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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.43 no.6 Uberaba Nov./Dec. 2010

https://doi.org/10.1590/S0037-86822010000600025 

ARTIGO ARTICLE

 

Aspectos ecológicos de flebotomíneos (Diptera: Psychodidae) em área urbana do município de Ponta Porã, Estado de Mato Grosso do Sul

 

Ecological aspects of Phlebotomines (Diptera: Psychodidae) in the urban area of Ponta Porã municipality, State of Mato Grosso do Sul, Brazil

 

 

Paulo Silva de AlmeidaI; Edima Ramos MinzãoI; Luiz Donizethe MinzãoI; Silvana Rosa da SilvaI; Ademar Dimas FerreiraI; Odival FaccendaII; José Dilermando Andrade FilhoIII

ILaboratório Regional de Entomologia, Núcleo Regional de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde, Dourados, MS
IICurso de Ciências Contábeis, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Dourados, MS
IIIColeção de Flebotomíneos, Centro de Referência Nacional e Internacional para Flebotomíneos, Centro de Pesquisas René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz, Belo Horizonte, MG

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: Neste trabalho, realizou-se análise faunística de flebotomíneos e levantamento dos índices de infestações (intra e peridomicílio) na área urbana de Ponta Porã/MS, de setembro de 2005 a agosto de 2007.
MÉTODOS: As coletas foram realizadas com armadilhas automáticas luminosas do tipo CDC, instaladas mensalmente durante três noites consecutivas, das 18h às 6h.
RESULTADOS: Foram capturados 3.946 flebotomíneos, pertencentes a oito espécies, com amplo predomínio de Lutzomyia longipalpis, apresentando os maiores índices de frequência, constância, abundância e dominância. Do total capturado, 82,9% foram de machos e 17,1% fêmeas. A média mensal de machos capturados (136,29 ± 152,01) foi significativamente maior que o número médio de fêmeas. Embora não tenham sido constatadas diferenças significativas, verificou-se que a incidência média de flebotomíneos no peridomicílio foi maior do que no intradomicílio. Uma análise de correlação revelou que três variáveis ambientais medidas (temperatura máxima, umidade relativa e precipitação pluviométrica), correlacionaram-se positivamente de forma significativa com a abundância de flebotomíneos.
CONCLUSÕES: Constitui-se motivo de alerta a predominância de L. longipalpis no município de Ponta Porã, visto que implica na possibilidade de surtos de leishmaniose visceral na área, pois essa espécie é o principal vetor da Leishmania chagasi no estado bem como em outras localidades do Brasil.

Palavras-chaves: Lutzomyia longipalpis. Leishmanioses. Análise faunística. Variáveis ambientais.


ABSTRACT

INTRODUCTION: The aim of this study was to carry out an analysis of urban phlebotomine fauna and a survey of infestations (intradomiciliary and peridomiciliary) in Ponta Porã municipality State of Mato Grosso do Sul.
METHODS: Sand flies were collected with automatic CDC light traps, installed monthly on three consecutive nights, from 18h to 6h, from September 2005 to September 2007.
RESULTS: A total of 3,946 phlebotomines, representing eight species, were captured, among which was a large predominance of Lutzomyia longipalpis, presenting high indexes of frequency, constancy, abundance and dominance. Of the total, 82.9% were males and 17.1% females. The monthly average number (136.29 ± 152.01) of males captured being, much larger than that of females. Although the average number of phlebotomines in the intradomicile was much larger than that in the peridomicile, there was no significant statistical difference. A positive correlation was found between the abundance of phlebotomines and the average daily maximum temperature, precipitation and relative atmospheric humidity.
CONCLUSIONS: The predominance of Lutzomyia longipalpis in Ponta Porã municipality is a reason for concern as regards the possibility of outbreaks of visceral leishmaniasis in the area, because this species is the main Leishmania chagasi vector not only in Mato Grosso do Sul but also nationwide.

Key-words: Lutzomyia longipalpis. Leishmaniasis. Faunistic analysis. Environmental variables.


 

 

INTRODUÇÃO

Os flebotomíneos são insetos noturnos ou crepusculares, tipicamente de matas; porém, devido à ação antrópica, os habitats desses insetos estão sendo modificados, havendo uma redução dos ambientes por eles utilizados. Portanto, as espécies de alguma forma resistem às condições adversas, conseguem explorar novos ambientes, aproximando-se cada vez mais dos peridomicílios1-3.

O conhecimento local e regional das espécies de flebotomíneos e de seus parâmetros populacionais são importantes, uma vez que esses dípteros são vetores naturais de leishmanioses, doenças consideradas como zoonoses por acometerem primariamente outros animais que não o homem, sendo que este pode estar envolvido de forma secundária4.

