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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.95 no.1 São Paulo July 2010  Epub June 18, 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2010005000071 

ARTIGO ORIGINAL
CIRURGIA CARDÍACA - ADULTOS

 

Morbimortalidade em octogenários submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica

 

 

Fernando Pivatto JúniorI,II; Renato A. K. KalilI,II; Altamiro R. CostaI; Edemar M. C. PereiraI,II; Eduardo Z. SantosI,II; Felipe H. ValleI,II; Luciano P. BenderI,II; Marcelo TrombkaI,II; Thaís B. ModkovskiI,II; Ivo A. NesrallaI

IInstituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/FUC - IC-FUC
IIUniversidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA, Porto Alegre, RS - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: O progressivo aumento da longevidade da população tem levado cada vez mais pacientes octogenários a necessitarem de cirurgia de revascularização miocárdica (CRM), sendo necessário conhecer os riscos e benefícios desse procedimento nessa faixa etária.
OBJETIVO: Descrever a morbimortalidade hospitalar de pacientes com idade igual ou superior a 80 anos submetidos à CRM e identificar variáveis que se constituem em seus preditores.
MÉTODOS: Foram estudados 140 casos consecutivos entre janeiro de 2002 e dezembro de 2007. Os pacientes possuíam em média 82,5 ± 2,2 anos (80-89), e 55,7% eram do sexo masculino. Na amostra, 72,9% tinham hipertensão arterial, 26,4% diabete, 65,7% lesão grave em três ou mais vasos e 28,6% em tronco da coronária esquerda. Cirurgia associada esteve presente em 35,7% dos pacientes, sendo a valvar aórtica em 26,4% e a mitral em 5,6%.
RESULTADOS: A mortalidade foi de 14,3% (CRM isolada 10,0% x 22,0% associada; p = 0,091) e a morbidade de 37,9% (CRM isolada 34,4% x 44,0% associada; p = 0,35). Complicações mais frequentes: baixo débito cardíaco (27,9%), disfunção renal (10,0%) e suporte ventilatório prolongado (9,6%). Na análise bivariada, os maiores preditores de mortalidade foram sepse (RR 10,2 IC 95%: 6,10-17,7), CRM prévia (RR 8,06 IC 95%: 5,16-12,6), baixo débito cardíaco pós-operatório (RR 7,77 IC 95%: 3,03-19,9) e disfunção renal pós-operatória (RR 7,36 IC 95%: 3,71-14,6). Quanto à morbidade, foram preditores tempo de circulação extracorpórea >120 min. (RR: 2,34 IC 95%: 1,62-3,38) e de isquemia > 90 min. (RR: 2,29 IC 95%: 1,56-3,37).
CONCLUSÃO: A CRM em octogenários está relacionada a uma morbimortalidade maior do que nos pacientes mais jovens, o que, entretanto, não impede a intervenção se houver indicação pela condição clínica.

Palavras-chave: Revascularização miocárdica, mortalidade, morbidade, idoso de 80 anos ou mais.


 

 

Introdução

Nos últimos anos, a população de pacientes idosos tem aumentado de maneira considerável, tanto nos países desenvolvidos como também nos países considerados em desenvolvimento1. Os dados demográficos brasileiros apontam um evidente aumento dessa população, com estimativas colocando o Brasil como a sexta população de idosos do mundo em 20252.

A doença cardiovascular é extremamente prevalente nessa faixa etária, com aproximadamente 40% dos octogenários apresentando doença cardiovascular sintomática3. Diversos modelos de estudo epidemiológico preveem que, com as atuais taxas de crescimento da população idosa, haverá não só um aumento na incidência da doença arterial coronariana, mas também na mortalidade total e no custo econômico, devendo-se ter, provavelmente, nas próximas décadas, um aumento progressivo do número de pacientes idosos que se apresentam aos serviços de cirurgia cardíaca4.

Atualmente, é habitual a indicação de cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) em septuagenários, o que se torna cada vez mais comum em octogenários e não raro em nonagenários5. A idade avançada tem sido vastamente mostrada na literatura como uma variável correlacionada com a mortalidade operatória: por diversas razões, ela pode ser considerada como fator de alto risco em procedimentos cirúrgicos de grande porte, especialmente em cirurgias cardíacas4.

A mortalidade operatória em pacientes com idade igual ou superior a 70 anos variou de 5 a 20% nos últimos 20 anos para CRM isolada, sendo em média de 8,9%6. A Diretriz da ACC/AHA refere mortalidade de 5,28% acima dos 75 anos e de 8,38% acima dos 80 anos6.

Este trabalho teve como objetivo principal descrever a morbimortalidade hospitalar de pacientes octogenários submetidos à CRM e, secundariamente, identificar variáveis pré, trans e pós-operatórias preditoras de morbidade e/ou mortalidade.

