SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.85 issue1Cost analysis of the treatment of acute decompensated heart failure: levosimendan versus dobutamineCardiovascular risk factors and mortality: long-term follow-up (up to 20 years) in a preventive program carried out by occupational medicine author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782XOn-line version ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. vol.85 no.1 São Paulo July 2005

https://doi.org/10.1590/S0066-782X2005001400004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Lipemia pós-prandial. Influência do envelhecimento

 

 

Jaqueline Scholz Issa; Jayme Diament; Neusa Forti

Instituto do Coração do Hospital das Clínicas - FMUSP - São Paulo, SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Investigar o comportamento da lipemia pós-prandial, avaliada por meio de medidas repetidas de triglicérides, em indivíduos saudáveis de 20 a 50 anos de idade, distribuídos em faixas etárias: GI - 20 a 30; GII - 31 a 40; GIII - 41 a 50 anos.
MÉTODOS: Os triglicérides foram determinados em 3 condições: após jejum de 12 h, 2 h e 6 h após refeição padronizada contendo 40 g de gordura.
RESULTADOS: A análise de medidas repetidas dos triglicérides demonstrou comportamento distinto dos grupos etários ao longo das 6 h. Os participantes mais jovens (GI) apresentavam redução dos valores de triglicérides na 6ª hora; os da faixa etária (GIII) mais idosa, valores ascendentes na 6ª hora, e os da faixa etária intermediária (GII), manutenção dos triglicérides, comparando a 2ª com a 6ª hora de coleta. As diferenças de comportamento foram significantes (p=0,01).
CONCLUSÃO: Em amostra populacional adulta saudável, o envelhecimento exerce influência sobre o comportamento da lipemia pós-prandial.

Palavras-chave: lipemia pós-prandial, envelhecimento, metabolismo lipídico


 

 

O termo lipemia pós-prandial se refere a uma série de eventos metabólicos relacionados ao aumento na concentração de lipoproteínas (LP) ricas em triglicérides (TG) - quilomícrons (Qm) e seus remanescentes, lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) e seus remanescentes - ocorrida após a ingestão de gorduras.

Após refeição gordurosa, o pico de quilomícrons é alcançado, habitualmente entre 3 e 6 h, e após período de 12 h essas partículas não são mais detectáveis em pessoas normais1.

Pesquisas indicam que os triglicérides não são componentes das placas ateroscleróticas, mas admite-se que haja participação das lipoproteínas ricas em triglicérides na aterosclerose, de modo direto e/ou indireto, relacionada à ligação de seu metabolismo com o das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e de alta densidade (HDL), estas, reconhecidamente, relacionadas ao processo aterosclerótico2,3.

A participação direta dos quilomícrons intactos no processo foi descartada pelo seu grande diâmetro, mas a participação dos seus remanescentes, como sugerido de modo pioneiro por Zilversmit4, ganhou apoio de estudos experimentais, que evidenciaram acúmulo de remanescentes de quilomícrons em aorta de coelhos5,6. A participação indireta seria viabilizada pelo acúmulo de quilomícrons e conseqüente excesso das VLDL, IDL (lipoproteína de densidade intermediária) e LDL. No estado pós-prandial, os quilomícrons e as VLDL competem pela lipase lipoproteica (LLP), enzima que hidrolisa os triglicérides. Alguns estudos demonstram que os quilomícrons são o substrato preferencial da LLP, o que determinaria acúmulo de VLDL no estado pós-prandial7, 8.

Relevante também é a associação existente entre envelhecimento e aterosclerose, cujo mecanismo, em parte, poderia ser explicado pela influência da idade na lipemia pós-prandial.

O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento da lipemia pós-prandial em indivíduos adultos. Para esta finalidade procurou-se mimetizar condições habituais, como composição alimentar e intervalo inter-refeições, em população clinicamente saudável e relativamente jovem.

 

Métodos

Foram selecionados, aleatoriamente, 64 pessoas saudáveis (26 homens e 38 mulheres), com idade entre 20 e 50 anos, distribuídos por faixa etária em 3 grupos: GI, 20 a 30 anos, 14 integrantes; GII, 31 a 40 anos, 25 integrantes e GIII, 41 a 50 anos, 25 integrantes.

