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Doenças crônicas não transmissíveis e fatores sociodemográficos associados a sintomas de depressão em idosos

Non-communicable chronic diseases and sociodemographic associated with symptoms of depression in elderly

RESUMO

Objetivo

Investigar a associação das doenças crônicas não transmissíveis e fatores sociodemográficos com sintomas de depressão em idosos.

Métodos

Foi realizado um estudo transversal com 1.391 idosos cadastrados na Estratégia Saúde da Família. Os dados sociodemográficos e de doenças crônicas não transmissíveis foram coletados pelos agentes comunitários de saúde. A Escala de Depressão Geriátrica abreviada foi utilizada para investigar os sintomas de depressão.

Resultados

Aproximadamente 81% referiram ao menos uma doença crônica não transmissível. Os sintomas depressivos foram associados com sexo feminino, doença coronariana, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral; ≥ 8 anos de estudo e ter companheiro foram protetores. Dentre as doenças crônicas não transmissíveis, as cardiovasculares e as cerebrovasculares têm associação independente com sintomas de depressão.

Conclusões

Esses resultados corroboram a hipótese de que a doença vascular seja um fator de risco para o comprometimento encefálico associado à depressão. Evidencia-se o importante papel dos agentes comunitários de saúde, na Estratégia Saúde da Família, com potencial utilidade nas políticas públicas para a saúde mental do idoso.

Depressão; doença crônica; idoso; atenção primária à saúde

ABSTRACT

Objective

To investigate the association between non-communicable chronic diseases and sociodemographic factors with symptoms of depression in elderly.

Methods

Transversal study conducted with 1,391 elderly patients registered in the Family Health Strategy. Social-demographic and non-communicable chronic diseases data were collected by community health agents. Geriatric Depression Scale abbreviate was used to investigate symptoms of depression.

Results

About 81% of all patients reported at least one non-communicable chronic disease. Symptoms of depression was associated with women, coronary disease, cardiac insufficiency and cerebrovascular accident; education ≥ 8 years and having a companion were shown to be protecting factors.

Conclusions

Cardiovascular and cerebrovascular non-communicable chronic diseases are independently associated with depression. These results support the hypothesis that vascular disease is a risk factor for brain impairment associated with depression. This research illustrates the role of community health agents within Family Health Strategy as a tool for public mental health policy.

Depression; chronic disease; aged; primary health care

INTRODUÇÃO

O principal impacto negativo do envelhecimento populacional é o aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), que são as principais causas de mortalidade e incapacidade em todo o mundo11. World Health Organization (WHO). Noncommunicable diseases prematurely take 16 million lives annually, WHO urges more action (2015). Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2015/noncommunicable-diseases/en/>. Acesso em: 28 fev. 2015.
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. Essas doenças são responsáveis por 38 milhões de mortes anuais, sendo que ¾ desse total ocorrem em países de baixa e média renda como o Brasil11. World Health Organization (WHO). Noncommunicable diseases prematurely take 16 million lives annually, WHO urges more action (2015). Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2015/noncommunicable-diseases/en/>. Acesso em: 28 fev. 2015.
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. Além disso, é nesse grupo de países que ocorre um maior número de mortes antes dos 70 anos, já que o acesso à saúde preventiva e os tratamentos dessas patologias são limitados, contribuindo para uma menor expectativa de vida11. World Health Organization (WHO). Noncommunicable diseases prematurely take 16 million lives annually, WHO urges more action (2015). Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2015/noncommunicable-diseases/en/>. Acesso em: 28 fev. 2015.
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A coexistência de DCNT aumenta esses riscos, trazendo o conceito de multimorbidade como um fator de maior preocupação. Esse perfil epidemiológico característico de populações mais carentes tem consequências econômicas e administrativas diretas, tanto no setor público quanto privado, exigindo adaptações, que são urgentes, principalmente nas políticas públicas de saúde22. Duncan BB, Chor D, Aquino EMLD, Benseñor IJM, Mill JG, Schmidt MI, et al. Doenças crônicas não transmissíveis no Brasil: prioridade para enfrentamento e investigação. Rev Saúde Pública. 2012;46(supl. 1):126-34..

