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Jornal Brasileiro de Psiquiatria

Print version ISSN 0047-2085

J. bras. psiquiatr. vol.63 no.4 Rio de Janeiro Oct./Dec. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/0047-2085000000040 

Artigos Originais

Estudo transversal sobre o uso de risco de álcool em uma amostra de estudantes de uma universidade federal brasileira

Cross-sectional study on the risk of alcohol use in a sample of students in a brazilian federal university

Érika Correia Silva 1  

Adriana Marcassa Tucci 2  

1Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde.

2Unifesp, Departamento de Saúde, Educação e Sociedade, Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde.

RESUMO

Objetivo

Avaliar o padrão de consumo de álcool entre estudantes de uma universidade federal brasileira que faz parte do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) e identificar os grupos mais expostos a problemas relacionados ao uso de álcool e fatores associados.

Métodos

Caracteriza-se como um estudo descritivo, quantitativo e de delineamento transversal no qual se aplicou um questionário de caracterização sociodemográfica e o The Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) em 787 estudantes universitários de uma universidade federal brasileira.

Resultados

Entre os estudantes, 82,9% se enquadraram no grupo que faz consumo de baixo risco e 17,1%, no grupo que faz um consumo de risco. A análise de correspondência detectou que os estudantes do gênero masculino, os que não possuíam religião, que praticavam atividade física esporadicamente e que residiam em repúblicas se caracterizaram como pertencentes ao grupo de risco em relação ao consumo de álcool.

Conclusões

Os resultados indicam predominância de consumo de álcool de baixo risco entre os estudantes e sugerem uma relação entre consumo de álcool de maior risco e gênero masculino, não possuir religião, praticar atividade física esporadicamente e residir em repúblicas. Essas informações devem ser consideradas em programas preventivos no ambiente universitário.

Palavras-Chave: Estudantes; consumo de bebidas alcoólicas; transtornos relacionados ao uso de álcool

ABSTRACT

Objective

To evaluate the pattern of alcohol consumption among students in a Brazilian federal university that is part of the Support Program for Planning, Restructuring and Expansion of Federal Universities (REUNI) and identify the groups most exposed to problems related to alcohol use and associated factors.

Methods

It is characterized as a descriptive, quantitative and cross-sectional study. Seven hundred and eighty-seven students from a Brazilian federal university were evaluated by a socio-demographic questionnaire and by The Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT).

Results

Eighty-two point nine percent of students were low-risk drinkers and 17.1% were high-risk drinkers. Correspondence analysis found that male students, students who had no religion, practicing physical activity sporadically and who lived in republics were characterized as belonging to the group of risk in relation to alcohol consumption.

Conclusions

The results indicate a prevalence of low-risk alcohol consumption among students; and suggest a relationship between a higher risk of alcohol consumption and being male, having no religion, practicing physical activity sporadically and residing in republics. This information should be considered in prevention programs in the university environment.

Key words: Students; alcohol drinking; alcohol-related disorders

INTRODUÇÃO

Ingressar no ensino superior representa uma nova fase na vida de muitos estudantes. Nessa fase, os estudantes estão mais expostos a mudanças no convívio com a família, nos grupos sociais e em suas atividades diárias, apresentando maior liberdade e controle sobre suas vidas, o que pode fazer com que muitos estudantes tenham comportamentos pouco saudáveis, muitas vezes associados a um consumo excessivo do álcool, tabaco e outras drogas. Nesse sentido, esse período de transição do ensino médio à universidade pode ser considerado como de maior vulnerabilidade para circunstâncias que podem colocar a saúde em risco1-3.

O álcool é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)4 como a substância psicoativa mais consumida no mundo, com um crescimento expressivo de seu consumo nas últimas décadas. Por essa razão, o consumo de álcool tem sido considerado um problema de saúde pública3,4.

Segundo dados do I Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre universitários das 27 capitais brasileiras3, 86,2% dos estudantes universitários fizeram uso de álcool em algum momento em suas vidas e 72%, nos últimos 12 meses, demonstrando que grande parte dos estudantes faz uso recorrente de álcool.

