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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967

Acta Amaz. vol.33 no.4 Manaus Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0044-59672003000400015 

ZOOLOGIA

 

Fauna de coleópteros aquáticos (insect: coleoptera) na Amazônia central, Brasil

 

Aquatic Beetlefauna (insecta: coleoptera) in Central Amazonia, Brazil

 

 

Cesar João BenettiI; Neusa HamadaII

IDepartamento de Ecología y Biología Animal, Facultad de Ciencias, Universidad de Vigo - 36200 - Vigo, Espanha. e-mail: cjbenetti@uvigo.es
IICoordenação de Pesquisas em Entomologia, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, Av. André Araújo, 2936, Manaus, AM e-mail: nhamada@inpa.gov.br

 

 


RESUMO

Foram coletados 888 exemplares de Coleoptera aquáticos nos municípios de Manaus, Manacapuru e Presidente Figueiredo (AM), de fevereiro de 2000 a agosto de 2002, distribuídos em 12 famílias, 50 gêneros e 88 espécies ou morfoespécies. Novas ocorrências para o Brasil, incluem as seguintes espécies de Dytiscidae: Hydrodessus robinae, H. surinamensis, Hypodessus frustrator, Neobidessus confusus, N. spangleri e N. woodruffi. Os gêneros Agaporomorphus (Dytiscidae) e Pronoterus (Noteridae) são registrados pela primeira vez para o estado do Amazonas, assim como as espécies: P. punctipennis e Suphisellus nigrinus (Noteridae); Agaporomorphus grandisinuatus, Bidessonotus tibialis, Derovatellus lentus,Desmopachria nitida, Hydaticus xanthomelas, Laccophilus tarsalis, Liodessus affinis e Megadytes laevigatus (Dytiscidae). A família Dytiscidae foi a que apresentou maior riqueza, com 34 espécies, seguida de Hydrophilidae, com 20 e Noteridae, com 12 espécies. Os gêneros com maior número de espécies foram Gyretes (Gyrinidae) e Suphisellus (Noteridae) com 6 espécies, Copelatus (Dytiscidae) e Tropisternus (Hydrophilidae), com 5 espécies.

Palavras-chave: insetos aquáticos, Coleoptera aquáticos, Amazônia Central, Brasil.


ABSTRACT

In this work, 888 specimens of aquatic Coleoptera were collected in Manaus, Manacapuru and Presidente Figueiredo counties (AM), distributed in 12 families, 50 genera and 88 species or morphospecies. New occurrences in Brasil include the following species of Dytiscidae: Hydrodessus robinae, H. surinamensis, Hypodessus frustrator, Neobidessus confusus, N. spangleri and N. woodruffi. The genera Agaporomorphus (Dytiscidae) and Pronoterus (Noteridae) were reported for the first time in the State of Amazonas, as well as the species P. punctipennis and Suphisellus nigrinus (Noteridae); Agaporomorphus grandisinuatus, Bidessonotus tibialis, Derovatellus lentus,Desmopachria nitida, Hydaticus xanthomelas, Laccophilus tarsalis, Liodessus affinis and Megadytes laevigatus (Dytiscidae). The family Dytiscidae presented the highest richness, with 34 species, followed by Hydrophilidae, with 20 and Noteridae, with 12 espécies. The genera with greatest number of species were Gyretes (Gyrinidae) and Suphisellus (Noteridae) with 6 species, Copelatus (Dytiscidae) and Tropisternus (Hydrophilidae) with 5 species.

Key-words: aquatic insects, aquatic beetles, Central Amazonia, Brazil.


 

 

INTRODUÇÃO

Apesar da grande diversidade de ecossistemas de água doce presente na Amazônia poucas são as informações disponíveis sobre a entomofauna aquática, sendo que a maioria dos trabalhos realizados estão concentrados na Amazônia Central, onde está localizado o município de Manaus.

Os insetos são fundamentais à manutenção do equilíbrio ecológico nos meios aquáticos, já que são parte importante da cadeia trófica. Os coleópteros aquáticos ocupam diversos níveis da cadeia alimentar, desde fitófagos raspadores até predadores, sendo, portanto, importantes componentes das comunidades aquáticas.

