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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.94 no.6 São Paulo June 2010  Epub May 07, 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2010005000046 

ARTIGO ORIGINAL
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

 

Uma análise entre índices pressóricos, obesidade e capacidade cardiorrespiratória em escolares

 

 

Miria Suzana Burgos; Cézane Priscila Reuter; Leandro Tibiriçá Burgos; Hildegard Hedwig Pohl; Liane Teresinha Schuh Pauli; Jorge André Horta; Miriam Beatris Reckziegel; Silvia Isabel Rech Franke; Daniel Prá; Marcelo Camargo

Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC, Santa Cruz do Sul, RS - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: Durante a infância e adolescência, o sedentarismo, o excesso de peso e a alimentação inadequada são fatores de risco para doenças crônicas, sobretudo obesidade, hipertensão arterial sistêmica e diabete melito. A intervenção precoce pode prevenir o desenvolvimento dessas complicações.
OBJETIVO:
Verificar a presença de fatores de risco cardiovasculares (obesidade e hipertensão arterial) e suas possíveis interações com a capacidade cardiorrespiratória.
Métodos: Estudo transversal composto de amostra estratificada por conglomerados, de 1.666 escolares, com idades entre 7 e 17 anos, 873 (52,4%) do sexo masculino e 793 (47,6%) do sexo feminino. Avaliaram-se as pressões arteriais sistólica (PAS) e diastólica (PAD), índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura (%G) e capacidade cardiorrespiratória. Ainda, PAS e PAD foram correlacionadas com circunferência da cintura (CC), relação cintura-quadril (RCQ), somatório de dobras cutâneas (
ΣDC) e capacidade cardiorrespiratória.
RESULTADOS:
A avaliação do IMC dos escolares evidenciou 26,7% de sobrepeso ou obesidade e 35,9% com o percentual de gordura acima de moderadamente alto. Com relação aos níveis pressóricos, encontraram-se 13,9% e 12,1% de escolares limítrofes e hipertensos, para PAS e PAD, respectivamente. Houve associação entre hipertensão, obesidade e capacidade cardiorrespiratória. Observou-se correlação significativa em relação à PAS e PAD, para todas as variáveis analisadas, apresentando, ainda, uma relação fraca a moderada com as variáveis idade, peso, estatura, IMC e circunferência da cintura.
CONCLUSÃO:
A presença da hipertensão arterial associada à obesidade e seu reflexo na capacidade cardiorrespiratória reforçam a importância de se propor, já na infância, um estilo de vida mais ativo e saudável.

Palavras-chave: Hipertensão, obesidade, capacidade pulmonar total, fatores de risco, criança, adolescentes.


 

 

Introdução

As complicações clínicas das doenças coronarianas ocorrem, principalmente, a partir da meia-idade. Todavia, a aterosclerose é um processo que tem início na infância1 e progride com o envelhecimento2. Múltiplos fatores de risco estão relacionados com a aterosclerose, como obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia, resistência a insulina e diabete melito, assim como tabagismo e sedentarismo2,3.

A obesidade severa entre as crianças e adolescentes tem apresentado crescente prevalência nas últimas décadas. Sua relação com outras morbidades indica ainda que deve haver maior controle desses jovens, pois trata-se de um dos maiores problemas de saúde pública em âmbito mundial4. No Brasil, a prevalência de sobrepeso e obesidade entre crianças de 6 a 17 anos durante os anos de 1974 e 1997 triplicou, passando de 4,1% para 13,9%5. Dados americanos apontam um aumento de até 300% desde 19606.

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, ocasionada em grande parte por um desequilíbrio crônico traduzido pelo aporte calórico maior que a demanda metabólica. Seu diagnóstico é realizado por meio da quantificação da proporção da gordura armazenada no corpo em relação aos demais tecidos7. Fatores como estilo de vida, hábitos alimentares que privilegiam as dietas hipercalóricas e hiperlipídicas, além do sedentarismo, são algumas explicações para esse fenômeno8.

A hipertensão arterial é uma doença crônica com prevalência crescente entre as crianças, podendo ser secundária a outras patologias, relacionadas com problemas renais, cardíacos e doenças endócrinas, ou ainda pode ser primária ou essencial, de causa idiopática9. A hipertensão arterial está associada à obesidade, fato descrito por diversos autores10-14.

Pela importância que a hipertensão arterial e a obesidade exercem sobre a saúde dos escolares, o que pode repercutir na vida adulta, o objetivo do presente estudo foi analisar o perfil desses dois fatores de risco cardiovasculares em escolares, com o propósito de verificar uma possível interação entre esses fatores, bem como a relação com a capacidade cardiorrespiratória.

