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Jornal Brasileiro de Psiquiatria

Print version ISSN 0047-2085On-line version ISSN 1982-0208

J. bras. psiquiatr. vol.57 no.4 Rio de Janeiro  2008

https://doi.org/10.1590/S0047-20852008000400011 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Qualidade de vida em cuidadores de idosos portadores de demência de Alzheimer

 

Quality of life of Alzheimer's disease caregivers' people

 

 

Juliane dos Anjos de PaulaI; Francelise Pivetta RoqueII; Flávio Soares de AraújoIII

IFaculdade de Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal)
IIFaculdade de Fonoaudiologia da Uncisal e Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp)
IIIDepartamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Uncisal, Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Antropologia da EBAF, Israel

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Realizar revisão sistemática da literatura acerca da QV dos cuidadores de idosos com DA.
MÉTODOS: Revisão sistemática de literatura por meio do PubMed e da MedLine entre os anos de 1997 e 2008, utilizando os termos quality of life, caregivers, Alzheimer disease.
RESULTADOS: Dezesseis estudos entre 274 publicações iniciais e 39 artigos posteriormente incluídos pelas referências bibliográficas foram avaliados. A QV dos cuidadores dos idosos demenciados, na maioria dos estudos, estava comprometida negativamente. Diversos fatores interferem na QV do cuidador, desde a gravidade da doença até alterações comportamentais que esses idosos possam vir a apresentar.
CONCLUSÃO: É necessária a realização de mais estudos direcionados a esse tema, a fim de buscar estratégias para melhora da QV desse cuidador.

Palavras-chave: Qualidade de vida, cuidadores, demência


ABSTRACT

OBJECTIVE: Carry out a systematic bibliographycal review about QL of the caregivers of in the elderly with AD.
METHODS: A systematic bibliographical review about studies indexed on Pubmed and MedLine, from 1997 to 2008, using as key-words the terms: quality of life, caregivers, Alzheimer Disease.
RESULTS: Sixteen of the 274 initial articles and 39 additional papers included in a following phase, based on bibliographical references, were evaluated. A negative impairment in QL of the caregivers of demential in the elderly has been documented in most studies. Several factors affect the caregivers' quality of life, such as severity of the patient's illness and behavior disorders of elderly.
CONCLUSION: Futures studies on this theme will be necessary to look for strategies.

Keywords: Quality of life, caregivers, Alzheimer disease


 

 

A qualidade de vida é definida como a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações1. Trata-se de conceito amplo, que abrange a complexidade do construto e inter-relaciona o meio ambiente com os aspectos físicos e psicológicos, o nível de independência, as relações sociais e as crenças pessoais2.

O uso das medidas de qualidade de vida é relevante na avaliação de saúde, tanto dentro da perspectiva social quanto individual, sobretudo nos quadros de doenças degenerativas, em que a mensuração da eficácia do tratamento se traduz na qualidade de vida aos anos vividos, diante da ausência de cura. Diante do envelhecimento populacional, tanto dos países desenvolvidos quanto dos em desenvolvimento3, o gerenciamento destas doenças torna-se aspecto relevante de saúde pública, não somente ao grande número de indivíduos acometidos como de cuidadores destes indivíduos, já que muitas destas doenças, ao prejudicarem a autonomia e/ou a dependência do portador da doença, tornam necessária a figura de alguém responsável pelos seus cuidados4,5.

Entre as doenças neurodegenerativas, uma das mais impactantes é a demência, não somente pela grande ocorrência (5% a 10% das pessoas acima de 65 anos, podendo chegar a 47% dos idosos com mais de 85 anos6) como também pelos índices de morbidade preocupantes nos cuidadores e/ou familiares dos portadores de demência7,8.

O termo "demência" caracteriza síndromes de etiologias diversas, cujo aspecto fundamental é o prejuízo da memória, acompanhado de, pelo menos, uma outra função cognitiva (linguagem, praxia, gnosia ou funções executivas), a ponto de comprometer o funcionamento ocupacional ou social e representar declínio em relação ao nível anteriormente superior de funcionamento9. Entre as causas de demência, a doença de Alzheimer é a principal delas, sendo responsável por cerca de 55% das demências em idosos com idade superior a 65 anos no Brasil10, seguida pelas demências vasculares (DV), comumente associadas à demência de Alzheimer, constituindo a demência mista11.

