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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Acta Amaz. vol.34 no.2 Manaus  2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0044-59672004000200013 

CIÊNCIAS FLORESTAIS

 

Análise florística e estrutural de sistemas agroflorestais das várzeas do rio Juba, Cametá, Pará1

 

Floristic and structural analysis of agroforestry floodplain systems of the Juba river, Cametá, Pará

 

 

Silvio Roberto Miranda dos Santos; Izildinha de Souza Miranda; Manoel Malheiros Tourinho

Universidade Federal Rural da Amazônia, Av. Tancredo Neves s/n, Caixa Postal 917, CEP 66077-530, Belém, PA, Brasil. silviorms@zipmail.com.br; silviorms@ufra.edu.br; izildinha@ufra.edu.br

 

 


RESUMO

Estudou-se a composição florística e a estrutura de sistemas agroflorestais (SAF) nas várzeas do rio Juba, Município de Cametá-PA. Utilizou-se sete parcelas de 0,25 ha (50 m x 50 m) em SAF tradicionais. Cada parcela foi dividida em 25 sub-parcelas de 10 m x 10 m. As espécies foram classificadas quanto aos tipos de usos e em três níveis de comercialização. Nos sete SAF foram inventariados 21060 indivíduos/ha com CAP e" 10 cm ou (média de 3009 indivíduos/ha), pertencentes a 27 famílias, 53 gêneros e 61 espécies. Cinco espécies (8 %) são comuns aos sete SAF. O uso energético (lenha e carvão) foi o mais freqüente (63 %). Os SAF apresentaram maior percentual de espécies comerciais (46 %). Espécies comumente encontradas nas várzeas da Amazônia brasileira foram importantes nesse estudo: Euterpe oleracea Mart., Theobroma cacao L., Virola surinamensis (Rol.) Warb., Hevea brasiliensis Muell. Arg. e Carapa guianensis Aubl. Euterpe oleracea e Theobroma cacao, juntas apresentaram Drmédia de 80 % e IVImédio de 48 %. Os valores médios de abundância, área basal e IVI, bem como os percentuais de espécies potenciais e comerciais indicam grandes possibilidades de sustentabilidade se adotado manejo adequado e racional nesses importantes ecossistemas antrópicos da Amazônia Oriental.

Palavras-chave: Sistemas agroflorestais, Florística, Estrutura, Várzeas, Amazônia.


ABSTRACT

This study analyzed the floristic composition and the structure of traditional agroforestry systems (SAF) in the floodplains of the river Juba, Cametá, Pará. The survey was made on seven plots of 0.25 ha (50 m x 50 m). Each plot was divided into 25 sub-plots of 10 m x 10 m. The species were classified in types of use and levels of commercialization. In seven SAF were surveyed 21060 individuals/ha with CAP e" 10 cm or (average of 3009 individuals/ha), belonging to 27 families, 53 genera and 61 species. Five species (8%) were common to the seven SAF. The most frequent (63 %) use of species was energy (firewood and coal). Most species were commercial (46%). Species commonly found in Brazilian the Amazon floodplains were important in this study: Euterpe oleracea Mart., Theobroma cacao L., Virola surinamensis (Rol.) Warb., Hevea brasiliensis Muell. Arg. and Carapa guianensis Aubl. Euterpe oleracea and Theobroma cacao; together these presented Drmedium of 80 % and IVImedium of 48 %. The average of abundance, basal area and IVI, as well as the percentages of potential and commercial species, indicated great sustainability possibilities if appropriate and rational handling were adopted in these important anthropic ecosystems of the Eastern Amazonian.

Key words: Agroforestry systems, Floristic, Structure, Floodplains, Amazonian.


 

 

INTRODUÇÃO

Um dos maiores desafios enfrentados pelo homem, na Amazônia e no mundo, é o de promover o desenvolvimento sem agredir a natureza. Uma estratégia para obter esse intento seria, talvez, combinar inovações técnicas com conhecimentos empíricos visando criar alternativas que contribuam para reduzir agravos sócio-econômicos e progresso agroflorestal (Embrapa, 1998).

