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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.96 no.1 São Paulo Jan. 2011  Epub Dec 03, 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2010005000162 

Influência das características mamárias na cintilografia miocárdica pelo método Monte Carlo

 

Influence of breast characteristics in myocardial scintigraphy through the Monte Carlo method

 

 

Anderson Oliveira; Berdj Aram Meguerian; Cláudio Tinoco Mesquita

Comissão Nacional de Energia Nuclear, Hospital Pró-Cardíaco, Instituto Nacional do Câncer, Universidade Federal Fluminense, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, RJ - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: Pela redução da especificidade associada à perda de informação, a influência da atenuação das mamas é de fundamental importância em estudos de perfusão do miocárdio. Entretanto, apesar de vários estudos terem sido realizados ao longo dos últimos anos, pouco se tem evoluído para determinar com acurácia a influência das características das mamas sobre a qualidade da cintilografia miocárdica, evitando exposições adicionais de radiação às pacientes.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é quantificar a atenuação de fótons pelas mamas, em estudos de perfusão do miocárdio com 99mTc, de acordo com diferentes tamanhos e composições.
MÉTODOS: Cada mama foi assumida como sendo um cubo composto de tecido adiposo e fibroglandular. Os dados referentes aos fótons de 99mTc foram analisados em um modelo de Monte Carlo. Variamos a espessura e a composição das mamas e analisamos as interferências na atenuação. Foi empregado o software EGS 4 para as simulações.
RESULTADOS: Fixando a espessura de uma mama, a variação da sua composição acarreta um acréscimo máximo de 2,3% no número de fótons atenuados. Em contrapartida, mantendo-se uma composição do tecido mamário fixa, a diferença na atenuação de fótons foi de 45,0%, sendo em média de 6,0% para cada acréscimo de centímetro na espessura da mama.
CONCLUSÃO: A simulação por Monte Carlo demonstrou que a influência das espessuras das mamas na atenuação de fótons em cintilografias do miocárdio com 99mTc é muito maior do que a influência das suas composições.

Palavras-chave: Mama/cintilografia, traumatismo por reperfusão miocárdica, método Monte Carlo.


ABSTRACT

BACKGROUND: By reducing the specificity associated with loss of information, the influence of attenuation of the breasts is very important in myocardial perfusion studies. However, although several studies have been conducted over the past years, little has been developed to determine accurately the influence of the characteristics of the breasts on the quality of myocardial scintigraphy, avoiding additional exposure to radiation.
OBJECTIVE: The purpose of this study is to quantify the attenuation of photons by the breasts, in myocardial perfusion studies with 99mTc according to different sizes and compositions.
METHODS: Each breast was assumed to be a cube composed of fibroglandular and adipose tissue. The data related to 99mTc photons were analyzed in a Monte Carlo model. We varied the thickness and composition of breasts and analyzed the interference in attenuation. The EGS 4 software was used in the simulations.
RESULTS: Setting the thickness of a breast, the variation of its composition causes a maximum increase of 2.3% in the number of photons attenuated. By contrast, maintaining a fixed composition of breast tissue, the difference in photon attenuation was 45.0%, averaging 6.0% for each additional centimeter in the breast thickness.
CONCLUSION: Monte Carlo simulation showed that the influence of the thickness of the breasts in the attenuation of photons in myocardial scintigraphy with 99mTc is much greater than the influence of their compositions.

Key words: Breast/radionuclide imaging; myocardial reperfusion; injury: Monte Carlo method.


 

 

Introdução

Estudos atuais têm demonstrado uma crescente preocupação com a dose de radiação associada aos procedimentos médicos de imagem1,2. Nos Estados Unidos, a cintilografia de perfusão miocárdica chega a ser responsável por mais de 22,0% da dose efetiva total de radiação para a população de adultos não idosos1. Além disso, em decorrência dos procedimentos médicos de imagem, quase 20,0% dos homens e 18,0% das mulheres recebem doses de até 20 mSv por ano, limite máximo anual permitido para trabalhadores expostos à radiação ionizante3.