Os critérios de exclusão foram: função tireoidiana alterada, diabetes mellitus, etilismo, hepatopatia, cardiopatia, insuficiência renal, doenças auto-imunes e inflamatórias, ou qualquer outra doença capaz de interferir na absorção e metabolismo das lipoproteínas; uso de medicação nos 90 dias precedentes, que alterasse o transporte e metabolismo lipoproteínas, incluindo pílulas anticoncepcionais; pressão arterial >140/90 mmHg; índice de massa corpórea (IMC) >40 kg/m2; CT>300 mg/dl; TG >300 mg/dl; atividade física aeróbia por período superior a 40 min, mais que 1 vez por semana.

Os participantes foram orientados a permanecer em jejum após as 20 h da véspera da realização do experimento, permitindo-se somente a ingestão de água após esse horário e todos chegaram ao laboratório por volta das 7:30 h da manhã e permaneceram em repouso, sem poder ingerir qualquer tipo de alimento, exceto a refeição padronizada e água. A refeição foi ingerida em até 15 min e foi composta por pão de forma (2 fatias), queijo prato (40 g), presunto gordo (40 g), maionese (15 g) e achocolatado (400 ml). Continha 78 mg de colesterol e 882 kcal distribuídas em 35 g de proteínas (16%), 40 g de gordura (42%), sendo 50% na forma de gordura saturada e 89 g de carbohidratos (42%).

Após anamnese, os participantes foram submetidos a exame físico completo. Foram calculados o IMC e a área de superfície corpórea (SC). Determinou-se a distribuição de gordura pela relação da medida da circunferência do abdome (realizada na cicatriz umbilical) com a circunferência do quadril (realizada no trocanter maior do fêmur), denominada RAQ.

Foram realizadas três coletas laboratoriais: jejum, 2 h e 6 h após a refeição. Realizaram-se determinações séricas de triglicérides nas três coletas que foram denominadas TG-(t1), TG-(t2), TG(t3). Na amostra em jejum foram determinados ainda CT, HDL, glicemia,TSH, e genotipagem das isoformas de apolipoprotetina E.

As determinações plasmáticas de TG e CT foram realizadas por método colorimétrico enzimático no equipamento automatizado Cobas-Integra 700 (Roche. Diagnostics, Somerville, NJ, EUA); a de HDL-c foi obtida pelo mesmo método utilizado na determinação do CT, após precipitação das lipoproteínas que contêm apolipoproteína B com solução composta de cloreto de magnésio e ácido fosfotungstico.; a de glicose por método enzimático com hexoquinase; a de TSH por ensaio imunométrico para medida quantitativa através do analisador Immulite 2000.

A genotipagem da apo E foi realizada conforme o método descrito por Hixson e Vernier9. O DNA genômico foi amplificado pela reação em cadeia da polimerase (PCR) em termociclador GeneAmp PCR System 2400 (Perkin Elmer Cetus).

O experimento foi repetido em 6 participantes, escolhidos aleatoriamente, obedecendo aos mesmos procedimentos, sendo comparados dados clínicos e de exame físico prévios.

Realizou-se análise exploratória dos dados por meio de medidas descritivas como freqüência para variáveis categóricas (sexo, antecedente familiar para doença arterial coronariana, tabagismo, fenótipos de apo E), e média e desvio padrão (dp) para variáveis contínuas: idade, IMC, RAQ, consumo proporcional de gordura pelo IMC.

A comparação entre grupos etários em relação a variáveis contínuas foi realizada através da análise de variância (ANOVA). Eventuais diferenças foram localizadas pelo teste de comparações múltiplas. A comparação entre os grupos em relação a variáveis categóricas foi verificada pelo teste do qui-quadrado ou pelo teste exato de Fischer. O comportamento dos triglicérides foi estudado através da análise da variância das medidas repetidas de triglicérides entre os grupos etários. Utilizou-se teste de correlação de Pearson, com intervalo de confiança de 95%, para comparar os valores dos triglicérides obtidos nas duas oportunidades em que o protocolo foi realizado em 6 participantes. Adotou-se significância de 0,05 (a=5%).

 

Resultados

Não houve diferenças significativas entre os grupos etários em relação às variáveis numéricas (IMC, SC, RAQ) e ao consumo de gordura proporcional ao IMC (tab. I). Também não ocorreram diferenças significativas entre grupos etários em relação às variáveis categóricas sexo, tabagismo e antecedente familiar (tab. II).

