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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.90 no.1 São Paulo Jan. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2008000100004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Cirurgia de revascularização miocárdica: uso de enxerto bilateral de artéria torácica interna sem circulação extracorpórea

 

 

Walter José Gomes; Rodrigo P. Paez; Francisco A. Alves

Hospital Geral de Pirajussara, OSS/SPDM - Taboão da Serra, SP - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: Avanços na cirurgia de revascularização miocárdica (RM) introduziram benefícios adicionais, como a técnica sem uso da circulação extracorpórea (CEC) e a utilização do enxerto bilateral de artéria torácica interna (ATI). A cirurgia de RM sem uso da CEC tem sido associada a melhora dos resultados imediatos e a redução da incidência de complicações perioperatórias, e o uso bilateral de enxertos de ATI oferece aumento de sobrevida e redução de eventos cardiovasculares a longo prazo.
OBJETIVO: Apresentar a experiência inicial com o emprego combinado desses avanços na cirurgia de RM.
MÉTODOS: Foram estudados 35 pacientes consecutivos submetidos a RM sem CEC, com enxertos bilaterais de ATIs, sendo a ATI esquerda dirigida para a artéria descendente anterior e a ATI direita anastomosada aos ramos da artéria circunflexa. As co-morbidades predominantes foram infarto do miocárdio prévio em 71,4% dos pacientes, diabetes melito em 34,2% e insuficiência renal em 14,2%.
RESULTADOS: Nenhum paciente apresentou alteração do eletrocardiograma ou elevação enzimática no pós-operatório. O número de pontes por paciente variou de 2 a 4 (mediana de 3 pontes/paciente). A permanência hospitalar pós-operatória esteve entre 3 e 12 dias (média de 4,7 + 1,7 dias). Não houve casos de infecção ou deiscência esternal, mas um paciente apresentou acidente vascular cerebral no quarto dia de pós-operatório e faleceu. A duração do seguimento tardio foi de 4 a 48 meses. Não houve óbitos tardios, 31 pacientes estão assintomáticos e 3 têm angina residual.
CONCLUSÃO: A combinação desses avanços técnicos na cirurgia de revascularização cirúrgica mostrou-se eficaz e pode contribuir para a melhora dos benefícios a longo prazo.

Palavras-chave: Revascularização miocárdica, artérias torácicas, circulação extracorpórea.


 

 

Introdução

A cirurgia de revascularização miocárdica (RM) é o método terapêutico mais eficaz de tratamento da doença arterial coronariana em determinados subgrupos de pacientes, particularmente os de maior risco1. Avanços na cirurgia de RM introduziram benefícios adicionais, como a técnica sem uso da circulação extracorpórea (CEC) e a utilização do enxerto bilateral de artéria torácica interna (ATI).

A cirurgia de RM sem uso da CEC tem sido associada a melhora dos resultados imediatos e a redução da incidência de complicações perioperatórias2-4. Ademais, estudos observacionais na última década demonstraram que o uso bilateral de enxertos de ATI oferece benefícios adicionais ao paciente, melhorando os resultados a longo prazo. Há aumento da sobrevida e diminuição do risco de eventos cardiovasculares, quando comparado ao enxerto único de ATI e de veia safena5,6. Esses benefícios são observados quando os enxertos bilaterais de ATI são dirigidos para sistema da artéria coronária esquerda e demonstrados mesmo em pacientes de maior risco, como diabéticos, idosos e aqueles com disfunção ventricular esquerda5-8. Além disso, a introdução da técnica de dissecção esqueletonizada das ATIs permitiu a expansão da utilização de ambos os enxertos de ATI, reduzindo os riscos de complicações infecciosas e de deiscência do esterno9,10.

A combinação dessas técnicas, portanto, pode prover vantagens adicionais ao tratamento cirúrgico, reduzindo a morbidade perioperatória e melhorando os resultados tardios. A seguir é apresentada a experiência inicial com o emprego combinado desses avanços na cirurgia de RM.

 

Métodos

Pacientes - Nesta série foram analisados 35 pacientes consecutivamente submetidos a cirurgia de RM sem uso de CEC, com utilização de enxertos bilaterais de ATIs, sendo a ATI esquerda dirigida para a artéria descendente anterior (DA) e a ATI direita, passada retroaórtica através do seio transverso, anastomosada aos ramos da artéria circunflexa (Cx). A casuística compreende 28 pacientes do sexo masculino e 7 do sexo feminino, com idade variando entre 41 e 76 anos (média de 56,0 ± 8,6 anos). As co-morbidades associadas foram infarto do miocárdio prévio em 25 pacientes (71,4%), diabetes melito em 12 (34,2%), insuficiência renal em 5 (14,2%), sendo 2 em hemodiálise crônica, doença arterial periférica em 3 (8,5%), e cirrose hepática, doença de Chagas e AIDS em um paciente cada (2,8%).

