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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.88 no.4 São Paulo Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2007000400012 

ARTIGO ORIGINAL

 

Efetividade da bupropiona no tratamento de pacientes tabagistas com doença cardiovascular

 

Jaqueline Scholz Issa; Glória Heloise Perez; Jayme Diament; Angela Giuliana Zavattieri; Kátia Ulrich de Oliveira

Instituto do Coração do Hospital das Clínicas – FMUSP – São Paulo, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Avaliar a efetividade e a tolerabilidade da bupropiona no tratamento de fumantes com doenças cardiovasculares atendidos em rotina de tratamento ambulatorial do tabagismo, e analisar as variáveis preditoras de sucesso ou fracasso.
MÉTODOS: A bupropiona foi prescrita de forma exclusiva para tratamento do tabagismo em 100 pacientes cardiopatas durante 12 semanas. O seguimento foi de 52 semanas. As variáveis estudadas foram sexo, idade, número de cigarros, concentração de monóxido de carbono, escala de dependência de nicotina, escala de depressão, escala de ansiedade, consumo de álcool, número de diagnósticos adicionais ao tabagismo, eventos adversos, e consumo de medicamentos concomitantes à bupropiona.
RESULTADOS: A taxa de sucesso depois de 12 semanas foi de 50% e depois de 52 semanas, de 25%. A análise de regressão logística revelou que o envelhecimento foi positivamente associado ao sucesso e que o agravo da condição clínica, observado pelo maior número de diagnósticos associados ao tabagismo, foi negativamente associado ao sucesso.
CONCLUSÃO: A bupropiona mostrou-se segura e com boa efetividade no tratamento de fumantes portadores de doenças cardiovasculares, especialmente durante a fase de uso (semana 12).

Palavras-chave: Bupropiona, tabagismo / tratamento, doenças cardiovasculares.


 

 

Introdução

Interromper o tabagismo de pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica é desafio da maior grandeza. Apesar da redução de 50% da morbidade e da mortalidade por doença cardiovascular após a cessação do tabagismo1, parte dessa população apresenta dificuldade em parar de fumar. Encontrar métodos para auxiliar fumantes cardiopatas a abandonar o vício passa a ser necessidade estratégica na terapêutica da cardiopatia. A bupropiona, por apresentar eficácia comprovada quando comparada à terapia de reposição de nicotina2 e ao placebo3, é utilizada como medicamento de primeira linha no tratamento do tabagismo desde 20014.

 

Objetivo

O objetivo principal foi avaliar a eficácia da bupropiona na interrupção do tabagismo em fumantes portadores de doenças cardiovasculares atendidos em rotina de tratamento ambulatorial do tabagismo. O objetivo secundário foi observar a tolerabilidade do produto, considerando que essa população utiliza rotineiramente vários medicamentos de uso contínuo. Adicionalmente, procurou-se pesquisar possíveis variáveis preditoras de sucesso na interrupção do tabagismo ou relacionadas a recaídas.

 

Métodos

A bupropiona foi prescrita como tratamento farmacológico exclusivo do tabagismo em 100 fumantes portadores de doenças cardiovasculares, atendidos rotineiramente no ambulatório, com idade entre 24 e 75 anos, sendo 40 mulheres e 60 homens.

Os critérios de exclusão foram: antecedente de convulsão; anorexia; bulimia; acidente vascular cerebral com seqüela; neurocirurgia prévia; traumatismo craniano; alcoolismo; diabetes melito descompensado; insuficiência hepática; uso de inibidores da monoamina oxidase; uso de bupropiona; e uso de qualquer outro tratamento do tabagismo.

Experimento - Após assinatura do termo de consentimento, os pacientes foram avaliados clinicamente, tendo sido determinada a concentração de monóxido de carbono no ar expirado por meio do equipamento Smokerlyser (Bedfont Instruments). O tratamento de interrupção do tabagismo fundamentou-se na prescrição de bupropiona por 12 semanas e no acompanhamento médico. A orientação foi para que os pacientes fizessem uso de um comprimido de 150 mg por três dias, e após o quarto dia acrescentava-se um comprimido de 150 mg cerca de oito horas após a ingestão do primeiro. Essa dose deveria ser mantida até a semana 12. Os pacientes foram orientados a parar de fumar no oitavo dia após o início da medicação e a não consumir bebidas alcoólicas enquanto estivessem em uso da mesma.