 

Métodos

Este estudo retrospectivo abrangeu todos os pacientes consecutivos com idade igual ou superior a 80 anos submetidos à CRM no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2007 no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. As variáveis incluídas neste estudo estão descritas na Tabela 1.

 

 

A disfunção renal, tanto pré como pós-operatória, foi definida pelo nível sérico de creatinina superior a 2 mg/ml. A classificação de insuficiência cardíaca seguiu os critérios estabelecidos pela New York Heart Association (NYHA). Foi considerada lesão coronariana grave se superior a 70% nas artérias coronárias ou a 50% no tronco da coronária esquerda (TCE). A fração de ejeção foi considerada baixa quando menor que 50% e normal se superior a esse valor. Baixo débito cardíaco foi considerado toda instabilidade hemodinâmica com necessidade de drogas vasoativas ou de balão intra-aórtico. Alterações neurológicas localizadas ou alterações do nível de consciência por um período superior a 24 horas foram definidas como acidente vascular cerebral. Mortalidade hospitalar foi definida como qualquer óbito durante a internação do paciente, independente de sua duração. A ocorrência de qualquer um destes eventos no pós-operatório foi definida como morbidade operatória: baixo débito cardíaco, uso do balão intra-aórtico, sepse, infecção da ferida operatória ou do membro inferior, disfunção renal, acidente vascular cerebral, reintervenção por sangramento e tempo do suporte ventilatório prolongado, superior a 48 horas.

Visto a estrutura retrospectiva deste estudo, houve perda, já esperada, de alguns dados ausentes nos prontuários. Isso ocorreu com mais frequência nas variáveis classe funcional NYHA, fração de ejeção, tempo de circulação extracorpórea, de isquemia e de suporte ventilatório.

Os dados foram coletados diretamente a partir dos prontuários, sendo inseridos e analisados no software SPSS 15.0. A análise descritiva para as variáveis qualitativas foi realizada a partir da distribuição de frequência absoluta e relativa, e para as quantitativas através da média e desvio-padrão. A fim de avaliar estatisticamente a associação entre duas variáveis qualitativas foi utilizado o teste do qui-quadrado ou exato de Fisher quando indicado. Para comparar a média das variáveis quantitativas em relação à mortalidade foi utilizado o teste t de Student. Para avaliar a associação entre o risco de mortalidade e as variáveis foi utilizada a regressão de Poisson. O nível de significância adotado em todos os testes foi de 5%. Em função da baixa mortalidade encontrada e da presença de diversas variáveis significativas na análise de regressão bruta de Poisson, não foi realizada a análise multivariada.

 

Resultados

A amostra obtida foi de 140 pacientes, em um universo de 4.203 revascularizações cirúrgicas (3,3%), sendo 78 (55,5%) masculinos. A idade dos pacientes variou de 80 a 89 anos, com uma média de 82,5 ± 2,2. As características da população estão descritas na Tabela 2.

 

 

Em relação aos dados cirúrgicos, todos os procedimentos foram realizados com circulação extracorpórea. A artéria mamária interna foi utilizada em 24,3% dos pacientes, a média de tempo da circulação extracorpórea foi 85,4 ± 28,8 minutos e o de isquemia miocárdica 58,0 ± 22,3 minutos. Cirurgia associada foi realizada em 50 (35,7%) pacientes. Os procedimentos associados estão listados na Tabela 3.

 

 

Cinquenta e três pacientes (37,9%) apresentaram ao menos uma complicação no período pós-operatório. Nos pacientes com revascularização isolada, a taxa de complicações foi de 34,4%, não havendo diferença significativa ao compararmos com o grupo submetido a outro procedimento associado (44,0%; p = 0,35).

A Tabela 4 mostra a prevalência das complicações pós-operatórias analisadas, sendo possível observar que o baixo débito cardíaco foi a intercorrência mais comum (27,9%).

 

 

A mortalidade hospitalar foi de 14,3% (20 pacientes), sendo de 10% nos pacientes submetidos à revascularização isolada e de 22% nos submetidos a outro procedimento associado: essa diferença não foi estatisticamente significativa (p = 0,091). Choque cardiogênico foi a principal causa de óbito encontrada, sendo responsável pelo falecimento de 11 (55,0%) pacientes.

Os fatores de risco para mortalidade hospitalar estão descritos na Tabela 5. Os demais fatores analisados não se mostraram significativos em análise bivariada.

Em relação aos preditores de morbidade, apenas os tempos de circulação extracorpórea e de isquemia prolongados mostraram-se estatisticamente significativos (Tabela 6).

