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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.91 no.3 São Paulo Sept. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2008001500002 

ARTIGO ORIGINAL
ARRITMIA CARDÍACA

 

Efeito de anestésicos locais com e sem vasoconstritor em pacientes com arritmias ventriculares

 

 

Maria Teresa Fernández CáceresI; Ana Cristina P. P. LudoviceII; Fabio Sândoli de BritoII; Francisco Carlos DarrieuxI; Ricardo Simões NevesI; Mauricio Ibrahim ScanavaccaI, II; Eduardo A. SosaI, II; Denise Tessariol HachulI, II

IInstituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo, SP - Brasil
IIHospital Albert Einstein, São Paulo, SP - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: A utilização de anestésicos locais associados a vasoconstritores para tratamento odontológico de rotina de pacientes cardiopatas ainda gera controvérsia, em razão do risco de efeitos cardiovasculares adversos.
OBJETIVO: Avaliar e comparar os efeitos hemodinâmicos do uso de anestésico local com vasoconstritor não-adrenérgico em pacientes portadores de arritmias ventriculares, em relação ao uso de anestésico sem vasoconstritor.
MÉTODOS: Um estudo prospectivo randomizado avaliou 33 pacientes com sorologia positiva para doença de Chagas' e 32 pacientes com doença arterial coronariana, portadores de arritmia ventricular complexa ao Holter (>10 EV/h e TVNS), 21 do sexo feminino, idade de 54,73 + 7,94 anos, submetidos a tratamento odontológico de rotina com anestesia pterigomandibular. Esses pacientes foram divididos em dois grupos: no grupo I, utilizou-se prilocaína a 3% associada a felipressina 0,03 UI/ml, e no grupo II, lidocaína a 2% sem vasoconstritor. Avaliaram-se o número e a complexidade de extra-sístoles, a freqüência cardíaca e a pressão arterial sistêmica dos pacientes no dia anterior, uma hora antes, durante o procedimento odontológico e uma hora após.
RESULTADOS: Não foram observadas alterações hemodinâmicas, nem aumento do número e da complexidade da arritmia ventricular, relacionados ao anestésico utilizado, em ambos os grupos.
CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que prilocaína a 3% associada a felipressina 0,03 UI/ml pode ser utilizada com segurança em pacientes chagásicos e coronarianos, com arritmia ventricular complexa.

Palavras-chave: Arritmias cardíacas, anestésicos locais, vasoconstritores, cardiomiopatia chagásica, doença das coronárias.


 

 

Introdução

Na rotina do tratamento odontológico, quando se trata de pacientes cardiopatas portadores de arritmias ventriculares, a escassez de informações objetivas na literatura dificulta a escolha do anestésico mais adequado e a decisão sobre a dose máxima a ser utilizada.

O temor pelo uso de anestésicos locais contendo vasoconstritores baseia-se no potencial efeito adverso dessas substâncias sobre a pressão arterial e/ou ritmo cardíaco. Os efeitos hemodinâmicos dos anestésicos locais podem ser causados por ação direta sobre o músculo liso ou cardíaco ou por ação direta sobre a inervação autonômica do coração. Todos podem provocar, dependendo da concentração, aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial média. Quando a dose do anestésico ocasiona colapso cardiovascular, o efeito predominante é a taquicardia1, no entanto a ocorrência da maioria das reações adversas deve-se a injeções inapropriadas de altas doses e a punções intravasculares acidentais2,3. Ainda, com exceção das reações alérgicas, as demais complicações anestésicas descritas são provocadas pela maior estimulação adrenérgica sobre o sistema cardiovascular, o que justifica certa restrição ao uso de vasoconstritores catecolaminérgicos em cardiopatas.

A felipressina, agente vasoconstritor, por não agir sobre os receptores adrenérgicos, não provoca alterações significativas na freqüência cardíaca4, tendo ação direta na musculatura lisa vascular. Nas quantidades requeridas para anestesia local, atua sobre a circulação venosa e não tem efeito arterial, cardíaco ou potencial arritmogênico5,6. Sua ação vasoconstritora é menor do que a da adrenalina, mas a duração do efeito é similar7.

No Brasil, dispõe-se comercialmente de dois tipos de vasoconstritores: a felipressina e as aminas simpatomiméticas. A felipressina só está disponível associada ao anestésico prilocaína. Já a lidocaína está disponível com e sem vasoconstritor adrenérgico, porém não com a felipressina.

