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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.44 no.3 Uberaba May/June 2011 Epub May 06, 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822011005000026 

Contaminação do solo por ovos de geo-helmintos com potencial zoonótico na municipalidade de Fernandópolis, Estado de São Paulo, entre 2007 e 2008

 

Soil contamination by eggs of soil-transmitted helminths with zoonotic potential in the town of Fernandópolis, State of São Paulo, Brazil, between 2007 and 2008

 

 

Alex Jones Flores CassenoteI, II; José Martins Pinto NetoII, III; Alba Regina de Abreu Lima-CatelaniIII, IV; Antônio Walter FerreiraI, V

IPrograma de Pós Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP
IIDisciplina de Epidemiologia, Fundação Educacional de Fernandópolis, Fernandópolis, SP
IIIDisciplina de Saúde Coletiva, Universidade Camilo Castelo Branco, Fernandópolis, SP
IVDepartamento de Genética e Reprodução, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, SP
VLaboratório de Soroepidemiologia e Imunobiologia, Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, São Paulo, SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: A concentração de cães e gatos em áreas urbanas, associada a um número cada vez mais crescente da população errante desses animais, tem um papel epidemiológico importante na contaminação de solos de praças e parques públicos e na disseminação de infecções por variados gêneros de parasitas. O objetivo do presente estudo foi determinar a frequência de geo-helmintos com potencial zoonótico em solo de praças públicas e escolas municipais infantis da Cidade de Fernandópolis, Estado de São Paulo, Brasil, no período compreendido entre março de 2007 e fevereiro de 2008.
MÉTODOS: Foram avaliadas todas as praças (32) e escolas (13) da cidade. As amostras foram testadas pelos métodos de Rugai adaptado, Willis e Caldwell e Caldwell.
RESULTADOS: Foram avaliadas 225 amostras de solo com 30,2% (68) de positividade. Nas amostras provenientes de praças públicas, a positividade foi de 40% (64), ao passo que, nas escolas, foi de apenas 6,1% (6). Os ovos de parasitas encontrados foram Toxocara spp. 79,3% (47), Trichuris spp. 13,8% (8) e ancilostomídeos 6,9% (4). Variáveis relacionadas ao local, como o número de cães (OR 21,18 - IC95%: 10,81-41,51), de espécimes de fezes (OR 6,87 - IC95%: 3,51-13,47) e a utilização de cerca (OR 0,1 - IC95%: 0,05-0,20) tiveram impacto na contaminação do solo.
CONCLUSÕES:
Foram observados, nas amostras contaminadas, parasitas com potencial zoonótico, entre os quais estão os agentes etiológicos de doenças como a larva migrans visceral e cutânea, fato que representa risco a saúde da população que frequenta tais ambientes.

Palavras-chaves: Contaminação do solo. Geo-helmintos. Toxocara spp. Zoonoses.


ABSTRACT

INTRODUCTION: The concentration of dogs and cats in urban areas, associated with an ever-increasing wandering population of these animals, has an important epidemiological role in the soil contamination of public spaces and the spread of infections of several types of parasites. This study aimed to determine the frequency of soil-transmitted helminths with zoonotic potential in public squares and municipal primary schools in Fernandópolis, State of São Paulo, Brazil, conducted between 2007 and 2008.
METHODS: All the squares (32) and schools (13) in the town were evaluated. Soil samples were tested using the Rugai method modified by Willis, Caldwell and Caldwell.
RESULTS: A total of 225 soil samples were evaluated and 30.2% (68) were positive for helminths. In samples from public squares, 40% (64) contamination was observed; however, contamination in schools was only 6.1% (6). The parasites eggs identified were Toxocara spp. 79.3% (47), Trichuris spp. 13.8% (8) and Ancylostomatidae 6.9% (4). Variables related to the site, such as the number of dogs (OR 21.18, 10.81 - 41.51), fecal samples (OR 6.87, 3.51 - 13.47) and the use of fences (OR 0.1, 0.05 - 0.20), had an impact on soil contamination.
CONCLUSIONS: In the contaminated samples, parasites with zoonotic potential were identified, including the etiologic agents of diseases like cutaneous and visceral larva migrans, a fact that poses a risk to health of the population that frequent such environments.

Keywords: Soil contamination. Soil-transmitted helminths. Toxocara spp. Zoonosis.