 

Métodos

Trata-se de estudo transversal composto por 1.666 escolares, sendo 873 (52,4%) do sexo masculino e 793 (47,6%) do sexo feminino, com idades entre 7 e 17 anos, escolhidos aleatoriamente de uma amostra estratificada por conglomerados (centro e norte, sul, leste e oeste da periferia da zona urbana, e norte, sul, leste e oeste da zona rural), pertencentes a 18 escolas, sendo 14 da zona urbana e 4 da zona rural, do município de Santa Cruz do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul.

O projeto foi encaminhado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, da Universidade de Santa Cruz do Sul (CEP-Unisc), sob o Protocolo nº 4.913-2007, Ofício nº 261/07, em conformidade com a Declaração de Helsinki. Os pais ou responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido à entrada do estudo, autorizando a participação de seus filhos nas avaliações e nos testes realizados.

O índice de massa corporal (IMC) foi calculado pela razão do peso (kg)/altura2 (m) e posteriormente classificado de acordo com o protocolo de Conde e Monteiro15 e Gaya e Silva16. Para a avaliação do somatório de dobras cutâneas (ΣDC) e percentual de gordura (%G), foram utilizadas as medidas das dobras cutâneas tricipital e subescapular, obtidas por meio da medição com compasso de Lange. Para o cálculo do %G, utilizou-se a equação de Slaugther17, sendo posteriormente classificado de acordo com os dados de Heyward e Stolarczyv17.

A circunferência da cintura foi avaliada com o indivíduo em pé, com os braços ao longo do corpo. Utilizou-se a trena na medida da cintura, mensurada em centímetros e considerando como referência a parte mais estreita do tronco entre as costelas e a crista ilíaca e o quadril no nível do trocanter maior. Já a relação cintura-quadril foi obtida por meio da divisão da circunferência da cintura (cm) pela circunferência do quadril (cm)17.

A pressão arterial foi aferida com o aluno sentado em repouso. Utilizaram-se esfigmomanômetro e estetoscópio no braço direito e manguito adequado para o perímetro braquial do aluno. A pressão foi classificada por meio dos percentis 90 e 95 para a faixa limítrofe e hipertensão, respectivamente, conforme parâmetros da Sociedade Brasileira de Hipertensão18.

Para avaliar a capacidade cardiorrespiratória, foi utilizado o teste de resistência geral, por meio do teste de corrida/caminhada de 9 minutos, para avaliar a distância percorrida. O teste foi classificado conforme as tabelas do Projeto Esporte Brasil (Proesp-BR)16.

Para o tratamento estatístico dos dados, utilizou-se o programa SPSS 16.0 for Windows e empregou-se a estatística descritiva. Foi realizada regressão de Poisson com ajuste para variâncias robustas para estimar as razões de prevalências brutas e ajustadas19. Utilizaram-se o teste χ2 para categorias variáveis e a correlação de Pearson com diferenças significantes para p < 0,05, com um intervalo de confiança de 95%.

 

Resultados

De acordo com a tabela 1, observou-se que 71,3% dos escolares encontram-se na faixa normal para a classificação do IMC, com 72,0% e 70,4% para meninos e meninas, respectivamente. A avaliação do IMC dos que estão acima do peso (sobrepeso e obesidade) evidenciou 27,1% entre os meninos e 26,4% entre as meninas. Constatou-se também a proporção elevada de escolares com percentual de gordura aumentado (moderadamente alta, alta e muito alta), chegando a 33,8% entre os meninos e 38,5% entre as meninas. Ainda na tabela 1, pode-se observar que a maior parte dos escolares encontra-se na faixa adequada para PAS e PAD, respectivamente. O percentual de escolares limítrofes e hipertensos foi para PAS de 5,2% e 8,7%, respectivamente, e para PAD de 7,0% e 5,1%, respectivamente. Em relação ao sexo, meninas e meninos apresentaram resultados semelhantes, porém os meninos apresentaram resultados um pouco mais elevados.

 

 

A tabela 2 revela que, na comparação das pressões arteriais sistólica e diastólica com a capacidade cardiorrespiratória, os escolares com melhor condição cardiorrespiratória (boa, muito boa e excelência) apresentam resultados mais satisfatórios. Observa-se um aumento gradativo do número de escolares na faixa normotensão, na medida em que aumenta a classificação da capacidade cardiorrespiratória, bem como um aumento de limítrofes e hipertensos, na medida em que piora essa classificação. Presume-se que os escolares que apresentaram melhor classificação da capacidade cardiorrespiratória são os mais ativos fisicamente. Também se evidencia um pior desempenho no teste cardiorrespiratório nos grupos de estudantes com excesso de peso e obesidade. A classificação de capacidade "ruim" englobou as categorias: muito fraca e fraca. No caso de capacidade "boa", incluíram as seguintes categorias: boa, muito boa e excelência.