O Fagerstrom Tolerance Questionnaire5 foi usado para avaliar a dependência de nicotina. O escore total varia de 0 a 10, em que escores > 6 indicam dependência de nicotina. A depressão foi avaliada por meio do Inventário de Depressão de Beck (BDI)6,7. Trata-se de escala com 21 itens, com escores de resposta variando de 0 a 63, que avalia a presença e a gravidade de sintomas depressivos. Utilizou-se critério de ponto de corte proposto pelo Center for Cognitive Therapy, segundo o qual escore > 10 é considerado positivo para diagnóstico de humor deprimido. O Inventário de Ansiedade (IDATE) foi utilizado para avaliação de ansiedade traço e ansiedade estado8,9. Esse inventário é composto de duas escalas com 20 itens cada. Uma delas avalia o estado de ansiedade, caracterizado pela percepção subjetiva de sentimentos de tensão e apreensão acompanhados de reações do sistema nervoso autônomo em um momento particular. A ansiedade traço, avaliada pela outra escala, diz respeito à tendência relativamente estável de perceber as situações como ameaçadoras e de reagir a elas com estado de ansiedade. O consumo de álcool, avaliado por meio do Alcohol Use Disorder Identification Test (AUDIT)10 na versão traduzida por Figlie e cols.11, é um questionário composto de 10 itens, que avalia o consumo, o abuso e a dependência de álcool. Os escores variam de 0 (sem uso) a 40, em que escores > 8 indicam abuso ou dependência de álcool. Todos os questionários foram aplicados na consulta de admissão.

Foram realizadas consultas de avaliação do tratamento nas semanas 3, 8, 12, 24 e 52. A condição de estar ou não fumando foi relatada pelo paciente e confirmada pela determinação da concentração de monóxido de carbono no ar expirado. Foram analisadas a presença de eventos adversos relatados durante o uso da bupropiona, como também a evolução clínica ao longo das 52 semanas de avaliação dos pacientes.

Análise estatística - Os pacientes foram classificados em dois grupos, de acordo com o objetivo principal (parar de fumar): grupo sucesso e grupo fracasso. A avaliação foi realizada em dois momentos: na semana 12 e na semana 52. A avaliação na semana 52 objetivou encontrar variáveis relacionadas à recaída, excluindo-se dessa análise os pacientes que já haviam fracassado com a bupropiona na semana 12.

As variáveis estudadas foram: sexo, idade, consumo diário de cigarros, concentração de monóxido de carbono no ar expirado, escore de dependência à nicotina, consumo de álcool, consumo de medicamentos de uso contínuo, número de diagnósticos adicionais ao tabagismo (co-morbidades), eventos adversos relacionados ao uso da bupropiona, depressão, e ansiedade traço e ansiedade estado. Foram utilizados, na análise univariada, os testes do qui quadrado ou de Fisher, para variáveis categóricas, e os testes t de Student ou de Mann-Whitney para variáveis contínuas com ou sem distribuição normal, respectivamente. A análise multivariada foi realizada por meio do modelo de regressão logística. O método forward foi adotado para a seleção das variáveis explicativas. Valor de p < 0,05 foi considerado significante. O tratamento estatístico foi realizado utilizando-se o SPSS para Windows, versão 10.0.

 

Resultados

Os diagnósticos clínicos mais freqüentes foram: doença arterial coronária, hipertensão arterial e dislipidemia (fig. 1).

 

 

A taxa de sucesso na interrupção do tabagismo foi de 50% na semana 12 e de 25% na semana 52 (fig. 2).

 

 

A análise univariada na semana 12 revelou diferenças significativas entre os pacientes do grupo sucesso e do grupo fracasso, com relação ao número de co-morbidades clínicas e ao número de eventos adversos (tab. 1).

A comparação das taxas de sucesso entre homens e mulheres revelou diferença significante (fig. 3), despertando interesse para a comparação entre os gêneros. Houve diferenças significativas entre homens e mulheres relativas a idade, co-morbidades, consumo de medicamentos, presença de eventos adversos, escores de depressão e de ansiedade, e consumo de álcool. As mulheres eram mais jovens, mais depressivas e ansiosas, com menos co-morbidades clínicas, e consumiam menos medicamentos e bebidas alcoólicas que os homens. Referiram, porém, maior número de eventos adversos que os homens (tab. 2).