A lidocaína e a prilocaína assemelham-se em vários aspectos. Ambas são classificadas como amidas e possuem mecanismos de ação e efeitos semelhantes2. Na dose utilizada e no tipo de via injetada para tratamento odontológico, não há diferenças significativas quanto ao tempo de latência e duração do efeito anestésico.

Considerando-se as substâncias não-adrenérgicas, evidências sugerem que, na ausência de acidente de punção ou superdosagem, os vasoconstritores promovem efeito protetor, por aumentarem a intensidade e duração do efeito anestésico, por diminuírem sua toxicidade e por reduzirem a hemorragia local8.

Pela necessidade de mais informações objetivas em pacientes considerados de maior risco, realizamos este estudo para avaliar a segurança do uso de anestésico local com vasoconstritor não-adrenérgico em portadores de arritmias ventriculares associadas às cardiopatias chagásica e coronariana.

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da lidocaína sem vasoconstritor e da prilocaína com felipressina sobre o número e a complexidade das extra-sístoles, a freqüência, o ritmo cardíaco e a pressão arterial sistêmica em pacientes portadores de doença de Chagas' e doença arterial coronariana com arritmia ventricular complexa, durante realização de procedimentos odontológicos de rotina.

 

Métodos

O estudo foi prospectivo, randomizado e não-duplo-cego. Os critérios de inclusão foram:

• Idade entre 18 e 70 anos;

• Sorologia positiva para doença de Chagas' ou doença arterial coronariana estável;

• Presença de arritmia ventricular complexa ao eletrocardiograma ambulatorial de 24 horas (sistema Holter) - monomórficas, polimórficas, repetitivas, taquicardia ventricular não-sustentada e inclusive sustentada;

• Com ou sem medicação especifica;

• Indicação para tratamento odontológico no maxilar inferior.

Foram critérios de exclusão:

• Outras cardiopatias (infarto recente, angina instável);

• Sinais e sintomas e insuficiência cardíaca em classe funcional IV, mesmo que controlada clinicamente.

Foram selecionados 65 pacientes consecutivos: 33 com sorologia positiva para doença de Chagas' e 32 portadores de doença arterial coronariana e infarto do miocárdio prévio, com ou sem revascularização miocárdica pregressa. Todos apresentavam EV freqüentes e complexas (>10/hora, com ou sem batimentos repetitivos ou TVNS) documentadas no Holter de 24 horas. Nove pacientes do grupo coronariano e 18 do grupo chagásico estavam medicados com amiodarona, um paciente chagásico usava quinidina e um paciente do grupo coronariano utilizava propafenona; quatro pacientes eram portadores de marca-passo artificial definitivo, um era coronariano e três eram chagásicos; e sete pacientes eram portadores de cardioversor-desfibrilador implantável (CDI): um do grupo coronariano e seis do chagásico. Trinta e três pacientes usavam antiagregante plaquetário (AAS), e 12, anticoagulante oral (warfarina). Todos os pacientes apresentavam diagnóstico prévio de hipertensão arterial controlada com medicação específica prescrita no ambulatório de origem, como enalapril, captopril, lisinopril, losartan, diltiazen, hidralazina, furosemida, espironolactona e hidroclorotiazida.

Após a avaliação preliminar e constatada a necessidade de tratamento dentário, os pacientes foram encaminhados para a unidade de odontologia e informados por escrito sobre o protocolo. Após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, eles foram agendados para realização dos procedimentos odontológicos. Na primeira consulta odontológica, foram submetidos a anamnese, exame clínico e radiografia periapical. Solicitou-se uma radiografia panorâmica e preencheu-se a ficha clínica. A monitorização com Holter foi iniciada no dia anterior ao procedimento. A gravação do ECG foi realizada em gravador portátil (Dýnamis 3000 ECO) e o registro feito em fita magnética. Os pacientes foram orientados a retornar no dia seguinte para realização do tratamento odontológico. O atendimento foi realizado no período matinal. Todos os pacientes tomaram medicamentos no dia do procedimento.

A monitorização da pressão arterial e da freqüência cardíaca foi realizada com aparelho Critikon Dinamap® Plus acoplado ao paciente por meio de um manguito padrão (24 x 32 cm); os registros foram feitos a partir de medidas oscilométricas de acordo com o seguinte protocolo: na sala de espera, dez minutos antes do início do tratamento; no momento da chegada do paciente ao consultório odontológico; cinco minutos após a injeção do anestésico; a cada 15 minutos durante os 50 minutos de tratamento e 10 minutos após o término deste. Os procedimentos odontológicos foram realizados na mandíbula, região de molares e pré-molares (primeiros e segundos, direito ou esquerdo).

A anestesia foi realizada por meio de bloqueio regional pterigomandibular com seringa carpule e agulha 3G.