O consumo de bebidas alcoólicas por universitários tem sido também objeto de investigação de outros estudos nacionais e internacionais, seja para levantamento do padrão de uso ou na busca de intervenções preventivas eficazes1,2,5,6.

As classificações utilizadas para se definir o padrão de consumo de álcool neste estudo seguem as definições da OMS7, que define abstinência como: “Ausência total de consumo de bebidas alcoólicas”, um consumo de risco pode ser definido como: “(...) um padrão de consumo que pode vir a implicar dano físico ou mental, se este persistir”. Esse último, segundo a OMS, “é um padrão de consumo de muita importância em saúde pública, apesar da ausência de alguma perturbação evidente no usuário”.

Para a OMS, o termo consumo nocivo corresponde a: “(...) um padrão de consumo que causa danos à saúde física ou psíquica. Todavia, o transtorno não satisfaz os critérios de dependência”. Já a dependência se caracteriza como: “(...) um padrão de consumo constituído por um conjunto de fenômenos fisiológicos, cognitivos e comportamentais que podem desenvolver-se após repetido uso de álcool. Inclui um desejo intenso de consumir bebidas, descontrole sobre o seu uso, continuação do consumo independentemente das consequências, uma alta prioridade dada aos consumos em detrimento de outras atividades e obrigações, aumento da tolerância ao álcool e sintomas de privação quando o consumo é descontinuado”7.

O alto consumo de bebidas alcoólicas está associado a situações de riscos à saúde, como beber e dirigir, realizar atividade sexual sem proteção, envolver-se em situações de violência e criminalidade e até mesmo cometer suicídio8. Além disso, tal consumo está relacionado a uma série de outros problemas, como o desenvolvimento de transtornos relacionados ao consumo de álcool, problemas legais, envolvendo brigas e uso de drogas ilícitas, e dificuldades acadêmicas, com prejuízos no desempenho acadêmico5.

O aumento do uso de álcool entre jovens tem gerado preocupações nos estudiosos da área. Assim, conhecer o padrão de consumo dessa substância entre universitários possibilita obter informações que podem auxiliar no desenvolvimento de ações de prevenção ao consumo excessivo dessa substância6,9-11.

O sistema de ensino superior no Brasil tem se expandido de forma considerável. A ampliação no número de vagas, a maior facilidade no ingresso e a criação de novos estabelecimentos de ensino permitiram um crescimento bastante expressivo da população de universitários12.

A expansão da educação superior no Brasil também contou com o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), que vem sendo desenvolvido desde 2003 com o objetivo de ampliar o acesso e a permanência dos estudantes na educação superior. Além disso, esse programa tem como objetivo diminuir as desigualdades sociais no país, aumentando a quantidade de cursos, o número de vagas e combatendo à evasão escolar13.

Dessa forma, a criação do REUNI trouxe novas perspectivas para o ensino superior, como maiores condições de acesso e permanência nas universidades federais, política de aumento de vagas, revisão da estrutura acadêmica, de inclusão e assistência estudantil, permitindo assim um maior acesso das camadas mais vulneráveis da população. Este estudo foca em um dos campi que faz parte do processo político de expansão das universidades federais, podendo revelar novas características e especificidades da população, importantes de serem conhecidas, já que toda mudança de política vigente no âmbito universitário interfere no ingresso, permanência e hábito dos estudantes14.

Além disso, a maioria dos levantamentos de consumo de álcool entre estudantes universitários é destinada a estudantes da área da saúde6,8,15-17. A grande maioria dos estudantes universitários entrevistados no I Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas das 27 capitais brasileiras3 é da área de humanas. Dessa forma, verifica-se a necessidade de se compreender o consumo de álcool entre estudantes em suas diversas áreas e, principalmente, com dados atuais e de uma universidade federal que modificou várias de suas políticas para a inclusão no REUNI.

