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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682On-line version ISSN 1678-9849

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.41 no.6 Uberaba Nov./Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822008000600016 

ARTIGO ARTICLE

 

Leishmaniose tegumentar americana em municípios da região noroeste do estado do Paraná: utilização de sensoriamento remoto para análise do tipo de vegetação e os locais de ocorrência da doença

 

American cutaneous leishmaniasis in municipalities in the northwestern region of Paraná State: use of remote sensing for analysis of vegetation types and places with disease occurrence

 

 

Sandra Mara Alessi Aristides ArraesI; Renata Tonon VeitII; Marcos Vinícius Zandonadi BernalII; Tânia Cristina Alexandrino BeckerIII; Marcos Rafael NanniIV

IDepartamento de Análises Clínicas, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR
IIAcadêmicos do Curso de Farmácia, Estagiária Projeto Iniciação Científica (PIC) Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR
IIIFaculdade Integrado de Campo Mourão, Campo Mourão, PR
IVDepartamento de Agronomia, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A leishmaniose tegumentar americana, doença endêmica da região noroeste do Paraná, é transmitida por flebotomíneos ao homem e a animais como cães, tatu, gambá e roedores silvestres. A doença vem ocorrendo em locais de derrubadas de matas e às margens de rios e lagoas com vegetação arbórea, onde o homem entra em contato com o inseto infectado. Esta doença constitui-se num problema de saúde pública devido à ocorrência de surtos epidêmicos em todo o Paraná. Em decorrência da importância de se conhecer áreas endêmicas, este trabalho utilizou dados de fichas epidemiológicas de pacientes atendidos no período de 1999 a 2004 associado às áreas de desmatamento identificadas por técnicas e produtos de sensoriamento remoto por satélite. Os resultados mostraram que a ocorrência de casos em municípios da região coincidem com as prováveis áreas supostas de infecção dos pacientes.

Palavras-chaves: Leishmaniose tegumentar americana. Epidemiologia. Sensoriamento remoto por satélite. Tipo de vegetação.


ABSTRACT

American cutaneous leishmaniasis, an endemic disease in the northwestern region of Paraná, Brazil, is transmitted by phlebotomines to man and animals like dogs, armadillos, opossums and wild rodents. This disease has been occurring in places where forests have been felled and on the banks of rivers and lakes with arboreal vegetation, where man comes into contact with infected insects. This disease is a public health problem because of the occurrence of epidemic outbreaks throughout Paraná. Because of the importance of finding out about endemic areas, this study used epidemiological file data on patients attended between 1999 and 2004. These data were correlated with areas of forest felling that were identified by means of satellite remote sensing techniques and products. The results showed that the occurrences of cases in the municipalities of this region coincided with the presumed likely areas for patient infection.

Key-words: American cutaneous leishmaniasis. Epidemiology. Satellite remote sensing. Vegetation type.


 

 

A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é doença parasitária da pele e mucosas, causada por protozoários do gênero Leishmania. Cerca de 1,5 milhão de novos casos ocorrem anualmente no mundo27. Segundo o Ministério da Saúde é doença endêmica no Brasil, acometendo todos os estados16. No estado do Paraná, a LTA ocorre em 289 dos 399 municípios12 atingindo proporções epidêmicas especialmente nas regiões norte e oeste12 14 19 20 21. O diagnóstico laboratorial da LTA na região noroeste do Paraná é ralizado pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas da Universidade Estadual de Maringá (LEPAC/UEM), que desde 1986 até 2006, atendeu 3.631 pacientes suspeitos de LTA, principalmente encaminhados pela 15ª Regional de Saúde do Paraná19 (MVC Lonardoni: comunicação pessoal, 2007).

A leishmaniose tegumentar americana sendo uma zoonose de animais silvestres pode atingir o homem quando este entra em contato com focos zoonóticos, áreas de desmatamento e extrativismo e de colonização recente nas margens de rios e lagoas com vegetação arbórea4. Barreto e cols3 relataram também que a LTA tem sido verificada em áreas de colonização antiga onde existem matas residuais ou de segunda formação. As formas clínico-epidemiológicas das leishmanioses diferem de acordo com a região e o ambiente, compreendendo o clima, a topografia, a fauna de flebotomíneos e de mamíferos reservatórios, a flora, e as ações humanas sobre o meio ambiente2 8. A adaptação de flebotomíneos e de reservatórios silvestres nos ambientes antrópicos, propicia a formação do ciclo evolutivo da Leishmania no peridomicílio nas zonas rurais e urbanas, o que possibilita a infecção do homem e dos animais domésticos, sobretudo cães e eqüídeos, no peridomicílio1 13 17.