No contexto da produção agrícola, o uso de Sistemas Agroflorestais (SAF) - sistema de uso da terra que envolve a integração de árvores ou outras espécies perenes lenhosas com cultivos agrícolas e/ou pecuária, visando obter como resultado dessa associação à racionalização e o melhor aproveitamento do uso dos recursos naturais envolvidos no sistema de produção (Yared et al., 1998) é referido como uma alternativa válida para alcançar esse objetivo. Freqüentemente, os SAF são vistos como opção para ajudar a frear o desmatamento, por quebrar a predominância do ciclo de agricultura migratória e pecuária extensiva praticadas na Amazônia, sendo opção para gerar lucros significativos em áreas relativamente pequenas (Serrão, 1995; Smith et al., 1998).

Os SAF podem apresentar várias classificações ou tipos. Na Amazônia devido à dinâmica da sucessão vegetal e diversidade natural a classificação pode ser ainda mais variada e indefinida. Várias classificações têm sido propostas, algumas simples e outras complexas, com terminologias que provocam controvérsias (Johnson & Nair, 1985; Nair & Dagar, 1991). No entanto, três tipos de SAF são reconhecidos na literatura: silviagrícola que combina árvores com espécies agrícolas; silvipastoril que combina árvores com pasto e animais e agrossilvipastoril que é a combinação dos dois anteriores (Combe & Budowski, 1979; McDicken & Vergara, 1990; Nair, 1991).

Smith et al. (1998) classificaram os SAF em tradicional e comercial. O SAF tradicional apresenta alta diversidade específica e genética, maior uso de regeneração natural, grande número de espécies para subsistência e menor uso de insumos e mão-de-obra. O SAF comercial apresenta baixa diversidade específica e genética, menor uso da regeneração natural, grande número de espécies para fins de comercialização e maior uso de insumos e mão-de-obra.

Os SAF tradicionais são aqueles praticados pelos índios e comunidades tradicionais e que melhor representam o tipo de SAF encontrado nas várzeas de Cametá-PA, as agroflorestas.

A agrofloresta consiste num povoamento permanente que tem aparência de uma floresta nativa, implantada em área já explorada ou a partir de uma capoeira melhorada (Dubois, 1996). Uma agrofloresta bem manejada assegura o fornecimento contínuo de produtos úteis ao consumo e venda; pode ser ainda, importante instrumento para alcançar objetivos sócio-econômicos, como fixar o produtor em sua terra, reduzir a expansão da fronteira agrícola e melhorar a qualidade de vida das populações, sobretudo nas várzeas amazônicas (Arima et al., 1998).

Várzeas são áreas inundáveis, formadas por solos aluviais recentes resultantes de contínua sedimentação de partículas suspensas nas águas dos rios. As inundações periódicas podem ser diárias ou sazonais (Lima & Tourinho, 1996). Nessas áreas ocorrem plantas altamente adaptadas e que apresentam resistências à submersão (Prance, 1980; Ayres, 1993; Amaral et al., 1997).

As várzeas são classificadas por seu regime hidrográfico como: a) várzeas de rios de água preta ou limpa, b) várzeas de rios de água branca ou barrenta e c) várzeas flúvio-marinhas (Rizzini, 1997; Lima et al., 2001). Quanto a toposeqüência classificam-se em: a) várzea alta localizada junto às margens dos cursos d'água e b) várzea baixa que é contígua a primeira e sujeita à inundação mais prolongada (Cravo et al., 1996).

As várzeas foram importantes na história da ocupação da Amazônia, por sua localização e riqueza natural, tornaram-se grande centro de produção e abastecimento, e cuja importância ecológica e sócio-econômica para a região é reconhecida e relevante até hoje (Gama, 2000). Contudo, a falta de estudos sobre esse importante sistema de uso da terra, a fim de gerar novos conhecimentos e tecnologias, tem inviabilizado seu aproveitamento de forma sustentável.

Diante disso, este trabalho descreve sete áreas com SAF tradicionais (agroflorestas) em várzeas flúvio-marinhas, caracteriza a composição florística e a estrutura da vegetação e apresenta uma lista de espécies com seus respectivos usos e níveis de comercialização.

 

MÉTODOS

Área de Estudo

Este estudo foi realizado nas várzeas do rio Juba, comunidade da Ilha Juba, Município de Cametá-PA (01º55'00" e 02º38'25" S e 49º11'13" e 49º50'34" W) (Fig. 1) (IBGE, 1983).

