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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.95 no.2 São Paulo Aug. 2010  Epub July 02, 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2010005000080 

ARTIGO ORIGINAL
DISLIPIDEMIAS

 

Efeito da dieta e do ciclismo indoor sobre a composição corporal e nível sérico lipídico

 

 

Valéria Sales do ValleI; Danielli Braga de MelloII; Marcos de Sá Rego FortesIII; Estélio Henrique Martin DantasIV; Marco Antonio de MattosV

ILaboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo Branco (LABIMH/RJ)
IIEscola de Educação Física do Exército (EsEFEx)
IIIInstituto de Capacitação Física do Exército
IVCNPq
VInstituto Nacional de Cardiologia-INC, Rio de Janeiro, RJ - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: O ciclismo indoor é um exercício aeróbico no qual se utiliza grandes grupamentos musculares dos membros inferiores, carente de impacto osteoarticular e de elevado gasto calórico, o que o torna interessante para se gerar uma estratégia não farmacológica.
OBJETIVO: Analisar a composição corporal e o perfil lipídico sérico de mulheres com sobrepeso após doze semanas de dieta hipocalórica e treinamento de ciclismo indoor.
MÉTODOS: Foram randomizadas 40 mulheres (23,90 ± 3,10 anos), subdivididas em quatro grupos: controle (C), ciclismo indoor (CI), ciclismo indoor associado a dieta hipocalórica (CD) e dieta hipocalórica (D). As variáveis analisadas foram: estatura e massa corporal, IMC, percentual de gordura, massa magra, triglicerídeos, colesterol e lipoproteinas (HDL,LDL,VLDL). O treinamento de ciclismo indoor consistiu em três sessões semanais de 45 minutos cada e a uma restrição energética de aproximadamente 1.200 kcal. O estudo teve duração de 12 semanas. Utilizou-se a estatística descritiva (média e desvio padrão) e inferencial (test t de Student). O nível de significância adotado foi de p < 0,05.
RESULTADOS: Os grupos CI, CD e D reduziram significativamente as médias das variáveis antropométricas após as 12 semanas de intervenção (massa corporal, percentual de gordura e índice de massa corporal), além dos níveis séricos de colesterol total e triglicerídios. Em relação ao HDL colesterol, houve aumento significativo para os grupos CI e CD.
CONCLUSÃO: De acordo com os resultados, o ciclismo indoor e a dieta hipocalórica contribuíram no combate ao sobrepeso bem como no controle do nível sérico dos lipídeos.

Palavras-chave: Sobrepeso, ciclismo, lipídeos, composição corporal.


 

 

Introdução

A dislipidemia e a obesidade representam um grave problema de saúde pública e devem ser tratados através de programas de prevenção e educação. A terapêutica consiste em mudanças no estilo de vida, com hábitos alimentares saudáveis, manutenção ou aquisição de massa corporal adequada, exercícios físicos regulares e, dependendo da resposta, a utilização de hipolipemiantes1,2.

A prática regular de exercícios físicos tem recebido grande notoriedade no campo da saúde, não apenas por sua ação isolada na prevenção e no controle das doenças cardiovasculares3,4, mas também por induzir a alterações positivas nos níveis de lipídeos plasmáticos5.

Diversos estudos têm demonstrado que a prática regular de exercício físico pode promover efeitos crônicos, tais como: diminuição na concentração de triglicerídeos (TG), lipoproteína de baixa densidade (LDL), colesterol total (CT), resistência à insulina, massa corporal (MC), índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura (%G) com concomitante aumento nos níveis de lipoproteínas de alta densidade (HDL), massa magra (MM) e taxa metabólica basal6,7. E o exercício que mais atua no metabolismo de lipoproteínas é o aeróbico8.

O ciclismo indoor9 é um exercício aeróbico no qual se utiliza grandes grupamentos musculares dos membros inferiores, carente de impacto osteoarticular e de elevado gasto calórico, o que o torna interessante para se gerar uma estratégia não farmacológica. É aplicável a todas as faixas etárias e a diferentes níveis de condicionamento.

Em um período de clara consolidação no setor do fitness, o ciclismo indoor demonstra estar a cada dia mais vivo10,11, sendo uma estratégia atraente para se obter aumento na aptidão cardiorrespiratória, redução da gordura corporal e a possível minimização no risco de doenças cardiovasculares .

O objetivo do presente estudo foi analisar a composição corporal e o perfil sérico lipídico de mulheres adultas com sobrepeso submetidas a 12 semanas de dieta hipocalórica, associada ou não ao treinamento de ciclismo indoor.