Tendo em vista a relevância do tema, este estudo teve como objetivo avaliar o padrão de consumo de álcool entre estudantes de uma universidade federal brasileira que faz parte do REUNI, além disso, identificar os grupos mais expostos a problemas relacionados ao uso de álcool e fatores associados, fornecendo assim subsídios para futuras ações preventivas e de tratamento a essa população.

MÉTODOS

Realizou-se um estudo descritivo, quantitativo e de delineamento transversal entre janeiro e abril de 2013.

Considerações éticas

Este estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi aprovado em 1º de novembro de 2012 (CAAE: 08723112.8.0000.5505) e seguiu os princípios éticos contidos na Declaração de Helsinki. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Participantes

Participaram deste estudo 787 estudantes, maiores de 18 anos e de ambos os gêneros, da Universidade Federal de São Paulo, Campus Diadema, sendo esses de todos os cursos de graduação (Ciências Biológicas, Ciências Ambientais, Farmácia e Bioquímica, Áreas de Química [Química, Engenharia Química e Química Industrial] e Ciências) desta universidade, do primeiro ao último ano dos cursos mencionados. A amostra foi realizada por conveniência e de acordo com a aceitação do estudante em participar da pesquisa.

Instrumentos

Utilizou-se para a coleta de dados um questionário autoaplicável composto por três instrumentos:

  • Questionário de Caracterização Sociodemográfica dos Estudantes – desenvolvido especificamente para este estudo, com questões para uma melhor caracterização dos estudantes.

  • Critério de Classificação Econômica Brasil – desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa; a versão utilizada nesta pesquisa foi a de 201318.

  • The Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) – instrumento desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde7. Tem como objetivo detectar padrões de consumo de álcool, auxiliando na realização de intervenções11. Este instrumento foi validado para a população brasileira por Lima et al.19.

O AUDIT é composto por 10 questões que se referem à caracterização do consumo de álcool, suas consequências e sintomas de dependência. A partir da somatória das respostas chega-se a pontuações que são interpretadas segundo zonas de risco7.

O uso de baixo risco (Zona I) refere-se à pontuação de 0 a 7 pontos. Sujeitos que apresentam esse padrão podem se beneficiar com informações mais gerais sobre o uso de álcool e níveis de consumo mais adequados à saúde. Segundo a classificação padronizada pelo instrumento, os estudantes abstinentes também podem ser considerados dentro da Zona I7.

O uso de risco (Zona II) é caracterizado pela pontuação de 8 a 15 e, mesmo que os sujeitos não estejam apresentando problemas com o consumo atual de álcool, correm o risco de futuramente ter problemas de saúde, sofrer ferimentos, acidentes e outros problemas. Esses sujeitos se beneficiariam de orientações em relação ao consumo de álcool com o objetivo de se diminuir tal uso e poder com isso modificar seu padrão para baixo risco7.

O uso nocivo (Zona III) refere-se à pontuação de 16 a 19. Sujeitos aqui classificados provavelmente já apresentam algum problema. Reforça-se aqui a necessidade de orientação em relação ao consumo de álcool e aconselhamento para mudança no padrão de beber. Pontuações de 20 a 40 (Zona IV) já indicam uma provável dependência, devendo o sujeito ser encaminhado para uma confirmação diagnóstica e possível tratamento7,20.

Para a análise dos dados, neste estudo, os estudantes considerados abstinentes e da Zona I foram caracterizados como pertencendo ao grupo de baixo risco e os estudantes das Zonas II, III e IV, como pertencentes ao grupo de risco em relação ao consumo de álcool.

Procedimentos

Após a autorização da direção da universidade e aprovação do estudo pelo Comitê de Ética em Pesquisa, a pesquisa foi iniciada. Com o objetivo de ter uma amostra significativa, aplicou-se o questionário em todas as turmas (do primeiro ao último ano de todos os cursos anteriormente mencionados) e períodos (integral, noturno e vespertino) de um dos campus dessa universidade. Segundo dados da Pró-Reitoria de Graduação, existem, aproximadamente, 2.250 estudantes matriculados neste campus, mas, desse total, estima-se que ao menos 500 tenham desistido do curso que ingressaram. Todos os estudantes do referido campus foram convidados a participar do estudo. No entanto, nos dias da aplicação do questionário, em sala de aula, havia 794 estudantes. Houve apenas uma recusa em participar da pesquisa, totalizando 793 estudantes.