 

 

Segundo a classificação de Koppen, o clima dessa região é do tipo Am, tropical úmido. A temperatura média anual é de 26,5 ºC, com mínima de 22 ºC e máxima de 31 ºC; média anual de umidade relativa do ar de 85 % e pluviosidade média anual de 2375 mm, apresentando estação mais chuvosa de janeiro a maio e menos chuvosa de junho a dezembro (IBGE, 1991).

Nas várzeas do rio Juba, a maioria dos SAF caracteriza-se por apresentar cobertura vegetal em torno de 50 % da área e sub-bosque relativamente aberto; outros por apresentarem cobertura vegetal um pouco mais densa. Esses SAF, originados a partir do manejo da floresta natural já explorada, apresentam muitas palmeiras (principalmente Euterpe oleracea Mart.) e frutíferas (principalmente Theobroma cacao L.), são sujeitos a manejo moderado e/ou esporádico de impacto reduzido, que consiste em desbastes dos indivíduos mais velhos nos açaizais que são aproveitados para produzir palmitos, corte de cipós e de espécies invasoras, coletas de frutos, sementes, óleos, cascas e ervas para fins medicinais e uma eventual exploração de madeira para uso na propriedade. A idade média dos SAF sob manejo é de 12 anos aproximadamente.

Foram selecionadas sete propriedades com SAF nas várzeas do rio Juba. Em cada propriedade foi inventariada uma unidade amostral constituída por uma parcela de 50 m x 50 m (0,25 ha), denominadas de SAF-1 a SAF-7, dividida em 25 sub-parcelas de 10 m x 10 m (Fig. 1), onde foi medida a circunferência a altura do peito (CAP) e estimada à altura total (H) de todos os indivíduos com CAP ³ 10 cm. Nas medições das palmeiras que formam touceiras, como Euterpe oleracea Mart., foi considerado cada estipe existente nas referidas touceiras como um indivíduo.

Na análise estrutural da vegetação seguiram-se as recomendações de Brower et al. (1998), considerando-se os seguintes índices: a) abundância absoluta (N = ni, onde: ni é o número de indivíduos da espécie i); b) freqüência absoluta (Fa = fi /K, onde: fi é o número de parcelas em que ocorreu a espécie i e K é o número total de parcelas); c) área basal (G = å Gi, onde: Gi é a soma da área transversal da espécie i); d) densidade relativa (Dr = (ni /N)*100, onde: ni é o número de indivíduos da espécie i e N é o número total de indivíduos amostrados); e) dominância relativa (Dor = (G /åGt)*100, onde: G é a área basal da espécie i e åGt é a somatória da área basal de todas as espécies amostradas); f) freqüência relativa (Fr = (Fai /åFa)*100, onde: Fai é a freqüência absoluta da espécie i e åFa é a somatória das freqüências absolutas de todas as espécies amostradas) e g) índice de valor de importância (IVI = Dri + Dori + Fri).

A diversidade florística foi calculada através do índice de Shannon: H'= åis pi (ln pi), onde: pi = ni/N. O valor de H' ocorre usualmente entre 1,5 e 3,5, raramente ultrapassa 4,5 e será máximo se existir igualdade entre a N de espécies. A eqüibilidade da distribuição dos indivíduos entre as espécies foi obtida pela expressão: J' = H'/H'max, onde: H'max = ln (s) e s = número de espécie. O valor de J' ocorre entre 0 e 1,0, onde 1,0 refere-se ao caso de igualdade na abundância de todas as espécies (Magurran, 1988).

A similaridade florística entre as parcelas foi calculada através do Índice de Similaridade de Sorensen (ISs = 2 c / (a + b), onde: a e b são os números de espécies das comunidades A e B, respectivamente, e c é o número de espécies comuns às duas comunidades. O valor de ISs < 0,50 representa baixa similaridade florística (Brower et al., 1998). Segundo Barros (1986), a similaridade florística é uma função que pode ser representada por uma distância ou uma medida entre unidades amostrais, comunidades ou diferentes tipos fisionômicos).

