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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782XOn-line version ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. vol.81  suppl.6 São Paulo Nov. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2003002000001 

Apresentação

 

 

Martino Martinelli Filho

 

 

As arritmias cardíacas têm constituído um capítulo cada vez mais expressivo da cardiologia contemporânea. Dentre as inúmeras subespecialidades médicas que, nos últimos anos, marcaram pelo extraordinário avanço tecnológico aplicado à abordagem diagnóstica e terapêutica, poucas evoluíram tão rapidamente quanto a área das arritmias cardíacas. Há pouco mais de três décadas, apenas dispúnhamos de aparelhos simples para diagnóstico eletrocardiográfico ou eletrofisiológico dos distúrbios do ritmo cardíaco, e alguns antiarrítmicos constituíam todo o arsenal terapêutico disponível. Ultimamente, pudemos assistir ao aperfeiçoamento marcante, não apenas dos dispositivos eletrofisiológicos e das técnicas diagnósticas e intervencionistas, mas também da estimulação cardíaca artificial, de onde emergiram marcapassos e cardiodesfibriladores de alto desempenho e confiabilidade.

Tantos foram os progressos e o crescimento da especialidade que, num único documento, Diretrizes para Avaliação e Tratamento de Pacientes com Arritmias Cardíacas, publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, em dezembro de 20021, não foi possível discutir todos os temas pertinentes à área. A fibrilação atrial (FA), a arritmia cardíaca mais comum e de mais fácil diagnóstico na prática clínica, cuja terapêutica, entretanto, ainda é um desafio, não foi incluída e, por sua importância, exigiu uma abordagem à parte, motivo da presente publicação. As recomendações de condutas foram adequadas aos critérios estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia2.

Foi adotada a seguinte classificação da indicação: Classe I - quando existiu consenso sobre a indicação; classe II a - quando existiu divergência sobre a indicação, mas com aprovação da maioria; classe II b - quando existiu divergência sobre a indicação, com divisão de opiniões; classe III - quando existiu consenso na contra-indicação ou quando ela não foi considerada aplicável.

Quanto à determinação do nível de evidência científica, foram levados em consideração: grandes ensaios clínicos aleatórios e metanálises; estudos clínicos e observacionais bem desenhados; relatos e séries de casos; publicações baseadas em consensos e opiniões de especialistas.

Por fim, reconheço e agradeço ao colaboradores destas diretrizes, majoritariamente membros do DAEC da SBC, cujos desempenhos foram inestimáveis em todas as fases deste trabalho. Também é preciso destacar a participação atuante dos membros do DECA da SBCCV.

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