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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782XOn-line version ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. vol.86 no.3 São Paulo Sept. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2006001600008 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Importância da proteína C-reativa no diagnóstico e no prognóstico intra-hospitalar em pacientes com dor torácica na sala de emergência

 

 

Alfredo Antonio Potsch; Aristarco Gonçalves Siqueira Filho; Bernardo Rangel Tura; Roberto Gamarski; Roberto Bassan; Mônica Viegas Nogueira; Marco Aurélio E. Moutinho; Antônio Cláudio Masetto Silva; Humberto Villacorta; Augusta Leite Campos

Hospital Pró-Cardíaco – PROCEP e Programa de Pós-Graduação em Cardiologia da UFRJ - Rio de Janeiro, RJ

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Testar os valores diagnóstico e prognóstico imediatos da proteína C-reativa (PCR) nos pacientes admitidos na sala de emergência (SE) com dor torácica (DT) e sem elevação do segmento ST no eletrocardiograma (ECG).
MÉTODOS: De janeiro de 2002 a dezembro de 2003, 980 pacientes consecutivos foram atendidos com DT suspeita de síndrome coronariana aguda na SE (idade = 64,9 ± 14,3 anos, homens = 55%, diabéticos = 18%, ECG normal = 84%). Dosou-se a PCR na admissão, a creatinofosfoquinase MB fração massa (CKMB) e a troponina I seriadas, além de se registrar ECG seriados. As medidas da PCR foram padronizadas (PCR-p) pelo valor do limite superior da normalidade (LSN) do teste utilizado (3,0 mg/L para a PCR de alta sensibilidade-PCR-AS e 0,1 mg/dl para PCR titulada-PCR-t).
RESULTADOS: Foi diagnosticado infarto agudo do miocárdio (IAM) em 125 pacientes, e seus valores para a PCR-p foram 1,31 ± 2,90 (mediana = 0,47) versus 0,79 ± 1,39 (0,30) nos sem IAM (p = 0,031). A PCR-p > 1,0 apresentou sensibilidade de 30%, especificidade de 80,4%, valores preditivos positivo e negativo de 6,1% e de 96,7%, para o diagnóstico de IAM. Houve quarenta eventos cardíacos intra-hospitalares (óbitos = dezesseis, revascularizações de urgência = 22, IAM = dois). No 1º quartil da PCR-p (< 0,10) registraram-se três eventos, enquanto no 4º quartil (> 0,93) ocorreram quinze eventos (p = 0,003). Na regressão logística foram preditores independentes para eventos cardíacos a insuficiência ventricular esquerda, o sexo masculino e a PCR-p > 0,32, com razão de chances de 7,6, 2,8 e 2,2, respectivamente.
CONCLUSÃO: Nos pacientes atendidos com DT na SE, a PCR-p: 1) Não foi um bom marcador de IAM, apesar de um valor normal praticamente afastar esse diagnóstico; 2) Um valor superior a um terço do seu limite superior da normalidade (LSN) (>1 mg/L da PCR-AS ou >0,33 mg/dl da PCR-t) foi preditor de eventos cardíacos adversos intra-hospitalares.

Palavras-chave: Proteína C-reativa, dor torácica, prognóstico intra-hospitalar.


 

 

A proteína C-reativa (PCR), um marcador de resposta de fase inflamatória aguda sintetizada no fígado e descoberta na década de 19301, é uma ferramenta útil na avaliação de algumas doenças agudas, tais como artrite reumatóide, pancreatite aguda e pneumonias2. Ganhou destaque na área cardiovascular com a hipótese inflamatória para a doença aterosclerótica3. Sua avaliação agrega valor preditivo às dosagens do colesterol na determinação do risco de um primeiro evento cardiovascular em homens e mulheres saudáveis4-6. Outros estudos de prevenção primária ratificam essa característica6-11. Recentemente, a medida da PCR vem sendo sugerida na avaliação do risco cardiovascular global nos pacientes de risco intermediário e como um dos critérios clínicos da síndrome metabólica12-14.

Nos pacientes com diagnóstico de doença coronariana estabelecida, a dosagem da PCR mostrou-se útil na identificação daqueles com maior risco de novos eventos15. Pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) e com nível de PCR elevado na admissão têm risco aumentado de complicações durante a internação e após a alta hospitalar16,17. Contudo, a literatura médica, principalmente em nosso país, carece de estudos que avaliem o papel da PCR especificamente nos pacientes atendidos com dor torácica (DT) na sala de emergência (SE).

