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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967

Acta Amaz. vol.40 no.3 Manaus Sept. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0044-59672010000300019 

ZOOLOGIA

 

Variabilidade genética em populações de Anopheles darlingi (Diptera: Culicidae) e relação ao comportamento da atividade de picar, analisada por RAPD

 

Genetic variability in populations of Anopheles darlingi (Diptera: Culicidae) and relationship to biting activity behavior as analyzed by RAPD

 

 

Ana Paula Barbosa da SilvaI; Wanderli Pedro TadeiII; Joselita Maria Mendes dos SantosIII

IInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, INPA, CPCS E-mail: anna@inpa.gov.br
IIInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, INPA, CPCS E-mail: tadei@inpa.gov.br
IIIInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, INPA, CPCS E-mail: jsantos@inpa.gov.br

 

 


RESUMO

Duas populações naturais de Anopheles darlingi foram analisadas quanto aos padrões de variabilidade genética relacionados ao comportamento hematofágico, cujas coletas foram realizadas no intra, peri e extradomicíio, em dois municípios do Estado do Amazonas: Coari e Manaus. Os resultados evidenciaram amplo número de fragmentos polimórficos, bem como elevada variabilidade genética nessas populações. Na população de Coari, a porcentagem de locos polimórficos (P) e heterozigosidade (He) variou de 77,63% - 84,86% e 0,2851 0,3069, respectivamente, sendo a maior variabilidade genética detectada nas subpopulações do intradomicílio, e a menor nas do peridomicílio. A população de Manaus mostrou variabilidade genética similar a de Coari (P= 75% - 78,94% e He= 0,2732 0,2741), onde também foi detectada maior variabilidade genética no intradomicílio. Os dados de qui-quadrado (x2= 695,89; GL= 304; P < 0,001) e de FST (FST= 0,0775 ± 0,0072) foram significativos, indicando uma estruturação micro geográfica, decorrente de alguma redução no fluxo gênico. Esses resultados podem ser interpretados como sendo em resposta à pressão de seleção face aos inseticidas, que permanecem residuais nas paredes dos domicílios.

Palavras-chave: Anopheles darlingi, malária, variabilidade genética, RAPD.


ABSTRACT

Two natural populations of Anopheles darlingi, collected in the intra, peri and extra domicile of two townships in the State of Amazonas, Coari and Manaus, were assayed as to their hematophagic behaviour-related genetic variability patterns. Findings revealed a large number of polymorphic fragments as well as high genetic variability in these populations. Polymorphic loci rate (P) and heterozygosity (He) in the Coari population varied between 77.63% - 84.86% and 0.2851 0.3069, respectively, with the highest and lowest genetic variability being detected in the intra- and peri-domicile sub-populations, respectively. The Manaus population showed genetic variability and heterozygosity similar to those in Coari (P= 75% - 78.94% and He= 0.2732 0.2741), where higher genetic variability was detected in the intra-domicile as well. Chi-square data (x2= 695.89; GL= 304; P < 0.001) and FST (FST= 0.0775 ± 0.0072) were significant, indicating micro-geographic structuring resulting from some decreased gene flow. These findings point out the selective pressure response to the residual insecticide remaining on household walls after the entire neighbourhood had been sprayed with it during malaria control programs.

Keywords: Anopheles darlingi, malaria, genetic variability, RAPD.


 

 

INTRODUÇÃO

Anopheles (Nyssorhynchus) darlingi Root, 1926 é um importante vetor de malária humana nas Américas do Sul e Central, sendo que no Brasil, ele é responsável por praticamente toda a transmissão da doença no interior do país (Deane, 1986; Rubio-Palis e Zimmerman, 1997; Tadei et al., 1998). Possui ampla distribuição geográfica, estendendo-se desde o sul do México até o norte da Argentina, e das vertentes orientais da Cordilheira dos Andes até as margens do Oceano Atlântico (Forattini, 2002).

Essa espécie é considerada a mais antropofílica e endofágica dentre as dos anofelinos das Américas (Arruda et al., 1986; Tadei et al., 1988; Lourenço-de-Oliveira et al., 1989; Forattini, 2002). Vários autores destacaram a variabilidade de seu comportamento, possivelmente, resultante da ampla distribuição geográfica. A antropofilia, a exofilia, e mesmo o ritmo nictemeral têm revelado variações regionais, em maior ou em menor grau (Giglioli, 1956; Charlwood & Hayes, 1978; Tadei et al., 1988; 1993).