 

Discussão

Com crescente frequência ocorre a necessidade de decisão sobre o melhor tratamento da doença arterial coronariana em pacientes com mais de 80 anos. O envelhecimento promove o aumento de comorbidades, além do aumento da prevalência de doença arterial coronariana e de suas consequências nos mais idosos7.

A indicação cirúrgica nos pacientes octogenários visa, principalmente, ao alívio dos sintomas e a uma melhora na qualidade de vida, uma vez que o resultado a longo prazo está limitado pela expectativa de vida nessa faixa etária e ainda pode ser afetado pelo surgimento, em outros órgãos, de doenças relativas à própria idade1. Nos últimos anos, a CRM tem sido executada em pacientes cada vez mais idosos, com envolvimento multivascular coronário, disfunção ventricular esquerda e outras afecções crônico-degenerativas associadas. As características da população deste estudo comprovam tais peculiaridades, na medida em que 65,7% dos pacientes possuíam lesão grave triarterial, 26,4% diabete e 72,9% hipertensão e 26,4% diabete, frequências semelhantes aos dados da literatura8-10. Tal fato representa uma característica importante dessa população, a qual contribui para o aumento de seu risco cirúrgico.

A combinação de doença coronariana mais avançada e de piores comorbidades ocasiona um aumento de complicações fatais e não fatais, com maiores taxas de infarto do miocárdio intra ou pós-operatório, baixo débito cardíaco, acidente vascular cerebral, complicações gastrointestinais, infecção da ferida operatória, insuficiência renal e uso do balão intra-aórtico6. No presente estudo, a complicação mais frequente foi o baixo débito cardíaco (27,9%), como ocorreu também em outras séries4,11.

A mortalidade hospitalar de 14,3% desta série de casos encontra concordância com a literatura. No mesmo período deste levantamento, foram realizadas no Instituto de Cardiologia 3.530 cirurgias de revascularização isolada, com mortalidade hospitalar global de 3,7%, e 673 revascularizações com cirurgias associadas, cuja mortalidade foi de 10,3%. A distinção das taxas de mortalidade do procedimento isolado (10%) e do associado a outro procedimento é relevante, visto que é sabido que a realização da cirurgia associada incrementa o risco de mortalidade. Iglézias e cols.12 demonstraram um aumento de 25% na mortalidade hospitalar, com diferença estatisticamente significativa (p = 0,002) para o grupo que realizou cirurgia isolada, diferentemente do que ocorreu na presente pesquisa.

López-Rodríguez e cols.13, em análise recente de 140 octogenários submetidos à cirurgia cardíaca, encontraram uma mortalidade de 8,3% na cirurgia isolada e de 21,4% na associada, sendo que nesse estudo a circulação extracorpórea não foi utilizada em 25% dos pacientes. Peterson e cols.14 realizaram o maior estudo com pacientes octogenários até o presente momento, incluindo 24.461 pacientes submetidos à cirurgia isolada, descrevendo uma mortalidade hospitalar de 11,5%.

Vários trabalhos têm relatado os resultados da CRM em idosos, por se tratar de um grupo diferente de pacientes principalmente em relação às associações com outras doenças no pré-operatório e às complicações que podem aparecer após o procedimento15. Entretanto, até o presente momento, há poucos estudos no cenário nacional que abordam os pacientes octogenários, sendo essa a contribuição deste artigo.

Iglézias e cols.4 analisaram 361 pacientes com idade igual ou superior a 70 anos (média 73,9 ± 3,3) submetidos à CRM isolada, descrevendo uma mortalidade de 9,1% em 30 dias. Esse mesmo grupo analisou, em outro estudo11, 100 pacientes submetidos à CRM isolada com idade também igual ou maior a 70 anos, sendo metade operados com circulação extracorpórea (CEC) e a outra metade sem essa técnica, tendo ambos os grupos média de idade superior a 75 anos. A sobrevida em 30 dias foi de 92% para os operados com CEC e de 96% para os operados sem CEC, não havendo diferença estatisticamente significativa.

Em relação aos procedimentos cirúrgicos deste estudo, como já descrito, todos foram realizados utilizando CEC. Os benefícios da realização de cirurgias cardíacas sem CEC (off-pump) em idosos têm sido motivo de discussão há algum tempo. Em artigo recente, cujo objetivo foi comparar os resultados da CRM sem CEC em octogenários com a cirurgia convencional, não foi observada diferença estatisticamente significativa na mortalidade entre esses dois grupos (convencional 6,7% vs 3,1%; p = 0,22)16. Li e cols.17, em análise de 1.191 pacientes com idade superior a 65 anos, observaram que a CRM sem CEC esteve associada com desfechos precoces mais favoráveis, os quais, entretanto, não se mantiveram no seguimento, sendo a cirurgia tradicional relacionada a melhores resultados a médio e longo prazo. Essa observação foi ratificada em artigo de revisão recente, no qual foi observado que as evidências atuais sugerem que a CRM sem CEC pode oferecer uma menor morbidade perioperatória, mas ao custo de uma menor efetividade a longo prazo18.