Após autorização de alguns docentes, realizou-se nas salas de aula uma breve explicação aos estudantes sobre os objetivos da pesquisa e o sigilo das informações prestadas. Os que aceitaram participar assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e, posteriormente, responderam aos instrumentos do estudo.

Análise dos dados

Os dados coletados foram analisados com a utilização do programa estatístico R versão 3.0.121. A análise descritiva das variáveis sociodemográficas e das questões do AUDIT abrangeu a frequência observada.

Foi realizada análise inferencial para verificar associações entre as variáveis de interesse por meio do teste exato de Fisher. Para detalhar o comportamento conjunto das variáveis que se mostraram significativas na análise univariada em relação aos grupos definidos por meio do AUDIT (grupo de baixo risco e grupo de risco) – sexo, com quem reside, religião, atividade física, hábito de fumar e se conhecem pessoas que consomem álcool em excesso – foi realizada uma análise de correspondência e o resultado foi, posteriormente, inserido no gráfico 1. O nível de significância adotado nas análises estatísticas foi de p < 0,05.

Gráfico 1 Resultado da análise de correspondência para as variáveis: sexo, com quem reside, se possui religião, prática de atividade física, hábito de fumar e se conhecem pessoas que consomem álcool em excesso e os grupos definidos pelo AUDIT. 

Do total de questionários analisados, seis foram excluídos por não apresentarem dados suficientes, principalmente em relação ao instrumento AUDIT, o que poderia comprometer a análise dos dados, sendo assim foram consideradas as respostas de 787 estudantes.

RESULTADOS

A tabela 1 apresenta dados da amostra, que foi composta predominantemente por estudantes pertencentes à faixa etária de 18 a 24 anos (87,5%), solteiros (94,5%), mulheres (64,6%), que residiam com familiares (77,9%), possuíam uma religião (68,8%), enquadravam-se na classe econômica B1 e B2 (58,8%) e não praticavam atividade física (51,1%). Importante notar que uma frequência significativa dos estudantes não apresentou o hábito de fumar (96,9%).

Tabela 1 Caracterização sociodemográfica, hábito de fumar e prática de atividade física dos estudantes a partir dos grupos definidos pelo AUDIT 

AUDIT N (%)
  Grupo de Baixo Risco (Abstinentes e Zona I) Grupo de Risco (Zonas II, III e IV) Total
  N = 652 (82,9%) N = 135 (17,1%) N = 787
Faixa etária      
 18 a 24 anos 562 (86,2%) 127 (94,1%) 689 (87,5%)
 Mais de 25 anos 90 (13,8%) 8 (5,9%) 98 (12,5%)
Sexo***      
 Masculino 210 (32,3%) 68 (50,4%) 278 (34,4%)
 Feminino 441 (67,7%) 67 (49,6%) 508 (64,6%)
Estado civil      
 Solteiro 611 (94%) 131 (97%) 742 (94,5%)
 Comprometidos 28 (4,3%) 2 (1,5%) 30 (3,8%)
 Outros 11 (1,7%) 2 (1,5%) 13 (1,7%)
Reside*      
 Familiares 511 (79,5%) 95 (70,4%) 606 (77,9%)
 Sozinho 11 (1,7%) 2 (1,5%) 13 (1,7%)
 República 121 (18,8%) 38 (28,1%) 159 (20,4%)
Possui religião***      
 Não 184 (28,4%) 60 (45,1%) 244 (31,2%)
 Sim 465 (71,6%) 73 (54,9%) 538 (68,8%)
Prática de atividade física**      
 Não pratica 349 (53,9%) 51 (37,8%) 400 (51,1%)
 Esporadicamente 252 (38,9%) 69 (51,1%) 321 (41%)
 Diariamente 47 (7,2%) 15 (11,1%) 62 (7,9%)
Classe econômica      
 A 114 (18,8%) 34 (26,6%) 148 (20,2%)
 B 366 (60,3%) 66 (51,6%) 432 (58,8%)
 C 115 (18,9%) 25 (19,5%) 140 (19%)
 D/E 12 (2%) 3 (2,3%) 15 (2%)
Fumante*      
 Não 635 (97,5%) 127 (94,1%) 762 (96,9%)
 Sim 16 (2,5%) 8 (5,9%) 24 (3,1%)
Conhece pessoas que consomem álcool em excesso***
 Não 646 (100%) 126 (96,2%) 772 (99,4%)
 Sim 0 (0%) 5 (3,8%) 5 (0,6%)

