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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

versão impressa ISSN 0066-782Xversão On-line ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. v.88 n.3 São Paulo mar. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2007000300006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Diferenças relacionadas ao sexo nos volumes ventriculares e na fração de ejeção do ventrículo esquerdo estimados por cintilografia de perfusão miocárdica: comparação entre os programas Quantitative Gated SPECT (QGS) e Segami

 

 

Alice Tatsuko Yamada; Guilherme de Carvalho Campos Neto; José Soares Júnior; Maria Clementina P. Giorgi; Fernando Araújo; José Claudio Meneghetti; Alfredo José Mansur

Instituto do Coração do Hospital das Clínicas – FMUSP - São Paulo, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar as diferenças relacionadas ao sexo nas medidas obtidas pelos programas Segami e Quantitative Gated SPECT (QGS).
MÉTODOS: Cento e oitenta e um indivíduos assintomáticos sem evidência de cardiopatia foram submetidos a estudos de perfusão miocárdica. O volume diastólico final (VDF), volume sistólico final (VSF) e a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) foram quantificados pelos programas QGS and Segami para avaliar a influência do sexo, idade, peso, altura, freqüência cardíaca, pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica, índice de massa corporal e área de superfície corporal.
RESULTADOS: As médias obtidas com o método QGS foram VDF (mulheres = 68 ml; homens = 95 ml; p < 0,001) e FEVE (mulheres = 66,24%; homens = 58,7%), e com o Segami, VDF (mulheres = 137 ml; homens = 174 ml) e FEVE (mulheres = 62,67%; homens = 58,52%). Foram observadas diferenças significantes entre homens e mulheres no VDF (p < 0,001) e VSF (p < 0,001), que persistiram após o ajuste em relação à área de superfície corporal.
CONCLUSÃO: Os volumes ventriculares foram significantemente menores e a FEVE foi significantemente maior em mulheres, de acordo com os programas QGS e Segami.

Palavras-chave: tomografia computadorizada por emissão de fóton único, sexo, volume sistólico.


 

 

Introdução

Os volumes ventriculares e a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) podem ser calculados por meio de imagens de perfusão miocárdica com tomografia computadorizada de emissão de fóton único (SPECT) com o auxílio de diferentes programas.

O programa Quantitative Gated SPECT (QGS) do Cedars-Sinai usa um esquema de detecção de bordas para avaliar os volumes ventriculares e a FEVE. Demonstrou-se que esses parâmetros são influenciados pelo sexo, com volumes ventriculares menores e FEVE maior para mulheres1. No entanto, a subestimação não-linear dos volumes miocárdicos com utilização do programa QGS pode ter causado hiper-redução dos volumes ventriculares e aumento da FEVE em mulheres, comparado com os homens, pois a subestimação aumenta com volumes menores2.

O programa Segami, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Stanford, define a posição da parede ventricular por meio de parâmetros estatísticos de distribuição da taxa de contagem. Em simulações realizadas em computador, métodos que não requerem detecção de bordas para o cálculo da FEVE demonstraram ser mais acurados na obtenção de imagens de pacientes com coração pequeno3. A influência do sexo sobre as medidas do ventrículo esquerdo pelo programa Segami é menos conhecida.

O objetivo deste estudo foi avaliar as diferenças relacionadas ao sexo dos volumes do ventrículo esquerdo e da FEVE quantificados por meio de imagens de perfusão miocárdica com o auxílio dos programas QGS e Segami em indivíduos assintomáticos sem evidência de cardiopatia.

 

Métodos

Delineamento do estudo – De julho de 1998 a julho de 2001, foi formada uma coorte de indivíduos assintomáticos sem evidência de coronariopatia. Nessa coorte, realizou-se um estudo transversal para avaliar as diferenças nos volumes e na fração de ejeção do ventrículo esquerdo obtidos com perfusão miocárdica por gated SPECT. Essa coorte foi formada em um ambulatório de um grande hospital universitário especializado em cardiologia que também fornece cuidados primários e secundários.

A avaliação dos indivíduos assintomáticos incluiu exame médico, eletrocardiograma e radiografia do tórax. Os que apresentaram resultados normais nesses três exames foram considerados aptos e convidados a participar do estudo.

Depois de assinarem um termo de consentimento livre e esclarecido, os participantes foram submetidos a testes de eletrocardiografia de esforço em esteira, exames laboratoriais e cintilografia de perfusão miocárdica (gated SPECT).

Critérios de inclusão – indivíduos com mais de 18 anos que não tinham sintomas cardíacos e apresentaram exame físico, eletrocardiograma e radiografia torácica normais.

