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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.43 no.1 Uberaba Jan./Feb. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822010000100006 

ARTIGO ARTICLE

 

Influência da resposta inflamatória de fase aguda nos níveis séricos de retinol e da proteína de ligação do retinol em pacientes com AIDS

 

Influence of acute-phase inflammatory response on serum levels of retinol and retinol binding protein in HIV/AIDS patients

 

 

Fábio Fernandes NevesI; José Fernando de Castro FigueiredoII†; Alceu Afonso Jordão JúniorIII; Hélio VannucchiIII

IDepartamento de Clínica Médica, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP
IIin memorian, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP
III
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: a hiporretinolemia constitui fator prognóstico independente em pacientes com AIDS, e a atividade inflamatória causa redução dos níveis séricos deste nutriente na população em geral. Entretanto, faltam estudos que avaliem o impacto da atividade inflamatória sobre o nível sérico do retinol em pacientes com AIDS.
MÉTODOS:
foram avaliados transversalmente 41 pacientes internados por complicações da AIDS, que tiveram quantificados alguns marcadores de inflamação (proteína C reativa e fator de necrose tumoral alfa) e concentrações séricas de retinol e da proteína de ligação do retinol.
RESULTADOS: apesar da baixa (14,6%) prevalência de hiporretinolemia evidenciou-se correlação negativa dos marcadores de inflamação com os níveis séricos de retinol e de sua proteína de ligação nos pacientes com AIDS.
CONCLUSÕES: a atividade inflamatória de fase aguda está associada a baixos níveis séricos de retinol em indivíduos com AIDS.

Palavras-chaves: Vitamina A. AIDS. Retinol. HIV. Citocinas. Atividade inflamatória.


ABSTRACT

INTRODUCTION: Hyporetinolemia is an independent prognostic factor in AIDS patients. Inflammatory activity causes a reduction in the serum levels of this nutrient in the general population. However, there are no studies assessing the impact of inflammatory activity on the serum retinol level in AIDS patients.
METHODS: A cross-sectional assessment was conducted on 41 patients hospitalized due to AIDS complications. Inflammatory markers (C-reactive protein and tumor necrosis factor-alpha) and serum retinol and retinol binding protein concentrations were quantified.
RESULTS: Despite the low (14.6%) prevalence of hyporetinolemia, a significant negative correlation was observed between the inflammatory markers and the serum retinol and retinol binding protein levels in AIDS patients.
CONCLUSIONS: Acute-phase inflammatory activity is associated with low serum retinol levels in individuals with AIDS.

Key-words: Vitamin A. AIDS. Retinol. HIV. Cytokines. Inflammatory activity.


 

 

INTRODUÇÃO

A hipovitaminose A é bastante frequente na população de portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV-1)1,4. Um estudo realizado nos Estados Unidos da América observou a prevalência de 49,1% em pacientes internados por complicações da AIDS4.

A hiporretinolemia é fator independente de predição de morte4. A ocorrência de nível sérico de retinol inferior a 1,05µmol/L determina risco de óbito 3,5 a cinco vezes maior que os controles infectados pelo HIV-1 sem esta deficiência nutricional3.

Um estudo observacional brasileiro seguiu pacientes portadores de AIDS e demonstrou que níveis séricos de retinol inferiores a 1,60µmol/L implicam em risco de morte duas vezes maior em dois anos5.

A hipovitaminose A nos pacientes com AIDS pode ser justificada pela alta prevalência de anorexia, com conseqüente diminuição da ingestão desse nutriente e de seus precursores carotenóides. Além disso, inadequações alimentares crônicas com dieta pobre em retinol podem ser observadas em indivíduos portadores assintomáticos do HIV-12,6,7.

Outro fator importante na gênese da deficiência de vitamina A é elevada prevalência de diarréia crônica nos pacientes com AIDS, seja por ação do próprio HIV-1 na mucosa intestinal ou pela ocorrência de infecções secundárias8. Entretanto, observa-se hiporretinolemia em pacientes infectados pelo HIV-1, mesmo na ausência de diarréia crônica ou desnutrição protéica calórica9.