A fração de ejeção, medida por ecocardiografia (método de Teichholz), variou entre 42% e 73% (média de 62,5 ± 9,4%). Todos os pacientes estão em acompanhamento clínico ambulatorial continuado. O protocolo do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética Institucional.

Técnica - A técnica cirúrgica empregada foi previamente descrita11. Em síntese, no início da operação é realizada expansão plasmática com uso de soluções cristalóides e colóides sintéticos, para otimizar a pré-carga e permitir a estabilidade hemodinâmica nos deslocamentos do coração para exposição das artérias coronárias e realização das anastomoses. Suporte inotrópico, quando necessário, é obtido com o uso temporário de dobutamina administrada por bombas de infusão. A anticoagulação é feita com heparina em dose para manter o tempo de coagulação ativado acima de 250 segundos.

As operações foram realizadas por esternotomia mediana e ambas as ATIs foram dissecadas de forma esqueletonizada, usando técnica meticulosa para clipagem e secção dos ramos arteriais, desde a origem até a bifurcação. Em todos os casos, a ATI esquerda foi usada para revascularizar a DA e a ATI direita, passada retroaórtica através do seio transverso, foi anastomosada à artéria marginal (fig. 1).

 

 

Como estratégia operatória, a ATI esquerda é sempre anastomosada inicialmente à DA e, a seguir, é revascularizada à artéria descendente posterior. Essa seqüência é seguida porque o deslocamento do coração necessário para conseguir a exposição dessas duas artérias é de pequena magnitude e bem tolerado hemodinamicamente. Essas duas artérias revascularizadas e a conseqüente perfusão adequada das paredes anterior e inferior do coração permitem, a seguir, a luxação medial do coração para exposição da parede lateral e anastomose da ATI direita com a artéria marginal. Artérias diagonais foram revascularizadas sempre que possível com enxerto seqüencial de ATI esquerda ou de veia safena (fig. 1). Na revascularização da artéria descendente posterior, foram utilizados enxertos de veia safena ou de artéria gastroepiplóica direita. Em um paciente foi realizada, simultaneamente, plicatura fechada de aneurisma apical de ventrículo esquerdo.

A exposição e a estabilização das artérias coronárias são obtidas com ajuda do estabilizador de sucção Octopus®3 (Medtronic, Inc.), uso do ponto de Lima único e algumas vezes do posicionador Starfish® (Medtronic, Inc.), fixados no afastador OctoBase® (Medtronic, Inc.) Recentemente, na última metade dessa série, tem sido utilizado um sistema de autotransfusão para recuperação intra-operatória de sangue.

 

Resultados

No intra-operatório, todos os pacientes toleraram bem as manobras de luxação do coração para a construção das anastomoses, com 6 pacientes necessitando suporte inotrópico temporário com dobutamina para realização da anastomose com a artéria marginal. Nenhum paciente apresentou alteração do eletrocardiograma ou elevação enzimática no pós-operatório, assim como também não houve caso que necessitou reexploração mediastinal por sangramento. O número de pontes por paciente variou de 2 a 4, com mediana de 3 pontes/paciente. A ATI esquerda foi usada para revascularização seqüencial da DA e diagonal em 7 pacientes. A artéria gastroepiplóica direita foi usada para revascularizar a artéria descendente posterior em 4 casos, e nos demais foram usados segmentos de veia safena reversa. Não houve infecção ou deiscência esternal, nem complicações pós-operatórias significativas, exceto por um paciente que apresentou acidente vascular cerebral no quarto dia de pós-operatório, evoluindo com grande infarto cerebral e óbito no vigésimo primeiro dia de pós-operatório. Dois pacientes tiveram infecção superficial da incisão para retirada da veia safena. A permanência hospitalar pós-operatória variou entre 3 e 12 dias, com média de 4,7 ± 1,7 dias.

O seguimento pós-operatório, de 4 a 48 meses (média de 19,2 ± 14,3 meses) de duração, foi completado em todos os pacientes. No período de seguimento, todos os pacientes estão vivos, dos quais 31 estão assintomáticos e 3 permanecem com angina (2 com angina classe II e 1 com angina classe III pela classificação da Canadian Cardiovascular Society – CCS). Um paciente foi submetido a angioplastia em decorrência de evolução da doença coronariana em uma artéria não-revascularizada e continua em classe III (CCS). Cinco pacientes foram submetidos a cinecoronariografia pós-operatória, 2 a critério do cardiologista e 3 por queixa de desconforto torácico. No reestudo angiográfico, os enxertos de ATI bilateral estavam pérvios em todos os casos (fig. 2).