 

 

 

 

Não foram verificadas diferenças significativas na distribuição dos fenótipos de apo E entre os grupos etários (p=0,12). Os fenótipos mais freqüentes foram respectivamente E3/E3 (n=40, 62,5% da amostra); E3/E4 (n=13, 20,3%); E2/E3 (n=8, 12,5%); E4/E4 (n=3, 4,7%).

A análise da variância (ANOVA) evidenciou diferenças significativas nas médias de CT, TG e glicemia entre os grupos etários (tab. III). Os participantes do grupo GIII (41 a 50 anos) apresentaram médias mais elevadas de CT, TG e glicemia que os participantes dos grupos mais jovens (GII e GI).

 

 

A análise de medidas repetidas dos triglicérides demostrou interação grupo vs tempo, ou seja, os grupos apresentaram comportamentos distintos dos triglicérides nos tempos t1, t2 e t3 (p=0,01) (fig. 1). Análise de cada grupo etário tempo a tempo revelou diferenças significantes nas médias em quase todos os grupos, exceto no GII onde a média do TG(t2) não diferiu significantemente da média do TG(t3) (p=0,87), indicando manutenção dos valores de TG neste momento. No GI observou-se decaimento significante da média do TG(t3) em comparação com TG(t2) (p=0,03), e no GIII a média de TG(t3) foi significantemente superior a média de TG(t2) (p=0,007), indicando valores crescentes de TG neste momento (tab. IV).

 

 

 

 

A repetição do experimento obteve valores de correlação dos triglicérides de 92% no tempo 1 (coleta em jejum), 93% no tempo 2 (2 h após refeição padrão) e 92% no tempo 3 (6 h após refeição padrão).

 

Discussão

Os resultados obtidos na avaliação dos triglicérides permitiram observar que o comportamento da lipemia pós-prandial foi diferente nos grupos etários. O grupo mais jovem GI apresentou decaimento mais rápido da trigliceridemia; o GII teve comportamento intermediário e o GIII, elevação da trigliceridemia durante as 6h de observação do estudo.

As diferenças encontradas poderiam ser atribuídas ao tempo de esvaziamento gástrico e/ou à absorção intestinal. Alguns estudos demostraram que o esvaziamento gástrico de alimentos líquidos e sólidos diminui com o envelhecimento10 mas a motilidade intestinal não é alterada pela idade11. A secreção pancreática decresce suavemente com o envelhecimento12. Entretanto, Arora e cols.13 demostraram em 114 indivíduos saudáveis que a excreção fecal e, por conseguinte, a absorção de gordura, muda pouco com a idade, sugerindo que o decréscimo da secreção pancreática não é suficiente para prejudicar o processo digestivo normal.

Poder-se-ia imaginar que, pelo fato dos indivíduos mais idosos apresentarem tempo de esvaziamento gástrico maior, a absorção de gorduras seria lentificada, justificando aumento tardio da trigliceridemia. No entanto, Krasinski e cols.14 estudaram a lipemia pós-prandial em 86 homens e mulheres saudáveis de 19 a 76 anos, com vitamina A oral e endovenosa, e descartaram a possibilidade das diferenças de comportamento da lipemia observadas nos indivíduos abaixo e acima de 50 anos fossem relacionadas a mudanças ocasionadas nos processos digestivos absortivos, pois o comportamento da lipemia foi semelhante tanto na infusão endovenosa da vitamina A, quanto na ingestão oral. O retinil-ester, metabólito da vitamina A que se incorpora ao quilomícron e, portanto, segue a via metabólica deste elemento, esteve elevado no grupo acima de 50 anos, qualquer que fosse a via de administração da vitamina A. Portanto, o atraso na depuração da lipemia pós-prandial foi maior em indivíduos de maior faixa etária independentemente do fator digestivo/absortivo. Krasinski e cols.14 admitiram que o atraso na depuração do retinil-ester, nos indivíduos mais idosos, seria ocasionado pela lentificação na depuração dos quilomícrons, decorrente, entre outros fatores, pela menor atividade da lipase lipoproteica (LLP) com o envelhecimento. A atividade diminuída da LLP com o envelhecimento também foi constatada por Huttunen e cols.15, em testes de estimulação com heparina, e por Weintraub e cols.16 utilizando vitamina A (via oral) em 27 indivíduos saudáveis de 19 a 72 anos.

