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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.92 no.6 São Paulo June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2009000600004 

ARTIGO ORIGINAL
CIRURGIA CARDÍACA - CRIANÇAS

 

Plastia mitral cirúrgica em crianças com febre reumática

 

 

Andréa Rocha e SilvaI; Gesmar Volga Haddad HerdyI; Alan Araujo VieiraI; Luiz Carlos SimõesII

IUniversidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, Rio de Janeiro - Brasil
IIInstituto Nacional de Cardiologia (INC), Rio de Janeiro, RJ - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: A reconstrução mitral é bem aceita em crianças com febre reumática.
OBJETIVO: Analisar os resultados da reconstrução cirúrgica mitral, em crianças com lesões reumáticas, após quatro anos de evolução.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 40 pacientes menores de 18 anos, operados no Instituto Nacional de Cardiologia (RJ), entre janeiro de 1998 e janeiro de 2003. Foram analisados o grau da regurgitação mitral pelo ecocardiograma, a técnica cirúrgica, a classe funcional pré e pós-operatória, a evolução dos casos, a necessidade de troca valvar e óbitos.
RESULTADOS: Vinte e um pacientes (52,5%) eram do sexo feminino. A insuficiência mitral era grave em 32 pacientes (80%) e moderada em oito (20%). Ocorreram três óbitos imediatos (7,5%). Após três meses da cirurgia, o ecocardiograma demonstrou que em 35 de 37 casos (94,6%) não havia regurgitação valvar ou essa era leve, e em dois pacientes (5,2%) era grave. A classe funcional no pré-operatório era III e IV em 33 casos (82,5%) e, três meses após a cirurgia, todos os 37 casos (100%) estavam em classe funcional I e II. A diferença entre os dados do grau de regurgitação mitral e classe funcional no pré e no pós-operatório foram estatisticamente significativos (p<0,01). A troca valvar antes de quatro anos de evolução ocorreu em sete (19%) dos casos.
CONCLUSÃO: A reconstrução da valva mitral mostrou resultado favorável na maioria dos casos, ao considerarmos o grau de regurgitação mitral e a classe funcional pré e pós-cirúrgica e, somente 19% dos pacientes vieram a necessitar da cirurgia para troca valvar antes de quatro anos de evolução.

Palavras-chave: Valva mitral/cirurgia, insuficiência da valva mitral, febre reumática.


 

 

Introdução

A incidência da doença reumática em crianças, adolescentes e adultos jovens corresponde a 0,3% a 3% dos indivíduos1. Poucos são os trabalhos brasileiros sobre prevalência dessa doença. Em crianças das escolas públicas de Belo Horizonte foi de 3,6/1.0002. A febre reumática no Brasil é responsável por 30% das cirurgias cardíacas em geral, especialmente por insuficiência valvar mitral3.

A regurgitação mitral ocorre por dilatação do anel, alterações nos músculos papilares, cordas tendineas e folhetos4-7. As próteses existentes levam a complicações difíceis de serem controladas, especialmente a calcificação e a ruptura nas próteses biológicas, o tromboembolismo nas valvas mecânicas, assim como a necessidade do uso contínuo de anticoagulação e sua monitorização com exames laboratoriais periódicos8. Nas faixas etárias menores, trocas de próteses são necessárias em razão do crescimento estatural e ponderal. Por esses fatos, os autores cada vez mais utilizam técnicas restauradoras no tratamento da regurgitação valvar mitral9,10.

Os objetivos do presente trabalho foram analisar os resultados da plastia da mitral em pacientes com febre reumática, avaliar a evolução dos pacientes e determinar os fatores que poderiam influenciar na necessidade da troca da valva antes de quatro anos de evolução.

 

Métodos

Foi realizado um estudo retrospectivo com 40 pacientes de idade inferior a 18 anos, submetidos a cirurgia reconstrutora mitral (plastia de mitral), acompanhados no Serviço de Cardiologia da Criança e do Adolescente e operados pelo Serviço de Cirurgia Cardiovascular Pediátrico, ambos do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), órgão do Ministério da Saúde, localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ), no período entre janeiro de 1988 e janeiro de 2003. As variáveis estudadas foram: gênero, idade do paciente no surto e na cirurgia, medicamentos utilizados, tipo de lesão valvar, técnica cirúrgica, classe funcional pré e pós-operatória pela New York Heart Association (NYHA), necessidade do uso de aminas vasoativas ou hemoderivados, duração da circulação extracorpórea, da anóxia, evolução dos casos e necessidade de troca valvar.