A artéria torácica interna (ATI) é o melhor enxerto para revascularização miocárdica em termos de patência a longo prazo, livre recorrência de angina e de eventos cardíacos tardios. Devido ao aparente benefício da utilização da ATI ter sido mais enfatizado quanto aos resultados tardios de patência e sobrevida, muitos cirurgiões evitavam seu uso em pacientes idosos, assumindo não estar acrescentando substancial benefício a essa população19. No Brasil, a expectativa de vida atual é de 72,4 anos; porém os indivíduos que atingem a idade de 80 anos têm em média mais 9,4 anos de sobrevida20. Portanto, mais importante que a expectativa de vida global da população geral é a expectativa de quem atinge os 80 anos. Em relação aos pacientes octogenários submetidos à CRM isolada, estudos já demonstraram uma sobrevida semelhante14 ou mesmo superior21 à da população geral. Portanto, a não utilização da ATI no idoso, devido à presumida perda de importância da sua patência tardia, não pode ser vista como correta.

A baixa taxa de utilização da ATI neste estudo (24,3%) justifica-se pelo seu caráter retrospectivo, no qual se verificou a realidade de um hospital por um longo período de tempo, onde a opinião do uso desse enxerto na faixa etária em questão modificou-se, sendo a preferência atual da maioria dos cirurgiões o implante de mamárias mesmo nos octogenários.

Os preditores de mortalidade hospitalar mostrados na Tabela 4 são semelhantes aos encontrados em outros estudos em idosos. Os preditores mais significativos foram sepse, CRM prévia, baixo débito cardíaco pós-operatório e disfunção renal, tanto pré como pós-operatória. É importante ressaltar novamente a limitação deste estudo pela impossibilidade de, em virtude da reduzida amostra e do grande número de variáveis preditoras significativas em análise bivariada, realizar uma análise multivariada, na qual poderiam ser obtidas indicações de preditores independentes de mortalidade hospitalar.

Em análise de 589 pacientes com idade superior a 75 anos submetidos à cirurgia cardíaca, López-Rodríguez e cols.13 verificaram o tempo de circulação extracorpórea prolongado, superior a 120 minutos, como preditor independente de morbidade pós-operatória. No presente estudo, essa variável mostrou-se preditora em análise bivariada, assim como o tempo de isquemia prolongado.

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia22, a idade não deve ser contraindicação para a realização da cirurgia, sendo importante avaliar a idade real com a aparente, o estado geral e as capacidades físicas e intelectuais do paciente. De acordo com as Diretrizes da ACC/AHA6, o paciente e o médico devem juntos explorar os potenciais benefícios da melhora da qualidade de vida, observando os riscos do procedimento em comparação com uma terapia alternativa, também levando em conta a capacidade funcional basal e a preferência do paciente. A idade isoladamente não deve ser uma contraindicação para a CRM, se considerarmos que os benefícios superam o risco do procedimento a longo prazo.

 

Conclusão

A CRM em octogenários está relacionada a uma morbimortalidade maior do que em pacientes mais jovens, o que, entretanto, não impede a intervenção se houver indicação pela condição clínica. As complicações mais frequentes foram baixo débito cardíaco, disfunção renal e suporte ventilatório prolongado. Os maiores preditores de mortalidade foram sepse, CRM prévia, baixo débito cardíaco pós-operatório e disfunção renal pós-operatória. Quanto à morbidade, foram preditores tempo de circulação extracorpórea > 120 min. e de isquemia > 90 min. Assim, a indicação de cirurgia deve ser criteriosamente avaliada e individualizada, levando-se em consideração a idade e estado geral do paciente, sua expectativa de vida, sua probabilidade de retorno à vida social, a localização e gravidade das lesões coronarianas, a extensão do miocárdio sob isquemia, a intensidade dos sintomas, a presença de comorbidades, a experiência da equipe cirúrgica e os resultados comparativos com as outras formas de tratamento, seja farmacológico ou através da angioplastia percutânea.

 

Agradecimentos

Agradecimentos aos doutores Guaracy Fernandes Teixeira Filho, Paulo Roberto Prates e João Ricardo Michielin Sant´Anna, membros da Equipe de Cirurgia Cardiovascular do IC-FUC.

 

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Correspondência:
Renato A. K. Kalil
Av. Princesa Isabel, 370 - Santana
90.620-001 - Porto Alegre,RS - Brasil
E-mail: kalil.pesquisa@cardiologia.org.br, fpivatto@gmail.com

Artigo recebido em 05/11/08; revisado recebido em 06/08/09; aceito em 25/09/09.

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