Os habitats ocupados pelos coleópteros aquáticos são os mais variados, desde poças d´água temporárias e pequenos igarapés até grandes rios e áreas de inundação. Na Amazônia, são poucas as informações sobre a taxonomia e ecologia destes insetos; a maioria das informações disponíveis sobre esse assunto foi gerada nas regiões sul e sudeste do país e em outros países de clima temperado.

Os principais trabalhos sobre Coleoptera aquáticos na Amazônia foram realizados por Ochs (1953, 1958, 1960, 1962, 1963, 1964, 1965a, 1965b, 1967) com Gyrinidae, ainda que restritos a descrição de espécies. Outros trabalhos importantes, realizados sobre a fauna neotropical, incluindo espécies amazônicas foram os de Young (1970, 1974, 1980, 1981, 1985, 1986, 1990, 1993, 1995), Spangler (1966, 1967, 1971, 1981a, 1981b, 1985) e Fernandez & Fonseca (2001). No sul (Benetti et al. 1998) e sudeste (Ferreira Jr. et al., 1998) do Brasil foram realizados trabalhos sobre taxonomia, ecologia, distribuição e biologia de alguns grupos de Coleoptera aquáticos. Nos trabalhos em ecossistemas brasileiros que tratam de comunidades de insetos aquáticos, os Coleoptera são identificados apenas até família. Em nenhum caso, além dos já referidos, há citações genéricas ou específicas.

Conhecimento taxonômico sobre a fauna de ambiente aquático é imprescindível para entender a estrutura da comunidade ou para a utilização desses organismos em monitoramento ambiental. A carência de trabalhos sobre os coleópteros aquáticos da região motivou a realização deste estudo com o objetivo de levantar a riqueza desse grupo de insetos em distintos ambientes da Amazônia Central.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram amostrados diversos ambientes aquáticos, tais como igarapés, igapós, várzea, rio, lagos e poças em 32 pontos de coleta nos municípios de Manaus, Presidente Figueiredo e Manacapuru localizados na Amazônia Central, Brasil, entre fevereiro de 2000 e agosto de 2002 (Tabela 1). Os exemplares foram coletados com auxílio de rede entomológica aquática, com malha de espessura variável entre 2 e 0,5 mm, conforme o ambiente. Em igarapés e rios, a coleta foi realizada por meio de uma varredura com rede entomológica aquática, sendo movimentadas pedras, vegetação e outros substratos. Nos ambientes lênticos, as amostragens foram realizadas próximo às margens, em barrancos e entre a vegetação aquática. Nas poças temporárias, além da rede entomológica aquática, foi utilizado um coador manual para captura direta dos exemplares. Como método complementar foram utilizadas armadilhas luminosas do tipo "Pensylvannia" em dois pontos de coleta, no município de Presidente Figueiredo (igarapés "Pantera" e "Sr. José"), com lâmpada de luz branca e negra, posicionadas às margens do igarapé. Os espécimes capturados foram fixados em álcool 70º e levados ao laboratório no INPA para a triagem e identificação.

 

 

Os espécimes foram identificados até gênero, espécie ou morfoespécie por meio da observação dos caracteres morfológicos externos e genitália masculina, quando necessário. As peças genitais foram extraídas com auxílio de pinça de ponta fina e microestiletes. Após a observação, o exemplar estudado e peças extraídas foram separados dos demais, guardados em microtubos. Todo o material coletado foi depositado na coleção de invertebrados do INPA.

A identificação dos gêneros e espécies foi realizada a partir de bibliografia específica, entre as que se pode destacar trabalhos de revisão de gêneros ou descrições de espécies para a região neotropical (Bachmann, 1981; Biström, 1988; Brown, 1970; Miller, 2001a e 2001b; Ochs, 1958, 1960, 1963 e 1965b; Spangler, 1985; Trémouilles, 1996; Young, 1970, 1974, 1980, 1981, 1985, 1986 e 1995) e comparação dos exemplares com material identificado da coleção de invertebrados do INPA.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram coletados 840 adultos e 48 larvas pertencentes a 88 espécies/morfótipos, distribuídos em 50 gêneros e 12 famílias (Tabela 2). A família Dytiscidae foi a que apresentou maior riqueza de gêneros (18) e espécies (34), seguida por Hydrophilidae (10 gêneros com 20 espécies). Quanto aos gêneros, a riqueza variou de uma a seis espécies, sendo os gêneros mais ricos Gyretes e Suphisellus. Os gêneros Gyretes, Suphisellus,Copelatus, Laccophilus, Neobidessus, Hydrodessus, Tropisternus e Derallus contribuíram com quase metade das espécies coletadas (38 de 88). Também é importante destacar que a riqueza de gêneros foi grande (50 gêneros) na área de estudo, o que evidencia a importância dos diferentes ecossistemas da região para a manutenção da biodiversidade.