*p < 0,05; **p < 0,01; ***p < 0,001.

Observa-se também na tabela 1 que um consumo mais excessivo de álcool (grupo de risco) foi mais prevalente em estudantes mais jovens, entre 18 e 24 anos.

No que se refere à caracterização do consumo de álcool pelos estudantes de acordo com o AUDIT, foi identificado que a maioria dos estudantes (82,9%) é abstinente ou fez uso de baixo risco nos últimos 12 meses (grupo de baixo risco). Entretanto, 17,1% dos estudantes se enquadraram no grupo de risco, demonstrando um consumo considerado prejudicial e com possíveis consequências negativas.

Além disso, 0,6% dos estudantes apresentou sinais de provável dependência, ou seja, cinco estudantes apresentaram pontuação igual ou superior a 20 no AUDIT, dos quais quatro eram do gênero masculino.

Foram encontradas associações significativas entre o padrão de consumo de álcool e as seguintes variáveis: sexo, com quem reside, religião, prática de atividade física, hábito de fumar e se conhecem pessoas que consomem álcool em excesso, sendo que os estudantes do sexo masculino, que praticavam atividade física e tinham o hábito de fumar apresentaram um padrão de consumo de álcool mais significativamente caracterizado por ser de risco.

Dos estudantes do grupo de baixo risco, 71,6% possuíam religião, enquanto 54,9% do grupo de risco a possuía. Estudantes que moravam em repúblicas também apresentaram um padrão de consumo de álcool de maior risco quando comparado aos estudantes que residiam com familiares. Também se observa que a prática de atividade física, principalmente a esporádica, esteve associada a um padrão de consumo de álcool de maior risco.

Não foi encontrada associação significativa entre o padrão de consumo de álcool, a faixa etária do estudante, o estado civil, a classe econômica e o curso de graduação em que estava matriculado.

Conforme a tabela 2, constatou-se que a maioria dos estudantes possuía baixa frequência de consumo de álcool, consumindo uma vez ao mês (36,2%) ou de duas a quatro vezes por mês (34,8%), e 22,4% se autodeclararam abstinentes nos últimos 12 meses. Considerando esses dados, verifica-se que um total de 93,4% dos estudantes consumiu álcool em uma frequência de até quatro vezes ao mês e mais da metade dos estudantes (55,9%) consumiu até duas doses, indicando uma predominância de um consumo de baixo risco entre os estudantes avaliados.