 

 

Na tabela 3, comprova-se que o grupo com excesso de peso apresentou um resultado pior de 50% no teste cardiorrespiratório quando comparado ao grupo normal. Já o grupo obeso apresentou 120% sobre o mesmo resultado quando comparado ao mesmo grupo.

 

 

Já a tabela 4 avalia possíveis relações entre as variáveis dependentes (pressões arteriais sistólica e diastólica) e independentes (sexo, idade, peso, estatura, índice de massa corporal, circunferência da cintura, relação cintura-quadril, somatório de dobras cutâneas, percentual de gordura e capacidade cardiorrespiratória), observando-se uma correlação significativa (p < 0,05) em todas elas. Para PAS, houve correlação moderada com peso e estatura, bem como uma correlação fraca com idade, índice de massa corporal, circunferência da cintura e somatório de dobras cutâneas. Já para PAD, encontrou-se uma correlação moderada somente com o peso, apresentando a idade, a estatura, o índice de massa corporal e a circunferência da cintura uma correlação fraca.

 

Discussão

Em relação ao IMC e ao percentual de gordura, a maior parte dos escolares encontra-se na faixa de normalidade (71,3% e 51,4%, respectivamente). Entretanto, a porcentagem de escolares nas classes que evidenciam obesidade é elevada tanto para IMC quanto para percentual de gordura. Em relação ao sexo, meninos e meninas apresentaram resultados semelhantes, com 27,1 e 26,4%, respectivamente, para essas classes.

A prevalência de sobrepeso e obesidade encontrada entre adolescentes de Fortaleza foi menor, com 19,5%. O sexo masculino apresentou também porcentagem um pouco superior (20,0%) em relação ao sexo feminino (19,0%)20. Porém, na Espanha, a porcentagem de crianças de 7 a 12 anos, com sobrepeso e obesidade, alcança valores superiores, com 38,0%, com as meninas apresentando maior prevalência (41,0%) em relação aos meninos (35,0%)21. Ainda, em Los Angeles, escolares, com idades entre 11 e 13 anos, apresentaram valores superiores aos encontrados no presente estudo, com 51,4% dos escolares com risco de sobrepeso, sobrepeso e obesidade22.

Com relação ao percentual de gordura, os escolares apresentaram resultados ainda mais insatisfatórios, chegando a 35,9% para as classes que evidenciam obesidade (moderadamente alta, alta e muito alta). De acordo com o sexo, as meninas apresentaram resultados superiores (38,5%) em relação aos meninos (33,8%), fato esperado para o padrão de crescimento e desenvolvimento puberal feminino. Resultados semelhantes foram encontrados em crianças de Londrina, onde o percentual de gordura, apesar de inferiores ao do presente estudo, mostrou ser igualmente preocupante. Porém, diferentemente deste estudo, os meninos apresentaram valores superiores em relação às meninas. Ainda, o estudo paranaense considera que o percentual de gordura é melhor do que o IMC para avaliar obesidade, pois é uma técnica mais sensível que detecta somente gordura corporal, ao contrário do IMC23. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a aferição de dobras cutâneas como complemento do peso e da estatura para a estimativa de adiposidade, por causa das dificuldades metodológicas para a obtenção de valores confiáveis.

Neste estudo, a pressão arterial, apesar de apresentar alta prevalência para a classe de normotenso, tanto para PAS quanto para PAD, merece uma atenção especial sobre os escolares limítrofes e hipertensos para PAS e PAD, respectivamente, por se tratar de crianças e adolescentes com maiores riscos de desenvolver problemas cardiovasculares futuramente. Quando somadas as classes limítrofe e hipertenso, os meninos apresentaram valores um pouco superiores (14,7% e 13,0%) em relação às meninas (12,2% e 11,9%) para PAS e PAD, respectivamente. Observou-se diferença estatisticamente significativa em relação à PAS, a favor do sexo feminino. Em Niterói, estudos realizados com adolescentes mostraram resultados semelhantes, porém inferiores, em relação à hipertensão com 3,1% e 2,2% para PAS e PAD, respectivamente14. Valores superiores foram encontrados em escolares americanos: 32,1% (meninos) e 22,3% (meninas) com pré-hipertensão e hipertensão arterial24.