 

 

Discussão

As evidências científicas atuais reforçam que a cirurgia de RM é o método mais eficiente de tratamento da doença arterial coronariana em pacientes de maior risco para eventos cardiovasculares1. Há maior sobrevida com melhor alívio do sintoma anginoso, portanto com melhora da qualidade de vida.

Indubitavelmente, as maiores contribuições na cirurgia de RM nas últimas décadas foram a introdução da técnica sem emprego da CEC e a demonstração dos resultados a longo prazo com o uso da ATI bilateral.

A utilização da CEC é associada a complexa resposta inflamatória sistêmica e alterações neurológicas, que contribuem significativamente para a ocorrência de complicações perioperatórias. Estudos recentes têm demonstrado que a cirurgia de RM sem CEC é segura e eficiente, apresentando redução das complicações imediatas (perioperatórias), quando comparada à técnica com uso da CEC12-15. Além de evitar a CEC, há a vantagem de prescindir de pinçamento aórtico total para infusão de cardioplegia. Desde a década de 1990, ocorreu grande mudança na demografia dos pacientes encaminhados para cirurgia de RM, em grande parte relacionada com a idade avançada desse grupo de pacientes. Como conseqüência, complicações neurológicas passaram a constituir expressivo número das morbidades pós-operatórias. O pinçamento aórtico total tem sido responsabilizado por grande parte das complicações neurológicas observadas no pós-operatório de cirurgia com CEC, em decorrência da embolização de debris de ateroma16.

Séries recentes demonstram que a RM sem CEC melhora significativamente a mortalidade e a morbidade em todos os subgrupos, em especial nos pacientes com maiores fatores de risco operatório12-19. Ademais, a permanência hospitalar é reduzida, com menor uso de recursos hospitalares e conseqüente menor custo, comparativamente à técnica convencional17,18.

Recentemente, em estudo randomizado controlado comparando RM com e sem CEC, foi demonstrado que os pacientes submetidos a técnica sem CEC apresentaram melhor resultado clínico (menor necessidade de transfusão de sangue e redução do tempo de ventilação mecânica), menor permanência hospitalar e melhor função cognitiva, não havendo diferença em relação à patência dos enxertos19.

A utilização do enxerto bilateral de ATI pode oferecer beneficio adicional ao paciente, conferindo maior sobrevida e menor incidência de eventos cardiovasculares, quando comparado ao enxerto de ATI única. Esse significativo aumento da sobrevida ocorre quando ambos os enxertos de ATI são colocados para as artérias do sistema coronariano esquerdo, isto é, a ATI esquerda é anastomosada à DA e a ATI direita é anastomosada aos ramos da Cx (artérias marginais). O efeito do uso de enxertos bilaterais de ATI manifesta-se como aumento médio de sobrevida de 15% em 20 anos5,6.

Esses benefícios se estendem também a pacientes com maior risco, como diabéticos, idosos e com disfunção ventricular esquerda5-8. Particularmente em diabéticos, tem sido evidenciado que o uso bilateral de ATIs melhora a sobrevida a longo prazo e reduz a necessidade de procedimentos de revascularização posteriores20,21. Em nossa experiência, os diabéticos corresponderam a um terço dos pacientes operados.

Mais recentemente, grandes estudos têm confirmado que o enxerto de ATI direita, através do seio transverso e anastomosada aos ramos da Cx, tem excelente patência angiográfica a longo prazo, comparativamente àqueles da ATI esquerda para a DA22. A técnica do uso da ATI direita direcionada pelo seio transverso para revascularizar a artéria marginal foi proposta por Puig e cols.23, no início da década de 1980.

Shah e cols.24 estudaram a perviedade tardia de enxertos bilaterais de ATI em uma série de 1.434 pacientes. Com seguimento médio de 80 meses, demonstraram que 96,3% dos enxertos de ATIs esquerdas e 90% das ATIs direitas anastomosadas à artéria marginal estavam pérvias24. Na mesma experiência, com seguimento médio de 99 meses, 61% dos enxertos de veia safena estavam funcionantes25.

Tem sido demonstrado que as propriedades do endotélio da ATI contribuem para essa melhora dos resultados. Os enxertos de ATI promovem maior liberação de óxido nítrico que os enxertos de artéria radial e veia safena26. Isso torna a ATI um " conduto vivo" , capaz de dilatar-se (adaptação do calibre) e, conseqüentemente, aumentar o fluxo sanguíneo, respondendo à demanda do leito coronariano e à área de miocárdio suprido. Ademais, a produção aumentada de óxido nítrico pelo endotélio da ATI tem a capacidade de reduzir e prevenir o processo aterosclerótico do leito distal da artéria coronária revascularizada com esse enxerto27.

