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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.88 no.4 São Paulo Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2007000400002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliando a atividade vagal cardíaca na eletrocardiografia convencional

 

Flávia P. TeixeiraI; Djalma R. RicardoII; Claudia Lucia Barros de CastroIII; Claudio Gil S. de AraújoI, III

IPrograma de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Gama Filho
IIFaculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – SUPREMA
IIICLINIMEX – Clínica de Medicina do Exercício – Juiz de Fora, MG - Rio de Janeiro, RJ

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Determinar a viabilidade da utilização de traçado convencional de eletrocardiografia (ECG) para avaliação da atividade vagal cardíaca (AVC).
MÉTODOS: Foram analisados, retrospectivamente, 1.395 indivíduos (995 homens), na faixa de idade de 46 + 17,2 anos (média ± desvio padrão), com traçados de ECG convencional para medida do Delta RR, que representa a diferença, em ms, entre o maior e o menor intervalo RR, e com resultados da avaliação autonômica parassimpática, o teste de exercício de quatro segundos (T4s), que quantifica a AVC por meio do índice vagal cardíaco (IVC). Foram obtidas curvas ROC para determinar os valores de Delta RR com melhor relação entre sensibilidade e especificidade para os pontos de corte de baixa e alta AVC, respectivamente, de 1,20 e 1,95.
RESULTADOS: Os valores de delta RR correlacionaram-se significativamente com os de IVC (r = 0,40; p < 0,001). Foram identificados < 60 ms e > 120 ms como os melhores pontos de corte para baixa e alta AVC, com sensibilidade de 75% e 57%, especificidade de 62% e 79% e áreas das curvas ROC de 0,76 e 0,74, respectivamente.
CONCLUSÃO: A medida visual do delta RR em um traçado de ECG parece ser válida para a avaliação clínica preliminar e rápida da AVC, podendo ser útil em consultórios, emergências ou situações nas quais o uso de métodos mais sofisticados de avaliação autonômica não seja viável, oportuno ou conveniente.

Palavras-chave: Teste de esforço, eletrocardiografia, freqüência cardíaca.


 

 

Introdução

Condição autonômica adversa está freqüentemente associada a maior risco de mortalidade por razões cardiovasculares e por todas as causas1-4, primariamente em função da diminuição da atividade vagal cardíaca (AVC)1,5-7. Essa menor cardioproteção vagodependente pode ser avaliada pelos diferentes comportamentos da freqüência cardíaca (FC), como, por exemplo, em situações de repouso2 e exercício8-10. Dessa forma, a modulação da FC tem sido amplamente utilizada como uma ferramenta para a análise da AVC, sendo considerada potente e independente indicador prognóstico de mortalidade11.

A AVC, na prática clínica, pode ser mensurada por diferentes procedimentos, como a variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) em seus domínios do tempo e da freqüência, em traçados curtos e longos na eletrocardiografia (ECG), pela sensibilidade barorreflexa (SBR)12 e por diversas manobras, como arritmia sinusal respiratória (ASR)13 e os transientes inicial e final de um exercício14,15. Dentro dessa perspectiva, Araújo e cols.16 propuseram e validaram um protocolo denominado teste de exercício de quatro segundos (T4s), que objetiva avaliar, reflexa e isoladamente, a AVC por meio do transiente inicial da FC em exercício dinâmico súbito, realizado em condições respiratórias controladas, sendo expresso adimensionalmente pelo índice vagal cardíaco (IVC). Esse teste, validado farmacologicamente16 e altamente fidedigno17, vem sendo aplicado nas áreas de investigação clínica e de medicina do exercício, demonstrando ser extremamente útil, não só como instrumento diagnóstico18,19 mas também no acompanhamento longitudinal da AVC20.

Diversos grupos de pesquisa17,21-23 já evidenciaram que a redução da AVC, mensurada pela variabilidade da freqüência cardíaca, é o principal preditor de arritmias complexas, como a taquicardia ventricular sustentada, em ECG de 24 horas24, precedendo inclusive os episódios de morte súbita25. Entretanto, desconhece-se a possibilidade de avaliar a AVC com base em simples medidas visuais da duração dos intervalos RR em traçados eletrocardiográficos convencionais de curta duração, obtidos em repouso e sem controle do padrão respiratório ou influência de manobras respiratórias específicas.