 

Métodos

Após a realização do cálculo amostral, definiu-se pela randomização (através da geração de números aleatórios por computador) de 40 mulheres saudáveis, de acordo com o American College of Sports Medicine (ACSM)12, voluntárias e iniciantes em um programa de ciclismo indoor. Estas foram divididas em quatro grupos: grupo ciclismo indoor (CI), grupos ciclismo indoor associado à dieta hipocalórica (CD), grupo dieta (D) e grupo controle (C). Cada grupo foi constituído por 10 mulheres.

Todas as voluntárias foram informadas oralmente e por escrito sobre os procedimentos do presente estudo, e concordaram em assinar o termo de consentimento pós-informado. O presente trabalho atendeu às normas para a realização de pesquisa em seres humanos13.

A coleta de dados foi dividida em 4 etapas:

1ª Etapa: avaliação da composição corporal

Foi mensurada através de métodos antropométricos e conforme o protocolo citado por Lohman e cols.14. Foram medidas as seguintes variáveis: massa corporal (MC), estatura, índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura (%G) e massa magra (MM).

As medidas de massa corporal (kg) e estatura (m) foram realizadas através de uma balança (Filizola®, Brasil) com precisão de 100 g e escala de 0 a 150 kg, a qual possuía um estadiômetro acoplado.

O índice de massa corporal (IMC), obtido através da divisão dessas duas medidas (kg/m2), foi utilizado para a classificação da obesidade segundo os limites de corte recomendados por Ardern e cols.15.

O percentual de gordura foi verificado segundo o protocolo de sete dobras de Pollock e Wilmore16, através de um plicômetro (Lange®).

2ª Etapa: avaliação diagnóstica

Foi realizada pelo laboratório Sérgio Franco Medicina Diagnóstica, e mensuradas através da coleta sanguínea as seguintes variáveis: triglicerídeos (TG), lipoproteína de baixa densidade (LDL), lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL), lipoproteína de alta densidade (HDL) e colesterol total (CT). Para as dosagens da HDL, CT e TG, foi utilizado o método enzimático colorimétrico. O VLDL e LDL foram calculados pela equação de FRIEDEWALD, sendo todos os valores expressos em mg/dl.

Os indivíduos dos quatro grupos C, CI, GD e D realizaram os procedimentos da 1ª e 2ª etapas, que ocorreram na mesma semana.

3ª Etapa: intervenção

Ciclismo indoor - Foi realizado pelos grupos CI e CD através de um modelo de treinamento intervalado com curtos períodos de recuperação ativa que permitissem uma recuperação do exercício realizado. As aulas foram executadas em três sessões semanais, constando-se cada uma de aproximadamente 45 minutos, em um período de 12 semanas. Os grupos CI e CD realizaram as aulas em horários diferentes, porém seguindo o mesmo protocolo.

A intensidade foi controlada através da frequência cardíaca, bpm musical para determinação da cadência e percepção subjetiva de esforço (sobrecarga).

O monitoramento da frequência cardíaca foi realizado com ajuda de quatro colaboradores, através de um frequencímetro da marca Polar® (Finlândia), modelo F1.

O treinamento foi realizado na zona alvo 55 ± 5% a 85 ± 5% FCMax, sendo utilizada a equação de Inbar17:

FCMax = 205,8 - 0,685 x idade

Para o controle da cadência foi utilizado o BPM musical (nº de batidas por minuto de música), pois além de desempenhar um papel importante na motivação e incentivo, constitui também um recurso didático para determinar o ritmo de execução das técnicas selecionadas, já que existe uma correlação direta do bpm e rpm11.

O controle da sobrecarga foi realizado através da Escala de Esforço Percebido de Borg, por meio de uma tabela fixada próximo as bicicletas através de números que representassem o grau de esforço.

Dieta hipocalórica - Os grupos CD e D foram orientados pela mesma nutricionista através de um recordatório alimentar. Durante o período de estudo, os indivíduos participaram de reuniões quinzenais. Em todos os atendimentos, além da avaliação nutricional, foram verificadas quais das metas estabelecidas foram efetivamente alcançadas. A seguir, as participantes tinham a oportunidade de expressar as dificuldades sentidas para seguir as orientações da(s) consulta(s) anterior(es), sendo, então, orientadas em relação às possíveis formas para contornar tais dificuldades.

O consumo energético foi de aproximadamente 1.200 kcal/dia, divididas em aproximadamente oito refeições (com intervalo de no mínimo duas horas e no máximo quatro horas). Os indivíduos foram orientados a não substituir as refeições principais por lanches, respeitar sempre os horários e quantidades e ingerir no mínimo dois litros de água por dia. O período compreendido para essa restrição foi de 12 semanas.