 

 

Foi realizada análise de regressão logística, incluindo no modelo as variáveis sexo, idade, consumo de álcool, efeitos colaterais, co-morbidades, BDI e escores de ansiedade traço e de ansiedade estado. A idade apresentou associação positiva com sucesso e as co-morbidades, associação negativa (tab 3). Isso significa que os pacientes mais idosos e menos doentes tiveram maior chance de sucesso na semana 12 que os mais jovens e mais doentes. As demais variáveis, incluindo gênero, não demonstraram significância na análise multivariada .

 

 

Na semana 52 de acompanhamento, a taxa de sucesso foi de 25%, ou seja, houve recaída em 50% dos pacientes de ambos os sexos. Entre as mulheres, 13 (32,5%) estavam sem fumar e entre os homens, 12 (20%) estavam sem fumar. Não houve diferença significativa entre os sexos. A análise univariada e a regressão logística realizada na fase tardia (semana 52) do estudo não evidenciaram variáveis associadas ao sucesso e/ou ao fracasso (tab. 4).

Tolerabilidade - A medicação foi interrompida em 9% da amostra. Os motivos foram angioedema (1%), rash (erupção cutânea, 1%), crise de ansiedade intensa (4%), tontura (1%), náusea (1%) e cefaléia (1%). Os eventos adversos mais comuns foram: boca seca (44%), insônia (sono entrecortado, 30%) e constipação intestinal (14%). A insônia, na maioria dos casos, desapareceu entre as semanas 3 e 4 de tratamento (fig. 4). Não houve relato de agravo dos níveis de pressão arterial entre os pacientes hipertensos que utilizaram a medicação.

 

 

Não houve interação medicamentosa entre a bupropiona e os medicamentos rotineiramente consumidos pelos pacientes. A distribuição da freqüência dos medicamentos está apresentada na figura 5.

Evolução clínica - No período observacional, foram registrados três óbitos (acidente vascular cerebral, neoplasia de pulmão e cardiomiopatia isquêmica) e três eventos cardiovasculares não-fatais (dois casos de infarto agudo do miocárdio e um de acidente vascular cerebral). Os pacientes não estavam sob uso da bupropiona no período da ocorrência dos eventos e todos pertenciam ao grupo fracasso.

A percepção do paciente sobre sua condição clínica foi investigada no final da semana 52 de observação do estudo. Entre os pacientes que pararam de fumar (grupo sucesso), a avaliação revelou que 88% referiram melhora da condição clínica, 8% referiram estar com as condições clínicas inalteradas e 4% referiram estar pior clinicamente. Entre os que não pararam de fumar (grupo fracasso), 11% referiram melhora, 67% referiram estar com a condição clínica inalterada e 22% referiram estar em pior condição clínica. A diferença entre os grupos foi significativa (p < 0,001).

 

Discussão

A taxa de interrupção do tabagismo durante a fase de uso da bupropiona (semana 12) foi de 50%, semelhante às taxas obtidas em protocolos de tratamento de fumantes sem co-morbidades clínicas3.

As diferenças de sucesso observadas entre homens e mulheres na semana 12 (62,5% entre as mulheres vs. 41,7% entre os homens) pela análise univariada podem ter sido influenciadas pela presença de variáveis de confusão (tab. 2). O gênero não foi preditor de sucesso no modelo de regressão logística. De qualquer forma, outras diferenças entre os gêneros podem ter influenciado a obtenção de taxas de sucesso mais elevadas entre as mulheres. O maior consumo de bebidas alcoólicas entre os homens pode ter interferido no resultado, considerando que os pacientes foram orientados a suspender por completo o uso de bebidas alcoólicas no período em que estivessem em uso da bupropiona, sugerindo a possibilidade de menor adesão ao tratamento entre os pacientes do sexo masculino. Outro dado relevante foi a diferença significativa no relato de eventos adversos entre as mulheres. Estudos com bupropiona associam a maior queixa de eventos adversos à presença de níveis séricos terapêuticos12. Esses fatos sugerem que houve maior adesão das mulheres ao tratamento, o que, conseqüentemente, pode ter influenciado a maior taxa de sucesso entre elas na semana 12 do estudo. A maior adesão das mulheres ao tratamento deve ser considerada como hipótese, uma vez que não foi realizada dosagem sérica da bupropiona durante o estudo. Além disso, os escores de depressão e ansiedade foram significativamente mais elevados nas mulheres quando comparadas aos homens (tab. 2); como sabidamente o uso da bupropiona13 se associa a redução dos níveis de ansiedade e depressão, isso pode também ter influenciado a maior adesão ao tratamento entre as mulheres.