Para este grupo de pacientes a explicação pode estar na alta prevalência de atividade inflamatória de fase aguda, que diminui agudamente os níveis séricos do retinol. Em 2003, uma metanálise conduzida por Thurnham e cols concluiu que indivíduos com níveis séricos de proteína C reativa (PCR) superiores a 0,5mg/dL apresentavam concentrações de retinol no soro 25% menores que os controles com níveis séricos normais de PCR10.

A associação entre atividade inflamatória e hiporretinolemia pode ser explicada pela dificuldade na mobilização dos estoques hepáticos de vitamina A, visto que nesta situação ocorre importante redução na síntese da proteína de ligação do retinol (RBP)3,11,12.

Além disso, os indivíduos com AIDS excretam mais vitamina A na urina que os pacientes apenas soropositivos, e estes últimos mais que os controles normais13,14.

Provavelmente, a perda urinária deve-se à diminuição da capacidade do túbulo proximal de reabsorver proteínas de baixo peso molecular, como a RBP na vigência de elevada atividade inflamatória15-17.

O diagnóstico da hipovitaminose A, frequentemente, é realizado através da quantificação do retinol sérico, onde valores inferiores a 0,7µmol/L correlacionam-se com esta deficiência vitamínica10. A elevada frequência de estados inflamatórios em pacientes com AIDS pode gerar a redução transitória dos níveis séricos de retinol, e por conseqüência, a superestimação da prevalência de hipovitaminose A nesta população. O estudo da relação entre atividade inflamatória e retinol sérico pode contribuir na compreensão da hiporretinolemia dos pacientes com AIDS.

O presente estudo teve o objetivo de avaliar a correlação das provas de atividade inflamatória com as concentrações séricas de retinol e RBP em pacientes com AIDS.

 

MÉTODOS

Foi realizado estudo transversal com 41 pacientes adultos, com diagnóstico de AIDS, que estavam internados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto no período de dezembro de 2007 a junho de 2008.

O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição e todos os pacientes assinaram termo de consentimento informado.

A Tabela 1 mostra as características gerais dos pacientes incluídos no estudo.

 

 

Não foram incluídos no estudo os pacientes que estavam em uso de suplementação vitamínica, gestantes, portadores de insuficiência renal crônica ou aqueles que não apresentavam capacidade cognitiva de consentir a participação.

O retinol sérico foi quantificado por cromatografia líquida de alto desempenho, utilizando-se a técnica descrita por Arnaud cols18.

A quantificação da RBP foi feita por método imunoenzimático (Imunologic Consultants Laboratory®), a PCR foi quantificada por imunoensaio turbidimétrico (Dade Behring®)e o fator de necrose tumoral alfa (TNF) também foi quantificado por ensaio imunoenzimático (Quantikine® HS, R&D Systems®).

A análise estatística foi realizada com auxílio do programa Stata® versão 9.0. O nível de significância estatística adotado foi 0,05.

As variáveis sem distribuição normal foram expressas em termos de mediana, com valores máximos e mínimos. O teste de Mann-Whitney foi utilizado para a comparação de dois subgrupos e a correlação foi determinada pelo coeficiente de correlação de Spearman.

 

RESULTADOS

Os pacientes apresentavam baixo nível de controle clínico da AIDS, estando a maioria internada por infecções oportunistas (Tabela 1).

As infecções oportunistas observadas na presente casuística e a respectivas frequências foram: meningoencefalite por toxoplasma (9), diarréia crônica (7), tuberculose (5), infecção por micobactéria do complexo avium (5), infecção citomegálica (4), criptococose cerebral (3), pneumocistose pulmonar (2) e aspergilose sistêmica (1).

A mediana da quantificação sérica de TNF alfa foi 3,73pg/mL (0,11-20,73pg/mL). Também observamos níveis séricos elevados de PCR em 68,3% dos pacientes, com mediana de 2,61mg/dL (0,01-35,15mg/dL). Os pacientes com níveis de PCR superiores a 1,0mg/dL apresentaram retinol e RBP séricos significativamente inferiores em comparação aqueles sem este fenômeno inflamatório (Figura 1).