Para cada procedimento, foram utilizados de dois a quatro tubetes de 1,8 ml de anestésico cada. Os pacientes foram divididos em grupos de acordo com o anestésico recebido, seqüencialmente: 1. chagásicos com prilocaína associada a felipressina, 2. chagásicos com lidocaína sem vasoconstritor, 3. coronarianos com prilocaína associada a felipressina e 4. coronarianos com lidocaína sem vasoconstritor.

Foram analisados por meio do sistema Holter o ritmo cardíaco, o número de extra-sístoles ventriculares (EV) e a complexidade destas de acordo com o seguinte protocolo: no mesmo horário do procedimento odontológico do dia anterior e uma hora antes do procedimento e durante este, totalizando 25 horas de monitorização. As medidas pressóricas, a freqüência cardíaca e o número e a complexidade das extra-sístoles ventriculares foram comparados nos quatro grupos de pacientes (segundo o tipo de anestésico recebido) em três fases: antes do procedimento odontológico, durante o procedimento e após o término.

Inicialmente, todas as variáveis foram analisadas descritivamente. Para as variáveis quantitativas, essa análise foi feita pela observação dos valores mínimos e máximos e do cálculo de médias e desvios-padrão e medianas. Para as variáveis qualitativas, calcularam-se freqüências absolutas e relativas. O nível de significância utilizado para os testes foi de 5%.

 

Resultados

Todos os pacientes permaneceram assintomáticos e toleraram bem o tratamento odontológico. Em nenhum caso houve complicações decorrentes do procedimento, tais como sangramentos ou acidentes de punção.

A comparação dos quatro grupos de pacientes quanto à quantidade de tubetes de anestésicos utilizados e quanto às suas características clínicas está descrita nas tabelas 1 e 2.

As características clínicas demográficas eram semelhantes e não se observou diferença na dose de anestésico utilizada, assim como no grau de disfunção ventricular dos pacientes chagásicos e coronarianos que receberam anestésicos com ou sem vasoconstritor.

Ritmo cardíaco

Nas análises do número das extra-sístoles ventriculares (EV), não se observaram diferenças entre os vários momentos avaliados (no dia anterior, antes do tratamento odontológico e durante o procedimento) nem em relação ao uso de anestésico com e sem vasoconstritor, tanto nos pacientes coronarianos como nos chagásicos (gráf. 1 e 2). A complexidade das extra-sístoles também permaneceu estável nos vários momentos, com comportamento semelhante nos dois grupos.

 

 

 

 

Pressão arterial

Quanto ao comportamento da pressão arterial média (PAM) antes, durante e após o procedimento, não observamos diferenças relacionadas com os tipos de solução anestésica utilizada, tanto nos pacientes coronarianos como nos chagásicos (gráf. 3 e 4).

 

 

 

 

Freqüência cardíaca

O comportamento da freqüência cardíaca (FC) dos pacientes estudados está demonstrado nos gráficos 5 e 6. Também não foi observada diferença entre os grupos relacionada aos tipos de anestésicos utilizados.

 

 

 

 

Discussão

Em nosso estudo, não observamos efeitos cardiovasculares adversos em pacientes chagásicos e coronarianos com arritmia ventricular complexa, submetidos a tratamento odontológico sob anestesia local. Independentemente do tipo de anestésico administrado, não houve variações no número e na complexidade das extra-sístoles ventriculares, na pressão arterial sistêmica e no comportamento da freqüência cardíaca.

Optamos pela realização dos procedimentos na mandíbula, sob a técnica de bloqueio regional, pois essa técnica permite que a droga atinja a corrente sangüínea, e, assim, os eventuais efeitos sobre o sistema cardiovascular poderiam ser avaliados. Na arcada superior, não se realiza a técnica de bloqueio regional, mas, sim, a anestesia por infiltração. Com a infiltração, a concentração do anestésico na circulação sangüínea é desprezível, e, portanto, não atingiríamos nossos objetivos.