Beck e cols5 relataram que a temperatura, índice pluviométrico, umidade relativa e corrente de ar influenciam nos processos de doenças que podem ser afetados pelas mudanças climáticas. Segundo Forattini8, o estabelecimento de medidas que tenham como objetivo a profilaxia ou prevenção de um determinado agravo à saúde requer conhecimentos prévios da sua história natural. Os métodos atuais de controle da LTA são restritos aos ambientes peridomiciliares, como limpeza ao redor das casas e telas nas casas próximas das matas23. Estes métodos mostraram-se insuficientes, não acompanhando a demanda gerada pela taxa de crescimento e pela crescente ocupação das áreas de risco para a doença24.

Face às dificuldades no controle da doença, são evidentes as vantagens na utilização de recursos capazes de possibilitar uma visão mais abrangente da ocorrência e distribuição de casos de LTA por meio de técnicas e produtos como o sensoriamento remoto. Estas técnicas estão sendo utilizadas em saúde pública para estudos epidemiológicos, identificação e classificação do tipo de vegetação, monitoramento das variabilidades das características destas e organização das variáveis que influenciam a distribuição e abundância de vetores25. Os objetivos deste trabalho foram analisar a distribuição dos casos de LTA notificados pelas autoridades sanitárias da 15ª Regional de Saúde, Maringá, Estado do Paraná, no período de 1999 a 2004 e associar a ocorrência da LTA e o tipo de vegetação do ambiente do provável contágio e deste modo dar subsídios que possibilitem um melhor controle da transmissão da doença.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Fichas epidemiológicas. Foram utilizadas fichas de notificação epidemiológica dos 30 municípios que compreendem a 15ª Regional de Saúde do Paraná, sede Maringá (Figura 1), entre os anos de 1999 e 2004. Destas fichas foram retiradas as seguintes informações dos pacientes: sexo e idade; local provável da contaminação; procedência (rural ou urbana) e tipo de atividade exercida no momento da contaminação.

Imagens de sensoriamento remoto. Para estabelecimento das áreas vegetadas foram utilizadas imagens orbitais do sensor TM do satélite Landsat 7, donde extraíram-se as áreas vegetadas por meio da classificação supervisionada executada no sistema Spring6. Conforme relatado por Crósta7, o método consiste em obter da imagem, pontos conhecidos e representativos da vegetação presente. No sistema Spring é possível, por meio de algoritmos estabelecer essas áreas e representá-las cartograficamente dentro da região de estudo.

Cartografia base. Para a construção do banco de dados geográficos foi implantado, no sistema Spring, um projeto cujo box de trabalho estava inserido entre as coordenadas UTM com base no meridiano 51ºW.G. 350 - 433km e 7.366 - 7.511km do Equador. Das cartas planialtimétricas que cobriam a área de estudo foram extraídas, por meio de digitalização em mesa, a rede de drenagem e os limites dos municípios que compõem a 15ª Regional de Saúde, compondo-se a base cartográfica da área de estudo.

O processo de registro das imagens orbitais foi realizado pelo algoritmo mesa-imagem, conforme orientações do Inpe. Desta forma, as informações obtidas do processamento destas estariam automaticamente georreferenciadas.

Associação dos dados. Das fichas de notificação epidemiológica da 15ª Regional de Saúde do Paraná foram identificados os locais de maior ocorrência da LTA que foram associados com áreas de desmatamento obtidas pelos mapas de sensoriamento remoto.

Análise estatística. Para avaliação de correlação entre as áreas vegetadas e o número de pacientes afetados por unidade territorial de cada município foi utilizado o procedimento CORR e REG no programa estatístico SAS (SAS, 1992)18. Foram obtidos os coeficientes de correlação (r) e de determinação (r2) além das regressões lineares, para os níveis de 1 e 5 %, relacionando a área territorial e vegetadas e a ocorrência de pessoas infectadas.