Ainda em relação à PAS e PAD, observou-se, no presente estudo, uma correlação de fraca a moderada, com as variáveis idade, peso, estatura, IMC e circunferência da cintura. Em estudo com escolares argentinos, também foi identificada uma correlação moderada entre PAS/PAD e circunferência da cintura11. Corroborando o presente estudo, também foram encontradas associações entre pressão arterial, tanto sistólica quanto diastólica, e as variáveis idade, peso, estatura e circunferência da cintura em crianças e adolescentes de Fortaleza25.

Quando se verificou a magnitude dos testes de corrida de longa distância (teste de 9 minutos), constatou-se que os resultados podem ser influenciados pela capacidade do indivíduo de produzir energia de forma aeróbica. Alguns autores publicaram estudos com objetivo de determinar o coeficiente de correção entre os tempos e as distâncias dos testes e o consumo máximo de oxigênio, entretanto, até o presente momento, os valores desses coeficientes de correção são muito variados; por esse motivo, mantiveram-se os resultados do teste de capacidade cardiorrespiratória em categorias26,27.

De acordo com a capacidade cardiorrespiratória, verificou-se que, à medida que os escolares apresentam classificação inferior no referido teste, há um aumento de limítrofes e hipertensos. Presume-se que essas crianças e esses adolescentes praticam menos atividade física do que os escolares que obtiveram resultados satisfatórios. Em estudo realizado com crianças e adolescentes europeus, comprovou-se que a capacidade cardiorrespiratória apresenta uma relação significante com as pressões arteriais sistólica e diastólica28.

Em conformidade com alguns achados da literatura, verificou-se que a quantidade de gordura relativa ao peso corporal também pode ser caracterizada como mais um fator influente na relação entre os resultados dos testes de corrida de longa distância. Segundo Cureton e cols.29, os resultados dos testes de corrida são negativamente afetados pela quantidade de gordura corporal.

Quanto ao IMC, observou-se que, quando ocorre aumento de sua classificação, há um incremento de escolares limítrofes e hipertensos. Dessa maneira, quando somadas, as classes sobrepeso e obesidade apresentam 19,1% (limítrofes) e 40,7% (hipertensos) para PAS, e 15,2% (limítrofes) e 26,4% (hipertensos) para PAD. O mesmo ocorre em relação ao percentual de gordura em que, quando somadas as classes moderadamente alta, alta e muito alta, os valores são ainda mais inadequados, chegando a 22,6% (limítrofes) e 50,8% (hipertensos) para PAS, e 28,7% (limítrofes) e 30,4% (hipertensos) para PAD. Em um estudo com crianças e adolescentes obesas em Delaware, nos Estados Unidos, diagnosticram-se 34,7% desses jovens com pressão elevada. Desses, 27,9% apresentam pré-hipertensão, e 6,8%, hipertensão30. Outro estudo americano, com crianças e adolescentes, também mostrou associação entre IMC e pressão arterial: observou-se que, quando a classe do IMC aumentava, PAS e PAD também aumentavam31, corroborando os resultados do presente estudo, evidenciando que há associações entre essas variáveis.

É importante destacar algumas possíveis limitações metodológicas do presente estudo. Primeiramente, trata-se de um estudo transversal, não havendo acompanhamento ao longo do tempo dos indivíduos do estudo, apesar do número de participantes. Outro fator limitante pode ser relacionado ao elevado número de avaliadores do estudo: apesar de todos terem recebido treinamento, pode ocorrer possível viés de avaliação.

A partir do presente estudo, conclui-se que deve haver um cuidado especial sobre o estado geral de saúde das crianças e dos adolescentes, pois os resultados obtidos demonstraram preocupantes casos de obesidade e de hipertensão arterial nesses jovens, bem como associação entre alguns fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Cabe ressaltar ainda que os escolares mais sedentários e obesos mostraram elevada porcentagem de hipertensão arterial e consequentemente apresentaram maior risco de desenvolver doenças na vida adulta. Assim, um maior controle sobre os hábitos alimentares e a atividade física desses escolares é essencial, a fim de prevenir precocemente esses fatores de risco e evitar o aparecimento de doenças cardiovasculares prematuras.

Para tanto, é necessária a promoção da saúde por meio do engajamento de pais, professores, profissionais da saúde e órgãos do governo para que se estabeleçam políticas públicas referentes à promoção de uma vida mais saudável.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo foi financiado pela Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC.

Vinculação Acadêmica

Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.

 

Referências

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Correspondência:
Miria Suzana Burgos
Ernesto Carlos Iserhardt, 537 - Higienópolis
96825-040 - Santa Cruz do Sul, RS - Brasil
E-mail: mburgos@unisc.br, cpreuter@hotmail.com

Artigo recebido em 26/06/09; revisado recebido em 16/11/09; aceito em 23/12/09.

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