Tabela 2 Padrão de consumo de bebidas alcoólicas de acordo com questões do AUDIT 

  N %
Frequência do consumo de bebidas alcoólicas    
 Nunca 176 22,4
 Uma vez por mês ou menos 285 36,2
 2 a 4 vezes por mês 274 34,8
 2 a 3 vezes por semana 49 6,2
 4 ou mais vezes por semana 3 0,4
Quantidade de doses consumidas em um dia típico    
 0, 1 a 2 439 55,9
 3 a 4 172 21,9
 5 a 6 116 14,8
 7 a 9 39 5,0
 10 ou mais 20 2,4
Consumo de seis ou mais doses em uma única ocasião nos últimos 12 meses
 Nunca 433 55,2
 Menos que mensalmente 240 30,6
 Mensalmente 96 12,2
 Semanalmente 16 2,0
 Diariamente ou quase diariamente 0 0
Sentimento de culpa ou com remorso depois de beber considerando os últimos 12 meses
 Nunca 625 79,4
 Menos que mensalmente 142 18
 Mensalmente 17 20,2
 Semanalmente 2 0,3
 Diariamente ou quase diariamente 1 0,1
Alguma vez foi ferido ou feriu alguém por ter bebido    
 Não 733 93,1
 Sim, mas não nos últimos 12 meses 29 3,7
 Sim, aconteceu durante os últimos 12 meses 25 3,2
Alguém já manifestou preocupação pelo seu consumo de álcool ou sugeriu que parasse de beber
 Não 743 94,6
 Sim, mas não nos últimos 12 meses 16 2,0
 Sim, aconteceu durante os últimos 12 meses 27 3,4

Com relação às consequências relacionadas ao consumo de álcool, 20,2% dos estudantes referiram que mensalmente se sentiram culpados ou com remorso após terem bebido, dos quais 6,9% já foram feridos ou feriram alguém e 5,4% relataram que alguma outra pessoa já manifestou algum tipo de preocupação em relação ao seu consumo de bebidas alcoólicas.

O gráfico 1 revela que, na análise de correspondência, foram detectados dois padrões de consumo de álcool mais fortemente caracterizados pelos participantes do presente estudo, conforme a descrição a seguir:

•Os estudantes classificados como sendo do grupo de baixo risco geralmente foram aqueles pertencentes ao gênero feminino, que não praticavam atividade física, que possuíam alguma religião, moravam com familiares e que desconheciam pessoas que consomem álcool em excesso.

•Já os classificados como sendo do grupo de risco geralmente foram os estudantes do gênero masculino, que não possuíam religião, que praticavam atividade física esporadicamente e que residiam em repúblicas.

DISCUSSÃO

O consumo de álcool por estudantes universitários tem sido foco de preocupação de diversos pesquisadores devido tanto à frequência e à quantidade de álcool consumida quanto aos problemas decorrentes de tal consumo6,9,11,22. Para se enfrentar tal situação, faz-se necessária a identificação de fatores que favoreçam um consumo mais problemático de álcool por essa população.

O presente estudo avaliou o padrão de consumo de álcool e fatores associados entre estudantes das áreas de exatas, ambientais e farmacêuticas de uma universidade federal do estado de São Paulo.

Com relação ao padrão de uso de álcool, a grande maioria dos estudantes se enquadrou em um consumo de baixo risco. Nesse sentido, caracterizou-se por apresentar um consumo de bebidas alcoólicas dentro dos limites considerados menos prejudiciais pela OMS4,7.

É possível que esse baixo consumo detectado nesse estudo esteja relacionado às características específicas da amostra e do processo de amostragem, visto que, nos dias da aplicação dos instrumentos em sala de aula, muitos alunos matriculados no campus não se encontravam presentes. Nesse sentido, pode-se ter favorecido a participação no estudo de estudantes mais assíduos à universidade. Sabe-se que o consumo de álcool por estudantes universitários pode ocasionar faltas frequentes, assim a possibilidade de ausência desses no estudo pode ter implicado um viés de seleção5.

Outro fator que pode explicar o baixo consumo de álcool entre esses estudantes é o fato de a maioria deles estar residindo com familiares. Windle23 explica que muitos estudantes, ao ingressarem na universidade, deixam suas famílias de origem pela primeira vez e passam a residir com outros estudantes, tendo pouca supervisão de adultos, podendo se tornar um fator de risco a mais para um consumo excessivo do álcool. Os achados sugerem e reforçam o fato de que o estudante universitário que reside com sua família tem menor probabilidade de ter um padrão de consumo de álcool excessivo.