As doenças mentais estão entre as DCNT que mais diretamente causam incapacidade e pioram a qualidade de vida, com grande impacto também para os familiares33. Whiteford HA, Ferrari AJ, Degenhardt L, Feigin V, Vos T. The global burden of mental, neurological and substance use disorders: an analysis from the global burden of disease study 2010. PLoS One. 2015;10(2):e0116820.. Entre elas, a mais prevalente em idosos é a depressão. Em relação à depressão, existe uma forte associação bidirecional com DCNT, sendo a depressão considerada fator de risco para um pior prognóstico de doenças crônicas, como diabetes e síndrome coronariana, ou como consequência no agravo da doença, como, por exemplo, a alta prevalência de depressão após um acidente vascular cerebral (AVC), o que impacta muito na incapacidade, na qualidade de vida e na mortalidade do indivíduo44. Lichtman JH, Froelicher ES, Blumenthal JA, Carney RM, Doering LV, Frasure-Smith N, et al. Depression as a risk factor for poor prognosis among patients with acute coronary syndrome: systematic review and recommendations: a scientific statement from the American Heart Association. Circulation. 2014;129(12):1350-69.

5. Park M, Katon WJ, Wolf FM. Depression and risk of mortality in individuals with diabetes: a meta-analysis and systematic review. Gen Hosp Psychiatry. 2013;35(3):217-25.
-66. Ayerbe L, Ayis S, Wolfe CD, Rudd AG. Natural history, predictors and outcomes of depression after stroke: systematic review and meta-analysis. Br J Psychiatry. 2013;202(1):14-21..

O transtorno depressivo maior (TDM) é um distúrbio do humor que acomete pessoas de qualquer faixa etária. No idoso o TDM tem etiologia e formas de apresentação heterogêneas porque envolve aspectos biológicos associados a fragilidade, comorbidades, aspectos psicológicos relativos a viuvez, mudança de papéis na família e na sociedade e aspectos sociais relacionados com a solidão77. American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Tratamento de Transtornos Mentais (DSM-5). Porto Alegre: Artmed; 2014.. Para essa doença, a prevalência no idoso varia de 4,7% a 36,8%88. Brasil, Departamento de Atenção Básica, Secretaria de Atenção à Saúde, Ministério da Saúde. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.. Essa variação pode ocorrer devido aos diferentes instrumentos validados que são utilizados para rastrear e detectar os sintomas de depressão em idosos.

Esse cenário adverso atinge com maior intensidade aqueles indivíduos que moram em regiões de risco e vulnerabilidade, os quais não possuem seguro de saúde e dependem exclusivamente da oportunidade de receberem uma cobertura de cuidados no nível da atenção básica (AB) a partir das equipes da estratégia saúde da família (ESF). Sabe-se que a depressão é subnotificada pelos pacientes, principalmente entre os idosos, e por isso cerca de 50% dos casos de TDM não são detectados na AB99. Bell RA, Franks P, Duberstein PR, Epstein RM, Feldman MD, Fernandez y Garcia E, et al. Suffering in silence: reasons for not disclosing depression in primary care. Ann Fam Med. 2011;9(5):439-46.. Por essa razão, acreditamos em iniciativas que investigam informações relevantes de saúde mental, por meio da busca ativa com baixo custo, estimulando a participação da estrutura da ESF. A participação dos agentes comunitários de saúde nessas atividades parece promissora tanto para o aprimoramento da assistência quanto para a geração de dados de saúde mental relevantes, que podem gerar melhorias no próprio âmbito da AB1010. Gomes I, Nogueira EL, Engroff P, Ely LS, Schwanke CHA, De Carli GA, et al. The multidimensional study of the elderly in the Family health strategy in Porto Alegre, Brazil (EMI-SUS). PAJAR. 2013;1(1):20-4.. Nossa hipótese é de que esse tipo de modelo que integra assistência e pesquisa traga resultados importantes sobre a saúde mental do idoso e fortaleça a cooperação entre a AB e centros terciários como as universidades.

Assim, o objetivo do presente estudo é investigar a associação das doenças crônicas não transmissíveis e fatores sociodemográficos com sintomas de depressão em idosos cadastrados na ESF.

MÉTODOS

Foi realizado um estudo transversal de base populacional, em indivíduos com 60 anos ou mais, atendidos pela ESF no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. A população estudada faz parte do Programa de Envelhecimento Cerebral (PENCE), uma parceria da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) com a Secretaria Municipal de Saúde do município de Porto Alegre, cujo objetivo é fornecer suporte à rede de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), nos três níveis de atenção à saúde, por meio de um modelo de atenção à saúde mental. Nesse modelo, todos os indivíduos com idade igual ou superior a 55 anos são cadastrados e acompanhados por instrumentos de triagem para depressão.