 

 

As provas de atividade inflamatória PCR e fator de necrose tumoral alfa se correlacionaram negativamente com os níveis séricos de retinol e RBP (Figura 2).

 

 

DISCUSSÃO

A associação entre elevada atividade inflamatória e história natural da AIDS tem sido demonstrada por diferentes pesquisadores.

Lau cols19 avaliaram a correlação entre níveis séricos de PCR e progressão da AIDS e observaram que valores de PCR superiores a 0,23mg/dL implicavam num risco 37% maior de desenvolvimento da síndrome19. Outro estudo demonstrou que concentrações séricas de PCR superiores a 1,0mg/dL implicaram em risco de morte 2,26 maior em mulheres infectadas pelo HIV-120. A presente casuística apresentou mediana dos níveis séricos de PCR superior a este ponto de corte, o que corresponde à elevada gravidade clínica observada nos pacientes.

A influência da atividade inflamatória sobre o retinol sérico tem sido bem documentada nas infecções agudas. Em 1996, Duggan cols21 avaliaram as concentrações séricas de retinol, RBP e PCR em 35 pacientes portadores de fibrose cística com exacerbação infecciosa pulmonar21. Durante o tratamento, ocorreu redução progressiva dos níveis séricos de PCR e elevação das concentrações de RBP e retinol. Efeito semelhante foi observado em crianças internadas por diarréia e malária15,22,23.

A associação entre atividade inflamatória de fase aguda e nível sérico de retinol foi avaliada em 400 mulheres quenianas HIV-1 soropositivas e 200 controles. Neste estudo, foi demonstrado que a infecção pelo HIV-1 e a presença de resposta inflamatória de fase aguda são fatores de risco independentes para o desenvolvimento de hipovitaminose A, com respectivos riscos relativos de 2,7 e 2,824.

Os dados do presente trabalho também evidenciam que a proteína C reativa e o fator de necrose tumoral alfa correlacionam-se negativamente com as concentrações séricas de retinol e RBP, sugerindo um efeito direto da resposta de fase aguda sobre a biodisponibilidade destes nutrientes.

Três mecanismos poderiam explicar a hipovitaminose A na vigência de elevada resposta inflamatória: 1) o aumento da produção hepática de proteínas de fase aguda, como a PCR, levaria à menor produção da RBP. Um trabalho experimental mostrou que a administração de lipopolissacarídeo de Pseudomonas aeruginosa leva à diminuição da transcrição do RNA mensageiro que codifica a síntese da RBP, mesmo com concentrações hepáticas normais de retinol25; 2) durante a inflamação ocorre alteração da permeabilidade capilar com extravasamento de proteínas de baixo peso molecular para o terceiro espaço26,27. Diante desta situação patológica, o complexo RBP-retinol poderia deixar o meio intravascular, gerando uma redução temporária do retinol plasmático28, e finalmente; 3) a inflamação poderia levar ao aumento da perda urinária de RBP e retinol, reduzindo os níveis séricos desta vitamina14,15,28.

Em resumo, este trabalho mostra que a proteína C reativa e o fator de necrose tumoral alfa correlacionam-se negativamente com as concentrações séricas de retinol e RBP, sugerindo um efeito direto da resposta de fase aguda sobre a biodisponibilidade destes nutrientes. Os níveis séricos de retinol e RBP devem ser interpretados com cuidado em pacientes infectados pelo HIV-1 na vigência de elevada atividade inflamatória, pois podem não refletir o estado nutricional de vitamina A.

 

CONFLITO DE INTERESSE

Os autores declaram não haver nenhum tipo de conflito de interesse.

 

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Endereço para correspondência:
Dr. Fábio Fernandes Neves
Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
Rua Bernardino de Campos 1000
14015-130 Ribeirão Preto, SP
Tel: 55 16 3602-1110
e-mail: fabioneves@hcrp.usp.br

Recebido para publicação em 08/04/2009
Aceito em 09/12/2009

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