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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782XOn-line version ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. vol.89 no.1 São Paulo July 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2007001300004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio: características do perfil clínico associadas a óbitos hospitalares

 

 

Dinaldo Cavalcanti de Oliveira; Carlos Romério Ferro; João Bosco de Oliveira; Guilherme Jose Prates; Audrey Torres; Enilton Sergio Tabosa do Egito; Magali Santos Arraes; Luis Carlos Bento de Souza; Adib Domingos Jatene; Leopoldo Soares Piegas

Hospital do Coração da Associação do Sanatório Sírio - São Paulo, SP - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Identificar fatores associados à maior chance de óbitos hospitalares em pacientes submetidos a revascularização cirúrgica do miocárdio (RM), que tenham apresentado fibrilação atrial (FA) no pós-operatório.
MÉTODOS: No período de 2000 a 2003, foi analisada uma série consecutiva de 397 pacientes submetidos a RM que desenvolveram FA no pós-operatório. Esses pacientes foram divididos em dois grupos (G), sendo o G1 formado pelos pacientes que sobreviveram (n=369) e o G2, por aqueles que faleceram na fase hospitalar (n=28). Foram realizados os testes t de Student e do qui-quadrado, sendo p significativo quando < 0,05.
RESULTADOS: A análise comparativa entre o G1 e o G2 demonstrou não haver diferença entre os grupos quanto a idade (67,3 ± 8,4 anos vs 69,3 ± 9,6 anos; p = 0,4), sexo masculino (75,9% vs 64,3%; p = 0,1), hipertensão arterial sistêmica (75,3% vs 85,7%; p = 0,2) e insuficiência cardíaca congestiva (17% vs 17%; p = 1). O G2 apresentou maiores taxas de infarto agudo do miocárdio prévio (14,6% vs 28,6%; p = 0,05), fração de ejeção do ventrículo esquerdo < 40% (12,2% vs 32,1%; p = 0,003), acidente vascular encefálico prévio (0,8% vs 17,9%; p = 0,03), intervenção coronariana percutânea prévia (19,5% vs 39,3%; p = 0,01), e revascularização cirúrgica do miocárdio prévia (19,3% vs 35,7%; p = 0,03).
CONCLUSÃO: Antecedentes de infarto agudo do miocárdio, RM, intervenção coronariana percutânea, acidente vascular encefálico e déficit ventricular grave foram mais freqüentes no grupo que faleceu na fase hospitalar, sugerindo possível associação entre esses fatores e maior chance de óbito no pós-operatório de RM.

Palavras-chave: Fibrilação atrial, cirurgia torácica, revascularização miocárdica, óbito, evolução fatal.


 

 

Introdução

A fibrilação atrial (FA) é uma complicação freqüente no pós-operatório de cirurgia cardíaca, que acomete cerca de 10% a 40% dos pacientes submetidos a revascularização cirúrgica do miocárdio (RM). Sabe-se que 70% dos casos ocorrem nos primeiros três dias, com pico no segundo dia de pós-operatório1-4.

Diferentemente dos casos não-cirúrgicos, a FA pós-operatória não possui etiologia bem definida, embora estudos recentes sugeram mecanismo multifatorial, incluindo estresse oxidativo, inflamação, fibrose atrial, produção excessiva de catecolaminas, e mudanças no tônus autonômico e na expressão das conexinas. Essas alterações resultam em aumento da dispersão da refratariedade atrial bem como da formação de um substrato pró-arrítmico5-9.

Alguns fatores de risco estão relacionados a aumento da ocorrência de FA pós-operatória. Entre eles destacam-se: idade avançada, história de FA paroxística, infarto prévio do miocárdio, disfunção ventricular esquerda, hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito, doença pulmonar obstrutiva crônica, descontinuação de fármacos beta-adrenérgicos antecedendo a cirurgia, tempo de pinçamento aórtico, uso de circulação extracorpórea, isquemia pós-operatória, uso de aminas vasoativas e necessidade de ventilação mecânica por mais de 24 horas no pós-operatório10-12.

A presença dessa arritmia após cirurgia de revascularização do miocárdio está associada ao aumento de duas vezes da morbidade e da mortalidade cardiovasculares. Há maior ocorrência de insuficiência cardíaca e de acidente isquêmico-cerebral, ambos relacionados ao maior tempo de internação hospitalar e, conseqüentemente, ao elevado custo com a operação13-17.

Este estudo foi realizado com pacientes que apresentaram FA após revascularização cirúrgica do miocárdio, com o objetivo de identificar eventuais características relacionadas à ocorrência de óbitos hospitalares.

