuando como um elo entre os ciclos doméstico e silvestre pode aumentar o risco da infecção canina em 2,6 vezes6.

A fonte alimentar dos vetores propicia informação sobre a preferência por hospedeiros em circunstâncias naturais. A intensidade da antropofilia é um dos fatores essenciais na avaliação da capacidade vetorial, enquanto a atração por outros hospedeiros pode dar respostas sobre a associação entre vetores potenciais e reservatórios naturais1, permitindo o planejamento de estratégias de prevenção e controle da LV.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos aos técnicos do Laboratório de Entomologia e do Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana da Secretaria de Saúde de Mato Grosso pelos trabalhos de campo e aos moradores das casas pesquisadas no município de Várzea Grande/MT pela valiosa colaboração.

 

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Endereço para correspondência:
Dr. Edelberto Santos Dias
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Recebido para publicação em 24/04/2007
Aceito em 08/07/2008
Órgãos Financiadores: SES/MT e FIOCRUZ

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