Estudos realizados em diferentes localidades da Amazônia revelaram que esse mosquito apresenta um padrão de atividade de picar que se estende por toda a noite (Tadei et al., 1993). Um padrão bimodal também foi constatado, sendo um muito intenso no início da noite e outro ao amanhecer (Tadei et al., 1984). Ainda com relação a esse parâmetro, foi detectado que a atividade pode sofrer modificações em sua intensidade, no início da noite, de acordo com o período de verão e inverno (Tadei, 1993).

Outros estudos sobre o padrão da atividade de picar indicaram que A. darlingi costuma atacar o homem no intradomicílio, nas horas mais altas da noite. Em áreas onde as habitações são borrifadas internamente com inseticidas, também pode atacar o homem, em elevada densidade, no peridomicílio, nas primeiras horas da noite. Há áreas do país, que correspondem à minoria, onde essa espécie pode ser preferencialmente exofágica. De qualquer modo, nas áreas onde ocorre, é o anofelino mais freqüente dentro do domicílio (Lourenço-de-Oliveira et al., 1989; Tadei et al., 1998).

As investigações sobre a variabilidade genética em A. darlingi têm sido feitas usando vários marcadores moleculares, tais como: isoenzimas, RAPD, ITS2, locos microssatélites, DNA mitocondrial e a maioria deles revelaram alto grau de polimorfismo. Um estudo incorporando 15 amostras de Belize e do Brasil, usando dados de morfologia, isoenzimas, RAPD e ITS2 encontrou níveis de variabilidade genética de moderados a altos (Manguin et al., 1999). Isolamento por distância e alto grau de polimorfismo foi detectado em populações procedentes da Venezuela, Brasil e Bolívia, usando dados de DNA mitocondrial (Conn et al., 1999). Elevada variabilidade genética foi encontrada em populações da Amazônia brasileira, usando dados de microssatélites (Conn et al., 2006).

Neste trabalho, estudaram-se populações de Manaus e Coari, do Estado do Amazonas, com o objetivo de ampliar os dados sobre a variabilidade genética e as relações com o padrão de comportamento sobre a atividade de picar de A. darlingi, no intra, peri e extradomicílio.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Obtenção das amostras

Foram analisadas populações de A. darlingi, cujas amostras foram coletadas em 2006, nos municípios de Coari, localizado à margem direita do rio Solimões, e de Manaus, localizado à margem esquerda do rio Negro. As capturas foram feitas a cada 60 minutos, no período compreendido entre 14:00 e 06:00h, com auxílio de um aspirador manual movido à pilha, empunhados por dois capturadores que procuram reter todos os mosquitos que se aproximam. Em Manaus, foram coletados mosquitos somente no intra e peridomicílio, enquanto que em Coari, foram coletados, também, no extradomicílio (gado).

Análise molecular

Foi extraído DNA de 30 indivíduos para cada população, seguindo-se o protocolo descrito em Wilkerson et al. (1995), com algumas modificações. A reação de amplificação foi conduzida em volume total de 25 ìl, contendo 1 µl de DNA (30ng/ìl), 2,5 unidades de Platinum Taq DNA polimerase (Invitrogen), 2,5 µl de tampão de reação 10X, 1,5 µl de MgCl2 (50mM), 2,5 µl de dNTP (5µM), 14,7 µl de água Milli-Q autoclavada e 2,5 µl de um único iniciador (Operon Technologies Inc. Alameda, CA./5µM). A PCR foi realizada em termociclador (marca Eppendorf), programado para realizar 45 ciclos com os seguintes perfis de temperatura: 1 minuto a 94ºC, para desnaturação das fitas de DNA, 1 minuto a 36ºC, para anelamento dos iniciadores, 2 minutos a 72ºC, para alongamento das fitas sintetizadas e 7 minutos a 72ºC, para a etapa de alongamento final. Controles negativos foram incluídos. Foram utilizados dez iniciadores: AM01, AM05, AM06, AM08, AM09, AM20, OPK04, OPK07, OPK10 e OPK16.

Os produtos amplificados foram analisados em gel de agarose (1,5%). O marcador de peso molecular utilizado foi DNA Ladder 100 pb (Invitrogen).