Com a evolução da doença, os idosos, em sua maioria residentes na comunidade, tornam-se progressivamente dependentes dos chamados "cuidadores"6,7, especialmente do cuidador principal, onerado não somente no que diz respeito à necessidade de assistência e atenção à saúde, como também às múltiplas tarefas práticas, à atenção e ao carinho dispensados ao doente, aos fatores econômicos, ao uso de transportes coletivos, à moradia, entre outros fatores, que tornam a tarefa do cuidador um desafio6,12,13.

As sobrecargas física e psíquica a que os cuidadores de idosos com diagnóstico de demência estão expostos não raro leva à má qualidade de vida desses indivíduos5,8, com impacto negativo resultante da qualidade do próprio portador14,15.

As consequências mais comuns do impacto de cuidar de um portador de demência são os problemas sociais, piora da saúde física e psíquica4,16, preditores para a institucionalização do indivíduo com demência já nos estágios iniciais4,17.

Considerando-se a importância de se conhecer a qualidade de vida dos cuidadores de idosos com demência, a fim de planejar intervenções voltadas à saúde deles, e a escassez de publicações, no que se refere à qualidade de vida destes cuidadores, sobretudo nos países em desenvolvimento, este trabalho tem como objetivo realizar revisão sistemática da literatura sobre a qualidade de vida em cuidadores de idosos portadores de demência de Alzheimer.

 

MÉTODOS

Foram analisados os artigos com os descritores quality of life, caregivers, Alzheimer disease na base de dados PubMed e MedLine, de 1997 a 2008. Foram encontrados 274 resultados, dos quais 16 foram incluídos. Artigos que não versavam especificamente sobre o tema referido foram excluídos. Além dos trabalhos encontrados na busca, também foram incluídas outras 39 publicações, referenciadas nos artigos, que foram consideradas importantes para o entendimento do presente tema.

Qualidade de vida e demência

O conceito de qualidade de vida é subjetivo, dependente do nível sociocultural, da faixa etária e das aspirações pessoais do indivíduo. A qualidade de vida está relacionada à auto-estima e ao bem-estar pessoal, abrangendo uma série de aspectos, como a capacidade funcional, o nível socioeconômico, o estado emocional, a interação social, a atividade intelectual, o autocuidado, o suporte familiar, o próprio estado de saúde, os valores culturais, éticos e a religiosidade18. Também compreende o estilo de vida, a satisfação com o emprego e/ou com as atividades diárias e o ambiente em que se vive19-21.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir do início dos anos 1990, constatou que as medidas de qualidade de vida revestem-se de particular importância na avaliação de saúde, tanto dentro de uma perspectiva individual quanto social22.

Neste contexto, uma das doenças mais impactantes é a demência, não somente pela ocorrência significativa6, como também pelos índices de morbidade preocupantes nos cuidadores e/ou familiares dos portadores dessa enfermidade4,7.

Os estudos epidemiológicos indicam que a prevalência da demência dobra a cada cinco anos entre as idades de 65 e 85. Em pesquisa realizada em uma cidade do interior de São Paulo, verificou-se prevalência de demência entre 1,3%, na faixa etária de 60 a 69 anos, a 36,9%, para indivíduos com 85 anos ou mais4,23,24.

De acordo com o Relatório da OMS22, a demência contribui para 11,2% dos anos vividos com incapacidade nas pessoas com 60 anos ou mais, superior ao acidente vascular encefálico (9,5%), à doença cardiovascular (5%) e a todas as formas de câncer (2,4%). O peso da incapacidade para demência, estimado pelo consenso especialista multidisciplinar e internacional, foi maior do que para quase todas as outras condições de saúde, exceto lesão medular e câncer em fase terminal. Sessenta por cento dos indivíduos com demência vivem em países em desenvolvimento, estimando-se que este aumento passará para 70% em 2040, sendo esta taxa de aumento prevista para três a quatro vezes maior nas áreas em desenvolvimento, quando comparadas com as desenvolvidas3, o que torna esta questão importante para a saúde pública de países como o Brasil.

A principal causa de demência é a doença de Alzheimer, que corresponde a 60% de todos os casos25. Em estudo realizado na cidade de Catanduva (interior do estado de São Paulo) a demência de Alzheimer, isoladamente, foi responsável por 55,1% dos casos de demência acima dos 64 anos de idade, enquanto a DA associada à doença cérebro-vascular (demência mista), por 14,4%24,26.