No Brasil, até o momento, duas espécies estão comprovadamente relacionadas com a transmissão da leishmaniose visceral: Lutzomyia longipalpis (Lutz & Neiva) e Lutzomyia cruzi (Mangabeira), sendo a primeira considerada como a principal espécie vetora de Leishmania chagasi e a segunda aparecendo apenas em alguns municípios até o momento5. Recentemente, L. cruzi foi detectada em 22 municípios do Estado de Mato Grosso6. Até o momento, o Estado de Mato Grosso do Sul registrou 39 municípios com a presença de L. longipalpis e em cinco municípios, Corumbá, Ladário, Bonito, São Gabriel do Oeste e Camapuã a presença de L. cruzi (PS Almeida: comunicação pessoal, 2009). Além das duas espécies, acima citadas, outras foram recentemente encontradas naturalmente infectadas com Leishmania chagasi7-10.

A realização de levantamentos da fauna de flebotomíneos é importante para ampliar o conhecimento das áreas de ocorrência desses insetos, subsidiar projetos conservacionistas, visto que a compreensão da dinâmica populacional desse grupo pode se revelar como importante fator para a implantação de políticas de controle epidemiológico11. O presente estudo teve como objetivo conhecer a fauna de flebotomíneos em ambiente urbano, verificando sua distribuição sazonal e realizando a análise de parâmetros faunísticos.

 

MÉTODOS

Área de estudo

O município de Ponta Porã está distante 326km da capital Campo Grande, localizado na região sudoeste do Estado de Mato Gosso do Sul, a 22° 32' 10" LS e 50° 43' 32" LO com uma altitude aproximada de 655m acima do nível do mar. O município faz fronteira com o Paraguai e possui uma área estimada em 5.329km2. Sua população está estimada em 72.207 habitantes12. O município de Ponta Porã pertence a bacia hidrográfica do Rio Paraná e possui vegetação característica de floresta estacional semidecidual.

Conforme relatórios obtidos pelo Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), Serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, entre 2004 e 2008, o município de Ponta Porã, registrou três casos humanos de leishmaniose visceral (LV) em ambiente urbano e está classificado como área de transmissão esporádica de LV. Com relação à leishmaniose tegumentar, no período de 2007 a 2009, o município de Ponta Porã registrou cinco casos da doença em área rural, sendo três casos no ano de 2008 e dois em 2009.

Coleta dos flebotomíneos

As coletas foram realizadas com armadilhas automáticas luminosas do tipo CDC, instaladas mensalmente durante três noites consecutivas, das 18h às 6h, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde4, no período de setembro de 2005 a agosto de 2007. A pesquisa foi realizada em seis pontos fixos (intra e peridomicílio) da área urbana do município de Ponta Porã. O ponto denominado ponto 1 está localizado no bairro Vila Verde, em uma residência próxima a mata ciliar do córrego São João, sendo que a armadilha do peridomicílio foi instalada em um galinheiro distante 50m da mata e a segunda armadilha no interior da residência. O ponto 2 localizou-se em uma residência no bairro Vila Dr. Rezende, também próximo a mata e do córrego São João, sendo que a armadilha do peridomicílio foi instalada em um canil, distante 50m da mata. O ponto 3 localizou-se em uma residência no centro da cidade, com a armadilha do peridomicílio também instalada em um canil. O ponto 4 delimitou-se em uma vila militar próximo a uma reserva florestal do exército, com a armadilha do peridomicílio localizada em um galinheiro distante 100m da mata. O ponto 5 localizou-se no bairro da Granja, também em uma residência com canil, e o ponto 6 ficou localizado no Jardim Aeroporto, uma residência com galinheiro. Procurou-se instalar as armadilhas do peridomicílio de todos os pontos sempre próximas a um galinheiro ou canil, e a do intradomicílio sempre no interior das residências.

Os insetos foram identificados13 e estão depositados na coleção do Laboratório Regional de Entomologia do município de Dourados/MS. A classificação utilizada seguiu a proposta por Galati14. Todas as abreviaturas para gênero apresentadas estão conforme Marcondes15

Dados meteorológicos

Os dados climáticos sobre temperatura (ºC), umidade relativa do ar (%) e índice pluviométrico (mm3), referentes ao período de estudo, foram obtidos junto ao Instituto Nacional de Meteorologia de Brasília (INMET), Estação Climatológica principal de Ponta Porã/MS.

Análises

A análise faunística foi baseada nos índices de frequência, constância, abundância e dominância conforme proposto por Silveira Neto cols16, considerando o número de machos e fêmeas de flebotomíneos capturados nas armadilhas.