Todos os pacientes foram operados pela mesma equipe cirúrgica, com esternotomia mediana. Após heparinização com 4 ml/kg de peso, foram canuladas a aorta ascendente e as veias cavas, com a instalação de circulação extracorpórea (CEC). Todos foram submetidos a hipotermia moderada (28ºC), pinçamento total contínuo da aorta e proteção miocárdica com cardioplegia sanguínea a 4ºC. A valva mitral foi acessada através de atriotomia esquerda e em todos se preservaram ambas as cúspides da valva mitral.

Os exames ecocardiográficos para análise da insuficiência mitral foram realizados com aparelho SONOS da empresa HP, e a insuficiência quantificada em leve, moderada e grave, de acordo com as características do jato regurgitante. As principais técnicas cirúrgicas utilizadas para a reconstrução valvar foram: colocação de anel mitral, ressecção quadrangular do folheto posterior, encurtamento da corda tendinea, transposição da cordoalha e comissurotomia. O tempo mínimo de seguimento dos pacientes foi de quatro anos após a cirurgia.

Os dados foram descritos em frequências relativas (porcentual), média, mediana, valor mínimo e máximo, e os grupos foram comparados com o uso do teste Qui-quadrado. Utilizou-se a correção de Fisher quando indicada. Os possíveis fatores de risco para troca da valva antes de quatro anos de evolução clínica foram analisados por regressão logística simples. A significância estatística foi considerada 95%.

Os casos estudados estão arquivados no banco de dados do INC para acompanhamento a longo prazo e posterior descrição da sua evolução.

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do INC sob o número 0181/26.11.07.

 

Resultados

Vinte e um pacientes (52,5%) eram do sexo feminino. A idade no surto da febre reumática variou de três a 14 anos (mediana = oito anos), e no ato cirúrgico de quatro a 17 anos (mediana = 12 anos). A diferença entre a idade no primeiro surto e a idade na cirurgia variou de zero a 10 anos (mediana = três anos) (tab. 1).

 

 

Na primeira consulta antes da cirurgia, 12 pacientes (30%) não utilizavam medicamentos, 16 (40%) faziam uso de quatro ou mais, e os outros doze casos faziam uso contínuo de um a três agentes. As mais utilizadas foram: furosemida, espironolactona, captopril, hidralazina e penicilina benzatina.

O grau de insuficiência mitral foi analisado mediante exame ecocardiográfico no pré-operatório e classificado como leve, moderado ou grave, de acordo com a regurgitação. A insuficiência mitral foi grave em 32 pacientes (80,0%) e moderada em oito (20,0%). Houve análise ecocardiográfica imediata em todos os pacientes, exceto em dois em razão do óbito. Nessa análise, 20 dos 38 pacientes (52,6%) apresentavam regurgitação valvar leve ou não apresentavam lesão regurgitante e 18 (47,4%) apresentavam regurgitação moderada. Houve outro óbito três dias após a cirurgia.

Na avaliação ecocardiográfica realizada após três meses de pós-operatório dos 37 pacientes sobreviventes, 19 (51,3%) apresentavam regurgitação valvar leve ou não apresentavam regurgitação, 16 (43,3%) regurgitação moderada e dois (5,4%) com regurgitação grave (esses apresentaram novo surto de febre reumática). Portanto, 35 pacientes (94,6%) apresentaram no pós-operatório regurgitação mitral leve ou moderada. Houve diferença estatisticamente significativa (p<0,001) (tab. 2).

 

 

O tempo de internação variou de quatro a 103 dias (mediana de 12). O tempo de circulação extracorpórea (CEC) variou de 50 a 220 minutos, com média de 120±36 minutos e anóxia de 35 a 170 minutos, com média de 93±32 minutos. O tempo médio no setor de pós-operatório infantil variou de um a 60 dias (mediana de 4) (tab. 3).

 

 

As principais técnicas cirúrgicas utilizadas foram: colocação de anel mitral (n=28), ressecção quadrangular do folheto posterior (n=17), encurtamento da corda tendinea (n=23), transposição da cordoalha (n=5) e comissurotomia (n=11). Onze pacientes (27,5%) realizaram a cirurgia necessitando de apenas uma técnica cirúrgica, e 29 pacientes (72,5%) necessitaram de duas ou mais técnicas (tab. 4).

 

 

A classe funcional pré-operatória variou de acordo com NYHA (New York Heart Association) de II a IV: CF II (n=7) 17,5%, CF III (n=17) 42,5% e CF IV (n=16) 40,0%, ou seja, no pré-operatório 33 pacientes (80,5%) estavam na classe funcional III e IV. No acompanhamento ambulatorial após três meses de pós-operatório, todos os 37 pacientes (100%) passaram para CF I (n=28) e II (n=9). Houve diferença estatisticamente significativa (n<0,001) (tab. 5; fig.1).