As espécies foram enquadradas em três níveis de comercialização, de acordo com sua importância nos mercados local e circunvizinho: a) espécies não comerciais (NC-1), aquelas que não têm valor no mercado, mas são usadas para diversos fins nas propriedades (lenha, carvão, construções, etc.); b) espécies potenciais (NC-2), aquelas que ainda não possuem mercado, mas, apresentam características compatíveis às espécies madeireiras e as frutíferas de consumo local e, ainda, possuem potencialidades econômicas que podem conquistar os mercados interno e externo e c) espécies comerciais (NC-3), são aquelas já consagradas pelos mercados interno e externo, bem como, aquelas espécies mais valorizadas e/ou preferidas nos mercados local e circunvizinho.

 

RESULTADOS

Composição florística

Nos sete SAF estudados foram inventariados 21060 indivíduos/ha com CAP ³ 10 cm ou (média de 3009 indivíduos/ha), pertencentes a 27 famílias, 53 gêneros e 61 espécies; as famílias Caesalpiniaceae, Euphorbiaceae, Mimosaceae e Moraceae apresentaram o maior número de espécies, cinco cada uma (Tab. 1 e 2).

O maior número de espécies (29) ocorreu no SAF-6 e o menor (13) no SAF-5 (Tab. 1). Vinte e quatro espécies (39 %) foram exclusivas de um SAF; cinco espécies (8 %) foram comuns a todos os SAF (Euterpe oleracea, Theobroma cacao, Virola surinamensis, Hevea brasiliensis e Carapa guianensis) duas espécies (3 %) ocorreram em seis SAF (Astrocaryum murumuru e Mora paraensis) e duas (3%) em cinco SAF (Spondias lutea e Swartzia acuminata) (Tab. 2).

A similaridade média entre os SAF foi de 0,48. A maior similaridade foi entre os SAF 4 e 6 (0,60) e a menor ocorreu entre os SAF 3 e 4 (0,32). Onze pares de SAF analisados (52 %) apresentaram baixa similaridade (ISs < 0,50). No geral, considerando-se as médias dos sete SAF, seis (86 %) apresentaram índices de similaridade abaixo de 0,50 (Tab. 3).

 

 

Abundância, diversidade e distribuição de tamanhos

A maior abundância foi observada no SAF-7 (3536 indivíduos/ha) e a menor no SAF-6 (2040 indivíduos/ha). A diversidade e eqüibilidade médias foram de H'= 1,37 e J'= 0,44, respectivamente. O SAF-6 apresentou os maiores índices de diversidade (H'= 1,92) e eqüibilidade (J'= 0,57) entre os SAF estudados, sendo o mais rico e com maior uniformidade de indivíduos entre as espécies registradas (Tab. 1).

Na maioria dos SAF a distribuição de CAP e altura seguiu o padrão J invertido (Fig. 2), onde predominam indivíduos pequenos. Cerca de 72 % dos indivíduos concentraram-se nas duas primeiras classes de CAP e altura, embora tenha ocorrido pequeno aumento no número de indivíduos na última classe, o que é natural, pois representa um agrupamento de classes. Euterpe oleracea apresentou muitos indivíduos na maioria das classes de CAP e altura, principalmente nas quatro primeiras, exceto no SAF-5, e Theobroma cacao apresentou muitos indivíduos nas duas primeiras classes de CAP e altura, exceto no SAF-1 (Fig. 2). As maiores médias de CAP e altura ocorreram no SAF-1 (33,7 cm e 10,5 m) (Tab. 1).

Área basal

A área basal média foi de 40 m2/ha. O SAF-7 apresentou a maior área basal (45,8 m2/ha) e o SAF-4 a menor (31,3 m2/ha) (Tab. 1). Euterpe oleracea apresentou maior área basal em seis dos sete SAF, a maior ocorreu no SAF-1 (13,3 m2/ha), e média de 8,9 m2/ha. Theobroma cacao apresentou área basal média de 2,5 m2/ha, destacando-se nos SAF 3 e 5. Outras espécies pouco abundantes também se destacaram com grande área basal: Hevea brasiliensis (G = 9,2 m2/ha no SAF-5), Anacardium giganteum (G = 8,0 m2/ha no SAF-3), Swartzia acuminata (G = 4,0 m2/ha no SAF-2) e Pterocarpus amazonicus (G = 4,0 m2/ha no SAF-6) (Tab. 4).