O presente estudo prospectivo teve como objetivo avaliar o papel no diagnóstico e no prognóstico intra-hospitalar da PCR colhida na admissão, nos pacientes atendidos na SE com quadro de DT sugestiva de isquemia miocárdica e sem elevação do segmento ST no primeiro eletrocardiograma (ECG).

 

MÉTODOS

População estudada - De 1º de janeiro de 2002 a 31 de dezembro de 2003, 980 pacientes consecutivos foram atendidos na SE de um hospital privado terciário, com quadro de DT nas últimas doze horas, suspeita de SCA e ECG da admissão sem elevação do segmento ST. Esses pacientes foram submetidos a um protocolo sistematizado de avaliação na Unidade de Dor Torácica, sendo dosadas na admissão a creatinofosfoquinase MB fração massa (CKMB-massa) e a troponina I18. As dosagens seriadas subseqüentes desses marcadores de necrose miocárdica foram realizadas de acordo com o grau de probabilidade de SCA. Nos grupos de maior e menor probabilidades foram dosadas a CKMB na terceira e na nona horas e na terceira hora, respectivamente, e a troponina I foi dosada na nona hora apenas no grupo de maior probabilidade. Os registros de ECG obedeciam à mesma sistemática das dosagens da CKMB-massa. Foi realizado ecocardiograma nos pacientes com maior probabilidade de SCA. O protocolo recomendou teste provocativo (teste ergométrico, ecocardiograma com dobutamina ou cintilografia miocárdica SPECT) quando não houvesse necrose miocárdica ou isquemia em repouso. As características da população estudada estão detalhadas na tabela 1. A média da idade foi de 64,9 ± 14,3 anos, sendo 54,6% do gênero masculino, 18,3% diabéticos, 67% hipertensos, 23,2% com infarto do miocárdio prévio e o ECG de internação encontravam-se normal em 84% dos casos. A pressão arterial sistólica e a freqüência cardíaca mediana foram de 140 mmHg e 75 bpm, respectivamente.

 

 

Avaliação bioquímica e desfechos estudados - A PCR foi avaliada na internação, no mesmo momento em que o sangue do paciente foi colhido para dosar os marcadores de necrose miocárdica (CKMB-massa e a troponina I). Sua medida foi determinada por duas técnicas diferentes. A técnica imunoquímica (Vitros Chemistry Products, Johnson & Johnson Clinical Diagnostics, Rochester, EUA), a PCR titulada (PCR-t), em 80% dos casos, cuja sensibilidade analítica (SA) era de 0,1 mg/dl e o limite superior da normalidade (LSN) era de 1,0 mg/dl. E pela técnica imunonefelométrica (Dade Behring Inc., Marburg, Alemanha), a PCR de alta sensibilidade (PCR-AS), nos demais 20% dos casos, cuja SA era de 0,175 mg/l e o LSN de 3,0 mg/l. A escolha da técnica da medida da PCR cabia ao médico da SE, salientando que a PCR-AS era feita no laboratório central, fator que retardava o seu resultado, disponível geralmente entre doze e 24 horas depois da coleta. Para efetuar análise estatística em conjunto (PCR-t + PCR-AS), optou-se por padronizar os resultados das PCR (PCR-p) através da razão dos valores das medidas observadas nos pacientes pelo valor do LSN do teste utilizado. Dessa forma, um valor de PCR-p de 0,8 (aqui, portanto, não cabe unidade), representa um nível de PCR 20% abaixo do LSN, ou seja, 0,8 mg/dl no caso de PCR-t ou 2,4 mg/l no caso de PCR-AS. Da mesma forma, uma PCR-p de 1,3 (30% acima do LSN) representa uma PCR-t de 1,3 mg/dl ou PCR-AS de 3,9 mg/l, e assim por diante.

A CKMB-massa e a troponina I foram avaliadas pelo método de imunofluorescência (Dade Behring Inc., Marburg, Alemanha), com SA de 0,6 ng/ml e 0,1 ng/ml e LSN de 5,0 ng/ml e 1,0 ng/ml, respectivamente.

O diagnóstico final de IAM sem elevação do segmento ST foi dado quando havia uma elevação típica de CKMB-massa e/ou troponina I, acompanhada ou não de alterações no segmento ST do ECG e na ausência de qualquer outra causa demonstrável de DT19. O diagnóstico final de angina instável foi firmado quando, na ausência de elevação dos marcadores de necrose, a DT era acompanhada por alteração dinâmica da repolarização ventricular no ECG (depressão do segmento ST maior do que 0,5 mm ou inversão de onda T) ou com a demonstração de isquemia miocárdica no teste provocativo pré-alta, ou ainda com a presença de doença arterial coronariana significativa à cinecoronariografia. Foi considerado como diagnóstico excludente de SCA (não-ICA) o paciente que completasse toda a investigação preconizada da DT, com teste provocativo considerado negativo para isquemia miocárdica. Foi considerado como diagnóstico de exclusão de IAM o paciente que, embora não tendo realizado teste provocativo, tivesse marcadores de necrose seriados normais.