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Para a análise da variabilidade genética entre as populações de A. darlingi utilizou-se o Programa Tools for Population Genetics Analyses (TFPGA) na Opção Marcadores Dominantes para Organismos Diplóides (Miller, 1997). Nesse caso, foi assumido cada banda como sendo um loco e que as freqüências genotípicas estavam em equilíbrio de Hardy-Weinberg. Para a estrutura genética utilizou-se o método è; para verificar o coeficiente de endocruzamento. Na análise de distância e similaridade genética (Nei, 1978) e do coeficiente de diferenciação, cada parâmetro foi assumido como sendo uma população. Baseado nisso, utilizou-se o Exact Test (Raymond e Rousset, 1995), para determinar se existem diferenças nas freqüências alélicas entre as subpopulações de Coari e de Manaus. O dendrograma, obtido a partir da matriz de distância e similaridade genética, agrupou as subpopulações utilizando o método Unweighted Pairing Group Method with Arithmetic Mean (UPGMA).

 

RESULTADOS

A amplificação do DNA de duas populações de A. darlingi, com um único iniciador de seqüência arbitrária, resultou numa série de fragmentos amplificados, com pesos moleculares variando de 200 a 2300 pb (Tabela 1).

 

 

Os produtos amplificados e analisados em gel de agarose revelaram um padrão de bandas muito semelhante entre os níveis de comportamento da atividade de picar do mosquito (Figuras 1 e 2). Alguns locos foram detectados em todas as três subpopulações, enquanto que outros se mostraram específicos a um indivíduo ou a uma determinada subpopulação.

 

 

 

 

Na população de Coari, a porcentagem de locos polimórficos e heterozigosidade média esperada variou de 77,63% 84,86% e 0,2851 0,3069, respectivamente (Tabela 2). Esses dados revelaram que, com base nos padrões do comportamento da atividade de picar do mosquito, as subpopulações do intradomicílio apresentaram maior variabilidade genética, enquanto que, a menor variabilidade foi observada no extradomicílio. Na população de Manaus, os valores de polimorfismo e heterozigosidade média esperada variaram de 75% 78,94% e 0,2732 - 0,2741, respectivamente (Tabela 2). Esses dados também evidenciaram que as subpopulações do intradomicílio apresentaram a maior variabilidade genética. Mesmo assim, a diferença entre os valores obtidos foi baixa, revelando que essas subpopulações apresentaram variabilidade genética muito similar. De qualquer forma, os resultados obtidos em Coari e Manaus, isoladamente, mostraram que as subpopulações do intradomicílio apresentam maior variabilidade genética.

 

 

Os dados de qui-quadrado, a partir do Exact Test foram significativos (x2= 695,89; GL= 304; P < 0,001). O valor de FST também foi significativo (FST= 0,0775 ± 0,0072), e o índice de consistência do bootstrapping para 1.000 replicações foi de 95%, indicando uma pequena estruturação micro geográfica, decorrente de alguma barreira no fluxo gênico entre as populações. Embora algumas variações genéticas tenham sido observadas entre as localidades, é possível que os acasalamentos ainda sejam aleatórios.

Na Tabela 3, consta a matriz de similaridade e distância genética entre as subpopulações de Coari (intra, peri e extradomicílio) e Manaus (intra e peridomicílio). Com base nesses resultados, verifica-se baixa distância genética entre as subpopulações analisadas. Para a população de Coari, a maior distância foi observada entre o intra e o extradomicílio (D = 0,0296) e a menor distância foi entre o peri e o intradomicílio (D= 0,0081). Para a população de Manaus, observou-se uma baixa distância genética entre as duas subpopulações (D= 0,0004), revelando grande similaridade entre elas.

 

 

A partir dos dados de distância genética, foi construído um dendrograma, que agrupou as subpopulações em três clusters (Figura 3). O primeiro foi formado pelas amostras coletadas no intra e peridomicílio da população de Manaus. Observa-se nesse cluster que as subpopulações são geneticamente muito próximas, havendo grande homogeneidade entre as mesmas. A distância genética obtida para as subpopulações de Coari foram maiores do que as de Manaus. Nesse caso, elas foram agrupadas em dois clusters, sendo um deles formado pelas subpopulações do intra e peridomicílio, e o outro pela subpopulação do extradomicílio.

