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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782XOn-line version ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. vol.83 no.6 São Paulo Dec. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2004001800004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Variações de parâmetros da função diastólica do ventrículo esquerdo de acordo com a idade através da ecocardiografia com Doppler tissular

 

 

Márcia Duarte Pedone; Iran Castro; Domingos Hatem; José Carlos Haertel; Flávia Feier; Fernando Pandolfo
Porto Alegre, RS

Instituto de Cardiologia do RS / Fundação Universitária de Cardiologia

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Determinar a correlação entre as velocidades diastólicas do Doppler tissular com a idade em amostra de adultos saudáveis, e correlacionar a idade com as velocidades do fluxo transmitral e de veias pulmonares.
MÉTODOS: Estudados, através da ecocardiografia, 51 indivíduos saudáveis, com idades entre 21 e 69 anos e registradas as velocidades miocárdicas diastólicas ao Doppler tissular e determinadas as velocidades dos fluxos transmitral e venoso pulmonar.
RESULTADOS: As velocidades miocárdicas diastólicas iniciais septal basal e lateral basal apresentaram correlação inversa com a idade, com r = - 0,40 (p = 0,004) e r = - 0,60 (p = 0,0001) respectivamente. As velocidades atriogênicas do Doppler tissular foram diretamente correlacionadas com a idade, sendo no segmento septal basal r = 0,56 (p = 0,0001) e no segmento lateral basal r = 0,50 (p = 0,0001). As velocidades do fluxo transmitral e do fluxo venoso pulmonar também mostraram correlação com a idade.
CONCLUSÃO: Existe correlação entre a idade e as velocidades miocárdicas diastólicas do Doppler tissular e com as velocidades do fluxo transmitral e fluxo venoso pulmonar, demonstrando em indivíduos saudáveis uma variação de parâmetros da função diastólica do ventrículo esquerdo com a evolução natural da idade.

Palavras-chave: ecocardiografia, Doppler tissular, função diastólica ventricular esquerda


 

 

A compreensão da função diastólica do ventrículo esquerdo tem despertado interesse em pesquisas médicas, visto que a insuficiência cardíaca congestiva constitui grave problema de saúde pública, estando associada à marcada morbimortalidade. Significativa proporção de pacientes (50%) 1 com insuficiência cardíaca congestiva apresenta função sistólica preservada. Pacientes com insuficiência cardíaca diastólica têm risco de mortalidade cinco a oito vezes maior do que a população normal 2.

Entre os métodos para diagnóstico da disfunção diastólica, a ecocardiografia com Doppler tem evoluído bastante nos últimos anos. As técnicas ecocardiográficas convencionais (Doppler transmitral e Doppler de veias pulmonares), freqüentemente utilizadas, embora de grande utilidade, contêm falhas e limitações. Porém o Doppler tissular, com capacidade para medir as velocidades miocárdicas e por não sofrer alterações significativas com mudanças de pré-carga, vem desempenhando importante papel na determinação da disfunção diastólica 3-9.

A distinção entre fisiologia normal e processos patológicos pressupõe um adequado conhecimento do padrão de normalidade na população a ser estudada. Sabemos que a complacência e o relaxamento miocárdico se alteram com a idade e diferentes padrões de enchimento diastólico são esperados para distintos grupos etários. Muitos estudos sobre função diastólica e insuficiência cardíaca diastólica, no entanto, têm utilizado como grupo controle apenas indivíduos jovens 10. Desta forma, a análise das variações das velocidades miocárdicas diastólicas do ventrículo esquerdo em indivíduos saudáveis, de acordo com a idade, pelo Doppler tissular, contribuirá para um melhor entendimento e avaliação da função diastólica.

O objetivo principal deste estudo foi determinar a correlação entre as velocidades diastólicas miocárdicas regionais pelo Doppler tissular e a idade em uma amostra de indivíduos saudáveis e o secundário, demonstrar as correlações da idade com as velocidades do Doppler convencional (fluxo do Doppler transmitral e de veias pulmonares).

 

Métodos

Foram estudados 51 voluntários saudáveis ativos, com idades entre 21 e 69 anos, sendo 23 homens e 28 mulheres. Todos os integrantes possuíam freqüência cardíaca e pressão arterial normais. Nenhum referia tabagismo, uso de medicação, história de diabetes mellitus ou de doença cardiovascular. Todos apresentavam eletrocardiograma e ecocardiograma transtorácico normais. Nenhum era atleta.