Neste estudo, foram incluídos 1.391 idosos, cadastrados em uma das 38 equipes da ESF da área de abrangência da PUCRS, no município de Porto Alegre, no período de janeiro de 2013 a outubro de 2014. Para o cálculo do tamanho amostral considerou-se uma proporção de um idoso com sintomas de depressão para cada três idosos sem tais sintomas. Foi encontrado um tamanho amostral de 1.328 indivíduos, para uma frequência de 70% e uma diferença de frequência de DCNT de 10% entre os grupos (alfa de 5% e poder de 90%).

Os dados foram coletados no prontuário do PENCE. O instrumento utilizado no programa é a versão de 15 itens da Escala de Depressão Geriátrica (EDG-15)1111. Sheik J, Yesavage J. Geriatric Depression Scale (GDS): recent evidence and development of a shorter version. Clinical Gerontologist. 1986;5(1):165-72., para avaliar sintomas depressivos1212. Almeida OP, Almeida SA. Confiabilidade da versão brasileira da Escala de Depressão Geriátrica (GDS) versão reduzida. Arq Neuropsiquiatr. 1999;57(2B):421-6.. O referido instrumento já foi traduzido e adaptado para a língua portuguesa e aplicado por agentes comunitários de saúde previamente treinados. As 15 perguntas que contemplam o instrumento têm respostas simples, negativas ou afirmativas. A pontuação pode variar de 0 a 15. Para a classificação foram utilizados os seguintes pontos de corte: normal – entre 0 e 4; limítrofe – entre 5 e 7; alterado – entre 8 e 15. Uma pontuação a partir de 8 na EDG-15 foi considerada alterada com a finalidade de priorizar sua especificidade para o rastreio de TDM, diferentemente de outros estudos os quais sugerem ponto de corte de 5/6 para esse instrumento1313. Paradela EMP, Lourenço RA, Veras RP. Validação da escala de depressão geriátrica em um ambulatório geral. Rev Saude Publica. 2005;39(6):918-23.,1414. Castelo MS, Coelho-Filho JM, Carvalho AF, Lima JWO, Noleto JCS, Ribeiro KG, et al. Validity of the Brazilian version of the Geriatric Depression Scale (GDS) among primary care patients. Int Psychogeriatr. 2010;22(1):109-13.. Para mais esclarecimentos, os atuais critérios para o diagnóstico e classificação do TDM se encontram na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais77. American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Tratamento de Transtornos Mentais (DSM-5). Porto Alegre: Artmed; 2014..

As variáveis sociodemográficas foram sexo (masculino e feminino), faixa etária (60-69, 70-79 e 80 anos ou mais), cor (branca, parda, negra e outras), anos de estudo (0-3, 4-7 e 8 anos ou mais), estado civil (solteiro, casado, separado e viúvo), tem companheiro (não e sim), renda (sem renda, até 1, mais do que 1 e até 4 e mais do que 4 salários-mínimos). As DCNT foram identificadas por autorrelato, seja por pergunta direta (sim ou não) referente a ter algumas das seguintes DCNT: hipertensão arterial (HAS), diabetes (DM), doença coronariana, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC), câncer, reumatismo/artropatia, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença da tireoide e outras (arritmia cardíaca, aneurisma de aorta, doença de chagas, hepatite, cirrose, AIDS, epilepsia, gastrite crônica, insuficiência renal, psoríase, incontinência urinária e gota). Não foram consideradas as doenças agudas autolimitadas e a depressão por ser a variável desfecho estudada.

Os resultados foram tabulados pelo programa de digitalização e leitura de dados TeleForm (Cardiff, Version 10.5.1, Chicago, USA) e, posteriormente, analisados pelo programa estatístico SPSS versão 17. As variáveis foram descritas por frequências, médias e desvios-padrões. Para verificar a associação das DCNT com as características sociodemográficas e do EDG-15 com as DCNT foi utilizado, na análise bivariada, o teste de qui-quadrado de Pearson, e para as variáveis politômicas ordinais, o teste de tendência linear do qui-quadrado. Na análise multivariada foi utilizado o modelo de regressão de Poisson, com análise robusta, que teve como critério de inclusão as variáveis com P < 0,300. Foi considerado significativo os valores de P < 0,05.

Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUCRS, parecer número 826.858, seguindo a Resolução 466/12.

RESULTADOS

Foram avaliados 1.391 idosos cadastrados no PENCE de janeiro de 2013, quando foi implementado o prontuário eletrônico, a outubro de 2014. A idade variou de 60 a 105 anos, com média e desvio-padrão de 69,7 ± 7,8 anos. Destes, aproximadamente 70% eram do sexo feminino, 68% se declararam branco, 77% não tinham ensino fundamental completo e 57% tinham renda de até 1 salário-mínimo. Apenas 18,7% não referiram doença crônica e 47,5% referiram duas ou mais (Tabela 1). Foi observada maior frequência de doença crônica com idade avançada (P < 0,001) e menor escolaridade (P = 0,004), e menor frequência de doença crônica entre os solteiros (P = 0,001).

Tabela 1
Distribuição das características sociodemográficas e frequência de doenças crônicas, de acordo com estas variáveis, em idosos cadastrados na Estratégia Saúde da Família de Porto Alegre

A Tabela 2 mostra a distribuição das DCNT referidas e a frequência dos resultados da escala de sintomas depressivos (EDG-15), de acordo com as doenças. Dos idosos estudados, aproximadamente 21% tiveram EDG-15 alterado. O resultado da EDG-15 foi normal em aproximadamente 72% dos idosos sem doença crônica e 56% daqueles com alguma doença crônica (P < 0,001). As seguintes doenças apresentaram associação significativa (P < 0,05) com o resultado da escala de sintomas depressivos: HAS, DM, doença coronariana, insuficiência cardíaca e AVC.

Tabela 2
Distribuição das doenças crônicas referidas e frequência do resultado da escala de sintomas depressivos (EDG-15), de acordo com essas doenças, em idosos cadastrados na Estratégia Saúde da Família de Porto Alegre

O modelo final da análise multivariada mostrou maior prevalência de sintomas depressivos no sexo feminino e nos idosos com doença coronariana, insuficiência cardíaca e AVC e menor prevalência naqueles com ensino fundamental completo, que vivem com parceiro e nos viúvos (Tabela 3).

Tabela 3
Modelo final da análise multivariada (regressão de Poisson)

DISCUSSÃO

No presente trabalho foi realizado um levantamento das doenças crônicas autorreferidas e a associação destas com sintomas de depressão, detectados por instrumento de triagem aplicados por agentes comunitários de saúde na população idosa cadastrada na ESF do município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Foi encontrada uma elevada prevalência de DCNT (81,3%), principalmente HAS (70,8%) e DM (27,0%), seguida das cardiovasculares. Na Pesquisa Nacional de Saúde (2013), inquérito populacional para doenças crônicas autorreferidas realizado em amostra aleatória de moradores de domicílios particulares, foi observada uma prevalência de HAS e DM em idosos do Rio Grande do Sul de 53,3% e 17,7%, respectivamente1515. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas. Rio de Janeiro: IBGE; 2014.. A prevalência mais elevada encontrada no presente estudo reflete provavelmente o fato de se tratar de uma população de baixa renda e escolaridade, tornando esses indivíduos, principalmente os com maior idade, mais vulneráveis à ocorrência de DCNT1616. Carvalho AK, Menezes AM, Camelier A, Rosa FW, Nascimento OA, Perez-Padilla R, et al. Prevalence of self-reported chronic diseases in individuals over the age of 40 in São Paulo, Brazil: the PLATINO study. Cad Saude Publica. 2012;28(5):905-12.,1717. Stern Y. Cognitive reserve in ageing and Alzheimer’s disease. Lancet Neurol. 2012;11(11):1006-12.. É importante ter cautela na interpretação desses achados isoladamente, pois outros fatores podem estar associados com a ocorrência das DCNT. Os resultados, no entanto, são semelhantes a um levantamento realizado em idosos voluntários de uma comunidade carente do Rio de Janeiro, que identificou uma prevalência de HAS e DM de 83% e 32%, respectivamente1818. Lino VT, Portela MC, Camacho LA, Atie S, Lima MJ. Assessment of social support and its association to depression, self-perceived health and chronic diseases in elderly individuals residing in an area of poverty and social vulnerability in Rio de Janeiro city, Brazil. PLoS One. 2013;8(8):e71712.. Traduzem também a elevada mortalidade proporcional por DCNT no Brasil, que em 2007 foi de aproximadamente 75%1919. Schmidt MI, Duncan BB, Azevedo e Silva G, Menezes AM, Monteiro CA, Barreto SM, et al. Chronic non-communicable diseases in Brazil: burden and current challenges. Lancet. 2011;377(9781):1949-61..