A técnica de dissecção esqueletonizada da ATI conforme utilizada nesta série oferece vantagens adicionais. A dissecção convencional como pedículo, em que são retirados em conjunto ATI com fáscia endotorácica, músculo, veia e tecidos periadventiciais, reduz o suprimento sanguíneo para o esterno e pode ser o fator causal de complicações pós-operatórias. Há redução também do aporte sanguíneo dos músculos intercostais e nervo frênico, resultando em maior disfunção respiratória no período pós-operatório28,29.

A dissecção esqueletonizada envolve dissecção meticulosa da ATI, com lesão mínima aos tecidos adjacentes e preservação dos troncos vasculares que mantêm a irrigação esternal30-32 (fig. 3). Em conseqüência, tem sido demonstrado que há diminuição das complicações esternais (infecção e deiscência), melhor preservação da função respiratória e menor incidência de dor e disestesia pós-operatória, o que possibilita a expansão da utilização dessa técnica em pacientes de maior risco, como diabéticos e portadores de insuficiência renal crônica, sem que haja aumento do risco adicional de complicações esternais9,10,30. Outra vantagem da técnica esqueletonizada é que os enxertos de ATI apresentam fluxo sanguíneo mais elevado e com maior comprimento, permitindo a revascularização de mais artéria coronárias, utilizando a técnica seqüencial, como visto na figura 110.

 

 

Nessa técnica operatória, a ordem da revascularização também é fator determinante do sucesso da cirurgia. A primeira artéria a ser revascularizada foi sempre a DA, seguida da artéria descendente posterior ou diagonal e, por último, os ramos da Cx. Isso se faz necessário porque na luxação do coração para exposição da parede lateral e visualização da artéria marginal os outros segmentos cardíacos precisam estar revascularizados, para compensar a queda do débito cardíaco com o deslocamento do coração.

Outro fator importante para a qualidade técnica desse procedimento é a utilização de estabilizadores. Neste caso foi usado o estabilizador de sucção Octopus®3 (Medtronic, Inc.), que possibilita a imobilização da artéria coronária e a realização de anastomoses de melhor qualidade. Recentemente, o uso do sistema posicionador Starfish® (Medtronic, Inc.) tem possibilitado o deslocamento medial do coração, com aparente atenuação das alterações hemodinâmicas.

A artéria gastroepiplóica direita tem sido utilizada para revascularizar os ramos da artéria coronária direita, principalmente a artéria descendente posterior, pelo posicionamento anatômico de suas estruturas. Isso torna possível revascularizar as três artérias coronárias usando somente enxertos arteriais. Hirose e cols.33 estudaram a patência angiográfica da artéria gastroepiplóica direita e apresentaram resultados de 98,7%, 91,1% e 84,4% em 1, 3 e 5 anos de seguimento, respectivamente.

Um sistema de recuperação intra-operatória de sangue, de execução simples e baixo custo, desenvolvido em nosso serviço, tem permitido a recuperação quase total de sangue durante as cirurgias, reduzindo drasticamente a necessidade de transfusão de sangue homólogo na última metade dos pacientes operados. Transfusão de sangue durante cirurgia de RM tem sido associada a redução significativa de sobrevida a longo prazo34.

Essa casuística inicial demonstra que, em pacientes selecionados, a estratégia de RM sem CEC usando a ATI direita anastomosada para a artéria marginal é possível com sucesso técnico. Ademais, a utilização adicional da artéria gastroepiplóica direita para revascularizar a artéria descendente posterior torna possível realizar a RM sem CEC usando apenas enxertos arteriais. Em tese, essa estratégia de RM se aproxima do modelo ideal de qualidade, pelo aumento dos benefícios clínicos traduzidos pela superioridade dos enxertos arteriais sobre os venosos e sua utilização sem necessidade de CEC.

 

Conclusão

Em conclusão, esses avanços técnicos, utilizados combinadamente na cirurgia de revascularização cirúrgica, mostraram-se eficazes e podem contribuir para a melhora dos benefícios a longo prazo.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.

Vinculação Acadêmica

Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.

 

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Correspondência:
Walter José Gomes
Rua Borges Lagoa, 1080/608
04038-002 - São Paulo, SP - Brasil
E-mail: wjgomes@cardiol.br / wjgomes.dcir@epm.br

Artigo recebido em 13/02/07; revisado recebido em 03/05/07; aceito em 04/06/07.