Uma das maiores limitações à acurácia da cintilografia miocárdica é a atenuação dos fótons pelos tecidos moles4. Há um consenso de que as técnicas de correção da atenuação reduzam o número de exames de perfusão miocárdica falso-positivos5-7. As técnicas de correção da atenuação dos fótons consistem no uso de fontes externas de radiação acopladas para gerar mapas de correção não uniformes ou no uso de procedimentos matemáticos que permitam a correção de atenuação, sendo que os primeiros são os mais amplamente empregados na prática clínica8-10.

Pelo fato de métodos aplicados para correção da atenuação ocasionarem a exposição a doses adicionais de radiação, estudos de cálculos de dose com aparelhos de cintilografia acoplados a aparelhos de tomografia computadorizada com baixa dose de Raios-X têm sugerido um aumento de até 10,0% na dose efetiva de radiação para cada paciente10.

As técnicas de simulação de Monte Carlo se tornaram muito importantes no estudo da física médica nos últimos 50 anos. Trata-se de uma modelagem matemática utilizada para avaliar vários parâmetros das imagens de medicina nuclear, visto que não existe solução analítica para resolver as equações que descrevem a interação dos fótons com as estruturas atenuadoras não uniformes do corpo e as geometrias complexas dos detectores e colimadores11.

O propósito deste trabalho é determinar a influência da atenuação de fótons pelas mamas, em estudos de perfusão do miocárdio com 99mTc-sestamibi, para mamas de diferentes composições e volumes, levando em consideração fatores, como composição (afetada pela idade) e espessura, utilizando o método de Monte Carlo para empreender a correção de atenuação por procedimentos matemáticos.

 

Métodos

Todas as simulações foram feitas empregando o código EGS4 (Electron Gamma Shower - versão 4)12. O estudo da atenuação de fótons pelas mamas em estudos de perfusão do miocárdio foi realizado utilizando o 99mTc como fonte de radiação13.

Na posição supina, na qual é realizado o estudo de perfusão do miocárdio, as mamas assumem forma piramidal, que em analogia pode ser simplificada para a forma cúbica. Essa forma foi a adotada na reprodução. O cubo teve seu lado variando de 5 cm a 10 cm, em intervalos de um centímetro, com o objetivo de simularmos mamas de diversos tamanhos.

As mamas são heterogêneas e compostas de diversos componentes de tecidos básicos, os quais têm suas composições elementais conhecidas14. Desde que algumas simplificações possam ocorrer, é aceitável que as mamas sejam adequadamente representadas por uma soma dos seus dois principais componentes: tecido adiposo e tecido fibroglandular. Neste estudo, consideramos a presença apenas desses dois tecidos fundamentais para fim das simulações.

Conhecendo-se a composição química e a densidade de cada um desses compostos, podem-se representar adequadamente as mamas através das equações (1) e (2):

Onde Cm é a composição química de uma mama, fa é a fração em peso de tecido adiposo, Ca é a composição química de tecido adiposo, fg é a fração em peso de tecido fibroglandular, Cg é a composição química de tecido fibroglandular, rm é a densidade de uma mama, ra é a densidade de tecido adiposo e rg é a densidade de tecido fibroglandular.

A partir das equações (1) e (2), foram simuladas 6 tipos de mamas. Tais simulações visaram verificar não só a influência da espessura, como também os efeitos da composição das mamas na atenuação dos fótons. A percentagem de tecido adiposo foi modificada de 0 a 100,0%, em intervalos de 20,0%. Assim, foram adotados 0, 20, 40, 60, 80 e 100,0% de tecido adiposo na composição de uma mama. Consequentemente, 100, 80, 60, 40, 20 e 0,0% de tecido fibroglandular, respectivamente. As densidades e as frações em peso para a composição elemental de tecido adiposo e fibroglandular foram retiradas da ICRU 4414 e são apresentadas no Quadro 1.