Cada indivíduo recebeu, além do plano alimentar com uma lista de substituição para eventual troca (sempre respeitando as quantidades), observações e informações sobre a rotina alimentar.

4ª Etapa: reavaliação

Ao final de 12 semanas de intervenção, os grupos experimentais realizaram os mesmo procedimentos e protocolos descritos na 1ª e 2ª etapas.

Para análise dos resultados utilizou-se a estatística descritiva18, através de medidas de localização (média) e de dispersão (desvio padrão). A homogeneidade das amostras foi verificada através da Curtose, e a normalidade através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Foram utilizadas técnicas de estatística inferencial para comparação entre as médias através do teste t de Student e o Anova (análise de variância) na análise inter e intragrupos. Posteriormente, foi aplicado o Post Hoc de Tuckey para identificação e determinação do grupo que apresentar resultado significativo. Foi utilizado o nível de significância de 95% (p < 0,05).

 

Resultados

A idade média das 40 mulheres foi de 23,90 ± 3,10 anos, e entre os grupos não houve diferença. Todos os grupos apresentaram uma distribuição normal e homogênea para todas as variáveis analisadas. Observou-se um percentual de gordura (%G) elevado para a idade média dos grupos e um IMC entre 25,0 kg/m2 e 30,0 kg/m2 que permitiu classificá-los como sobrepeso (Tabela 1).

Na Tabela 2 verificou-se distribuição normal e homogênea das variáveis do perfil lipídico dos quatro grupos, assim como a verificação da normalidade. Os grupos apresentaram uma distribuição normal e homogênea para todas as variáveis analisadas. Ao compararmos os resultados médios, obtidos com os valores de referência dos lipídios plasmáticos que são recomendados pela III diretriz brasileira sobre dislipidemias e diretrizes de prevenção da aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia1, os quatro grupos mantiveram-se dentro dos limites desejáveis.

Na Tabela 3 estão expostos os resultados das médias das variáveis antropométricas dos quatro grupos antes e depois de 12 semanas de intervenção. Os grupos CI, CD e D apresentaram uma redução significativa na MC, IMC e %G. Foi observada uma redução significativa na MM somente no grupo D. Na análise intergrupos foi observada diferença na %G entre os grupos C e CD.

Em relação aos resultados das médias do nível sérico dos lipídeos dos quatro grupos antes e depois de 12 semanas de intervenção, observou-se que os grupos CI, CD e D apresentaram alterações positivas no TG, LDL e VLDL. Quanto ao CT, foram observadas reduções somente nos grupos CD e D. Ao analisarmos o HDL, os grupos CI e CD demonstraram aumentos significativos. Os grupos CI, CD e D obtiveram classificação ótima para as variáveis TG, CT, HDL e VLDL. A LDL, mesmo tendo reduzido significativamente, manteve-se na categoria desejável (Tabela 4).

Na análise intergrupos foram observadas diferenças positivas na HDL entre os grupos C e CD (p = 0,02), CI e D (p = 0,05) e CD e D (p = 0,016); e VLDL entre os grupos C e CI (p = 0,03) e C e CD (p = 0,00).

 

Discussão

Ao analisarmos os resultados apresentados pelos grupos CI, CD e D, após 12 semanas de intervenção, podemos observar uma redução nos valores médios das variáveis MC, %G e IMC. Evidências científicas sugerem que a combinação de modificações dietéticas associada aos exercícios físicos é o comportamento mais efetivo para a perda de peso19,20 .

Os grupos CI e CD não apresentaram modificações na MM, algo que não ocorreu com o grupo D, no qual foi observada uma redução de aproximadamente 2 kg. Diversos estudos afirmam que a dieta, isoladamente, pode acarretar uma redução na MM e que a inclusão de um programa de exercícios físicos promove a preservação da mesma21-23. Com base nesses achados, pode-se dizer que o ciclismo indoor contribuiu para a manutenção da MM.

A partir das alterações positivas nas variáveis antropométricas apresentadas pelos grupos CI e CD, pode-se dizer que a redução na MC apresentada por ambos está relacionada à redução no percentual de gordura, já que a MM se manteve.

Monteiro e cols.24 observaram o efeito de um programa misto de intervenção nutricional e exercício físico sobre a composição corporal de mulheres obesas. A amostra foi dividida em dois grupos; um realizou somente a dieta e o outro a dieta associada ao exercício físico. As reduções da MC foram maiores para o grupo que realizou exercícios associados à dieta (-2,3 kg para grupo dieta e -5,3 kg para o grupo exercício e dieta). Tais achados, juntamente com os encontrados na atual pesquisa, vêm ratificar a importância de se combinar modificações dietéticas e exercícios físicos a fim de se obter uma redução na massa corporal19,25.