O objetivo do presente estudo foi testar a viabilidade da utilização de um traçado convencional de ECG em 10 segundos para avaliar a AVC, observando sua sensibilidade e especificidade em função do IVC.

 

Métodos

Amostra - Foram analisados, retrospectivamente, os dados de 1.395 indivíduos avaliados em nosso laboratório entre 2002 e 2006. Optou-se por uma amostra ampla e heterogênea, a fim de aumentar a validade externa de nosso estudo. A descrição da amostra está apresentada na tabela 1. Foram propositalmente excluídos do estudo indivíduos com fibrilação atrial crônica, em uso de marcapasso cardíaco e em uso regular de medicações de ação cronotrópica negativa.

Todos os indivíduos foram submetidos, voluntariamente, a avaliação em medicina do exercício, voltada para diagnóstico clínico ou orientação de exercício físico, composta por consulta médica com história clínica detalhada e exame físico, ECG convencional de repouso, espirometria, T4s e teste cardiopulmonar de exercício máximo, todos realizados em uma mesma visita e sempre nessa ordem.

Em adendo, os indivíduos leram e assinaram um termo de consentimento informado antes da realização dos procedimentos, o qual foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. A quase totalidade dos indivíduos era de cor de pele clara e com elevado nível socioeconômico.

Teste de exercício de 4 segundos - O T4s foi validado farmacologicamente16 para avaliação isolada da integridade da AVC por meio da análise do transiente inicial da FC (transição repouso-exercício), já tendo sido empregado em estudos de nosso grupo16,26 e por outros pesquisadores27. O T4s consiste em pedalar, o mais rápido possível, um cicloergômetro de membros inferiores (Cateye EC-1600, Cat Eye, Japão) sem carga, do quarto ao oitavo segundos de apnéia inspiratória máxima de 12 segundos. Durante a realização do T4s, os pés são fixados em pedaleiras. Sob monitorização eletrocardiográfica (Elite Ergo PC 3.1.2.5, Micromed, Brasil) de uma derivação, geralmente CM5 ou CC5, são visualmente identificados e posteriormente medidos com o auxílio dos recursos do software, com resolução de 10 ms, determinando intervalos RR durante a manobra. O T4s quantifica a AVC por meio do IVC, que representa a aceleração da freqüência cardíaca desencadeada reflexamente pela inibição vagal cardíaca. O IVC é expresso pela razão entre o intervalo RR imediatamente antes ou o primeiro do exercício, aquele que for mais longo (RRB), e o mais curto durante o exercício (RRC). Habitualmente, são realizadas duas manobras, escolhendo-se aquela que proporciona o maior valor de IVC. Explicação mais detalhada sobre o método pode ser encontrada em uma publicação de nosso grupo de pesquisa28.

Medida do Delta RR (ECG convencional) - A medida do Delta RR foi obtida a partir de um traçado de ECG de repouso de 10 segundos (Schiller Cardiovit AT 10, Suíça), na posição supina, sem controle respiratório, após dois minutos de repouso em decúbito dorsal, usando-se a derivação DII longa, a uma velocidade de 25 mm/s de registro.

O Delta RR nesse traçado, expresso em ms, foi obtido pela diferença entre o maior e o menor intervalos RR contidos nesse registro, excluindo-se os ciclos extra-sistólicos ou de escape. Os intervalos RR foram medidos visualmente (eventualmente com auxílio de lente milimetrada) por médico treinado, com resolução de 10 ms (0,25 mm), antes de o mesmo ter conhecimento do resultado do T4s.

Estatística e procedimento de análise dos dados - Inicialmente foi testada a normalidade e a homoscedasticidade da distribuição, validando a utilização da estatística paramétrica. Para avaliação da associação entre as variáveis analisadas, foi utilizada a correlação produto-momento de Pearson. A amostra foi subdividida em três subgrupos, de acordo com a AVC medida no T4s pelos pontos de corte do IVC (< 1,20, entre 1,21 e 1,94, > 1,95), e foi utilizada a análise de variância para observar as diferenças entre as médias do Delta RR dos três subgrupos, seguida de comparações post hoc de Bonferroni, quando apropriado.