Os estudos de Oliveira e cols.9 relataram que as alterações na pressão arterial e na freqüência cardíaca, pela utilização de anestésicos locais com vasoconstritor, ocorrem imediatamente após a injeção dessas drogas, tendendo a normalizar-se rapidamente. Cabe salientar que, de acordo com os autores, alterações significativas somente ocorreram quando a administração das drogas (lidocaína com noradrenalina e prilocaína com felipressina) foi realizada por via endovenosa (simulando um acidente da técnica) e não pela via intrabucal ou infiltrativa. Tsakiris e Buhlmann10 reportaram um efeito vasopressor sistêmico quando 0,5 UI ou mais de felipressina foi administrada por via endovenosa. Observaram também que 1 UI de felipressina endovenosa foi capaz de aumentar a pressão sistólica em 25 mmHg e a pressão diastólica em 13 mmHg. Já Aochi e cols.11 reportaram aumento da pressão sistólica de 40 mmHg e da pressão diastólica de 25 mmHg quando 1 UI de felipressina foi administrada por via endovenosa. Johnson e Widrich12 notaram que os distúrbios cardiovasculares raramente aconteciam com felipressina em doses inferiores a 0,2 UI/ml.

Em nosso estudo, não observamos nenhuma alteração hemodinâmica após a infusão dos anestésicos avaliados, certamente por causa da dose adequada administrada (0,03 UI/ml de felipressina) e pela ausência de acidentes de punção. Os efeitos cardiovasculares observados não foram diferentes daqueles com o uso de anestésico sem vasoconstritor. Esses dados comprovam que, em pacientes com características clínicas semelhantes à população estudada e em doses ideais, os vasoconstritores não-adrenérgicos podem ser utilizados com segurança para otimizar o efeito anestésico.

A literatura recomenda que o uso de vasoconstritor adrenérgico deva ser evitado em pacientes com angina instável, infarto do miocárdio ou cirurgia de revascularização recentes, nas arritmias refratárias, hipertensão arterial não-controlada e insuficiência cardíaca congestiva descompensada3. Newcomb e Waite6 sugerem o uso de anestésico com vasoconstritor não-catecolaminérgico na rotina do cirurgião-dentista e contra-indicam o uso dos catecolaminérgicos em pacientes com problemas cardiovasculares, hipertireoidismo, naqueles que se encontram medicados com antidepressivos ou anti-hipertensivos e quando usado em associação com sedação ou anestesia geral.

Os pacientes deste estudo representam uma população que reflete a realidade da prática odontológica ligada à cardiologia. Os portadores de arritmias ventriculares, embora estáveis clinicamente sob tratamento clínico otimizado, eram hipertensos e apresentavam graus variáveis de disfunção ventricular. Alguns eram portadores de marca-passos e desfibriladores, com história de infarto do miocárdio prévio, apresentavam múltiplas artérias coronárias comprometidas e usavam antiagregantes plaquetários e anticoagulantes, fatores que caracterizam uma população de maior risco.

Nossos resultados são originais e sua relevância baseia-se na não-existência na literatura especializada, de publicações validando a segurança do uso de anestésicos locais com vasoconstritores não-adrenérgicos durante procedimentos odontológicos numa população com essas características.

 

Conclusões

Concluímos que durante o tratamento odontológico de rotina:

1) os efeitos dos anestésicos locais com ou sem vasoconstritor não-adrenérgico, sobre o sistema cardiovascular, não são significativos;

2) apesar da conhecida variabilidade no comportamento de arritmias ventriculares ao Holter de 24 horas, não foram observadas modificações significativas no seu número ou padrão de complexidade, após ambas as intervenções anestésicas e ao longo do procedimento; 3. o uso de anestésico com vasoconstritor não-adrenérgico em doses adequadas pode ser utilizado com segurança em pacientes chagásicos e coronarianos com arritmia ventricular complexa.

 

Limitações

Neste estudo, utilizamos dois sais anestésicos diferentes, em razão da indisponibilidade no mercado nacional da lidocaína associada a felipressina e da prilocaína isolada. Não consideramos que haveria prejuízo no alcance dos objetivos, já que tanto a lidocaína como a prilocaína, na dose e no tipo de via injetada, possuem mecanismos e efeitos semelhantes. Ainda, nosso objetivo não foi comparar as duas drogas, mas avaliar o possível efeito deletério do vasoconstritor sobre o sistema cardiovascular em pacientes de alto risco. Julgamos, portanto, que seria clinicamente mais relevante utilizarmos os sais anestésicos diferentes, mas com efeitos semelhantes e disponíveis na rotina da prática clínica brasileira.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.

Vinculação Acadêmica

Este artigo é parte de tese de Doutorado de Maria Teresa F. Cáceres pelo Instituto do Coração - HC-FMUSP.

 

Referências

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Correspondência:
Denise Tessariol Hachul
Rua Joaquim Cândido de Azevedo Marques, 1205 - Morumbi
05688-021 - São Paulo, SP - Brasil
E-mail: dhachul@uol.com.br, dhachul@cardiol.br

Artigo recebido em 14/12/06; revisado enviado em 25/10/07; aceito em 18/02/08