Sabe-se que a obesidade está relacionada aos distúrbios no metabolismo lipídico26. Uma pesquisa realizada por Coelho e cols.27 em 153 estudantes de medicina (18 a 31 anos) apontou níveis elevados de CT e TG somente em indivíduos obesos.

Os mecanismos que relacionam altos níveis de gordura corporal às dislipidemias não estão completamente entendidos. Entretanto, sugere-se que o aumento exacerbado na taxa de lipólise resulte em elevadas concentrações plasmáticas de ácidos graxos não esterificados, contribuindo para o aumento da síntese hepática de VLDL, além de inibir a captação de glicose estimulada pela insulina, de maneira dose dependente, resultando em resistência periférica à insulina28.

Embora os indivíduos da atual pesquisa fossem sobrepesados e apresentassem perfil lipídico desejável, pode-se observar uma redução nas variáveis antropométricas e consequentemente no perfil lipídico sérico.

Os grupos CI e CD, os quais realizaram o treinamento de ciclismo indoor, demonstraram um aumento na variável HDL. Uma metanálise29 de 51 estudos, dos quais 28 randomizados controlados, com mais de 12 semanas de treinamento com exercícios aeróbicos, de moderada a alta intensidade, alguns com intervenção dietética associada, demonstrou grande variabilidade de respostas do perfil lipídico, no qual o aumento nos níveis de HDL foi o achado mais marcante (47% dos estudos), com menos frequência, a redução do TG, CT e do LDL.

O estilo de vida sedentário é um comportamento claramente identificado com perfil lipídico desfavorável30,31. Kelley e cols.32 recomendam exercícios aeróbicos a fim de melhorar o nível sérico dos lipídeos. O esclarecimento para tais mudanças provavelmente reside na promoção de melhor funcionamento dos processos enzimáticos envolvidos no metabolismo lipídico. O aumento da atividade enzimática da lípase lipoproteica é o achado mais bem embasado por evidências, podendo ocorrer a partir de única sessão de exercício físico, bem como ao longo do treinamento.

Durstine e Moore33 apontam que o total de exercícios físicos parece ser mais importante que a intensidade para se induzir os efeitos benéficos sobre as lipoproteínas, particularmente TG e HDL. No entanto, é necessário atingir um gasto energético semanal de aproximadamente 1.200 a 2.200 calorias.

Por outro lado, a dieta hipocalórica é considerada imprescindível no tratamento das dislipidemias34. Os grupos CI, D e CD apresentaram reduções no TG, LDL e VLDL. Porém somente os grupos D e CD diminuíram o CT. Com isso, pode-se observar que a dieta foi importante para se obter tal redução.

Stefanick e cols.35 verificaram redução das concentrações de LDL e CT somente no grupo que realizou a combinação de dieta e exercícios físicos. Nieman e cols.36, em um estudo semelhante, observaram redução do CT e TG nos grupos submetidos à dieta e redução dos níveis de LDL somente no grupo que realizou a combinação de dieta e exercícios físicos.

 

Conclusão

Diante do exposto, o ciclismo indoor e a dieta demonstraram ser excelentes estratégias para se combater o sobrepeso, bem como melhorar os níveis séricos dos lipídeos. Com isso, observa-se a importância de se adotar um estilo de vida saudável, através de uma intervenção dietética e inclusão de exercícios físicos. E quanto maior a diversidade de exercícios físicos comprovadamente benéficos para o adequado controle lipídico e redução da MC, cada indivíduo terá a oportunidade de escolher sua modalidade preferida e com isso a possibilidade de maior adesão aos programas de exercícios físicos.

Recomendações

Sugere-se que futuros estudos investiguem outras populações, como por exemplo, gênero masculino e obesos. Recomenda-se ainda o aumento da amostra, com o objetivo de dar maior consistência para a aplicação generalizada dos resultados com esta população específica; e a realização das medidas: circunferência da cintura e relação cintura quadril, já que estão ligadas diretamente com o risco de dislipidemia.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.

Vinculação Acadêmica

Este artigo é parte de dissertação de Mestrado de Valéria Sales do Valle pela Universidade Castelo Branco.

 

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Correspondência:
Valéria Valle
Rua Miecio Pereira da Silva, 80 - Campo Grande
23088-320 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil
E-mail: valeriasvalle@yahoo.com.br

Artigo recebido em 03/04/09; revisado recebido em 28/10/09; aceito em 10/12/09.

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