 

 

INTRODUÇÃO

A concentração de cães e gatos em áreas urbanas, associada a um número cada vez mais crescente da população errante desses animais, tem um papel epidemiológico importante na contaminação de solo de praças e parques públicos e na disseminação de infecções por variados gêneros de parasitas. Os nematóides, os cestóides e microorganismos eucariontes são correntemente descritos e, além do risco que pode significar a presença desses parasitas para a saúde dos animais, sua importância reside, sobretudo, em que, sob determinadas condições, podem ser transmitidos ao homem e também comprometer sua saúde1-3.

A contaminação de ambientes utilizados para a recreação infantil constitui grave problema de saúde pública, devido à possibilidade de transmissão de parasitoses como ascaridíase, teníase, ancilostomíase e, em especial, doenças como a larva migrans visceral e a larva migrans cutânea que, devido à peculiaridade do ciclo biológico de seus agentes etiológicos e agregadas à proximidade existente entre seres humanos e animais de estimação, se tornam agentes de doenças relativamente importantes, sob a ótica epidemiológica. Essas parasitoses podem ainda afetar o equilíbrio nutricional das crianças e gerar complicações como: obstrução intestinal, prolapso retal, distúrbios neurológicos e depauperamento físico e mental4-5.

A infecção pela larva migrans visceral (LMV), que tem como agentes principais os parasitas do gênero Toxocara, em especial Toxocara canis, ocorre devido à ingestão acidental de ovos embrionados desse parasito, que eclodem no intestino delgado liberando as larvas que penetram nas paredes desse órgão, entrando na circulação e atingindo órgãos, como o fígado, coração, pulmão, cérebro, músculos e os olhos. Como o parasita não alcança o seu desenvolvimento no tecido humano, causa severa reação inflamatória local, fenômeno que é a base patológica da doença5-8.

A larva migrans cutânea (LMC) refere uma dermatite provocada pela migração de larvas de nematódeos, no estrato epitelial da pele humana, sendo que, no Brasil, o Ancylostoma braziliense e A. caninum constituem os principais nematódeos envolvidos9-10. O objetivo do presente estudo foi determinar a frequência de ovos de geo-helmintos com potencial zoonótico em solo de parques de praças públicas e caixas de areia de escolas municipais infantis da Cidade de Fernandópolis-SP, no período compreendido entre março de 2007 e fevereiro de 2008.

 

MÉTODOS

Campo empírico da pesquisa e casuística avaliada

A pesquisa foi desenvolvida no município de Fernandópolis, que se localiza a noroeste do Estado de São Paulo, distando cerca de 560km da capital, 120km de São José do Rio Preto, 80km do limite do Estado de Minas Gerais e 85km do limite do Estado de Mato Grosso do Sul11.

A avaliação do solo de parques de praças públicas e caixas de areias de escolas municipais infantis foram realizadas por meio de um estudo ocorrido entre março de 2007 e fevereiro de 2008. Foram avaliadas todas as praças da cidade (32) e escolas municipais infantis (13) que dispunham de parques recreativos. De cada localidade avaliaram-se cinco amostras, totalizando um montante de 225. As amostras aptas para a colheita foram aquelas compostas por areia ou terra, ficando excluídos os locais cobertos com pedras, pedriscos, grama ou outro tipo de vegetação.

Colheita das amostras e análise laboratorial

A colheita do material se deu entre as 06h30min e 07h30min, pelo fato de haver pouco movimento de pessoas nas localidades avaliadas. As amostras foram colhidas com auxílio de uma pá de jardinagem, em cinco pontos distintos de maneira aleatória, dentro dos parques recreativos, conforme a metodologia utilizada por Santarém cols12. Foi respeitada a distância mínima de 2m de qualquer material fecal observado a fim de evitar contaminação da amostra de solo.

Foram retirados aproximadamente 250g da camada superficial do solo, com profundidade de, no máximo, 8cm. As amostras foram colocadas em sacos plásticos e mantidas sob refrigeração por, no máximo, uma hora até a análise laboratorial.

No ato da obtenção do material, foi preenchido ainda um instrumento de informações sobre algumas características do local avaliado em relação a: 1) número de cães circulando nas proximidades do parque ou caixa de areia; 2) número de espécimes de fezes próximos ao local de colheita; 3) tipo de solo; e 4) presença de cerca.

No laboratório, as amostras de solo foram processadas e analisadas por três métodos parasitológicos diferentes, sendo: o método de Rugai cols com adaptação para solo13 (sedimentação forçada após sedimentação espontânea), Willis14 (flutuação espontânea com cloreto de sódio) e Caldwell e Caldwell modificado15 (flutuação forçada com hipoclorito de sódio e dicromato de potássio). Foi considerada contaminada a amostra positiva para ovos de parasitos em, pelo menos, um método.