Considerando as mamas como sendo compostas apenas de tecido adiposo, foram realizadas 6 simulações. Cada uma para um tamanho diferente da espessura cubo. Em seguida, o procedimento foi repetido para as demais situações. Em todos os casos, foi considerado um feixe de fótons incidindo diretamente em uma mama (cubo) com energia de 140 keV.

A maioria dos equipamentos SPECT utilizam cristais cintiladores de iodeto de sódio com impurezas de Tálio (NaI[Tl]). Uma vez que os fótons precisam perder energia no cristal para serem registrados, apenas uma pequena parcela destes fótons é aproveitada em função das pobres características de detecção do NaI(Tl)15. Além disso, devido à atenuação do meio entre a fonte e o detector, a maior parte dos fótons chega ao cristal cintilador com energia inferior a 140 keV. Por esse motivo, costuma-se adotar uma janela em torno da energia de fotopico. Neste trabalho, foi considerada uma janela de energia16 de 14,0%.

Os dados são apresentados como média ± desvio-padrão. Foram utilizados testes de cálculo do coeficiente de correlação linear para avaliar a associação entre o número de fótons atenuados e as várias espessuras das mamas e suas composições. O teste t de Student para dados não pareados foi utilizado para analisar as médias de fótons não detectados de acordo com a variação de espessura e composição das mamas.

Valores de probabilidade < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos.

 

Resultados

A primeira análise realizada foi a correlação entre a percentagem de fótons que atravessaram as mamas e as espessuras e características destas. A Figura 1 demonstra a relação entre o número de fótons que atravessam as mamas, expressos em percentagem, com suas respectivas energias, em uma mama com tecido 100,0% fibroglandular e diferentes espessuras do tecido. Podemos observar que, na faixa de energia do fotopico do 99mTc (140 keV), a espessura de 5 cm de tecido fibroglandular permite a passagem de 55,7% dos fótons com a energia de 140 keV. Variando tal espessura para 10 cm, a passagem de fótons com 140 keV é reduzida para 30,8%, demonstrando uma redução da ordem de 45,0% dos valores prévios.

Quando fazemos os mesmos cálculos para os fótons com energia menor que a do fotopico (<140 keV), observamos que o aumento de espessura da glândula de 5 cm para 10 cm acarreta um aumento do percentual de fótons que são registrados com energias < 140 keV, efeito contrário ao visto com os fótons de 140 keV. Para a energia de 100 keV, o percentual de fótons registrados passa de 12,2% para 17,2%.

Na Tabela 1, está listada a percentagem de fótons não detectados dentro da janela energética em função da atenuação de uma mama. Nessa tabela, foram consideradas variações na espessura da mama e na composição tecidual desta. Ainda na Tabela 1, vemos que, para uma mesma composição de uma mama, há um acréscimo de quase 6,0% no número de fótons perdidos ao aumentar a espessura da mama de 5 para 6 cm. No entanto, mantendo-se inalterada a espessura, uma variação de 20,0% na composição de tecido glandular não acarreta diferenças significativas no número de fótons perdidos (o valor máximo de perda foi de 0,6%).

 

 

Numa situação extrema, ao mudar de uma mama composta apenas de tecido adiposo para uma composta apenas de tecido fibroglandular a perda de fótons aumenta no máximo em 2,3%. Valor, comparativamente, bem menor do que a variação de apenas um centímetro de aumento na espessura de uma mama (Tabela 1).

A perda de fótons chega a ser mais de 36,0% para uma mama de 5 cm de espessura, chegando a 60,5%, quando a mama possui 10 cm de espessura. Tal perda pode induzir a uma área de hipocaptação em áreas que deveriam ser de captação normal.

Houve uma forte correlação, inversamente proporcional, entre a variação do conteúdo glandular mamário e o número de fótons atenuados: r = - 0,999 para espessura de 5 cm e r = -0,989 para espessura de 10 cm.

