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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Acta Amaz. vol.23 no.2-3 Manaus  1993

http://dx.doi.org/10.1590/1809-43921993233198 

SILVICULTURA

DESENVOLVIMENTO DE ÁRVORES NATIVAS EM ENSAIOS DE ESPÉCIES. 4. CASTANHA-DO-BRASIL (Bertholletia excelsa Η. B. K.), DEZ ANOS APÓS O PLANTIO

Development of Native Tree in Trial of Species 4. Castanha-do-Brasil, (Bertholletia excelsa H. B. K), Ten Years After Planting

Noeli Paulo FERNANDES 1  

Jurandyr da Cruz ALENCAR 1  

1Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Coordenação de Pesquisas em Silvicultura Tropical, Caixa Postal 478, 69011-970, Manaus, Amazonas, Brasil.

RESUMO

Três parcelas experimentais de Bertholletia excelsa (Castanha-do- Brasil) foram implantadas na Estação Experimental de Silvicultura Tropical do INPA/Manaus, em 1980, com o objetivo de obter dados sobre o crescimento da espécie com fins de produção de madeira e frutos. O sistema de plantio adotado foi em plena abertura, sobre Latossolo vermelho-amarelo, no espaçamento de 3,0 x 3,0 m. Foram observados, aos 10 anos, os seguintes resultados, diâmetro médio (DAP) de 13,9 cm e a altura total média de 15,41 m; os valores máximos de diâmetros e alturas encontrados foram de 21,7 cm e 23,0 m. respectivamente; a área basal média por hectare foi de 11,7098 nr. correspondendo a um volume médio de 117391 m3/ha; a espécie apresentou ótima desrama natural, boa adaptação ao Latossolo vermelho - amarelo, 69,44% de sobrevivência média, boa forma de fuste, não tendo sido verificadas doenças ou pragas.

Palavras-Chave: Castanha-do-Brasil; crescimento; plantio

ABSTRACT

Experimental plots of Bertholletia excelsa Η. Β. K. were implanted in 1980 at INPA's Experimental Station for Tropical Silviculture to study growth rates in terms of wood and nut production. The plantation was done on a clear-curted area, with 3.0 by 3 0 m spacing. Ten years later we have observed the following averages: dbh 13.9 cm and total heigth 15.41 m; maximum observed dbh and heigth were 21.7 cm and 23.0 m, respectively: basal area average per hectare and mean volume per hectare were 11.7098 m2 and 117.291 m3; mean survival of 69.44%; cylinder-shaped stem and complete absence of disease or pests. According to dbh average increment rate (t%) it was found a low increment at the age of six years, showing the necessity of thinning, not carryied out because it was just a case of growth trial plots. Up to now B. excelsa trees have showed very good natural pruning and adaptation for red-yellowish latossols.

Key words: Brazilian nuts; growth; planting

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