Todos assinaram um termo de consentimento informado, o qual foi aprovado pelo Comitê de Ética da instituição onde foi realizado o estudo.

Todos os participantes se submeteram ao estudo ecocardiográfico transtorácico completo, com análise focada de parâmetros de função diastólica ventricular esquerda.

Os exames foram realizados no Serviço de Ecocardiografia da Instituição, sendo utilizado equipamento de ecocardiografia HP Sonus 2500, equipado com transdutor multifreqüencial e com disponibilidade de Doppler tissular nativo. Todas as imagens foram obtidas pelo mesmo observador, com traçado eletrocardiográfico concomitante, tendo os exames sido analisados durante a execução, gravados em fita VHS e, posteriormente, reavaliados por um segundo observador.

Foram registradas, de todos os integrantes, as medidas das dimensões das cavidades cardíacas obtidas pelo modo-M, adotando-se os critérios normatizados pela Sociedade Americana de Ecocardiografia11.

Foram registradas as velocidades miocárdicas diastólicas pelo Doppler tissular (fig.1), obtidas no anel mitral, nos segmentos septal basal e lateral basal 12 do ventrículo esquerdo pelo corte apical de quatro câmaras. Em cada segmento foram determinadas as velocidades diastólica inicial (E') e atriogênica (A') (fig.1). Cada valor registrado foi resultante da média aritmética de 8 a 10 complexos.

 

 

Foi realizada medida de velocidade do fluxo transmitral a partir do corte apical de quatro câmaras, com volume amostra posicionado na extremidade dos folhetos da valva mitral. As velocidades diastólica inicial (onda E), atriogênica (onda A) e o tempo de desaceleração (TD) foram registradas e as velocidades do fluxo venoso pulmonar foram determinadas no mesmo corte ecocardiográfico, com volume amostra posicionado a 1 cm abaixo do orifício da veia pulmonar superior direita no átrio esquerdo. As velocidades sistólica, diastólica e do fluxo venoso pulmonar atrial reverso (PVa) foram registradas 13.

As variáveis contínuas foram descritas sob a forma de médias e desvios padrão.

A correlação de Pearson foi adotada para avaliar a associação entre idade e as variáveis diastólicas. Diagramas de dispersão foram utilizados para demonstrar graficamente essas relações.

A idade foi categorizada em dois grupos (< 40 anos e > 40 anos) e as medidas diastólicas comparadas através do teste t de Student para amostras independentes.

Utilizou-se o pacote estatístico SPSS versão 8.0 para análise dos dados.

O alfa crítico considerado nestas comparações foi de 0,05.

 

Resultados

As médias e os respectivos desvios padrão das velocidades miocárdicas diastólicas obtidas nos segmentos septal basal e lateral basal encontram-se na tabela I, juntamente com as velocidades do influxo mitral e fluxo venoso pulmonar. Os dados foram divididos em dois grupos (acima e abaixo dos 40 anos).

 

 

Observou-se que as velocidades miocárdicas diastólicas estão correlacionadas com a idade (fig. 2 e 3).

 


 

 


 

As velocidades miocárdicas diastólicas iniciais septal basal e lateral basal foram inversamente correlacionadas com a idade: r = -0,40 (p = 0,004) no segmento septal basal (fig.2-A) e r = -0,60 (p = 0,0001) no lateral basal (fig.2-B).

As velocidades atriogênicas foram diretamente correlacionadas com a idade, tendo sido encontrado, no segmento septal basal, r = 0,56 (p= 0,0001), demonstrado na figura 3-A e, no segmento lateral basal, r = 0,50 (p = 0,0001), indicado na figura 3-B.

As velocidades do fluxo transmitral também mostraram correlação com a idade (fig. 4). Na figura 4-A observa-se correlação inversa da idade com a velocidade diastólica inicial (r= -0,36; p = 0,009) e, na figura 4-B, correlação direta com a velocidade atriogênica (r = 0,40; p = 0,004).

 


 

Na avaliação do fluxo venoso pulmonar, verifica-se que a correlação do fluxo diastólico venoso pulmonar foi inversa à idade, sendo r= -0,40; p= 0,004 (fig.5-A) e que a correlação da velocidade sistólica foi direta, com r= 0,33; p= 0,02. A amplitude da onda A pulmonar reversa também apresentou correlação direta, sendo r= 0,57 com p=0,0001 (fig.5-B).