Cuidadores de portadores de demência de Alzheimer. Como está a qualidade de vida?

Os idosos portadores de síndrome demencial vivem, em sua grande maioria, na comunidade. Com a evolução da doença, o idoso torna-se progressivamente dependente dos chamados "cuidadores"6,7, definidos na Política Nacional de Saúde do Idoso (1999) como a pessoa, membro ou não da família, que cuida do idoso doente ou dependente no exercício das suas atividades diárias, como alimentação, higiene pessoal, além de outros serviços exigidos no cotidiano.

Em estudos realizados com cuidadores informais, verificou-se que a maioria reside com o idoso doente, são mulheres, filhas ou esposas, casados, com idade média entre 55 e 65 anos, sem emprego ou do lar, com oito ou mais anos de escolaridade4,27. As pesquisas na sua maioria são concordantes quanto ao sexo e ao grau de parentesco dos cuidadores4,6,28,29. Em estudo italiano, 80% a 90% dos cuidadores eram familiares do idoso doente, sendo 70% do sexo feminino30.

Os cuidadores informais são divididos em cuidadores primários, secundários e terciários, segundo as tarefas realizadas, o seu grau de envolvimento com as tarefas desempenhadas e com as responsabilidades do cuidado. O primeiro grupo, também denominado "cuidadores principais", é composto por aqueles que assumem a responsabilidade integral por supervisionar, orientar, acompanhar e/ou cuidar diretamente da pessoa idosa, ou seja, é o grupo que realiza a maior parte das tarefas31-38.

A demência, sabidamente, evolui em estágios, desde quadro incipiente até demência grave, o cuidador é obrigado a enfrentar diversas dificuldades7. Cuidar de idoso portador de demência em casa apresenta vários desafios relacionados ao declínio progressivo na cognição e no comportamento de interação social39.

O cuidado com esse paciente pode ser experiência devastadora levando à piora da qualidade de vida de ambos os indivíduos. De acordo com a literatura, as más condições de saúde física e psíquica do cuidador são apontadas como um dos importantes preditores para institucionalização do indivíduo com demência já nos estágios iniciais4,17,40. Dessa forma, com o crescente aumento na prevalência da demência de Alzheimer e do número de cuidadores haveria elevação subsequente de custos em cuidados médicos, gerando problemas econômicos para a própria nação41.

Uma pesquisa recente avaliou o significado de qualidade de vida na visão do cuidador de portadores de demência de Alzheimer e procurou identificar fatores que alterassem a sua qualidade de vida, para melhor ou pior. Nesse estudo, os cuidadores associaram boa qualidade de vida ao bem-estar psicológico, serenidade, bem-estar geral, estabilidade financeira, liberdade e tranquilidade; já em relação ao idoso cuidado, esses cuidadores informais referiram que fatores, como boa saúde e maior independência do idoso, associado a presença de alguém que prestasse auxilio aos cuidados, melhorariam a sua qualidade de vida. Por outro lado, fatores como preocupações sobre a evolução, prognóstico da doença e estresse diário tendem a piorar a qualidade de vida desses indivíduos41.

Diversos estudos investigaram fatores que melhorariam a qualidade de vida dos cuidadores. Um estudo encontrou que boa saúde física, envelhecimento saudável, boas condições financeiras eram bons preditores para boa qualidade de vida42. Outros estudos encontraram que a presença de uma rede de apoio social, boa saúde mental e física, somada ao bem-estar espiritual levaria à melhor qualidade de vida42-46.

Alguns estudos investigaram o impacto na qualidade de vida dos cuidadores submetidos a tratamento e apoio de suporte com profissionais da saúde, foi visto melhor qualidade de vida naqueles cuidadores que eram submetidos a auxílio para modificação do cuidado com o idoso por meio de sessões de terapia ocupacional em casa42,47.

Diversas pesquisas identificaram fatores que pioravam a qualidade de vida do cuidador. Depressão, ansiedade e tensão são sintomas comuns entre os cuidadores de pacientes com doença de Alzheimer, e diversos estudos avaliaram como essas emoções afetam a qualidade de vida dos cuidadores, chegando à conclusão de que a depressão está intimamente relacionada com a solidão, a qualidade da relação entre o cuidador/idoso e a sua personalidade, cultura e nível de estresse48,49, afirmando a importância de maior atenção dos profissionais de saúde em relação à orientação e ao encaminhamento desses indivíduos a serviços que possam lhe prestar atendimento e esclarecimento adequado, buscando melhora da qualidade de vida do cuidador e do idoso48.