Com relação à depressão, 21,2% dos idosos apresentaram sintomas significativos com oito ou mais itens da EDG-15. Essa frequência de depressão é semelhante à de outros estudos nacionais de base populacional, embora a maioria destes tenha utilizado métodos diferentes de rastreamento e pontos de corte mais baixos na EDG-15, o que dificulta a comparação2020. Barcelos-Ferreira R, Pinto Jr JA, Nakano EY, Steffens DC, Litvoc J, Bottino CMC. Clinically significant depressive symptoms and associated factors in community elderly subjects from São Paulo, Brazil. Am J Geriatr Psychiatry. 2009;17(7):582-90.

21. Sass A, Gravena AAF, Pilger C, Mathias TAF, Marcon SS. Depression in elderly enrolled in a control program for hypertension and diabetes mellitus. Acta Paul Enferm. 2012;25(1): 80-5.
-2222. Barcelos-Ferreira R, Izbicki R, Steffens DC, Bottino CM. Depressive morbidity and gender in community-dwelling Brazilian elderly: systematic review and meta-analysis. Int Psychogeriatr. 2010;22(5):712-26.. Em estudo de rastreamento com a EDG-15 aplicada por agentes comunitários de saúde em idosos cadastrados na ESF do município de Porto Alegre, foi encontrada uma frequência de 30,6% de depressão, com um ponto de corte de 5/62323. Nogueira EL, Rubin LL, Giacobbo SS, Gomes I, Cataldo Neto A. Screening for depressive symptoms in older adults in the Family Health Strategy, Porto Alegre, Brazil. Rev Saude Publica. 2014;48(3):368-77.. Em países industrializados, a estimativa da prevalência de sintomas de depressão também varia de acordo com o instrumento utilizado, mostrando prevalências de 25,0% na Espanha, e de 10% a 16% em outros países europeus e também no Canadá2424. Djernes JK. Prevalence and predictors of depression in populations of elderly: a review. Acta Psychiatr Scand. 2006;113:372-87..

Quanto a fatores sociodemográficos, o sexo feminino esteve independentemente associado com depressão. Alguns estudos de gênero que incluem transtornos mentais apontam que mulheres são mais suscetíveis à depressão, em virtude de isolamento social, privação de relações familiares, sobrecarga de funções da mulher, principalmente as por questões familiares e alguns fatores biológicos, como privação de estrogênio2525. Andrade LHSG, Viana MC, Silveira CM. Epidemiologia dos transtornos psiquiátricos na mulher. Rev Psiquiatr Clin. 2006;33(2):43-54.,2626. Gullich I, Duro SMS, Cesar JA. Depressão entre idosos: um estudo de base populacional no Sul do Brasil. Rev Bras Epidemiol. 2016;19(4):691-701.. Escolaridade mais alta (oito anos de estudo ou mais), viver com um companheiro e viuvez foram identificados como fatores protetores neste estudo. É reconhecido que a baixa escolaridade e o analfabetismo parecem mais associados com sintomas depressivos2323. Nogueira EL, Rubin LL, Giacobbo SS, Gomes I, Cataldo Neto A. Screening for depressive symptoms in older adults in the Family Health Strategy, Porto Alegre, Brazil. Rev Saude Publica. 2014;48(3):368-77.. Fernandes et al.2727. Fernandes MGM, Nascimento NFS, Costa KNFM. Prevalência e determinantes de sintomas depressivos em idosos atendidos na atenção primária de saúde. Rev Rene Fortaleza. 2010;11(1):19-27. explicam que os idosos com maior escolaridade têm melhor acesso aos serviços de saúde, acarretando em melhores tratamentos médicos que, por sua vez, diminuem a prevalência desses sintomas. Relacionado a esse tema, Hoffmann et al.2828. Hoffmann EJ, Ribeiro F, Farnese JM, Lima EWB. Sintomas depressivos e fatores associados entre idosos residentes em uma comunidade no norte de Minas Gerais, Brasil. J Bras Psiquiatr. 2010;59(3):190-7. verificaram que os idosos casados tinham menos chance de desenvolver depressão; outro estudo que identificou que 77,5% dos indivíduos deprimidos não tinham um companheiro2121. Sass A, Gravena AAF, Pilger C, Mathias TAF, Marcon SS. Depression in elderly enrolled in a control program for hypertension and diabetes mellitus. Acta Paul Enferm. 2012;25(1): 80-5.. Ademais, ter um companheiro pode ser considerado um fator de proteção psicossocial, melhorando o apoio mútuo e o enfrentamento de situações adversas. A relação negativa entre depressão e viuvez encontrada nesse estudo diverge da relação da maioria dos estudos nos quais viúvos apresentaram mais sintomas depressivos2929. Bandeira CB. Perfil dos idosos com depressão em comunidade do município de Fortaleza. Rev Bras Med Fam Com. 2008;4(15):189-204., ou essa associação não é encontrada2323. Nogueira EL, Rubin LL, Giacobbo SS, Gomes I, Cataldo Neto A. Screening for depressive symptoms in older adults in the Family Health Strategy, Porto Alegre, Brazil. Rev Saude Publica. 2014;48(3):368-77.,3030. Gonçalves VC, Andrade KL. Prevalência de depressão em idosos atendidos em ambulatório de geriatria da região nordeste do Brasil (São Luís-MA). Rev Bras Geriatr Gerontol. 2010;13(2):289-300., o que nos faz pensar que pode ser um resultado ao acaso. As variáveis ter companheiro e estado civil apresentam resultados distintos, pois foram questionamentos distintos.