Critérios de exclusão - Indivíduos com história de doença cardiovascular, hipertensão sistêmica, infecção por Trypanosoma cruzi (doença de Chagas), diabetes melito, concentração de hormônio estimulador da tireóide abaixo de 0,05 ou acima de 8 mg/dl, doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, insuficiência renal, doenças inflamatórias crônicas, doenças osteoarticulares, anemia crônica ou neoplasia; resultado anormal no eletrocardiograma de 12 derivações em repouso, ecocardiograma ou teste ergométrico em esteira.

Amostra do estudo – cento e oitenta e um indivíduos foram inscritos no estudo, 85 (47%) homens e 96 (53%) mulheres. As idades variaram de 20 a 80 anos (média de 43,8; desvio padrão de 12,2). As características basais da população do estudo são apresentadas na tabela 1.

 

 

Teste ergométrico – Os testes ergométricos foram realizados no aparelho Fukuda Denshi Ml-8000 Star de acordo com o protocolo de Ellestad4. Os critérios para interrupção do exercício foram exaustão física ou freqüência cardíaca máxima acima da esperada para a idade A resposta eletrocardiográfica durante o esforço foi medida 0,08 segundo após o ponto J e comparada com os valores iniciais. A presença de isquemia miocárdica foi definida como infradesnivelamento horizontal ou descendente do segmento ST > 1 mm ou infradesnivelamento ascendente > 1,5 mm.

Estudo de perfusão miocárdica (Gated SPECT) – Os indivíduos foram submetidos a um protocolo de cintilografia com Tc-99m sestamibi (296 MBq) em repouso não-sincronizada com eletrocardiograma e cintilografia com Tc-99m sestamibi (1110 MBq) após esforço realizados no mesmo dia. A aquisição de imagens foi iniciada no máximo 30 minutos após o término do exercício com a utilização de gama-câmara de duas cabeças equipada com colimadores de baixa energia e alta resolução (ADAC Vertex Plus). As imagens foram obtidas em 180° (64 projeções) durante aproximadamente 20 minutos. O intervalo R-R foi dividido em oito partes, correspondentes a diferentes momentos do ciclo cardíaco. Com base na duração de um ciclo básico definido no início da aquisição de imagens, estabeleceu-se uma variação máxima de 20% para os ciclos subseqüentes. As imagens foram reconstruídas com algoritmo iterativo utilizando-se filtro de passagem baixa de 5,0 e freqüência de corte de 0,7 ciclos/cm. Os conjuntos de imagens transaxiais resultantes foram reorientados para conjuntos de eixo curto, aos quais foram aplicados algoritmos dos programas QGS e Segami.

A determinação dos volumes ventriculares e da FEVE foi descrita em detalhes e previamente validada com a utilização dos programas QGS5 e Segami6.

Um observador verificava a delimitação automática do ventrículo esquerdo obtida com os algoritmos e, quando necessário, fazia alterações. O método Segami requer alguma intervenção por parte do operador para delimitar e definir o valor de radiação de fundo a ser subtraído das imagens sincronizadas. A delimitação é feita por meio da colocação manual de um elipsóide ao redor do ventrículo esquerdo para excluir a atividade do ventrículo direito e de estruturas extracardíacas. A retirada da radiação de fundo é realizada por meio da subtração da densidade média de contagens medidas em uma pequena área de interesse traçada na base ventricular nos quadros referentes ao final da diástole. Em seguida, o miocárdio é posicionado nas coordenadas tridimensionais ao longo dos raios originados no centro da cavidade ventricular. A posição da parede ventricular é calculada como o primeiro momento da distribuição das contagens ao longo de cada raio. Essa informação é usada para calcular o volume do ventrículo esquerdo.

Variáveis do estudo – Estudamos o volume diastólico final do ventrículo esquerdo, o volume sistólico final do ventrículo esquerdo e a FEVE calculados pelo programa QGS e comparamos com os valores obtidos pelo programa Segami em relação ao sexo, idade, peso corporal, altura, índice de massa corporal, freqüência cardíaca e pressões sistólica e diastólica.

Análise estatística – Os dados são apresentados como média + 1 desvio padrão. O teste t de Student foi utilizado para comparar as características basais e os parâmetros ventriculares de homens e mulheres. A relação entre idade e medidas ventriculares foi analisada com o coeficiente de correlação de Pearson. Os grupos foram comparados pela análise de covariância (ANCOVA), levando-se em consideração os efeitos de outras variáveis. A comparação entre os programas QGS e Segami foi feita por meio do coeficiente de correlação de Pearson, coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e teste t de Student pareado. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significantes.