Pesquisas indicam que cuidadores de idosos com demência relatam mais cansaço, desgaste, revolta, depressão e somatizações do que familiares de idosos sem distúrbios neurodegenerativos6,7,29,50.

A qualidade de vida foi avaliada como negativa em cuidadores de portadores de demência que apresentavam alterações psicológicas e comportamentais51,52 que, por sua vez, levam à piora da qualidade do próprio portador14. Estes dados foram confirmados em um estudo multicêntrico, no qual a qualidade de vida de cuidadores principais de idosos com demência também se relacionou à duração da evolução da doença, tendo-se verificado que as cuidadoras mulheres têm pior qualidade de vida e maior índice de depressão do que cuidadores homens15.

Andrieu et al.29 avaliaram o impacto na qualidade de vida de cuidadores de pacientes com demência e chegaram à conclusão de que cuidadores de idosos muito dependentes tinham diminuição da qualidade de vida pelo fato de essa atividade ter restringido significativamente a interação social desses indivíduos.

Roig et al.28 concluíram que cuidadores mulheres, com idade maior que 56 anos, casadas, com filhos, nível socioeconômico baixo, escolaridade baixa e que cuidam de idosos em estágio avançado de demência experimentaram maior sobrecarga e, consequentemente, apresentaram piora significativa da sua qualidade de vida.

Argimon et al.53, levando-se em conta o sexo dos cuidadores, avaliaram o estado emocional, a saúde mental, as mialgias (doença física) e a capacidade física, e concluíram que a saúde mental, a estrutura emocional e a doença física são muito frequentemente afetadas, de modo negativo, em mulheres, enquanto nos homens cuidadores apenas a capacidade física encontrou-se significativamente prejudicada.

 

DISCUSSÃO

As sobrecargas física e psíquica a que os cuidadores de idosos com diagnóstico de demência estão expostos não raro levam à má qualidade de vida desses indivíduos5,8. Problemas sociais, piora da saúde física e sintomas psiquiátricos – principalmente depressão – são as consequências mais comuns do impacto de cuidar do portador de demência, motivo pelo qual estratégias de intervenção têm sido desenvolvidas no sentido de diminuir o impacto sofrido pelos cuidadores informais4,16. Estes cuidadores são onerados de diferentes maneiras pela tarefa de cuidar de um idoso doente, não somente no que diz respeito à necessidade de assistência e atenção à saúde, como também às múltiplas tarefas práticas, à atenção e ao carinho dispensados, aos fatores econômicos, ao uso de transportes coletivos, à moradia, entre outros6,12,13.

Revisando os estudos brasileiros realizados com cuidadores familiares de idosos, não somente demenciados, Santos18 verificou que em todos eles os cuidadores familiares se ressentem pela falta de uma rede de suporte mais efetivo nas áreas da saúde e social, e carecem de treinamentos e orientações específicas para a realização dos cuidados no âmbito domiciliar.

Garrido e Menezes4 ressaltam a necessidade de haver mais estudos no Brasil acerca dos cuidadores, além de boa formação dos profissionais de saúde especializados nesta área e implantação de programas de orientação e apoio ao cuidador que envolvam a família, a comunidade e o estado.

 

CONCLUSÃO

Por essa revisão, pode-se observar a avaliação da qualidade de vida negativa em cuidadores de idosos com demência de Alzheimer. A necessidade de maiores abordagens sociais e profissionais aos cuidadores de pacientes demenciados é realidade evidente. O esclarecimento aos profissionais de saúde sobre aspectos da qualidade de vida desse cuidador ajuda a direcionar estratégias para a melhora e a manutenção da qualidade de vida desses indivíduos. Entretanto, são necessários mais estudos relacionados a esse tema, principalmente em relação a abordagens terapêuticas eficazes nesse universo cuidador/idoso.

 

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Endereço para correspondência:
Juliane dos Anjos de Paula
Rua João Barreto, 421, Farol
57050-450 – Maceió, AL
E-mail: julianepaula2@hotmail.com

Recebido em 22/10/2008
Aprovado em 5/12/2008

 

 

Este trabalho foi realizado na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal)

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