Aspectos éticos. O trabalho foi desenvolvido de acordo com a Resolução 196/96 e complementares do CNS/MS e submetido ao Comitê Permanente de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (COPEP/UEM), tendo sido aprovado conforme Parecer nº098/2005.

 

RESULTADOS

Na Tabela 1 foram relacionados o sexo e a faixa etária dos 329 pacientes notificados pela 15ª Regional de Saúde do Paraná, entre os anos de 1999 e 2004. Foi observado que 255 (77,5%) pacientes eram do sexo masculino prevalecendo sobre o sexo feminino. A faixa etária mais atingida foi entre 21 e 40 anos com 138 (41,9%) pacientes de ambos os sexos. As bacias dos rio Ivaí e Bandeirantes do Norte/Pirapó foram os locais de maior número de casos, isto é, 75 (22,8%) e 80 (24,3%), respectivamente, seguidos do peridomicílio com 64 (19,4%). Dentre os 64 casos relatados com contaminação no peridomicílio, 15 ocorreram no rio Ivai e 26 nos rios Bandeirantes do Norte/Pirapó. Em outras localidades de provável contágio foram observados 96 (29,2%) casos e 14 (4,2%) pacientes não souberam informar o local de infecção.

Os municípios com maior incidência foram São Jorge do Ivaí (34 casos) e Doutor Carmargo (16 casos) (Tabela 2) que margeiam o rio Ivai e os municípios de Colorado (38 casos) e Lobato (23 casos) que margeiam os rios Bandeirantes do Norte/Pirapó (Tabela 3), coincidindo com a concentração de matas primitivas alteradas pelo desmatamento (Figura 2). Além destes municípios, Maringá (37 casos), Marialva (13 casos), Paiçandu (11 casos) e Mandaguari (9 casos) apresentaram os maiores números de casos na região.

 

 

 

 

Dos municípios que margeiam o rio Ivaí, São Jorge do Ivaí (2.615,4ha) e Ourizona (1.345,3ha), foram os que apresentaram maior área vegetada, seguidos de Floresta e Doutor Camargo (1.114 e 1.025,7ha, respectivamente), ficando Ivatuba com apenas 635,5ha de vegetação (Tabela 2).

Na região do sistema Pirapó/Bandeirantes, Mandaguaçu foi o município que apresentou maior área vegetada apresentando cerca de 2.600ha de cobertura vegetal representada por matas primitivas alteradas e capões. A seguir aparecem os municípios de Paranacity com 1.634,8ha, Santa Fé com 1.517,7ha, Lobato com 1.455,8ha, Munhoz de Melo com cerca de 734ha e, finalmente, Atalaia e Uniflor com as menores áreas vegetadas (552,5 e 734,5ha, respectivamente) (Tabela 3).

A Figura 2 mostra as matas remanescentes da região noroeste do Estado do Paraná, que estão próximas a rios e cidades pertencentes à área de abrangência da 15ª Regional de Saúde. Foi verificado que a quantidade de mata remanescente, destacada em pequenos polígonos verde-escuros, está distribuída por toda região, sendo que o tipo de vegetação que prevaleceu foi a arbustiva, podendo ser responsável pela manutenção do ciclo do inseto transmissor.

O gráfico apresentado na Figura 3 representa a correlação entre o número de casos constatado em cada município e a relação entre a área territorial municipal (AT) e a área vegetada remanescente (AV). Observa-se que, quanto menor a concentração de vegetação por unidade de área, ou seja, elevado valor da relação AT/AV, maior o número de casos constatados e vice-versa, como destacado anteriormente.

 


 

DISCUSSÃO

Segundo Teodoro e cols24 os casos diagnosticados pelo LEPAC/UEM, provêm na sua maioria de áreas da região norte do Paraná. No estado do Paraná resta muito pouco da vegetação primitiva, áreas estas, que vêm sendo desmatadas e ocupadas desde a década de 1940. A mata remanescente é constituída por mata densa, tipo tropical de transição para subtropical. Das florestas nativas restam poucas e esparsas manchas de vegetação, geralmente modificadas ao longo das bacias dos rios Ivaí, Paranapanema e Paraná, e seus afluentes.