A análise de diversidade foi calculada utilizando-se o índice de Shannon-Wiener (H). Para a verificação da riqueza de espécies relacionada ao esforço de coleta, os dados foram interpretados com a curva do coletor através do software Estimates17.

Para se verificar a flutuação populacional, foram utilizados os valores médios mensais de temperatura ambiente, de umidade relativa do ar e de precipitação pluviométrica, os quais foram confrontados com dados de abundância mensal dos flebotomíneos. Para se determinar as tendências da relação entre as abundâncias de flebotomíneos e as variáveis ambientais, durante o período de coletas, calculou-se o coeficiente de correlação de Spearman, pois as pressuposições de normalidade das variáveis não foi atendida.

Comparou-se o número médio de indivíduos entre os ambientes, utilizando-se o teste não-paramétrico U de Mann-Whitney, pois as pressuposições exigidas pelo modelo paramétrico não foram atendidas. Todas as análises estatísticas foram realizadas com nível de significância α < 0,05.

 

RESULTADOS

Foram capturados indivíduos representantes de oito espécies, pertencentes a cinco gêneros (Tabela 1). Dos 3.946 indivíduos examinados, 3.271 (82,9%) são machos com uma média mensal de 136,29 (desvio padrão = 152,01) e 675 (17,1%) fêmeas, média mensal de 28,13 (desvio padrão = 31,23), apresentando a razão sexual macho/fêmea de 4,8:1,0. L. longipalpis foi a espécie que apresentou maior variação, entre o número de machos (83,7%) e fêmeas (16,3%) sendo a razão sexual macho/fêmea de 5,1:1,0; seguida por Nyssomyia whitmani (Antunes & Coutinho) com razão sexual de 2,7:1,0.

Analisando o número total de indivíduos capturados nas armadilhas positivas, a média de machos capturados nas 288 amostras foi de 11,35 (± 36,89) e a média de fêmeas capturadas foi 2,35 (± 7,43). Aplicando-se o teste U de Mann-Whitney, verificou-se que houve um número médio de machos significativamente maior (Z = -2,66; p = 0,008), do que o número médio de fêmeas. Diferença observada tanto no intra como no peridomicílio (Tabela 2).

 

 

O índice de diversidade obtido foi H' = 0,175. Através da análise da curva do coletor (Figura 1), observou-se que os índices (riqueza observada e riqueza esperada) foram sempre próximos ao longo do estudo, indicando que o número de coletas realizadas possibilitou atingir a assíntota, confirmando assim o esforço de coleta realizado.

Análise dos parâmetros faunísticos - em relação a abundância, L. longipalpis apresentou-se como espécie muito abundante, Evandromyia cortelezzii (Brèthes) como espécie rara e as demais espécies foram comuns (Tabela 1). L. longipalpis, Evandromyia sallesi (Galvão & Coutinho) e N. whitmani apresentaram incidência constante (w), enquanto E. cortelezzii, foi classificada como espécie acessória (y); as demais foram acidentais (z). Lutzomyia longipalpis foi também a única espécie muito frequente (mf) e dominante (s) (Tabela 1).

Verificou-se que a incidência média de flebotomíneos no peridomicílio foi maior do que no intradomicílio; porém, não foram obtidos valores significativos (Tabela 2).

Analisando-se os dados por pontos, verificaram-se diferenças significativas dos pontos 1 e 2 em comparação com os pontos 3, 4, 5 e 6. Não foram observadas diferenças significativas entre os pontos 1 e 2 e também não se observou diferença significativa entre os pontos 3, 4, 5 e 6 (Tabela 3).

 

 

Através do teste de correlação de Spearman, verificou-se que a abundância dos flebotomíneos correlacionou-se positivamente de forma significativa com duas das três variáveis ambientais medidas (rs= 0,582; p = 0,003) temperatura máxima (rs= 0,412; p= 0,046) e umidade relativa.

Quando os fatores físicos analisados foram avaliados por estação, verificou-se que as maiores frequências de flebotomíneos ocorreram no verão-outono de 2006, entre janeiro e março, e início do outono de 2007, no mês de março (Figura 2).

 

 

DISCUSSÃO

Os resultados obtidos demonstraram grande variação entre o números de machos e fêmeas, com destaque para L. longipalpis. O maior número de indivíduos machos capturados com relação as fêmeas pode ser verificado também em outros estudos18-20.