O Inventário de Depressão de Beck, instrumento utilizado para avaliação dos sintomas depressivos neste estudo, não diferiu significativamente entre os grupos sucesso e fracasso, tanto na fase de uso da bupropiona (semana 12) como no seguimento (semana 52), embora a média tenha sido superior a 10 em ambos os grupos, o que sugere a presença de sintomas depressivos. Dados sugerem que fumantes deprimidos tinham 40% menos chance de obter sucesso na interrupção do tabagismo14 que os não-deprimidos, antes do advento da bupropiona. Considerando que a bupropiona tem ação antidepressiva por meio de mecanismo envolvendo aumento da concentração de dopamina e noradrenalina, é bem possível que melhore a eficácia no fumante deprimido, explicando a não obtenção de resultados distintos entre os grupos sucesso e fracasso.

A presença de maior número de co-morbidades e de envelhecimento foi preditora de sucesso. Paradoxalmente os pacientes mais doentes foram os que mais fracassaram em interromper o tabagismo. É possível que o agravamento da condição clínica atue como fator de descrença no benefício que a interrupção do tabagismo possa trazer. O envelhecimento aumenta a probabilidade de sucesso, dado que já foi observado em outras pesquisas de tratamento do tabagismo15.

Neste estudo não foi possível detectar variáveis preditoras de recaída, e as taxas em ambos os sexos foram de 50% ao final de 52 semanas.

Pesquisas16 sugerem que a taxa de recaída pode ser reduzida com manutenção da bupropiona por período superior a 12 semanas. Talvez esse seja, de fato, um meio de manter otimizadas as taxas de sucesso obtidas na semana 12 de tratamento.

Aos fumantes que não desejarem restringir o consumo de álcool durante o tratamento de interrupção do tabagismo deverá ser prescrita terapia de reposição de nicotina em substituição à bupropiona, como forma de evitar abandono do tratamento, como observado no sexo masculino.

A diferença significativa no relato de melhora da condição clínica entre 88% dos pacientes que abandonaram o tabagismo é fato da maior relevância. A perspectiva de melhora da condição deve ser utilizada como fator de incentivo e estratégia motivacional de abandono do tabagismo entre os portadores de doenças cardiovasculares.

Os pacientes com condição clínica agravada deverão receber orientações enfáticas sobre o benefício que terão em sua condição de saúde ao parar de fumar. Entendemos que existe um momento mais propício para o tratamento do tabagismo em fumantes portadores de doença cardiovascular, que é o período imediatamente relacionado ao evento cardiovascular que motivou a internação. Dados sugerem que 50% dos fumantes param de fumar após o evento cardiovascular que motivou a internação, o que pode ser atribuído à restrição do tabagismo em ambiente hospitalar e à elevada motivação dos pacientes para a obtenção dessas taxas. No entanto, sabe-se que, de cada 100 fumantes que param de fumar após internação hospitalar por doença cardiovascular, cerca de 50% apresentam recaídas num período de até seis meses após o evento cardiovascular que motivou sua interrupção17. A abordagem do fumante na fase hospitalar poderia reduzir a taxa de recaída18, impedindo que o paciente voltasse a fumar. E, o que é mais importante, isso evitaria que, no futuro, em estágio psicomotivacional menos propício, como observado em nosso estudo, o fumante tivesse reduzida sua chance de sucesso em função do agravo da condição clínica. O maior número de co-morbidades clínicas, indicando condição clínica menos favorável, foi importante preditor de fracasso em nossa casuística (tab. 3).

 

Conclusão

Conclui-se que a bupropiona é segura e efetiva no tratamento de fumantes com doenças cardiovasculares e que a presença de co-morbidades e da idade interfere nas taxas de sucesso obtidas.

As elevadas taxas de sucesso obtidas neste estudo no sexo feminino, comparando-se retrospectivamente com dados obtidos em tratamento com terapia com reposição de nicotina19, permite-nos considerar a bupropiona medicação de eleição para o tratamento de mulheres fumantes com doença cardiovascular.

O laboratório Glaxo-Smith-Kline forneceu exclusivamente a medicação para o estudo (cloridrato de bupropiona-Zyban).

 

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Correspondência:
Jaqueline Scholz Issa
R. Dr. Estevam de Almeida, 74/64
05014-010
– São Paulo, SP
E-mail: jissa@cardiol.br

Artigo recebido em 07/06/06; revisado recebido em 20/07/06; aceito em 14/09/06.