Estrutura fitossociológica

Nos SAF estudados Euterpe oleracea foi à espécie mais abundante (média de 1561 indivíduos/ha), seguida de Theobroma cacao (média de 869 indivíduos/ha); juntas apresentaram densidade relativa média de 81 % (52 % e 29 %, respectivamente). Quanto à dominância relativa e a freqüência relativa, juntas observou-se médias de 28 % e 37 %, respectivamente. Euterpe oleracea apresentou, também, os maiores valores percentuais dos índices analisados na maioria dos SAF estudados (6) (Tab. 4).

Outras espécies também se destacaram. Virola surinamensis apresentou no SAF-1 a segunda maior densidade, dominância e freqüência relativas, aparecendo entre as três espécies mais freqüentes nos demais SAF. Hevea brasiliensis no SAF-5 e Pterocarpus amazonicus no SAF-6 apresentaram a maior dominância relativa, Carapa guianensis apresentou a segunda maior dominância e freqüência relativas no SAF-7 e Anacardium giganteum no SAF-3 apresentou a segunda maior dominância relativa, mesmo com poucos indivíduos (Tab. 4).

O IVI ratificou a tendência mostrada acima, destacando-se a grande influência de Euterpe oleracea e Theobroma cacao nas áreas estudadas, que juntas, apresentaram IVI médio = 145 (48 % do total do IVI). Outras espécies também foram importantes: Virola surinamensis, Carapa guianensis, Hevea brasiliensis, Pterocarpus amazonicus, Anacardium giganteum (Tab. 4).

Tipos de usos

Nos sete SAF existem espécies de uso múltiplo e restrito. O maior percentual (63 %) foi de espécies de uso energético (lenha e carvão), seguido das usadas nas construções em geral (41 %), na medicina caseira (36 %), como adubo orgânico (33 %), na alimentação (30 %), atrativo à caça (28 %) e artesanato (20 %). Em geral, 65 % das espécies servem para consumo doméstico, 25 % para venda e 10 % como adubo, essas últimas, representadas por espécies das famílias Caesalpiniaceae, Fabaceae e Mimosaceae, capazes de fixar nitrogênio, e pelas espécies Hevea brasiliensis, Hura crepitans, Ficus anthelmintica, Theobroma cacao e Euterpe oleracea (Tab. 2).

Níveis de comercialização

Nos SAF estudados, em média, 46 % das espécies eram comerciais; 41 % eram de espécies com potencialidade econômica e 13 % não eram comerciais. O SAF-5 apresentou o maior percentual de espécies comerciais (62 %) e o menor de espécies potenciais (23 %), e o SAF-7 apresentou o menor percentual de espécies não comerciais (8 %) (Tab. 5).

 

DISCUSSÃO

A abundância média encontrada nos SAF das várzeas de Cametá foi superior às médias encontradas nos SAF das várzeas de Barcarena, Afuá e Mazagão e nas florestas das várzeas de Barcarena, Colares e Afuá, considerando-se as diferenças amostrais e inferior à encontrada na floresta das várzeas de Macapá (Tab. 6). A grande abundância observada nos SAF deste estudo está relacionada, provavelmente, à exploração moderada dos ribeirinhos de Cametá, em suas propriedades, como por exemplo, a inexistência de roçados de culturas anuais e a pouca extração de madeira e de palmito dos açaizeiros nativos.

A riqueza de espécies observada nos SAF das várzeas de Cametá foi inferior à encontrada nos SAF e nas florestas das várzeas de Barcarena e nas florestas das várzeas de Colares e Macapá, mas, foi compatível à encontrada nos SAF e nas florestas das várzeas de Afuá e Mazagão (Tab. 6). A riqueza observada neste estudo foi mais que o dobro da encontrada (10 espécies) nos Quintais Agroflorestais - SAF caracterizados por apresentar grande variedade de espécies arbóreas, herbáceas e cultivos agrícolas (Yared et al., 1998) - das várzeas do rio Caeté, Bragança-PA, incluindo-se os estratos arbóreo e arbustivo (Bentes-Gama et al., 1999). Muitas espécies encontradas neste estudo são comuns às várzeas amazônicas, tais como: Euterpe oleracea, Virola surinamensis, Astrocaryum murumuru, Pterocarpus amazonicus, Carapa guianensis, Hevea brasiliensis, Quararibea guianensis e Inga paraensis (Anderson et al., 1985; Conceição, 1990; Bentes-Gama, 2000; Ramos, 2000).