As curvas ROC foram calculadas para determinar os valores de Delta RR que teriam melhor sensibilidade e especificidade para os pontos de corte propostos para baixa e alta AVC, respectivamente IVCs de 1,20 e 1,95. O ponto de corte inferior foi baseado em estudos anteriores de nosso laboratório9,17, enquanto a escolha do ponto de corte superior foi baseada no percentil 95 para o IVC na amostra jovem (entre 18 e 35 anos) e saudável do extenso banco de dados de nosso laboratório. As análises foram feitas no software estatístico SPSS, versão 13.0, Estados Unidos, exceto as curvas ROC, que foram calculadas utilizando-se o software Medcalc versão 7.3.0.1, Bélgica. O estudo contou com o apoio financeiro do CNPq e da FAPERJ.

 

Resultados

Os valores de Delta RR associaram-se significativamente com o IVC (r = 0,40; p < 0,001). Com base nos pontos de corte utilizados para o IVC, 199 indivíduos foram classificados como portadores de baixa AVC e 106, como de alta AVC. Estratificando pelas características da amostra, observou-se que entre os 113 atletas apenas um apresentou baixa AVC e que entre os 100 portadores de doença arterial coronariana (DAC) somente três apresentaram elevada AVC.

Os valores de Delta RR em ms, expressos como média (intervalo de confiança de 95% [IC 95%]), nos três grupos foram de 57 (51-63), 105 (100-110) e 188 (159-218). Os resultados da análise de variância e do post hoc de Bonferroni estão apresentados na figura 1.

 

 

Analisando as curvas ROC, < 60 ms e > 120 ms foram identificados como os melhores pontos de corte correspondentes a baixa (IVC < 1,20) e alta (IVC > 1,95) AVC, com valores de sensibilidade de 75% e 57% e de especificidade de 62% e 79%, respectivamente. As curvas e suas respectivas áreas estão apresentadas nas figuras 2 e 3.

 

 

 

 

As figuras 4 e 5 ilustram os traçados de ECG de repouso, com medida do Delta RR e do T4s, com medida do IVC de dois casos típicos, um com baixa AVC e outro com alta AVC.

 

 

 

 

Discussão

O transiente rápido da FC no início de exercício tanto passivo29 como ativo ocorre exclusivamente pela retirada vagal, como validado farmacologicamente por Araújo e cols.16, e é a base fisiológica do T4s. Sabe-se que a magnitude e a parte da variabilidade da FC em repouso são dependentes do ramo parassimpático do sistema nervoso autônomo, e, embora representem momentos fisiológicos distintos de atividade autonômica, constatou-se haver associação entre os resultados encontrados nesses dois métodos para avaliação da AVC.

Observou-se, na literatura científica, a proposição de métodos diagnósticos, habitualmente, em decorrência dos valores encontrados por meio das curvas ROC. Considera-se válido o método cuja curva possui área superior a 0,5030. Além disso, de grande relevância clínica são os valores encontrados para sensibilidade e especificidade do método proposto. Roche e cols.31 identificaram ser a redução na variabilidade da FC no domínio do tempo um instrumento de screening válido para a síndrome da apnéia do sono, encontrando valores de 89,7% de sensibilidade e de 98,1% de especificidade.

No passado, a ASR era o método mais utilizado para a avaliação da AVC. Media-se a diferença entre os intervalos RR em momentos distintos de manobras respiratórias. No entanto, Piepoli e cols.32, há alguns anos, demonstraram que a ASR podia ser modificada de acordo com a estimulação barorreflexa de receptores arteriais, fazendo com que novos métodos fossem desenvolvidos e empregados.