 

Métodos

Este é um estudo de coorte não-concorrente, de população fixa, que incluiu 1.390 pacientes com insuficiência coronariana, submetidos a revascularização cirúrgica do miocárdio isolada com circulação extracorpórea. Representa o registro de cirurgias desse tipo realizadas no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2003, no Hospital do Coração da Associação do Sanatório Sírio, em São Paulo, SP. Desses pacientes, 993 (73%) não apresentaram FA nas primeiras 24 horas de pós-operatório e 397 (26%) apresentaram FA. A média de idade dos pacientes com FA era de 67,6 ± 8,7 anos, e 297 (75%) desses pacientes eram do sexo masculino. Os pacientes foram divididos em dois grupos, sendo o grupo 1 formado pelos 369 (93%) sobreviventes na fase hospitalar e que apresentavam média de idade de 67,3 ± 8,4 anos, dos quais 277 (75%) eram do sexo masculino, e o grupo 2, pelos 28 (7%) pacientes que faleceram e que apresentavam média de idade de 69,3 ± 9,6 anos, dos quais 18 (64,3%) eram do sexo masculino.

Foi feita análise comparativa das seguintes variáveis do perfil clínico entre os grupos: sexo, idade, hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito, tabagismo, dislipidemia, insuficiência renal crônica, disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (de acordo com a ventriculografia e classificada como se segue: discreta, fração de ejeção entre 50% e 60%; moderada, 40% a 49%; e grave, < 40%), infarto agudo do miocárdio prévio, insuficiência cardíaca prévia, acidente vascular encefálico prévio, revascularização cirúrgica do miocárdio prévia e intervenção coronariana percutânea prévia. As diferenças entre os grupos foram avaliadas quanto às taxas de reversão, à duração da arritmia (< 24 horas vs > 24 horas) e à terapêutica utilizada para tentativa de reversão (amiodarona vs quinidina vs cardioversão elétrica).

Na análise estatística, foram empregados o teste do qui-quadrado quando a variável comparada entre os grupos foi categórica e o teste t de Student, quando numérica. Valores de p < 0,05 foram considerados significativos. Para avaliar se a FA é um fator de risco independente de óbito hospitalar foi utilizado o modelo de regressão logística.

Para identificar eventuais preditores de óbito hospitalar em pacientes que apresentaram FA no pós-operatório de revascularização cirúrgica do miocárdio foi utilizado o modelo de regressão logística, tendo sido incluídas nesse modelo as variáveis com valor de p < 0,1 na análise univariada.

 

Resultados

As características demográficas dos pacientes do estudo estão demonstradas na tabela 1.

 

 

Quanto ao perfil clínico, os pacientes que morreram na fase hospitalar apresentaram mais freqüentemente acidente vascular encefálico prévio, infarto agudo do miocárdio prévio, disfunção sistólica grave do ventrículo esquerdo, intervenção coronariana percutânea e revascularização cirúrgica do miocárdio prévias (tabs. 2 e 3).

 

 

 

 

Não foi registrada diferença entre os grupos em relação às taxas e ao tempo de ocorrência da reversão da FA, assim como à terapia utilizada para obtenção dessa reversão (figs. 1 e 2).

 

 

 

 

As variáveis incluídas no modelo de análise multivariada por regressão logística foram: sexo masculino, infarto agudo do miocárdio prévio, tabagismo, acidente vascular encefálico prévio, disfunção sistólica grave do ventrículo esquerdo, intervenção coronariana percutânea e revascularização cirúrgica do miocárdio prévias. Nenhuma dessas variáveis foi preditora independente de óbito nos paciente com FA no pós-operatório (tab. 4).

 

 

A mortalidade hospitalar dos pacientes que evoluíram com FA nas primeiras 24 horas de evolução do pós-operatório foi mais elevada quando comparada à dos pacientes sem essa arritmia (7% vs 2,1%; p < 0,001). Na análise multivariada por regressão logística, a FA não foi preditora de óbito hospitalar.

Das 28 causas de óbito dos pacientes com FA no pós-operatório que faleceram, 26 foram cardiovasculares.

 

Discussão

Até recentemente, a FA pós-operatória era considerada um evento transitório, com prognóstico benigno. Entretanto, vários estudos têm demonstrado que essa entidade está associada a aumento significativo da morbidade e da mortalidade a curto e longo prazos10,11.

No presente registro da evolução hospitalar de pacientes submetidos a revascularização cirúrgica do miocárdio, a mortalidade dos pacientes que evoluíram com FA foi mais elevada quando comparada à daqueles sem essa arritmia.