A diversidade média observada nos SAF das várzeas de Cametá foi superior à encontrada nos SAF das várzeas de Afuá e Mazagão. Contudo, foi inferior à diversidade encontrada nos SAF e floresta das várzeas de Barcarena e outras florestas de várzeas da Amazônia Oriental (Tab. 6). A eqüidade média observada neste estudo foi baixa, mas, foi superior à eqüidade encontrada em SAF e florestas em outras várzeas amazônicas, compatíveis à encontrada na várzea de Barcarena e inferior às registradas nas florestas das várzeas do estuário do rio Amazonas e costa amapaense, corroborando com os resultados de diversidade (Tab. 6).

A área basal média encontrada nos SAF nas várzeas de Cametá foi superior à área basal encontrada nos SAF de Barcarena e nas florestas das várzeas de Colares e Macapá e igual à encontrada nas florestas das várzeas de Barcarena e Colares (Tab. 6). Nos três estudos realizados nas várzeas paraenses (Cametá, Colares e Barcarena), Euterpe oleracea foi à espécie que apresentou a maior área basal.

Neste estudo, Euterpe oleracea e Theobroma cacao foram determinantes para a distribuição exponencial negativa encontrada nas classes de tamanho. Padrões semelhantes também foram encontrados nas florestas das várzeas da Flona de Caxiuanã-PA (Ferreira et al., 1997), de Afuá-PA (Gama, 2000) e de Macapá-AP (Ramos, 2000), nas matas alagadas do rio Comemoração em Rondônia (Miranda, 2000) e nas florestas de terra firme da Flona de Caxiuanã-PA (Maciel et al., 2000) e da bacia do rio Uatumã-AM (Amaral et al., 2000).

A similaridade média encontrada neste estudo foi baixa, indicando alta heterogeneidade florística entre os SAF, fato comum em ecossistemas antrópicos e sujeitos a manejo, mas, foi maior que a encontrada por Pires (1976) estudando as matas de várzea e de igapó, nos arredores de Belém-PA (ISs = 0,35), mas foi menor que a média encontrada por Gama (2000) nas várzeas de Afuá-PA (ISs = 0,70).

As duas espécies mais importantes neste estudo, Euterpe oleracea e Theobroma cacao, também são encontradas em outros SAF nas várzeas da Amazônia Oriental. Vários estudos mostram Euterpe oleracea como uma das espécies mais importantes no ecossistema de várzea, representando 30 a 40 % do IVI total (Anderson et al., 1985; Conceição, 1990; Ramos, 2000; Gama, 2000). Jardim (2000), estudando as várzeas da Ilha do Combu, em Belém-PA, obteve para Euterpe oleracea IVI de 37,8 % na várzea baixa e de 8,6 % na várzea alta; sendo que esse baixo IVI na várzea alta foi justificado pelo uso intensivo dessa área para cultivos anuais (roçados), o que não ocorre nas várzeas estudadas em Cametá-PA. Entretanto, Theobroma cacao apresentou, nas várzeas de Barcarena-PA e Macapá-AP, menor importância que a encontrada nas várzeas do rio Juba em Cametá-PA, representando menos de 5 % do total do IVI (Anderson et al., 1985; Ramos, 2000). Esse fato pode está relacionado aos cultivos homogêneos de Theobroma cacao praticados décadas atrás, nas mesmas áreas onde hoje se encontram os SAF estudados (comunicação pessoal dos ribeirinhos) ou talvez devido à ação de agentes disseminadores de sementes como roedores, aves, primatas e a água.

O alto percentual de espécies usadas para fins energéticos é uma característica dos SAF das várzeas de Cametá-PA, sendo quase o dobro do percentual médio das espécies usadas na alimentação e remédios. Este fato deve-se, em grande parte, à inacessibilidade a outras formas de energia para uso doméstico. Estudos realizados em outros SAF na Amazônia mostraram usos semelhantes para as espécies, mas com percentuais diferentes, como nos estudos realizados nas várzeas de Barcarena-PA e Macapá-AP onde as espécies medicinais e alimentares apresentaram altos percentuais, cerca de 40 % (Anderson et al., 1985; Ramos, 2000) e várzeas de Bragança-PA, onde as espécies medicinais e alimentares representaram 64 % e 55 %, respectivamente (Bentes-Gama et al., 1999). Ficus anthelmintica e Hevea brasiliensis, acumulam nutrientes nas folhas e são importantes na ciclagem de nutriente e adubação orgânica (Bartelt et al., 2000); Euterpe oleracea e Theobroma cacao, por serem as mais abundantes, contribuem com grandes quantidades de material, principalmente folhas para a formação da serrapilheira. As leguminosas são importantes devido à capacidade de realizar a fixação biológica de nitrogênio ao solo (Caldeira et al., 2001), constituindo-se em espécies de grande valor ambiental.