Atualmente, os principais estudos que versam sobre o tema utilizam os métodos de análise espectral com medidas no domínio do tempo ou da freqüência33, gráficos de Poincaré, análise da turbulência da freqüência cardíaca34 e análise fractal24. Existem, entretanto, diferenças metodológicas importantes, além de alguns desses métodos apresentarem resultados conflitantes, possibilitando críticas como a descrita por Goldberger e cols.35. Segundo esses autores, o nível basal de atividade parassimpática e a intensidade do estímulo são determinantes da magnitude da variabilidade de FC, pelo efeito observado no nódulo sinusal. Na realidade, a multiplicidade de fatores que interferem nos componentes autonômicos e que são praticamente impossíveis de serem controlados em traçado de 24 horas dificulta ainda mais a interpretação dessas análises ou limita seu uso clínico.

Em pesquisa anterior, realizada por especialistas36, o achado de ASR em um traçado de ECG de repouso foi considerado um dos critérios de maior suspeição para aumento da AVC. Assim, o objetivo dessa pesquisa foi propor uma estratégia simples, rápida e não-invasiva, extremamente prática, para a avaliação da AVC a partir de um traçado de ECG convencional em salas de emergência, em ambulâncias de resgate, em consultórios médicos ou até em ambientes não-médicos, como estádios desportivos, tratamentos domiciliares (home care) ou aeroportos.

Um estudo prévio de nosso grupo de pesquisa37 identificou elevada associação entre IVC e duração dos intervalos RR em ECG de repouso em atletas. Buscando identificar critério eletrocardiográfico para vagotonia, foi utilizada a curva ROC, que evidenciou que uma média de intervalos RR acima de 990 ms teria adequada acurácia (75%) para identificação de vagotonia, definida em tal estudo como IVC acima de 2,0, em decorrência do menor número da amostra e da participação exclusiva de atletas.

Nossos resultados corroboram a impressão de boa associação entre o IVC e a medida de Delta RR em um traçado de ECG de repouso sem manobras respiratórias em uma amostra propositadamente ampla e heterogênea, englobando adultos saudáveis e não-saudáveis e atletas, o que sugere que a informação fornecida nessa medida é clinicamente relevante e pode ter ampla aplicabilidade prática. Destaca-se, ainda, que os valores propostos pelas curvas ROC para o Delta RR se mostraram bastante robustos para os extremos populacionais, ou seja, portadores de DAC e saudáveis, conforme foi evidenciado nos resultados.

Um questionamento de natureza prática poderia ser colocado em relação à medida do Delta RR. Seria necessário e operacional medir com resolução de 10 ms em situações de emergência? Em princípio, considerando que baixa e alta AVC são representadas, respectivamente, por 60 ms e 120 ms, torna-se bastante simples e rápido visualmente distinguir e medir esses valores (1,5 mm e 3 mm) em um traçado de DII longo, permitindo estimar com facilidade a AVC em diversas circunstâncias da prática médica, mesmo sem precisar medir cuidadosamente o Delta RR com a resolução utilizada em nossa análise.

Reconhecemos, entretanto, que o controle ao se realizar o traçado de ECG, como tempo de decúbito, ausência de ruídos, temperatura estável, bem como estado emocional dos indivíduos avaliados, pode ser uma limitação à validade externa do estudo. Contudo, diante da vasta utilização de um traçado de ECG em diversas situações clínicas e da simplicidade do método aqui apresentado, contrapondo-se à complexidade dos outros atualmente disponíveis para a mesma finalidade, reconhecemos o potencial da medida do Delta RR como método prático para avaliação clínica preliminar da AVC.

Em síntese, pode-se concluir que a medida visual do Delta RR em 10 s de um traçado de ECG em uma única derivação parece ser um instrumento válido para se estimar preliminarmente, de modo simples e com baixo custo, a integridade vagal cardíaca, o que poderá ser potencialmente útil em quaisquer situações nas quais o uso de métodos mais sofisticados de avaliação autonômica não seja viável, oportuno ou conveniente.

 

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Correspondência:
Claudio Gil S. de Araújo
Clinimex - Rua Siqueira Campos, 93/101
22031-070 – Rio de Janeiro, RJ
E-mail: cgaraujo@iis.com.br

Artigo recebido em 18/08/06; revisado recebido em 18/08/06; aceito em 05/10/06.