Os achados mais importantes relacionados às doenças crônicas, no presente trabalho, são as associações independentes, nas quais idosos que referiram doença coronariana, AVC e insuficiência cardíaca tiveram uma prevalência de depressão 1,94, 1,40 e 1,33 vezes maior. Os fatores de risco para doenças vasculares, como HAS e DM, apresentam uma associação significativa na análise bivariada, mas não aparecem como fatores independentes no modelo final da análise. Já outras doenças, como câncer, artropatias, doenças respiratórias crônicas e doenças da tireoide, mesmo às vezes relacionadas a sofrimento psicológico, não mostraram associação com sintomas depressivos nem na análise bivariada.

Estudos prévios apontam relações de associação entre doenças crônicas e depressão em diferentes faixas de idade, incluindo adultos entre 20 e 59 anos3131. Boing AF, Melo GR, Boing AC, Moretti-Pires RO, Peres KG, Peres MA. Associação entre depressão e doenças crônicas: um estudo populacional. Rev Saude Publica. 2012;46(4):617-23.. Essas relações, no entanto, foram mais examinadas em doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. Sintomas depressivos parecem estar associados a fatores comportamentais que aumentam atividade inflamatória vascular e incidência de doença coronariana3232. Duivis HE, Jonge P de, Penninx BW, Na BY, Cohen BE, Whooley MA. Depressive symptoms, health behaviors, and subsequent inflammation in patients with coronary heart disease: prospective findings from the heart and soul study. Am J Psychiatry. 2011;168(9):913-20.; e a depressão maior é considerada fator de risco independente para cardiopatia isquêmica3333. Charlson FJ, Moran AE, Freedman G, Norman RE, Stapelberg NJ, Baxter AJ, et al. The contribution of major depression to the global burden of ischemic heart disease: a comparative risk assessment. BMC Med. 2013;26;11:250..

Uma importante metanálise que examinou 17 estudos prospectivos e um total de 206.641 indivíduos identificou que sintomas depressivos aumentam significativamente o risco de AVC e que esses achados podem ser independentes de outros fatores de risco como HAS e DM3434. Dong JY, Zhang YH, Tong J, Qin LQ. Depression and risk of stroke: a meta-analysis of prospective studies. Stroke. 2012;43(1):32-7.. Terroni et al.3535. Terroni L, Amaro E, Iosifescu DV, Tinone G, Sato JR, Leite CC, et al. Stroke lesion in cortical neural circuits and post-stroke incidence of major depressive episode: a 4-month prospective study. World J Biol Psychiatry. 2011;12(7):539-48. ressaltam a complexa relação entre AVC e depressão e vice-versa. Os autores descrevem que os sintomas depressivos e a própria depressão já podem ser diagnosticados na segunda semana pós-evento em 27% dos casos, e a prevalência aumenta de acordo com a gravidade das limitações que são impostas3535. Terroni L, Amaro E, Iosifescu DV, Tinone G, Sato JR, Leite CC, et al. Stroke lesion in cortical neural circuits and post-stroke incidence of major depressive episode: a 4-month prospective study. World J Biol Psychiatry. 2011;12(7):539-48.. Diante disso, torna-se importante ressaltar que o AVC, assim como a maioria das DCNT, tem etiologia multifatorial e com diferentes prognósticos associados. No presente estudo, os idosos relataram somente se já haviam ou não enfrentado algum episódio de AVC.

