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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Acta Amaz. vol.7 no.2 Manaus June 1977

http://dx.doi.org/10.1590/1809-43921977072157 

BOTÂNICA

Alguns aspectos ecofisiológicos de floresta tropical umidade terra firme (*)

Pedro Nonato da Conceição** 

**— Fundação Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá.


Resumo

Neste trabalho, foram medidos os parâmetros ecofisiológicos de algumas espécies de mata tropical pluvial de terra firme. Os dados obtidos foram correlacionados com as descrições de tipos de solo de Falesi et al. (1969) e com o inventário da área de estudo feito por Prance et al. (1975). Os parâmetros considerados foram luz, ponto de compensação de luz, comportamento dos estômatos das espécies do estrato mais inferior da mata e em relação ao deficit de água e ao enrugamento e intumescimento dos troncos de algumas espécies da mata. A intercepção da luz pelo dossel da mata foi determinada em 98,63%, com penetração até o estrato mais inferior (medida a partir de l,3m de altura distante do solo) de apenas 1,37% da luz disponível acima do dossel. O índice de área foliar foi determinado em 6,60 m2/m2, dentro do limite esperado para este tipo de mata. Foi mostrado que plantas no estrato inferior (sombra) foram capazes de fotossintetizar com intensidades de luz baixas (85-575 lux). Os dados sobre os pontos de compensação de luz para as outras camadas do dossel e emergentes mostraram que, por essa razão, ocorrem fotossínteses a intensidades entre 1.900 e 3.000 lux. Isto mostrou também que os estômatos de plantas do estrato inferior estão abertos durante o dia inteiro ou a maior parte dele, e não exigem intensidade de luz alta para abrir. A perda de água e sua subida no tronco das espécies arbóreas também foram estudadas, e foi mostrado que a exposição à luz. o tamanho da copa e o diâmetro do tronco têm uma influência marcante nos resultados. Finalmente, o comportamento dos estômatos foi estudado, mostrando que as árvores emergentes têm alta resistência estomática contra a perda de água, enquanto as plantas à sombra possuem baixa resistência estomática. Também, foi observado que algumas plantas de sombras têm alta resistência estomática. quando os estômatos estão quase fechados.

Summary

In this paper, ecophysiological parameters of some Tropical Rain Forest species on terra firme were measured. The data obtained was correlated to the soil descriptions of Falesi et al. (1969), and the inventory of the study area done by Prance et al. (1975). The parameters considered were light, light compensation point, stomatal behavior of species of the lower stratum of the forest, stomatal behavior in relation to water deficit, and the shrinking and swelling of the trunks of some forest species. Light interception by the canopy was determined to be 98.63% with penetrance to the lower stratum (measured at 1.3 m from the ground) of only 1.37% of the light available above the canopy. The leaf area Index was determined as 6,60 m2/m2, within the expected range for this type of forest. It was shown that plants in the lower (shade) stratum were able to photosinthetise with low light intensities (85-575 lux). The data on light compensation points for other canopy layers and emergents showed that for these, photosinthesis ocurred at intensities of between 1.900 and 3.000 lux. It was also shown that stomata of plants on the lower stratum are open during the whole day or most of it, and do not require high light intensities to open. Water loss and uptake in the bark of tree species was also studied, and it was shown that exposure to light, the size of the crown, and the diameter of the trunk have a marked influence on the results. Finally, stomatal behavior was studied, showing that emergents have high stomatal resistence to water loss, while plants in the shade have little stomatal resistence. It was also observed that some shade plants have high stomatal resistence when the stomata are almost closed.

Texto disponível apenas em PDF

*— Trabalho de Tese apresentado ao Curso de Pós-Graduação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Fundação Universidade do Amazonas (FUA), para o grau de Magister Scientae.

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