Conselho de ética – O estudo foi aprovado pelo Conselho de Ética e Pesquisas em Seres Humanos da instituição (Protocolo SDC 296/97/90; Cappesq 615/97), e todos os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido antes de serem incluídos.

 

Resultados

Imagens de perfusão miocárdica - Nenhum indivíduo apresentou defeito de captação no exame de perfusão miocárdica após esforço.

Comparação entre os sexos - A comparação das características basais entre homens e mulheres demonstrou que a área de superfície corporal era significantemente menor em mulheres. Não houve diferenças estatisticamente significantes em relação à idade, freqüência cardíaca e pressões sistólica e diastólica entre homens e mulheres (tab. 1).

Os volume ventriculares foram significantemente menores e a FEVE foi significantemente maior em mulheres, calculados pelos programas QGS e Segami (tab. 2).

 

 

Os volumes diastólico e sistólico do ventrículo esquerdo estavam relacionados com a área de superfície corporal. Na estimativa feita pelo programa QGS, os coeficientes de correlação foram r = 0,584 para o volume diastólico final e r = 0,536 para o volume sistólico final (p < 0,001). Nas medidas obtidas pelo programa Segami, os coeficientes de correlação foram r = 0,502 para o volume diastólico final e r = 0,459 para o volume sistólico final (p < 0,0001).

A FEVE apresentou uma relação inversa com a área de superfície corporal nos dois programas, como foi demonstrado por r = - 0,412 para o programa QGS e r = - 0,193 para o programa Segami (p < 0,009).

Após o ajuste para a área de superfície corporal dos volumes ventriculares e da FEVE, as diferenças entre homens e mulheres persistiram (tab. 2).

Comparação entre os programas QGS e Segami - Na comparação dos programas QGS e Segami, os volumes calculados pelo Segami foram sistematicamente maiores (tab. 2).

Os resultados da correlação de Pearson entre as medidas volumétricas obtidas com os programas Segami e QGS giraram em torno de 0,7. Entretanto, os coeficientes de correlação intraclasse mostraram fraca concordância, e as diferenças foram significantes (tab. 3).

 

 

Foi realizada uma análise de Bland-Altman para comparar as medidas de FEVE obtidas com os programas Segami e QGS em homens (Gráfico 1) e mulheres (Gráfico 2). As curvas revelaram uma tendência para valores menores (diferenças negativas) com o programa Segami, comparado com o programa QGS, e para fração de ejeção maior, principalmente em mulheres.

 

 

 

 

Valores de referência para medidas de fração de ejeção e volume do ventrículo esquerdo - Com base nos percentis 5 e 95, o limite inferior de normalidade para FEVE pelo método QGS foi de 44% para homens e 51% para mulheres, e pelo método Segami foi de 48,3% para homens e 53% para mulheres. Os valores de referência para volumes ventriculares e FEVE são apresentados na tabela 4.

 

 

Diferenças relacionadas à idade - Em nosso estudo, não foi constatada correlação entre idade e medidas ventriculares estimadas pelo programa QGS. No programa Segami, houve correlação entre volumes e idade, com coeficientes baixos (abaixo de 0,20). Os valores das correlações são mostrados na tabela 5.

 

 

Discussão

Nosso estudo avaliou uma amostra da população brasileira sem cardiopatia, abrangendo uma ampla faixa etária (entre 20 e 80 anos) e descobriu alguns valores de referência para volumes ventriculares e FEVE para homens e mulheres, medidos pelos programas QGS e Segami.

Diferenças relacionadas ao sexo - Rozanski e cols.7 e De Bondt e cols.1, utilizando o programa QGS, observaram que os volumes ventriculares e a FEVE apresentavam diferenças significantes entre homens e mulheres. As mulheres tinham volumes menores e valores maiores de fração de ejeção. A correção dos valores em relação à área de superfície corporal não eliminou essas diferenças. No entanto, a subestimação não-linear dos volumes miocárdicos calculados pelo programa QGS, sobretudo em corações pequenos, pode estar associada a essa diferença. Já foi demonstrado previamente que, no programa QGS, a resolução limitada da gama-câmara pode subestimar em até 15% o volume ventricular esquerdo para um volume de 101 ml, 25% para um volume de 52 ml e 50% para um volume de 37 ml2.

Nosso estudo demonstrou que as mulheres tinham volumes significantemente menores e valores de FEVE significantemente maiores em ambos os programas. A correção dos valores em relação à área de superfície corporal não eliminou essas diferenças. As diferenças entre os sexos observadas com o método Segami indicam que essas mesmas diferenças encontradas no método QGS não são causadas por artefato do programa.