O alto percentual de espécies economicamente potencias encontrado nos SAF estudados, deve-se ao fato de espécies florestais passarem por processos rudimentares de beneficiamento, o que leva à desvalorização do produto final. No caso das espécies frutíferas é devido a incipiente produção extrativista. Esses fatores, até o momento, têm limitado a participação/aceitação dessas espécies no mercado regional, sendo as mesmas comercializadas apenas no mercado local ou usadas para subsistência. Um exemplo é Mauritia flexuosa, que poderia ser comercializada na forma de sucos e doces, além do artesanato. Contudo, o maior percentual de espécies comerciais encontrado nesses SAF mostra que eles são indicados à exploração comercial. Entre as várias espécies encontradas, Euterpe oleracea destaca-se como a mais importante na alimentação e fonte de renda das famílias ribeirinhas do rio Juba, com a produção baseada principalmente no manejo dos SAF e no extrativismo dos açaizais nativos em outras áreas das propriedades.

Mochiutti & Queiroz (2000) citam que a produção de frutos de açaizeiro é uma das atividades econômicas mais rentáveis e promissoras para as várzeas amazônicas, observa-se que tem intensificado o manejo de açaizais nativos e seu cultivo de açaizeiros em SAF.

Os SAF das várzeas de Cametá apresentam altos percentuais de espécies comerciais e economicamente potenciais indicando grandes possibilidades de sustentabilidade econômica e ambiental. Entretanto, a simples disponibilidade de recursos naturais, em si, não representa uma alternativa promissora de desenvolvimento, sem melhores condições, tecnologias e possibilidades reais de mercado ao alcance do produtor, principalmente dos menos afortunados.

 

CONCLUSÕES

Devido sua importância econômica e ecológica nos SAF estudados Euterpe oleracea e Theobroma cacao, devem compor os SAF nas várzeas de Cametá-PA e regiões adjacentes.

A baixa similaridade florística entre os SAF estudados indica alta heterogeneidade, assim, conclui que deveria haver seleção de espécies e adoção de manejo adequado.

O uso energético foi o mais freqüente, donde se conclui que está havendo uso inadequado das espécies, haja vista, muitas espécies comerciais serem usadas para esse fim.

O alto percentual de espécies comerciais e economicamente potencias indica grandes possibilidades de sustentabilidade econômica nos SAF das várzeas do rio Juba em Cametá-PA.

Devido sua composição, estrutura e possibilidade de produção diversificada durante quase o ano todo, os SAF constituem-se numa alternativa viável de manejo racional para as várzeas do rio Juba, do município de Cametá-PA, do baixo Tocantins e/ou da Amazônia brasileira.

 

AGRADECIMENTOS

A pesquisa recebeu apoio do Projeto Várzea/UFRA, Coordenadoria do Curso de Pós-graduação em Ciências Florestais (CPGCF/UFRA), escritórios da Emater-PA e Ceplac-PA em Cametá. Agradeçemos ao Dr. Silvio Brienza Júnior pelas sugestões. Agradeçemos a colaboração dos proprietários das áreas onde foi realizado esse estudo: Sr. Bráulio (mateiro), Sr. Lousada, Sra. Maria Amélia, Sr. Otávio, Sr. Wilson, Sr. Manuel e Sr. Felipe; ao Engº Agrônomo Raimundo Ribeiro e Sr. Pedrinho (barqueiro e mateiro) pelo apoio e colaboração na coleta de dados.

 

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Recebido em 28/11/2002
Aceito em 12/03/2004

 

 

1 Parte da dissertação do primeiro autor. Trabalho financiado pelo Projeto Várzea/ UFRA.

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