Quando comparados os dados relativos ao padrão de consumo de álcool obtido pelos estudantes universitários do presente estudo com outros cinco estudos realizados também com estudantes24-28, sendo dois em Portugal e os demais no Brasil, nota-se que o estudo de Ferreira26 foi o que obteve a maior frequência de estudantes no grupo de baixo risco (83,9%), seguido pelos estudantes do presente estudo (82,9%). Os demais estudos apresentaram porcentagens mais baixas como: 68,20%24, 61%25, 74,8%15 e 66,5%27. Seguindo nessa mesma direção, a menor frequência de estudantes no grupo de risco foi obtida também pelo estudo de Ferreira26 (16,1%), seguido pelo presente estudo (17,1%), sendo que nos demais estudos as frequências foram: 31,8%24, 39%25, 25,2%15 e 33,5%27.

Além disso, o I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira28 identificou um consumo médio de até duas doses de álcool por dia entre os bebedores, na ocasião em que bebem, sendo que 37% dos indivíduos estavam com idade entre 18 e 24 anos. A taxa de abstinência foi de 35% entre os homens e 59% entre as mulheres. No presente estudo, foi encontrada uma frequência maior de estudantes que consumem duas doses de álcool em um dia típico quando estão bebendo (55,9%) e menor de estudantes abstinentes, de 22,4% (considerando ambos os gêneros), confirmando dados que a literatura tem mostrado acerca do consumo de álcool entre estudantes universitários, ou seja, a prevalência de consumo é maior do que a encontrada na população geral3.

Já com relação ao I Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras3, foi encontrada abstinência ou um consumo de baixo risco em 70,8% dos universitários do gênero masculino e 83,8% do gênero feminino. No presente estudo, tais frequências foram relativamente semelhantes, 75,5% e 86,8%, respectivamente, para o gênero masculino e feminino.

Os achados desse estudo revelaram um padrão de consumo de álcool entre estudantes universitários com menor risco do que a grande maioria dos estudos realizados com a mesma população. Assim, o padrão de consumo de álcool encontrado no presente estudo é menos prejudicial e traz menos consequências negativas à saúde e à vida acadêmica4,7. No entanto, quando comparados aos dados do I Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras3, os dados não se mostram tão discrepantes, sugerindo estar havendo um consumo de álcool menos prejudicial nessa população e uma tendência à diminuição desse consumo ou mesmo abstinência.

No presente estudo, o padrão de consumo de álcool mais excessivo foi encontrado no gênero masculino. Esse dado está em acordo com uma vasta literatura da área29-31 que revela maior prevalência de consumo de álcool e problemas associados no gênero masculino.

Além disso, foi encontrada também associação entre o grupo de baixo risco e o fato de eles não conhecerem pessoas que consomem álcool em excesso. Segundo Oliveira et al.32, é comum que estudantes que consomem álcool de forma excessiva tenham colegas que possuem hábitos similares, da mesma forma, estudantes que consomem raramente álcool ou em poucas doses podem pertencer a grupos com o mesmo hábito.

Não ter religião também esteve associado com um padrão de consumo mais excessivo de álcool. O fato de se ter uma religião, independente de qual seja, tem sido frequentemente relatado como um fator protetor ao uso excessivo de álcool ou mesmo razão de abstinência dessa substância29,33,34.

Com relação ao hábito de fumar, verificou-se que o fato de o estudante não fumar esteve associado a um consumo de álcool de baixo risco. Essa mesma associação também foi encontrada no estudo de Santos et al.6. Considera-se essa informação importante, pois o hábito de fumar também é prejudicial à saúde, tanto quanto um consumo excessivo de bebidas alcoólicas, assim estudantes que têm os dois hábitos apresentariam maior risco para sua saúde.