Todos os pacientes foram acompanhados durante a hospitalização, sendo considerados como evento cardíaco adverso (desfechos) óbito hospitalar (cardiovascular), IAM e revascularização miocárdica de urgência (angioplastia percutânea ou cirurgia cardíaca).

Esse estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Instituição.

Análise estatística - Utilizou-se o pacote SPSS for Windows versão 11. Os dados apresentados indicam a média ou a mediana com seus desvios-padrão. O teste de Mann-Whitney foi empregado para comparar proporções. Na busca de variáveis independentemente relacionadas com o desfecho evento cardíaco adverso, foi utilizada a análise multivariada com regressão logística do tipo stepwise forward. Valores de p menores do que 0,05 (duas caudas) foram considerados indicativos de significância estatística.

 

RESULTADOS

Dos 980 pacientes atendidos com DT, 401 tiveram o diagnóstico final de SCA, sendo 276 (28,2%) com angina instável e 125 (12,8%) com IAM sem elevação do segmento ST. Dos demais 579 pacientes, 452 tiveram diagnóstico de exclusão de SCA (não-ICA) e 127 diagnósticos de exclusão de IAM (tabela 2). A permanência hospitalar foi de 21 horas (mediana).

 

 

A média da PCR-p dos pacientes em investigação de DT foi de 0,86 ± 1,68, e em 20,1% dos casos esse foi valor superior a 1,0. Os valores da PCR-p foram de 1,31 ± 2,90 (mediana = 0,47) nos pacientes com diagnóstico final de IAM e de 0,79 ± 1,39 (0,30) nos pacientes sem IAM (p = 0,031, Mann-Whitney), conforme é mostrado na figura 1. Na angina instável esse nível foi de 0,75 ± 1,29 (0,28). A PCR-p maior do que 1,0 apresentou as seguintes características preditoras para o diagnóstico de IAM: sensibilidade de 30%, especificidade de 80,4%, valor preditivo positivo de 61% e valor preditivo negativo de 96,7%, sendo a área sob a curva ROC de 0,56.

 

 

Houve 40 eventos cardíacos adversos intra-hospitalares, sendo 16 óbitos, 22 revascularizações de urgência e dois IAM. No 1º quartil da PCR-p, valores menores do que 0,10, registraram-se três eventos, enquanto no 4º quartil, valores maiores do que 0,93, ocorreram quinze eventos (p = 0,003, para tendência linear), conforme a figura 2. A média da PCR-p nos pacientes sobreviventes comparada aos casos de óbitos foi de 0,8 ± 0,3 versus 2,3 ± 0,6, p = 0,082.

 

 

A análise de regressão logística selecionou as seguintes variáveis como preditoras independentes para eventos isquêmicos intra-hospitalares (óbito, IAM e revascularização miocárdica de urgência): 1) a insuficiência ventricular esquerda, com valores de razão de chances (OR) e intervalos de confiança a 95% (IC-95%) de 6,5 (3,0-14,1, p < 0,001); 2) o sexo masculino com OR de 3,0 (1,4-6,3, p = 0,004), e, 3) a PCR-p maior do que 0,32 (mediana), que corresponde aos valores maiores do que 1 mg/l para PCR-AS ou 0,33 mg/dl para PCR-t, com OR de 2,2 (1,1-4,5, p = 0,029) (fig. 3).

 

 

DISCUSSÃO

O presente estudo mostra a utilidade da dosagem da PCR no momento da internação dos pacientes que procuram o setor de emergência com DT suspeita de SCA e com ECG inicial que não apresente elevação do segmento ST.

O nível de PCR-p encontrava-se significativamente mais elevado nos pacientes que tiveram o diagnóstico final de IAM, comparado aos que não tiveram IAM (1,31 versus 0,79, p = 0,031). Assim, a ocorrência de uma PCR-p elevada por ocasião da internação foi um instrumento útil na identificação de um paciente com DT de maior gravidade, dado que coincide com a literatura. Mach e cols.20, avaliando 110 pacientes com critério clínico e eletrocardiográfico sugestivo de IAM, de uma população de 201 pacientes admitidos na sala de emergência por DT, encontraram diferença significativa entre a PCR admissional nos pacientes com e sem diagnóstico final de IAM (1,70 versus 0,50 mg/dl, respectivamente; p < 0,001). Esse dado sugere que o nível de PCR na admissão possa ser um marcador de SCA, identificando pacientes com maior risco de IAM20. Uma PCR mais elevada no grupo com SCA em relação aos demais pacientes com DT foi também encontrada em outro estudo21.