Hydrophilidae apresentou 6 espécies, como riqueza máxima por ambiente, sendo que os ambientes mais ricos em espécies dessa família foram uma poça d'água localizada ao lado do igarapé Barro Branco, o igarapé da Onça e o lago da Praia em Manaus, todos com seis espécies (Tabela 3). Esse lago em Manaus, também foi o ambiente mais rico em espécies de Noteridae (5).

Gyrinidae apresentou maior riqueza em igarapés (6), somente Gyretes mergus Ochs, 1967 foi coletada em ambiente de várzea, em uma área conectada ao rio e, portanto, com fluxo de água contínuo, ainda que baixo. A preferência de Gyretes spp por ambientes de água corrente foi já destacada em trabalhos anteriores (Benetti et al., 1998, White et al., 1984), embora espécies desse gênero ocorram em remansos destes cursos d'água.

Dytiscidae, a família que apresentou a maior riqueza de espécies também foi a que apresentou maior freqüência na área de estudo, ocorrendo em 17 pontos de coleta, estando ausente principalmente em alguns igarapés de menor tamanho. Essa freqüência alta está relacionada com a riqueza de espécies uma vez que as preferências por determinado ambiente são variáveis entre as distintas espécies de uma família.

Gyretes foi o gênero mais abundante (205 espécimes) e Gyretes minax Ochs, 1967, a espécie mais abundante, com 164 exemplares capturados. A abundância total por pontos na área de estudo apresentou grande variação, de 1 a 146 exemplares por captura. Ainda que haja diferenças com relação ao número de amostragens por ponto, foi comparada a abundância relativa sendo consideranda a média por captura. Nesse contexto, o igarapé Pantera foi o que apresentou maior abundância média por amostragem.

A abundância relativa de espécies reflete um domínio das famílias Hydrophilidae, Dytiscidae e Gyrinidae. O domínio de hidrofilídeos e ditiscídeos está relacionado à maior riqueza específica, como era esperado e concordando com outros autores como Benetti et al. (1998). O grande número de espécimes de Gyrinidae coletados, cerca de 24% do total, está relacionado principalmente ao fato de que a maioria dos ambientes amostrados na Amazônia Central foram igarapés, igapós ou várzea. Esses ambientes são destacadamente favoráveis a espécies dessa família, especialmente às pertencentes ao gênero Gyretes, que muitas vezes formam grandes agregados, sobre a superfície da água, algo já destacado por Benetti et al. (1998) e White et al. (1984). A grande abundância de Gyrinidae se deve principalmente a uma espécie, G. minax, que representou 18% da coleopterofauna coletada.

No presente estudo são citadas pela primeira vez no Brasil, as espécies Hydrodessus robinae, H. surinamensis, Hypodessus frustrator, Neobidessus confusus, N. spangleri e N. woodruffi (Dytiscidae); são citadas pela primeira vez no estado do Amazonas, os gêneros Pronoterus (Noteridae) e Agaporomorphus (Dytiscidae) e as espécies Pronoterus punctipennis e Suphisellus nigrinus (Noteridae), Agaporomorphus grandisinuatus, Bidessonotus tibialis, Derovatellus lentus,Desmopachria nitida, Hydaticus xanthomelas, Laccophilus tarsalis, Liodessus affinis e Megadytes laevigatus (Dytiscidae).

 

AGRADECIMENTOS

Ao MCT/CNPq pela concessão de bolsa de pesquisa ao primeiro autor. Ao Dr. Augusto Henriques, pelo acesso ao material depositado na coleção de invertebrados do INPA, aos companheiros do Laboratório de sistemática e ecologia de insetos aquáticos pelo auxílio nas coletas e agradável convivência, especialmente à amiga Ana Maria Pes. Esse projeto foi financiado pelo PPI 1-3570 (MCT/INPA) e CNPq/Edital Universal (processo n.# 479258/2001-5).

 

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Recebido: 20/03/2003
Aceito: 28/10/2003

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