 

 

DISCUSSÃO

A sensibilidade da técnica de RAPD na detecção de polimorfismos é grande, sendo possível a identificação de genótipos e obtenção de fingerprints. Dessa forma, os polimorfismos observados podem ser resultantes de pequenas alterações na seqüência do sítio de iniciação (indels) ou de alterações que modifiquem o tamanho da seqüência a ser amplificada (Williams et al., 1990). Amplo número de fragmentos polimórficos foi detectado nas populações de A. darlingi. Para Ferreira e Grattapaglia (1995), as principais fontes de polimorfismo seriam deleções de sítios de iniciação ou inserções que colocam dois sítios de iniciação adjacentes a uma distância acima daquela que permite à DNA polimerase percorrer (< 4000 pb). Outra fonte seria a diferença em apenas um par de bases (mutação pontual), que causaria a não complementaridade do iniciador com o sítio de iniciação e, assim, impediria a amplificação de um segmento (Williams et al., 1990).

De acordo com Lounibos e Conn (2000), sem levar em conta o tipo de marcador (cromossomos politênicos, aloenzimas, mtDNA, RFLPs ou seqüências ITS2), todos os estudos de A. darlingi têm detectado níveis elevados de variabilidade genética. Alguns estudos genéticos revelaram que as populações da região Norte do Brasil são mais polimórficas que as do Sul, e que isso poderia estar relacionado com a heterogeneidade da floresta amazônica (Kreutzer et al., 1972; Tadei et al., 1982). Nossos resultados também indicam elevada variabilidade genética, com altos níveis de polimorfismo e heterozigosidade média, e estão de acordo com os obtidos por outros autores (Manguin et al., 1999; Santos et al., 1999; Conn et al., 2006).

Segundo Tadei et al. (1993, 1998), os níveis de exofilia e endofilia, relacionados com o hábito de picar do mosquito fora e dentro das residências, são parâmetros relevantes em estudos de populações de anofelinos, pois revelam os padrões dos mecanismos de transmissão da malária. Alguns estudos realizados em populações de A. darlingi da Venezuela, por exemplo, mostraram que a malária refratária nesse país, decorre da acentuada exofilia demonstrada pela espécie, em áreas restritas de sua distribuição geográfica (Gabaldón e Guerrero, 1959; Gabaldón et al., 1975). Este comportamento na região é apontado como causa principal da ineficiência dos inseticidas depositados no interior das residências.

Segundo levantamentos prévios, nenhum estudo tinha sido feito relacionando o comportamento da atividade de picar de A. darlingi e a variabilidade genética, os quais reunidos podem trazer informações epidemiológicas valiosas sobre os níveis de exofilia e endofilia, bem como sobre possíveis adaptações genéticas destes mosquitos a condições de estresse.

No complexo A. gambiae da África, os estudos sobre polimorfismo cromossômico, envolvendo as duas principais espécies transmissoras da malária humana naquele continente, A. gambiae e A. arabiensis, mostraram que arranjos gênicos específicos estão associados a variações no comportamento, quanto à exofilia e endofilia, levando a conseqüências evolutivas e epidemiológicas relevantes (Coluzzi et al., 1979).

Na população de Coari, foi observada maior variabilidade genética nas amostras capturadas no intradomicílio, o que também foi constatado na população de Manaus. Este dado pode indicar que as subpopulações do intradomicílio estão sofrendo pressão de seleção, possivelmente decorrente de efeitos dos inseticidas residuais presentes nas paredes dos domicílios.

Segundo Tadei et al. (1993) e Akhavan et al. (1999), na região amazônica, como medida de controle do mosquito transmissor da malária, são borrifados inseticidas dentro e fora das residências. Os inseticidas borrifados fora se dispersam rapidamente, enquanto que, os de dentro permanecem por mais tempo, impregnados nas paredes dos domicílios. Uma população para explorar e se adaptar nesse ambiente alterado talvez necessite de certa plasticidade genética para obter êxito, o qual é conferida por uma alta variabilidade genética conforme discute Dobzhansky (1970).

Os dados da estrutura genética dessas subpopulações revelaram valor de FST significativo, mesmo assim, os dados de distância genética estão indicando que os acasalamentos, possivelmente, ainda sejam aleatórios. Para a população de Coari, a maior distância foi constatada entre o intra e o peridomicílio. Esse fato pode indicar que existe algum mecanismo físico, biológico ou bioquímico que esteja influenciando os dados, ou até mesmo o tamanho da amostra coletada no extradomicílio. Assim, para resultados mais conclusivos, é necessário ampliar o tamanho da amostra, bem como, analisar esses parâmetros em diferentes períodos do ano.

 

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Recebido em 21/02/2008
Aceito em 27/05/2009