A predominância de L. longipalpis em relação a outras espécies de flebotomíneos também é verificada em outros trabalhos do Estado de Mato Grosso do Sul19,20. Estes resultados corroboram os encontrados em Ponta Porã, onde L. longipalpis apresentou ampla predominância, uma vez que esta se destacou com os maiores índices nos parâmetros analisados.

Com relação a incidência de flebotomíneos no intra ou peridomicílio, obteve-se maior número de indivíduos capturados no peridomicílio, todavia essa diferença não foi significativa. Este resultado é corroborado pelos encontrados por Resende cols18, que em trabalho realizado em Minas Gerais, observaram não haver diferenças significativas entre intra e peridomicílio.

Embora não tenham sido verificados valores estatísticos significativos, entre a abundância de flebotomíneos e a precipitação pluviométrica, o gráfico de flutuação possibilita a verificação de uma relação desta com o período chuvoso, onde se observam valores crescentes na abundância dos flebotomíneos subsequentes aos picos de chuva. Levando-se em consideração este fato, e que a precipitação pode propiciar uma melhor condição ambiental para larvas e pupas dos flebotomíneos, uma vez que foi trabalhado no estudo com insetos adultos, realizou-se uma análise de correlação com os dados pluviométricos com um mês de defasagem, verificando-se com o mesmo uma correlação positiva e significativa (rs = 0,469; p = 0,024) entre os dados de abundância e precipitação pluviométrica.

Quanto à sazonalidade, verificou-se maior abundância de L. longipalpis na estação chuvosa. Estes dados também foram observados em várias regiões do Brasil18-22.

Analisando-se a curva de sazonalidade de L. longipalpis, obtida neste trabalho, sugere-se para o município de Ponta Porã, a utilização de dois ciclos anuais de aplicação de inseticida com intervalo de três a quatro meses, podendo efetuar o primeiro ciclo no início da estação chuvosa, preferencialmente no mês de setembro e o segundo no mês de janeiro do ano seguinte, conforme recomenda o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral4.

Os resultados obtidos nos pontos 1 e 2 no município de Ponta Porã estão de acordo com a literatura20, no que diz respeito a ecótopos próximos de galinheiros e áreas de matas nativas. A diferença no número de flebotomíneos capturado entre esses pontos e o ponto 4 se deve, provavelmente, à menor distância entre o local de exposição das armadilhas no peridomicílio nos pontos 1 e 2 e a mata quando comparada ao ponto 4.

A ocorrência de algumas espécies de flebotomíneos em áreas urbanas deve-se a capacidade desses insetos de se adaptarem onde ocorreram profundas modificações nos seus habitats naturais provocando a restrição de espaços ecológicos23. Como os municípios do Estado de Mato Grosso do Sul, apresentam grandes variações em sua vegetação nativa visto a grande demanda de extensas áreas para a agricultura e a pecuária, e o crescimento urbano em direção às áreas periféricas dos municípios, há um comprometimento das áreas naturais antes ocupadas pelos flebotomíneos, os quais têm se adaptado a essas mudanças, e tem sido cada vez mais frequente sua detecção nas áreas periféricas dos centros urbanos.

De acordo com as normas técnicas do Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral4, o município de Ponta Porã é classificado como área de transmissão esporádica de LV, não sendo indicado neste caso, o controle químico do vetor com inseticida residual. Entretanto, é necessário adotar outras medidas preventivas que permitam monitorar o comportamento do vetor e da saúde da população. Missawa e Lima6 afirmam que estas medidas preventivas tratam de um conjunto de atividades em saúde pública que engloba as informações necessárias para o conhecimento, sendo possível detectar precocemente as alterações, possibilitando direcionar e orientar a aplicação das ações objetivando atingir o máximo de eficácia.

A presença constante e em abundância elevada de L. longipalpis é motivo de alerta para a possibilidade de surtos de leishmaniose visceral no município de Ponta Porã, visto que essa espécie se apresenta como principal vetor no estado e em outras localidades do Brasil.

 

AGRADECIMENTOS

À equipe do Centro de Controle de Zoonoses de Ponta Porã: João Ademar Servin, Marcelino Ferreira da Silva, Raquel Bortolini e Alisson Cordeiro Marques.

 

CONFLITO DE INTERESSE

Os autores declaram não haver nenhum tipo de conflito de interesse no desenvolvimento do estudo.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Dr. Paulo Silva de Almeida
Lab. Regional de Saúde/NRS/SES
Rua Hilda Bergo Duarte 940, Centro
79806-020 Dourados, MS
Tel: 55 67 3421-4672; Fax: 55 67 3421-4111
e-mail: psilvadealmeida@yahoo.com.br

Recebido para publicação em 10/03/2010
Aceito em 06/10/2010

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