Um dado que chamou a atenção foi a não prática de atividade física estar associada a um consumo de baixo risco de álcool e a prática esporádica estar associada ao padrão de consumo de risco. O estudo de Perin et al.35 também encontrou dados similares. Já no estudo de Cavalcante36 foi identificada que a prática de atividade física influencia na redução do consumo ou até mesmo na sua ausência, ou seja, o contrário do encontrado no presente estudo. Nessa mesma direção, Perin et al.35 referiram que adolescentes do gênero masculino eram mais ativos na prática de atividade física, mas também eram os que mais consumiam álcool. Geralmente as atividades esportivas desenvolvidas pelos estudantes estão relacionadas à Atlética do campus, que também está envolvida com a realização de festas nas quais há alto consumo de bebidas alcoólicas, o que pode estar diretamente relacionado ao fato de se ter um maior consumo de álcool entre os estudantes que praticam atividade física com maior regularidade.

Em geral, este estudo contribuiu com informações relevantes e que sugerem estar havendo uma tendência dos estudantes universitários a um baixo consumo de álcool. A maioria dos estudantes do presente estudo não consome álcool ou faz uso de baixo risco, dado pouco detectado em outros estudos com a mesma população. Por outro lado, o estudo confirmou alguns dos achados da literatura acerca do consumo de álcool e fatores associados nessa população.

Apesar de poucos estudantes fazerem parte do grupo de risco, sugere-se o desenvolvimento de programas preventivos e educativos com essa população no ambiente universitário, principalmente nos locais onde praticam atividade física. Deve-se orientá-los a respeito dos riscos de um consumo excessivo, dos problemas causados pelo uso de álcool e dos benefícios de um consumo de baixo risco, principalmente para estudantes do gênero masculino. Além disso, essas ações preventivas podem incluir aspectos relacionados a hábitos saudáveis, bem-estar e qualidade de vida.

Apesar das contribuições deste estudo, há algumas limitações, principalmente com relação ao tamanho e à especificidade da amostra, por ser predominantemente uma amostra do gênero feminino e específica de um campus do processo de expansão das universidades federais, ou seja, do Programa REUNI. Assim, tais resultados não podem ser generalizados para toda a população de estudantes universitários. Além disso, o estudo teve um delineamento transversal, o qual não permite estabelecer uma relação de causa-efeito entre as variáveis estudadas, assim como identificar consequências a longo prazo do consumo atual de álcool, inclusive as que podem ocorrer durante a trajetória acadêmica.

CONCLUSÕES

Os achados deste estudo revelam que, entre os estudantes universitários de uma universidade federal brasileira que aderiu ao REUNI, aqueles do gênero masculino, que não possuíam religião, que praticavam atividade física esporadicamente e que residiam em repúblicas se caracterizaram como pertencentes ao grupo de risco em relação ao consumo de álcool. No entanto, foi detectado mais predominantemente um consumo de álcool de baixo risco entre os estudantes deste estudo, sugerindo a possibilidade de estar havendo uma tendência a um consumo de menor risco dessa substância nessa população. As mudanças ocorridas após a criação do Programa REUNI do Governo Federal podem estar garantindo o acesso de universitários com perfis e hábitos diferentes. Além disso, a política de saúde ao estudante pode estar contribuindo para um consumo de baixo risco nessa população. Nessa direção, sugere-se que futuros estudos possam avaliar o consumo de álcool entre estudantes de universidades federais que aderiram ao Programa REUNI.

AGRADECIMENTOS

A todos os estudantes participantes, pela disponibilidade e colaboração, e à direção da Universidade Federal de São Paulo, Campus Diadema, pela autorização e pelo apoio para a realização deste estudo.

REFERÊNCIAS

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Received: February 12, 2014; Accepted: June 13, 2014

Endereço para correspondência: Adriana Marcassa Tucci, Rua Silva Jardim, 136 – Vila Mathias, 11015-020 – Santos, SP, Brasil. E-mail: atucci@unifesp.br

CONTRIBUIÇÕES INDIVIDUAIS

Érika Correia Silva e Adriana Marcassa Tucci – Participaram da elaboração da concepção e desenho do estudo, da análise e interpretação dos dados e da elaboração do artigo e aprovaram a versão final a ser publicada.

CONFLITOS DE INTERESSE

As autoras do artigo declaram não haver qualquer tipo de conflitos de interesse e que este estudo não se utilizou de nenhum tipo de suporte financeiro.

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