 

 

 

 

Em vinte e oito pacientes (70,0%) foi realizado ecocardiograma transesofágico durante a cirurgia. Os hemoderivados foram utilizados em 21 casos (52,5%). As aminas vasoativas foram necessárias em 26 (65,0%) no pós-operatório. Houve três óbitos imediatos (7,5%): um no centro cirúrgico, um com 24 horas de pós-cirurgia e um após três dias (dois pacientes por choque cardiogênico e um por distúrbio da coagulação).

A troca valvar foi necessária em oito pacientes (20,0%), sendo sete pacientes com menos de quatro anos da plastia mitral (tab. 6).

 

 

Os fatores de risco de interferir na evolução dos pacientes em relação à troca valvar mitral antes de quatro anos, analisados conforme demonstrados na tabela 6, não foram estatisticamente significantes e incluíram: classe funcional e grau de regurgitação mitral no pré e no pós-operatório, quantidade de fármacos utilizados por paciente no momento da cirurgia, tempo de perfusão e anóxia, número de técnicas cirúrgicas utilizadas e a necessidade de aminas vasoativas no pós-operatório imediato.

 

Discussão

A plástica da valva mitral é universalmente aceita como técnica superior à troca valvar, especialmente em crianças, nas quais podem ser necessárias outras substituições com o crescimento6,7,11. A idade dos pacientes foi de quatro a 17 anos quando da cirurgia de plastia da mitral. Os problemas no longo prazo com anticoagulação, tromboembolismo, sangramento, rápida degeneração da prótese na população jovem, o maior risco de endocardite e a menor preservação da função ventricular fazem com que a plastia valvar mitral se mostre superior à troca da valva mitral12. Uma importante vantagem da técnica de reconstrução cirúrgica é a baixa trombogenicidade da valva reparada, que elimina a necessidade de terapia anticoagulante. O relato de ausência de tromboembolismo depois de plástica mitral é de 87% a 99% após cinco anos. As manifestações embólicas são, em sua maioria, eventos cerebrovasculares10-12.

As técnicas reparadoras utilizadas foram: colocação de anel mitral, ressecção quadrangular, encurtamento da cordoalha, comissurotomia e transposição da cordoalha, com a prioridade de preservar o aparelho mitral e a função ventricular. Na febre reumática, a reconstrução valvar é tecnicamente mais difícil e os resultados em médio e longo prazo podem sofrer interferência de novos surtos da doença6,9. Os trabalhos iniciais apresentavam técnicas que tiveram como objetivo apenas o tratamento do anel valvar13. Uma das maiores experiências pessoais em procedimentos conservadores na valva mitral é de Carpentier14, com 1.421 pacientes portadores de insuficiência mitral. As técnicas utilizadas nessa série foram ressecções parciais, encurtamento ou transposição de cordoalha, reinserção de músculos papilares e anuloplastia com anel rígido.

No presente estudo, 39% dos pacientes foram operados com importante comprometimento de toda estrutura valvar e disfunção miocárdica. Esses dados que não são incomuns em muitos de nosso meio (tratamento cirúrgico já com algum grau de disfunção ventricular e ou de sintomas clínicos significativos) são decorrentes especialmente de fatores sociais e dificuldades encontradas em nosso sistema de Saúde. Entretanto, a plastia mitral deve ser indicada precocemente com base na gravidade da regurgitação e no grau de comprometimento valvar, o que possibilita bons resultados com o tratamento conservador, mesmo na escassez ou ausência de sintomas15. A reconstrução valvar exige da equipe cirúrgica um perfeito conhecimento da anatomia e da multiplicidade de técnicas existentes. Além disso, é importante a excelente visibilização da valva, especialmente do plano subvalvar, para se conseguir uma boa avaliação das cordas tendineas e da musculatura papilar. Caso necessário, procede-se ao encurtamento dessas estruturas, na tentativa de uma boa coaptação das cúspides. No Serviço de Cirurgia Cardiovascular Pediátrico do INC os cirurgiões realizam o encurtamento do músculo papilar mediante a ressecção em cunha transversal, pois acreditam que essa técnica vem a permitir um encurtamento mais homogêneo das cordas tendineas. Além dessa técnica, utilizam a colocação do anel mitral, a ressecção quadrangular, a comissurotomia e a transposição da cordoalha.