Estudos relatam que a presença de FA pós-operatória aumenta o risco de acidente encefálico cerebral isquêmico, taquicardia ventricular e fibrilação ventricular18.

Pacientes com FA após revascularização cirúrgica do miocárdio têm maior risco de acidente vascular encefálico em relação àqueles que não desenvolvem essa afecção (3,3% vs 1,4%)2. A presença de acidente vascular encefálico nesses pacientes aumenta em cinco vezes a taxa de mortalidade intra-hospitalar19,20.

O reconhecimento dos fatores de risco para a ocorrência de FA pós-operatória é de fundamental importância para a adoção de medidas profiláticas e terapêuticas nesses pacientes, com o objetivo de diminuir as taxas de insuficiência cardíaca, insuficiência renal, pneumonia, ventilação mecânica prolongada, acidente vascular encefálico e óbitos precoces e tardios7-14.

Diversos fatores de risco estão relacionados à ocorrência de FA, sendo a idade avançada um dos mais importantes e preditor independente dessa arritmia após cirurgia cardíaca, em especial após cirurgia de revascularização do miocárdio. Nesse caso, os átrios poderão se encontrar dilatados, hipertrofiados ou com áreas de fibrose, comprometendo a estrutura e a função do nó sinusal. Esses pacientes, freqüentemente, são portadores de doença aterosclerótica, hipertensão arterial sistêmica e diabetes melito, além de apresentarem reduzida reserva cardiopulmonar, quando comparados aos mais jovens3.

No presente estudo, pacientes que faleceram na fase hospitalar apresentaram maiores taxas de infarto agudo do miocárdio prévio, revascularização cirúrgica do miocárdio prévia, intervenção coronariana percutânea prévia, acidente vascular encefálico prévio e disfunção ventricular esquerda grave, sugerindo possível associação entre essas características clínicas e maior chance de óbitos.

O infarto prévio do miocárdio é considerado preditor independente de mortalidade nos pacientes que desenvolvem FA no pós-operatório de revascularização cirúrgica do miocárdio4. É descrito que a oclusão ou a estenose importante do segmento proximal da artéria coronária direita (ACD) são importantes preditores dessa arritmia. Isso acontece pelo fato de o suprimento sangüíneo do átrio direito, do nó sinoatrial e do nó atrioventricular ser realizado na ACD quando esta tem dominância na circulação coronariana21,22.

A disfunção ventricular e a insuficiência cardíaca congestiva estão associadas com o desenvolvimento de FA na população geral, em especial no pós-operatório de cirurgia cardíaca4,23. Por sua vez, essa arritmia está relacionada a maior mortalidade precoce ou tardia no pós-operatório da revascularização cirúrgica do miocárdio, o que está diretamente relacionado ao grau de disfunção ventricular. Stahle e cols.24 demonstraram taxa de mortalidade operatória de 6,6% em pacientes com fração de ejeção < 35%, em contraste com 2,6% naqueles com fração de ejeção > 50%8.

Acredita-se que pacientes com antecedente de revascularização do miocárdio (percutânea ou cirúrgica) tenham algumas características clínicas (como, por exemplo, substrato isquêmico e disfunção miocárdica), que podem contribuir para o aumento da mortalidade hospitalar.

Medidas profiláticas em pacientes considerados de risco elevado para desenvolvimento de FA no pós-operatório de revascularização cirúrgica do miocárdio podem representar uma estratégia capaz de diminuir a morbidade e a mortalidade nesses pacientes. O uso de betabloqueadores no pré-operatório, por exemplo, é considerado medida eficaz na profilaxia dessa arritmia10,11,14,24.

 

Conclusões

Os resultados deste estudo permitem identificar características clínicas associadas à mortalidade hospitalar em pacientes submetidos a revascularização cirúrgica do miocárdio que apresentaram FA nas primeiras 24 horas de pós-operatório.

Os pacientes que faleceram apresentavam perfil clínico mais grave, ou seja, maior associação de co-morbidades, e na análise multivariada por regressão logística não foi identificado nenhum preditor independente de óbito hospitalar. É possível que não apenas uma característica isolada seja determinante de óbito nessa população, porém uma associação de co-morbidades.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflitos de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

Esse estudo foi financiado com recursos próprios do investigador.

Vinculação Acadêmica à Pós-Graduação

Não há vinculação desse estudo a programas de pós-graduação.

 

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Correspondência:
Dinaldo Cavalcanti de Oliveira
Rua Abílio Soares, 625/64 A
04005-002 - São Paulo, SP - Brasil
E-mail: dinaldo@cardiol.br

Artigo recebido em 21/06/06; revisado recebido em 01/03/07; aceito em 07/03/07.

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