Idosos acometidos por insuficiência cardíaca têm algum tipo de incapacidade, limitando atividades diárias de vida, convívio social, diminuição da qualidade de vida e talvez por essas razões desenvolvem quadros depressivos. No entanto, grande parte dos pacientes tem insuficiência cardíaca congestiva secundária à doença coronariana. Pena et al.3636. Pena FM, Modenesi RF, Piraciaba MC, Marins RM, Souza LB, Barcelos AF, et al. Prevalence and variables predictive of depressive symptoms in patients hospitalized for heart failure. Cardiol J. 2011;18(1):18-25. ressaltam em seu estudo que há um conjunto de mecanismos psicossociais e fisiopatológicos e concluem que a depressão é comum em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva. Já Lossnitzer et al.3737. Lossnitzer N, Herzog W, Störk S, Wild B, Müller-Tasch T, Lehmkuhl E, et al. Incidence rates and predictors of major and minor depression in patients with heart failure. Int J Cardiol. 2013;167(2):502-7. verificaram que idosos com insuficiência cardíaca tinham alta chance de desenvolver um quadro depressivo após o primeiro episódio coronariano e aqueles que apresentavam depressão associada tinham piores prognósticos.

No presente modelo de análise multivariada, por se tratar de um estudo transversal no qual não se pode definir o que é fator e o que é desfecho, a depressão pode ser interpretada como um fator de risco para doença coronariana, AVC e insuficiência cardíaca. Pelo fato de essas patologias estarem correlacionadas, a força de associação individual destas pode estar reduzida. Além do comprometimento vascular, essas patologias comprometem a adesão medicamentosa, aumentam o risco de outras DCNT, diminuem a variabilidade da frequência cardíaca e predispõem a coágulos, entre outras consequências3636. Pena FM, Modenesi RF, Piraciaba MC, Marins RM, Souza LB, Barcelos AF, et al. Prevalence and variables predictive of depressive symptoms in patients hospitalized for heart failure. Cardiol J. 2011;18(1):18-25.. Acredita-se haver uma relação bidirecional entre doenças crônicas e depressão. No entanto, uma verdadeira bidirecionalidade tem que ser apontada com cautela, tendo em vista que a síndrome depressiva configura um conjunto de alterações comuns decorrentes de diferentes etiologias, o que influencia a abordagem e o prognóstico.

A principal limitação do estudo foi que os diagnósticos de DCNT foram obtidos por autorrelato do entrevistado, do seu cuidador e/ou familiar ou ainda pelo agente de saúde que conduzia a entrevista. Apesar das limitações de um estudo transversal, tem como vantagem ser de base populacional e com um grande tamanho amostral, de ampla utilidade para sugerir associações e ajudar a definir ações de saúde pública.

CONCLUSÕES

Os resultados aqui apresentados sugerem que, dentre as doenças crônicas, as cardiovasculares e as cerebrovasculares e o sexo feminino têm uma associação independente mais evidente com depressão. Esses resultados corroboram com a literatura e sugerem a hipótese de uma possível relação da depressão como fator de risco para doença vascular e desta como fator de risco para o comprometimento encefálico associado à depressão. Em contrapartida, quem possuía mais anos de estudo teve menor chance de apresentar depressão. É importante destacar que uma pequena parcela dos indivíduos estudados possuía oito anos de estudo ou mais e que a maioria era de baixa escolaridade e vivia em situação socioeconômica desfavorável. Todos esses dados nos levam a evidenciar o importante papel da ESF e dos agentes comunitários de saúde, com potencial utilidade na detecção precoce de depressão e na elaboração de políticas de saúde pública que objetivem o envelhecimento com melhor qualidade de vida.

REFERÊNCIAS

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Jan-Mar 2017

Histórico

  • Recebido
    19 Jul 2016
  • Aceito
    14 Mar 2017
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