Comparando as médias dos números de fótons não detectados para as espessuras de 5 e 10 cm, foi observado um aumento significativo nos números de fótons não detectados (35,45 ± 0,68 versus 59,48 ± 0,84); p < 0,00001. Ao compararmos uma variação de um centímetro na espessura, de 5 e 6 cm, foi observado um aumento significativo nas médias dos números de fótons não detectados (35,45 ± 0,68 versus 41,08 ± 0,78), p < 0,00001.

No entanto, ao dobrar o percentual de tecido fibroglandular de 20 para 40,0% (47,62 ± 9,02 versus 48,03 ± 9,04) e de 40 para 80,0% (48,03 ± 9,04 versus 48,77 ± 9,03), as médias dos números de fótons não detectados não sofreram modificação significativas, p = 0,4689 e p = 0,4455, respectivamente. Considerando, ainda, um caso extremo, no qual o percentual de tecido fibroglandular passa de 0 para 100,0% (47,03 ± 8,90 versus 49,15 ± 9,06), não há mudanças estatísticas significativas na média dos números de fótons não detectados, p = 0,3459.

 

Discussão

Os nossos resultados demonstram que a simulação de Monte Carlo pode ser extremamente útil na análise dos efeitos da atenuação dos fótons em cintilografias do miocárdio com SPECT. Observamos que exames que empregam o 99mTc sestamibi têm como principal determinante para a atenuação de fótons, decorrente da interação com uma mama, a espessura e, em menor grau, a composição.

Uma limitação significativa para obtenção das imagens de perfusão miocárdica pelo método cintilográfico é a frequente presença de artefatos de atenuação nas imagens, decorrentes da interação dos fótons durante a travessia nos tecidos moles corporais. As causas comuns de artefatos de atenuação são as mamas nas mulheres e os tecidos subdiafragmáticos nos homens17.

A técnica de Monte Carlo tem sido amplamente aplicada para estudos da influência das mamas em exames de imagem18-20 e para o cálculo de doses decorrentes de tomografias computadorizadas21 ou de radioterapia22. Estudos com a técnica de Monte Carlo também têm-se mostrado muito valiosos na área de medicina nuclear23. A aplicação dessas simulações à análise dos efeitos da atenuação de fótons em cintilografia do miocárdio pode contribuir para o desenvolvimento da qualidade das imagens e permitem simulações que seriam pouco práticas em estudos experimentais, com exposição à radiação para pacientes e pesquisadores.

O real objetivo da correção de atenuação é diminuir a grande variabilidade na distribuição de contagens nas paredes do miocárdio24. Dessa maneira, uma das aplicações potenciais do nosso estudo é a utilização de índices de atenuação para corrigir os efeitos das mamas sobre a imagem cintilográfica através da geração de fatores de correção unitários. Com tais fatores, poderemos determinar a atenuação para cada tipo de mama, sem a necessidade de exames adicionais. A criação desses algoritmos de atenuação permitirá uma redução, ou até a abolição, de exames adicionais, que têm sido empregados para obtenção dos mapas de atenuação, que, além de expor as pacientes a doses adicionais, aumentam o tempo do exame, maximizando o número de pacientes atendidos ao dia4.

Em conclusão, os resultados demonstraram que a influência das espessuras das mamas na atenuação de fótons em cintilografias do miocárdio com 99mTc é muito maior que a influência das suas composições. Novos estudos, entretanto, devem ser realizados para extrapolar esses dados em modelos de aplicabilidade clínica para correção da atenuação mamária em cintilografias de perfusão miocárdica.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.

Vinculação Acadêmica

Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.

 

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Correspondência:
Anderson Oliveira
Rua das Laranjeiras, 43
Laranjeiras - 22240-000
Rio de Janeiro, RJ - Brasil
E-mail: anderol@oi.com.br
anderson@cnen.gov.br

Artigo recebido em 11/12/09; revisado recebido em 26/05/10; aceito em 08/06/10.

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