Segundo Gomes e Neves9 se imaginaria que com o elevado grau de devastação e desenvolvimento de monoculturas variadas em espécies vegetais, a transmissão da leishmaniose tegumentar no estado de São Paulo reduziria a ocorrência para casos esporádicos em áreas de colonização antiga. Entretanto, nos últimos anos se observou crescimento vertiginoso dos casos autóctones, principalmente a partir de 1993. Sendo assim, do período de pós-devastação, a transmissão vem se caracterizando pela dispersão dos casos notificados, configurando formação de inúmeros microfocos da doença. No estado do Espírito Santo, o cultivo de bananais no peridomicílio, substituindo florestas naturais, gera modificação na epidemiologia da doença, proporcionando proteção contra a luz solar, manutenção da umidade e matéria orgânica no solo, aumentando assim a procriação do flebotomíneo e conseqüentemente alta densidade no peridomicílio4. Na região Amazônica, onde o tipo de mata constitui-se de vegetação densa de áreas tropicais chuvosas, as pessoas contaminadas são geralmente lavradores em atividades ocupacionais do tipo desmatamento ou extrativismo, e devido ao tipo de ambiente fica muito difícil o controle da doença11.

No total de 329 pacientes, houve a predominância do sexo masculino que podem estar relacionados com as atividades de lazer, principalmente pesca e acampamentos, e de agricultores nas atividades de preparo e cultivo do solo. O número elevado de crianças e mulheres com a doença indica que está ocorrendo também a transmissão domiciliar ou peridomiciliar da leishmaniose. Têm sido relatados também nesta região21 26, cães infectados e com títulos elevados de anticorpos anti-Leishmania, além de grandes densidades de flebotomíneos no domicílio ou peridomicílio de zonas rurais24.

Os casos notificados nas bacias dos rio Ivaí e Bandeirantes do Norte/Pirapó, concentrados geralmente entre as Cidades de São Jorge do Ivaí e Itambé e Colorado e Lobado, respectivamente, estão localizados em áreas de poucos capões de matas ao longo das margens dos rios. São nestas áreas que as prováveis contaminações ocorreram, onde o número de flebotomíneos é elevado24.

Estatisticamente observou-se forte correlação entre o número de pacientes e a relação área territorial municipal/área vegetada (Figura 3 A e B). Os valores de r2 para os municípios que se encontram na bacia dos rios Bandeirantes do Norte/Pirapó foi 0,23 e para a bacia do rio Ivaí foi 0,42. No entanto, quando se retira o município de Colorado da análise, o valor de r2 passa, para o conjunto de municípios da bacia dos rios Pirapó/Bandeirantes, ao valor de 0,45, ou seja, bem próximo ao valor na bacia do rio Ivaí.

A correlação negativa obtida informa que, quanto maior a área vegetada, menor a relação AT/AV, resultando em correlação negativa entre a variável independente (relação AT/AV) e a dependente (casos de LTA). Para o caso do município de Colorado, a relação AT/AV deveria ser em torno de 14,1, ou seja, as áreas vegetadas do município deveriam ser significativamente maiores (cerca de 2.900ha). No entanto, o município encontra-se, conforme observado na Figura 2, no entroncamento entre os rios Pirapó e Bandeirantes do Norte, estabelecendo uma associação favorável ao desenvolvimento dos flebotomíneos.

Municípios como Maringá, que apresentou grande número de casos têm, na zona urbana, reservas florestais e de animais silvestres, reservatórios naturais do parasita, como o Parque do Ingá22 e o Parque Borba Gato15, onde foram relatados casos de LTA.

Os resultados apresentados mostram que a ocorrência de casos de LTA nos municípios da Região Noroeste do Paraná coincidem com as prováveis áreas vegetadas do suposto contágio dos pacientes.

 

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Endereço para correspondência:
Drª Sandra Mara Alessi Aristides Arraes
Av. Colombo 5790, Zona 7
87020-900 - Maringá, PR
Tel: 55 44 3261-4878, Fax: 55 44 3261-4860
e-mail: smaaarraes@uem.br

Recebido para publicação em 26/03/2008
Aceito em 19/09/2008

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