Análise estatística

Para avaliar a associação entre as variáveis estudadas, bem como a diferença de frequência de contaminação do solo, foi utilizado o teste de qui-quadrado de Pearson e qui-quadrado de tendência linear quando possível. O estimador de risco utilizado para estudar a magnitude das associações foi o odds ratio (razão de chance) com intervalos de confiança inferiores e superiores.

A análise múltipla foi realizada por meio de modelo linear generalizado (MLG) com função de ligação logit, método de parâmetro de estimação híbrido, levando em consideração a distribuição binomial. Todas as análises levaram em consideração um intervalo de confiança (IC) de ± 95% e foram desenvolvidas com auxílio do software PASW 18 (SPSS, IBM Company Headquarters, Chicago, USA, 2010).

 

RESULTADOS

Das 225 amostras de solo avaliadas, 71% (160) foram provenientes de parques de praças públicas e 29% (65) de caixas de areia de escolas municipais infantis. A frequência pontual de contaminação do solo foi de 30,2% (68). Observaram-se ovos de geo-helmintos em 40% (64) das amostras provenientes de parques de praças públicas, ao passo que, nas escolas, a positividade foi de 6,1% (6), com diferença estatística significativa (p < 0,000) (Tabela 1).

 

 

Ao avaliar a contaminação dos locais de estudo, observou-se que 75% (24) das praças foram positivas, enquanto nas escolas a positividade foi de 23% (3). Os ovos de parasitas encontrados foram de Toxocara spp. com 79,3% (47), Trichuris spp. com 13,8% (8) e ancilostomídeos com 6,9% (4) (Figura 1).

 

 

Nas escolas, não foi observada nenhuma outra espécie de parasito, além de Toxocara spp. em, no máximo, um ovo não embrionado por amostra, representando uma positividade de 9,2% (6). Já no solo proveniente dos parques de praças públicas, verificou-se positividade acentuada para Toxocara spp. 25,6% (41), com mais de um ovo por amostra avaliada e presença de ovos larvados em 12,1% (5) das amostras positivas.

Verificou-se, em relação ao número de cães observados nas proximidades do local, impacto significante na contaminação do solo (p < 0,000). Observa-se, na Tabela 2, que a maior chance de positividade evidenciada ocorreu para a categoria entre 1 e 4 cães, onde o odds ratio bruto foi de 21,18 (10,81-41,51).

 

 

Associação significante com contaminação do solo também ocorreu para o número de espécimes de fezes de animais (cães ou gatos) próximo ao local da colheita (p < 0,000), verificando-se que a chance de positividade se elevou com a presença dessa característica da seguinte maneira: entre 1 e 4 espécimes odds ratio bruto 3,75 (1,91-7,35) e > 5 espécimes odds ratio bruto 6,87 (3,51-13,47), conforme evidencia a Tabela 2.

Constata-se, na Tabela 2, que a positividade para amostras provenientes de locais onde a cerca era presente foi de 11,1%, ao passo que, onde não se observou tal característica, a contaminação foi de 45,3% (p < 0,000). O odds ratio bruto para presença de cerca no local de colheita das amostras foi de 0,1 (0,05-0,20).

As chances de contaminação nos locais compostos por areia foram mais acentuadas do que naqueles onde existia a terra como elemento componente do parque ou playground que, nesse sentido, apresentou um odds ratio bruto de 0,42 (0,21-0,84) com significância estatística (p = 0,013) (Tabela 2).

Um modelo múltiplo foi proposto para avaliar a influência da utilização de cerca no local de colheita da amostra em relação à observação de cães e contaminação do solo (Tabela 3). A priori, com ajuste apenas para as categorias da variável número de cães próximos ao local, notou-se associação significativa para as duas categorias (p < 0,000) com magnitude crescente: 1 a 4 odds ratio ajustado de 3,74 (1,98-7,10) e > 5 odds ratio ajustado de 6,8 (3,14-15,02).

 

 

Após a inserção da variável cerca no modelo, observou-se a diminuição da associação das categorias dessa variável para valores não significativos. Contudo, a associação da variável cerca com a positividade do local, continuou estatisticamente significante (p < 0,000) com odds ratio ajustado de 0,13 (0,06-0,29), conforme evidencia a Tabela 3.

 

DISCUSSÃO

No presente estudo, observou-se elevado percentual de contaminação de solo por parasitos com potencial zoonótico, entre eles os agentes etiológicos de doenças como a LMV e LMC, especialmente para amostras provenientes de parques de praças públicas, fato que deve significar importante risco para os usuários dessas localidades.