Embora a PCR-p não sirva para diagnosticar IAM, pela sua baixa sensibilidade e seu baixo poder preditivo positivo (30% e 61%, respectivamente), seu valor normal praticamente exclui esse diagnóstico, pois apresenta uma boa sensibilidade e um excelente valor preditivo negativo (80,4% e 96,7%, respectivamente). Nos pacientes internados por DT e sem outros motivos para internação, uma PCR normal é um dado que proporciona segurança para alta hospitalar21.

A dosagem da PCR-p na internação mostrou-se um importante instrumento na predição de eventos cardíacos adversos durante o período de hospitalização. Dessa forma, pacientes que apresentavam PCR-p > 0,93 (último quartil) tiveram cinco vezes mais eventos cardíacos intra-hospitalares (morte, IAM, angina instável e revascularização miocárdica de urgência) do que aqueles com PCR-p < 0,10 (primeiro quartil), quinze versus três eventos, p = 0,003. Ou seja, o fato da PCR-p estar elevada na avaliação inicial da DT aponta para uma evolução menos favorável durante o período de internação. Os trabalhos disponíveis que estudaram o papel da PCR no curto-prazo, especificamente no período intra-hospitalar, enfocaram pacientes com diagnóstico de SCA (IAM e angina instável) e encontraram associação entre PCR e evolução intra-hospitalar22,23. Contudo, Ferreiros e cols., em seu trabalho com pacientes internados por angina instável, não conseguiram demonstrar essa associação24.

A análise multivariada identificou a PCR-p como independentemente relacionada com eventos cardíacos adversos intra-hospitalares, em conjunto com a insuficiência ventricular esquerda e o sexo masculino. Assim, os pacientes com DT e com PCR-p maior do que 0,32 (mediana) tiveram 2,2 vezes mais eventos cardíacos adversos durante a hospitalização. Esse resultado é familiar nos pacientes internados com IAM, situação em que a PCR foi significativamente mais elevada naqueles que evoluíram para óbito cardíaco, ruptura cardíaca ou formação de aneurisma ventricular esquerdo25, mas não nos pacientes com DT. O valor preditivo da PCR no curto prazo (trinta dias) em pacientes com angina instável e IAM tem incentivado médicos emergencistas a solicitarem a dosagem da PCR no momento da internação hospitalar26,27. Atualmente, recomenda-se a dosagem da PCR, especificamente a de alta sensibilidade (PCR-AS), apenas em pacientes com doença coronariana estável ou com SCA (classe IIa, nível de evidência B)28.

O presente estudo apresenta algumas limitações. A primeira é que a PCR foi dosada apenas no momento da internação hospitalar, quando se sabe que o seu pico ocorre posteriormente1. Contudo, dificilmente seria justificável a dosagem seriada da PCR para avaliação de pacientes com DT, cujo foco são os marcadores de necrose miocárdica. Outra limitação foi a utilização, para dosar a PCR, de duas técnicas com limiares de sensibilidade diferentes, o que obrigou o emprego de um recurso estatístico para melhor interpretação dos dados (padronização da PCR). Salientamos que ambas as técnicas medem a mesma proteína e o fenômeno inflamatório. Finalmente, pode ser considerado um estudo pequeno pela baixa taxa de eventos cardíacos adversos intra-hospitalares registrados (4,1%), como era esperado no tipo de população estudada, o que pode justificar a não-significância estatística encontrada na comparação da PCR-p entre sobreviventes e não-sobreviventes.

Concluindo, os dados do presente estudo indicam que a dosagem da PCR na avaliação dos pacientes atendidos com dor torácica na sala de emergência pode ser útil na exclusão do diagnóstico de IAM, além de predizer eventos cardíacos adversos intra-hospitalares, quando seu valor for maior do que um terço do limite superior da normalidade (PCR-AS > 1mg/l ou PCR-t > 0,33 mg/dl).

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflitos de interesses pertinentes.

 

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Correspondência:
Alfredo Antonio Potsch
Rua Conde de Irajá, 122/302
22271-020 – Rio de Janeiro, RJ
E-mail: aapotsch@cardiol.br

Recebido em 26/12/04
Aceito em 29/08/05

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