Comparação entre os programas QGS e Segami - Everaert e cols.8 compararam os programas QGS e Segami em 40 pacientes. Esses autores encontraram uma excelente correlação entre os dois métodos para o cálculo da FEVE (r = 0,93) e constataram que os volumes ventriculares calculados pelo programa Segami eram maiores que os calculados pelo programa QGS. Nosso estudo também demonstrou que o programa Segami apresentava sistematicamente volumes ventriculares maiores. Isso pode ser explicado pelas diferenças na modelagem do ventrículo esquerdo entre algoritmos, tamanho de pixel e parâmetros de reconstrução9. Os resultados dos testes de correlação de Pearson para comparações entre as medidas de volumes ventriculares obtidas com os programas Segami e QGS foram altos. Entretanto, os coeficientes de correlação intraclasse apresentaram fraca concordância, e as diferenças foram significantes.

Esses resultados indicam que as medidas dos volumes ventriculares avaliadas por programas distintos (QGS e Segami) podem não ser clinicamente intercambiáveis para o acompanhamento de determinado paciente.

Em nosso estudo, as medidas de FEVE nos dois programas demonstraram fraca correlação (r = 0,554). A comparação das médias revelou uma diferença estatisticamente significante (p = 0,002). Entretanto, a diferença foi tão pequena que não alcançou significância clínica, muito provavelmente porque programas quantitativos que utilizam informações sobre densidade de contagem (Segami) para a determinação da função sistólica são menos influenciados pela magnitude do volume esquerdo e pela resolução da imagem do que os algoritmos baseados em detecção das bordas (QGS).

A análise de Bland-Altman revelou boa correlação entre os programas QGS and Segami, mas não para valores maiores de FEVE, principalmente em mulheres. Valores de FEVE na faixa mais alta foram observados com maior freqüência no programa QGS, principalmente em mulheres. No entanto, o QGS é o programa mais utilizado clinicamente, e o seu valor prognóstico já foi validado anteriormente.

Uma limitação do nosso estudo foi a falta de um padrão de referência, o que impediu uma análise de qual dos dois programas foi o mais acurado.

Valores de referência para volumes ventriculares e FEVE - O número de pacientes deste estudo não permitiu que fossem estabelecidos limites normais para FEVE e volumes ventriculares. Contudo, os valores de referência obtidos com os 181 pacientes para o método QGS (FEVE > 44% para homens e > 51% para mulheres) foram semelhantes aos obtidos por Rozanski e cols.7 (FEVE > 41% para homens e > 49% para mulheres e Ababneh e cols.10 (FEVE > 43% para homens e > 50% para mulheres).

Diferenças relacionadas à idade - Não foi detectada variação significante nos volumes ventriculares e na FEVE em relação à idade pelo método QGS. Entretanto, Slotwiner e cols.11, em uma grande série de 464 adultos clinicamente normais, descobriram um leve porém significante aumento na FEVE e uma redução no tamanho do ventrículo com a idade. De Bondt e cols.1, utilizando a análise de variância, descobriram diferenças relacionadas à idade apenas no grupo de mulheres > 65 anos que tinham VDF e VSF significantemente menores e valores de FEVE significantemente maiores.

Em nosso estudo, empregando o método Segami, observamos correlação entre volumes ventriculares e idade, com baixos coeficientes (abaixo de 0,20). A ausência de diferença significante relacionada à idade pelo método QGS e a fraca correlação pelo método Segami podem ter sido conseqüência do baixo número de indivíduos em algumas faixas etárias.

Concluindo, os dados provenientes desta amostra de indivíduos sem indícios de cardiopatia demonstraram que os volumes ventriculares e a FEVE estimados pelos programas QGS e Segami variam de acordo com o sexo, e que as medidas de volumes obtidas com programas deferentes podem não ser clinicamente intercambiáveis para o acompanhamento de determinado paciente.

Nenhum dos autores tem interesse financeiro em nenhum programa de software cardíaco.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflitos de interesses pertinentes.

 

Referências

1. De Bondt P, Van de Wiele C, De Sutter J, De Winter F, De Backer G, Dierckx RA. Age- and gender specific-differences in left ventricular cardiac function and volumes determined by gated SPECT. Eur J Nucl Med. 2001; 28: 620-4.        [ Links ]

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Correspondência:
Alice Tatsuko Yamada
Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (INCOR)
Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44
05403-000 – São Paulo, SP
E-mail: alice.yamada@incor.usp.br

Artigo recebido em 05/04/06; revisado recebido em 01/06/06; aceito em 03/07/06.

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