As variáveis que tiveram impacto na contaminação do solo foram, em especial, a presença de cães e de fezes no local de colheita das amostras, sendo que, nos locais onde foi visto número de cães entre um e quatro, a chance de contaminação se elevou em cerca de 20 vezes. No modelo múltiplo, observou-se ainda associação do tipo dose-resposta para as categorias dessa variável.

A presença de cerca no local mostrou ser um fator de proteção para contaminação do solo extremamente relevante. Nos locais onde não existem esses dispositivos, a chance de contaminação se elevou em cerca de 10 vezes. Além do mais, no modelo logístico, a inserção da variável cerca diminuiu o impacto da associação da variável número de cães a valores não significativos de contaminação do solo.

O fato acima citado explica a discrepante diferença de positividade entre solo de parques de praças públicas, quando comparados com as escolas municipais infantis, uma vez que todas as escolas investigadas tinham suas caixas de areia cercadas e, raramente, se observou alguma praça com essa característica. Contudo deve-se ressaltar que a presença da cerca não anulou a contaminação do solo por ovos de geo-helmintos, fato que deve ter ocorrido devido à má utilização desse recurso em relação à entrada de cães ou, ainda, pela incapacidade de esse mecanismo não impedir a entrada de gatos. Sabe-se que esses animais também são responsáveis, em menor importância, pela disseminação de parasitos, sobretudo Toxocara cati.

A menor frequência de positividade das amostras compostas por terra deve ser explicada devido ao fato de que as localidades com essa característica registraram pouco movimento de cães e, geralmente, em regiões mais periféricas da cidade. Contudo considera-se que o solo composto de areia deve sofrer mais influência climática (vento e chuva) do que aqueles compostos por terra, fato que talvez possa exercer alguma influência na sua contaminação.

Os resultados obtidos no presente trabalho corroboram outras avaliações realizadas no Brasil. Chieffi e Muller16, em Londrina/PR, revelaram a presença de ovos de Toxocara spp. em 60% das praças avaliadas. Santarém cols12, em Botucatu/SP, obtiveram índices de contaminação por ovos de Toxocara canis em 21 (17,5%) de 120 amostras analisadas, com 6 (60%) praças contaminadas.

Coelho cols17, em Sorocaba/SP, pesquisaram a presença de ovos de Toxocara spp. em trinta praças, tendo obtido índice de positividade em dezesseis delas (53,3%). E, mais recentemente, em uma avaliação visando verificar a diferença de positividade de acordo com a variação sazonal, Tiyo cols18 observaram frequência de contaminação de, aproximadamente, 53% em 375 amostras avaliadas, na Cidade de Londrina/PR, sem variação sazonal.

Em Araçatuba/SP, foi investigada a ocorrência de agentes da larva migrans visceral em areia das escolas municipais infantis visando verificar a sua variação sazonal. Os autores relataram a presença de larvas de Ancylostoma spp. em 35,7% no verão e em 46,4% no inverno. Não foi registrada a presença de ovos de Toxocara spp.19.

Alguns autores alertam que a utilização da caixa de areia para recreação, principalmente no turno vespertino e durante os meses mais quentes do ano, favorece a viabilidade de ovos de helmintos e potencializa o risco de infecção em seres humanos16.

A origem da areia e a frequência de troca em cada instituição podem ser fatores de risco importantes para a contaminação. Os estabelecimentos que comercializam, armazenam e distribuem a areia podem não controlar a sanidade de forma efetiva, não evitando o acesso de animais. Há, pois, necessidade de maior controle na qualidade das areias utilizadas como cobertura para parques infantis, visando minimizar o risco de infecção de crianças por geo-helmintoses4.

Desenvolver junto às comunidades ações centradas em práticas educativas e preventivas, tais como higiene pessoal, saneamento básico e ainda legislação proibindo animais em praias, parques e praças, são medidas profiláticas importantes que podem ser tomadas20. A utilização de cerca para impedir a entrada de cães nos locais de recreação deveria ser artifício obrigatório, contudo, quando esse elemento estiver disponível, deve-se exercer vigilância constante, no sentido de se verificar se o mesmo está sendo corretamente utilizado.

 

CONFLITO DE INTERESSE

Os autores declaram não haver nenhum tipo de conflito de interesse no desenvolvimento do estudo.

 

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Endereço para correspondência:
Dr. Alex Jones Flores Cassenote
PPGDIP/FM/USP
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar 470
05403-000 São Paulo, SP
Tel: 55 11 3061-7026
e-mail: cassenote@usp.br

Recebido para publicação em 09/07/2010
Aceito em 06/10/2010