 


 

Discussão

O Doppler tissular tem sido alvo de muitas pesquisas e vem demonstrando, entre outras aplicações, utilidade no diagnóstico diferencial entre pericardite constritiva e miocardiopatia restritiva, no acompanhamento de transplante cardíaco, na avaliação da função ventricular segmentar, na diferenciação diagnóstica entre hipertrofia ventricular patológica e fisiológica 3,14-16. O método também tem sido estudado na avaliação da função sistólica dos ventrículos esquerdo e direito 17-20.

Sabemos que, com o avançar da idade, ocorre uma gradual diminuição da taxa de relaxamento miocárdico, bem como do recolhimento elástico, resultando em um demorado declínio da pressão do ventrículo esquerdo e em um lento enchimento ventricular 21-23.

Os resultados de nosso estudo demonstraram que as velocidades miocárdicas diastólicas iniciais estão inversamente correlacionadas à idade, sendo esse efeito mais evidente no segmento lateral basal. Concomitantemente, observa-se que as velocidades miocárdicas atriogênicas aumentam com o passar da idade, tendo, portanto, uma correlação direta com a mesma. Julgamos que tais manifestações possam estar refletindo um gradual declínio do enchimento diastólico inicial do ventrículo esquerdo, com um aumento compensatório da contribuição da sístole atrial para manter um adequado volume de enchimento ventricular.

Nossos índices demonstram correlação com magnitude de efeito moderada (avaliação qualitativa do coeficiente de Pearson), que neste contexto tornam-se relevantes,já que estamos analisando, de forma comparativa, a correlação entre dois elementos distintos (idade e velocidades de movimento do músculo cardíaco).

Como demonstrado previamente na literatura 24-26, as velocidades do Doppler do fluxo transmitral e do fluxo venoso pulmonar em nosso estudo, também exibem correlação com a idade. A associação mais evidente foi expressa pela correlação direta da idade com a velocidade de fluxo venoso pulmonar atrial reverso.

Dividindo-se os participantes do estudo em dois grupos, acima e abaixo de 40 anos, observa-se que existe diferença significativa dos valores absolutos entre os grupos, tanto em relação às velocidades miocárdicas determinadas pelo Doppler tissular, como no que diz respeito às velocidades do Doppler transmitral e das ondas diastólica e atrial reversa do fluxo venoso pulmonar.

Possivelmente, todas essas manifestações estejam relacionadas com as alterações do desempenho diastólico ventricular esquerdo associadas ao processo de envelhecimento natural.

A razão E/E' não demonstra diferença entre os grupos. A justificativa é de estarmos avaliando, nesta relação, dois parâmetros que isoladamente sofrem variação com a idade no mesmo sentido (os dois diminuem com a idade), significando que, como estas velocidades, de forma independente, variam com a idade, sua relação permanece constante.

Segundo estudo de Ommen cols. 27, a relação E/E' exerce papel importante na estimativa das pressões de enchimento ventricular, onde pacientes com E/E' > 15 apresentaram pressões de enchimento ventricular elevadas e aqueles com E/E' < 8 exibiram pressões de enchimento normais ou baixas.

Assim, este estudo reforça a utilidade desta relação para a análise da função diastólica ventricular, visto que, em indivíduos normais, a relação E/E' não sofre variações com a idade.

Possivelmente, os resultados deste estudo seriam amplificados se houvesse um maior número de participantes > 60 anos, estratificando a amostra em faixas etárias mais estreitas, permitindo o estudo mais detalhado de um grupo com idade mais avançada.

Nossos dados permitem concluir que existe correlação entre as velocidades miocárdicas diastólicas do Doppler tissular e a idade, demonstrando uma variação de parâmetros da função diastólica do ventrículo esquerdo com o envelhecimento.

Os resultados aqui obtidos servem como referencial para a análise da função diastólica pelo Doppler tissular e justificam a importância de um estudo de base populacional para uma definição mais precisa dos parâmetros da função diastólica em cada faixa etária, melhorando a acurácia da ecocardiografia no diagnóstico da disfunção diastólica ventricular.

 

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Endereço para correspondência
Iran Castro
Instituto de Cardiologia do RS
Av. Princesa Isabel, 395
Cep 90620-001 - Porto Alegre - RS
E-mail: iran.pesquisa@cardiologia.org.br

Recebido para Publicação em: 03/09/2003
Aceito em: 18/02/2004

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