Assim, presume-se que a diminuição da atividade da LLP possa justificar a diferença significativa no comportamento da lipemia pós-prandial entre as faixas etárias estudadas.

Os TG e o CT em jejum foram significantemente maiores no grupo G III (41 a 50 anos) que nos demais grupos etários, respectivamente p=0,02 e p<0,01. Nestel17 foi um dos pioneiros a relacionar valores elevados dos triglicérides em jejum com a taxa lenta de remoção dos quilomícrons, indicando que esses poderiam ser preditores de lipemia pós-prandial lentificada. Sabe-se também que níveis de CT aumentam com a idade, possivelmente pelo decréscimo do número de receptores B/E18. A glicemia em jejum também foi significantemente mais elevada no GIII que nos demais (p<0,01).

A avaliação em conjunto dessas variáveis poderia evidenciar mecanismos metabólicos interrelacionados, tendo como elo a resistência à insulina19. A inabilidade das células adiposas em armazenar os triglicérides, provocada pela resistência à insulina, poderia ser passo inicial deste circuito metabólico. A maior liberação de ácidos graxos livres e diminuição da captação dos mesmos pelos adipócitos determinaria influxo de ácidos graxos do tecido adiposo para o fígado, promovendo a neoglicogênese e aumento na produção de VLDL e por conseguinte de LDL. A resistência à insulina também promoveria a oxidação dos ácidos graxos no tecido muscular, proporcionando maior acúmulo de glicose, e consequentemente maior estímulo à produção de insulina, perpetuando este círculo20, 21.

Nossos resultados não sofreram influência da atividade física, pois foi considerada critério de exclusão na seleção da amostra. Entretanto, deve-se ressaltar que a prática regular de atividade física possivelmente retarde o aparecimento dessas modificações metabólicas. Cohen e cols.22 avaliaram a influência do exercício físico no comportamento da lipemia pós-prandial em atletas e sedentários e observaram que em atletas a remoção da lipemia pós-prandial é mais rápida que nos sedentários. Ericsson e cols.23, ao estudar a depuração de emulsões lipídicas, observaram que em atletas a velocidade de remoção das gorduras foi mais rápida.

O estudo dos fenótipos de apo E nesta amostra não influenciou os resultados obtidos, embora Weintraub e cols.16 tenham observado lipemia pós-prandial mais prolongada nos indivíduos com alelo E2, fenótipos E2/E2 e E3/E2.

Destacam-se dois aspectos na avaliação deste experimento: comportamento diferenciado da lipemia pós-prandial entre intervalos de faixas etárias estreitos e precoces (20 a 30 anos; 31 a 40 anos; 41 a 50 anos). As alterações metabólicas foram provocadas por dieta teste com teor de gordura relativamente baixo (40 g sendo 50% de gordura saturada), se comparado a estudos que avaliam lipemia pós-prandial utilizando dieta teste com sobrecarga de gordura (70 g). Esses achados reforçam a necessidade de adoção de medidas preventivas em faixas etárias mais precoces, com a restrição ao consumo de gorduras a no máximo 30% do valor calórico total, sendo restrito o consumo de gordura saturada a 7% deste valor, tal como recomendado por diretrizes atuais de prevenção de doenças cardiovasculares24, 25.

Concluí-se que o envelhecimento exerce efeito significativo sobre a lipemia pós-prandial em indivíduos saudáveis e jovens.

 

Referências

1. Thompson GR. Lipoprotein metabolism. In: A Handbook of Hyperlipidemia, Philadelphia: Current Science, 1990: 23-42.         [ Links ]

2. Brown MS, Goldstein JL. Lipoprotein metabolism in the macrophage: implications for cholesterol deposition in atherosclerosis. Ann Ver Biochem 1983; 52: 223.         [ Links ]

3. Miller J. High density lipoproteins and atherosclerosis. Ann Ver Med 1980; 31: 97-108.         [ Links ]

4. Zilversmit DB. Atherogenesis: A postprandial phenomenon. Circulation1979; 60: 473-85.         [ Links ]

5. Mamo JCL, Wheeler JR. Chylomicrons or their remnants penetrate rabbit thoracic aorta as efficiently as do smaller macromolecules, including low-density lipoprotein, high-density lipoprotein and albumin. Coron Artery Dis 1994; 5: 695-705.         [ Links ]