Somente em oito dos pacientes estudados (20%) a anuloplastia foi um procedimento único, demonstrando que na maioria dos casos (80%) foi necessária a associação de mais de uma técnica e, em muitas ocasiões com variações do planejamento inicial, situação essa descrita também por outros autores6,10,16. A dilatação do anel mitral está presente em quase todos os pacientes com insuficiência mitral. O implante do anel oferece, desse modo, maior estabilidade na reconstrução valvar, impedindo futuras dilatações da cúspide posterior como sugerido por Carpentier14, segundo o qual é sempre importante remodelar a valva com a plastia para resultados de longo prazo. Deloche e cols. demonstraram excelente durabilidade da plastia mitral usando a técnica de Carpentier e, somente 6,2% de sua série vieram a necessitar de troca valvar mitral9. Em nosso trabalho, 19% realizaram a troca valvar mitral precoce.

A regurgitação mitral pode ser secundária a múltiplas lesões nas comissuras, nos folhetos e no aparelho subvalvar, se observando em todos os pacientes, como anteriormente dito, dilatação do anel mitral. Isso se deve ao afastamento da sua porção posterior, já que a porção anterior está limitada pelos trígonos fibrosos direito e esquerdo do coração. Segundo mostra a literatura, a plastia é considerada uma boa opção, pois permite preservar as cúspides nativas da valva e o aparelho subvalvar, mantendo a geometria ventricular esquerda e a função ventricular10.

A mortalidade hospitalar no presente trabalho foi de 7,5%. Os três pacientes que faleceram se encontravam em Classe Funcional IV e dois desses se encontravam em fase aguda da doença. Essa mortalidade pode ser considerada elevada se comparada com a da maioria dos autores, que varia entre 0 e 4,8%17-20. Carpentier relatou experiência com plastia após 10 anos, com mortalidade hospitalar de 4,2% em adultos e crianças14. A mortalidade cirúrgica é maior na fase aguda da febre reumática se a operação é indicada nos pacientes com grave disfunção valvar e com o tratamento clínico ineficaz. Mesmo neste grupo, a plástica pode apresentar melhores resultados do que a substituição valvar, ao preservar todo o aparelho subvalvar, o que resulta em melhor função ventricular no pós-operatório12,19.

Em nossos casos, a necessidade de reoperação com indicação para troca valvar antes dos quatro anos ocorreu em sete (19%) dos 37 casos; muito elevada se comparada com os outros autores. Pomerantzeff e cols.21 relataram sobrevida livre de reoperações em 70% após 17 anos21. Pacientes com doença valvar reumática têm tido alta incidência de reoperação, como demonstram Deloche e cols.9. A necessidade de nova cirurgia ocorre entre 8% e 10%7,18. Além disso, os resultados também dependem do estado da valva no momento da reconstrução, ou seja, quanto maior for o seu acometimento, pior será o resultado16. Gillinov e cols. relataram sobrevida livre de reoperação em 93%, após 10 anos22, e a maioria dos que necessitaram nova cirurgia foi em consequência de novos surtos de febre reumática. Na casuística de Machado e cols.18, 72.6% dos casos estavam livres de reoperação após 188 meses. As maiores causas de falência da plastia mitral reumática são indicações errôneas, emprego de técnica inadequada e progressão da doença valvar reumática7,16.

O uso do ecocardiograma transesofágico está estabelecido como método mais adequado para avaliar os resultados imediatos, orientando a necessidade de troca valvar nos casos de falha da plastia mitral ou de insuficiência residual importante10. Murad e cols.6 relataram o uso de ecocardiograma transesofágico em apenas 4% de suas cirurgias. No presente estudo se utilizou a ecocardiografia transesofágica na maioria dos pacientes (68,3%) durante o procedimento cirúrgico. No trabalho ora apresentado, houve melhora da regurgitação em 94,6%, resultado semelhante aos de outros trabalhos brasileiros16,18.

Concluiu-se que houve melhora acentuada da regurgitação mitral e da classe funcional, na avaliação após três meses de pós-operatório, mas foi elevada a necessidade de reoperação antes de quatro anos de evolução.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.

Vinculação Acadêmica

Este artigo é parte de tese de Mestrado de Andréa Rocha e Silva pela Universidade Federal Fluminense e Instituto de Cardiologia de Laranjeiras.

 

Referências

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Correspondência:
Gesmar Volga Haddad Herdy
Travessa Antonio Pedro, 10/301
24.230-030, Niteroi, RJ - Brasil
E-mail: gesmarhaddad@uol.com.br

Artigo recebido em 29/07/08; revisado recebido em 16/10/08; aceito em 24/10/08.