6. Proctor SD, Mamo, JCL. Arterial fatty lesions have increased uptake of chylomicrons remnants but not low-density lipoproteins. Coron. Artery Dis 1996; 7: 239-45.         [ Links ]

7. Brunzell J, Hazzard W, Porte D Jr et al. Evidence for a common, saturable, triglyceride removal mechanism for chylomicrons and very low density lipoproteins in man. J Clin Invest 1973; 52:1578-85.         [ Links ]

8. Bjorkegren J, Packard C, Hamsten A et al. Accumulation of large very low density lipoprotein in plasma during intravenous infusion of a chylomicron-like triglyceride emulsion reflects competition for a common lipolytic pathway. J Lipid Res1996; 37: 76-86.         [ Links ]

9. Hixson JE, Vernier DT. Restriction isotyping of human apolipoprotein E by gene amplification and cleavage tih HhaI. J Lpid Res 1990; 31: 545-8.         [ Links ]

10. Evans MA, Triggs EJ, Cheung M et al. Gastric emptying rate in elderly: implications for drug therapy. J Am Geriatr Soc 1981; 29: 201-05.         [ Links ]

11. Kupfer RM, Heppell M, Haggith JW et al. Gastric emptying and small-bowel transit rate in the elderly. J Am Geriatr Soc 1985; 33: 340-03.         [ Links ]

12. Fikry M. Exocrine pancreatic functions in the aged. J Am Geriatr Soc 1968; 16: 463-7.         [ Links ]

13. Arora S, Kassarjian Z, Krasinki SD et al. Effect of age on tests of intestinal and hepatic function in healthy humans. Gastroenterology 1989; 96: 1560-5.         [ Links ]

14. Krasinski SD, Cohn JS, Schaefer EJ et al. Postprandial plasma retinyl ester response is greater in older subjects compared with younger subjects. J Clin Invest 1990; 85: 883-92.         [ Links ]

15. Huttunen JK, Ehnholm C, Kikki M et al. Post-heparin plasma lipoprotein lipase in normal subjects and in patients with hypertriglyceridemia: correlation to sex, age and various parameters of triglyceride metabolism. Clin Sci Mol Med 1976; 50: 249-60.         [ Links ]

16. Weintraub MS, Eisenberg S, Breslow JL. Dietary fat clearance in normal subjects is regulated by genetic variation in apolipoprotein. E J Clin Invest 1987; 80: 1571-7.         [ Links ]

17. Nestel P. Relationship between plasma triglycerides and removal of chylomicrons. J Clin Invest 1964; 43: 943-9.         [ Links ]

18. Miller JS, Packard CJ. Heterogeneity of apolipoprotein B-100 containing lipoproteins: what we have learnt from kinetic studies. Curr Opin Lipidol 1998; 9: 197-202.         [ Links ]

19. Reaven GM. Role of insulin resistance in human disease. Diabetes 1988; 37: 1595-607.         [ Links ]

20. Ginsberg HN. Insulin resistance and cardiovascular disease. J Clin Invest 2000; 106: 453-8.         [ Links ]

21. Kahn BB, flier JS. Obesity and insulin resistance. J Clin Invest 2000; 106; 473-81.         [ Links ]

22. Cohen JC, Noakes TD, Benade AJS. Postprandial lipemia and chylomicron clearance in athletes and sedentary men. Am J Clin Nutr 1989; 49: 443-7.         [ Links ]

23. Ericsson M, Johnson O, Tollin C et al. Serum lipoproteins, apolipoproteins and intravenous fat tolerance in young athletes. Scand J Rehabil Med 1982;14: 209-12.         [ Links ]

24. National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult treatment Panel III) JAMA 2001; 285: 2486-97.         [ Links ]

25. Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias, III. Arq Bras Cardiol 2001; 77(Supl. III): 1- 48.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Jaqueline Scholz Issa
InCor
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44 - Bl. II - 1º Andar
05403-000 - São Paulo - SP
E-mail: jissa@cardiol.br

Enviado em 20/01/2004
Aceito em 1/12/2004

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License